Em função da paralisação de atividades dos funcionários da UFJF o local do evento foi transferido.

Os organizadores do evento informam:
À ATENÇÃO DOS PARTICIPANTES DO V ENCONTRO DE PESQUISADORES
Em função da paralisação de atividades dos funcionários da UFJF o local do evento foi transferido para a sede do
INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE JUIZ DE FORA
Rua Getúlio Vargas, 455 – 4º andar.
Documentário da TV Senado, retoma a questão da identidade nacional a partir de relatos feitos por estrangeiros do descobrimento até as grandes expedições científicas do século XIX. Mostra a influência que esses relatos tiveram na construção da imagem do País perante o mundo e entre os próprios brasileiros. (2014. Dir.: João Carlos Fontoura).
Continuação do documentário João Carlos Fontoura exibido pela TV Senado sobre os relatos estrangeiros das primeiras viagens feitas ao Brasil e como influenciaram na construção da imagem do Brasil lá fora e também para os próprios brasileiros.
Assim como no primeiro episódio, também divulgado aqui no blog, autores e ou cronistas são citados neste vídeo tais como Claude d’Abbeville, Ives d’Éxreux, Johannes Baers, Hendrick Haecx, Johan Nieuhof e Pierre Moreau. Este vídeo ressalta, especialmente, a ocupação holandesa do nordeste, da qual Maurício de Nassau levou para a Europa uma série de informações e iconografia que entregou a Gaspar Barleus para escrever uma apologia de seus feitos no Brasil.
Durante uma pesquisa sobre a imprensa periódica em Leopoldina, entre 2010 e 2012, colecionei referências ao município em jornais locais e das capitais de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, especialmente nos acervos da Biblioteca Nacional e do Arquivo Público Mineiro. Para facilitar o arquivamento, fiz a ordenação por dia e mês de publicação. Nem todas as notas foram utilizadas no trabalho da pós graduação e há dois meses resolvi publicá-las aqui, na ordem em que se encontram.
A notícia abaixo, publicada no jornal Diário de Minas em 1867, trouxe uma informação curiosa.
O recorte faz parte de matéria da Secretaria da Presidência da Província de Minas Gerais, listando os Requerimentos despachados no mês de Maio de 1867. Este era um procedimento habitual nos órgãos oficiais de imprensa, assim como ocorre atualmente no Diário Oficial.
Mas o que chamou a atenção foi o nome da propriedade: Fazenda Suspiro. Até então, não havia sido encontrada referência a tal unidade produtiva naquela época. Considerando que não consta no Registro de Terras de 1856, e que o proprietário também não é citado na documentação contemporânea, é lícito supor que tenha se radicado no município em data posterior e que logo abriu um caminho para facilitar o próprio deslocamento. Mas quando decidiu interrompê-lo, provavelmente por ter passado a ser usado como se público fosse, queixas foram encaminhadas à Câmara Municipal que se manifestou contrária ao fechamento. O proprietário, então, recorreu ao Governo Provincial que deu a seguinte decisão: “Use dos meios ordinários”. Vale dizer: recorra à instância própria, à justiça.
Infelizmente não ficamos sabendo se Luiz Lopes Teixeira recorreu à justiça. Caso o tivesse feito, o fato seria divulgado na imprensa local. Mas naquela época ainda não havia jornal em Leopoldina, o que só viria a acontecer 4 anos mais tarde, quando começou a circular o mais antigo periódico de nossa cidade: O Leopoldinense.
“A divulgação do Brasil vai ficar, em larga medida, por conta de estrangeiros e não portugueses”, diz Jean Marcel de Carvalho França
Primeiro episódio da série exibida pela TV Senado em 2013
A festa de Rouen de Ferdinand Denis, Singularidades da França Antártica e Cosmografia Universal de André Thevet, Viagem à Terra do Brasil de Jean de Léry, bem como Terras recentemente descobertas, de Fracanzano de Montalboddo, são algumas das obras que nos mostram a imagem que se construiu do Brasil nos primeiros tempos. No vídeo são citados vários autores entre viajantes e ou cronistas estrangeiros como Binot Palmier de Gonneville, Ambrosio Brandão, Gabriel Soares de Souza, Frei Vicente de Salvador, Pero de Magalhães de Gândavo, Hans Staden e outros.
A criação do distrito de Providência foi regulamentada pelo Decreto número 61, de 9 de maio de 1890. O território que constituiu o distrito foi desmembrado de Conceição da Boa Vista e da sede do município. Naquele momento, incluía o que viria a ser, meses depois, o distrito de Santa Izabel, atual Abaíba.
O nome do distrito é o de uma das fazendas ali formadas na década de 1830, em terras doadas à família Monteiro de Barros.