Novembro na Colônia Agrícola da Constança

O dia 25 de novembro marca a posse de #colonos em 1910 e 1911.

Há 99 anos José Manoel da Costa assinou o contrato de aquisição do lote número 40. Um ano depois, ou seja, há 98 anos, foi a vez de Manoel Gomes Pardal (2 e 63), Vittorio Carraro (7) e Fortunato Bonini (23).

À excecão de José Manoel, de quem nada conseguimos apurar, os outros colonos marcaram a vida da comunidade. O português Manoel Gomes Pardal com a esposa Maria Ilidia deixou grande descendência em Leopoldina. Os italianos Carraro e Bonini são até hoje mencionados em qualquer conversa sobre a Colônia. São famílias que contribuíram para o desenvolvimento da agricultura de subsistência em nossa cidade e deixaram descendentes atuando nas mais diferentes profissões.

Projeto de Natal Anjos de Luz

OBJETIVO

Corais, bandas, entre outras atrações artísticas, farão parte do Natal “Anjos de Luz”, evento que deve marcar o Natal 2009 como um dos maiores acontecimentos já realizados em Leopoldina.

A abertura oficial do Natal 2009 será no dia 12 de novembro – Dia da Cultura, com a premiação do III Concurso de Cartões de Natal, envolvendo alunos de 12 a 16 anos das escolas municipais, estaduais e particulares de Leopoldina, um projeto de Maria Lúcia Braga com patrocínio da Energisa e da Fundação Ormeo Botelho Junqueira.

Dando continuidade com o evento teremos no dia 13 de novembro com a “Noite de Luz” – Jantar Clube do Moinho – Promoção da APIL e no dia 03 de Dezembro o aclamado Conserto de Natal do Conservatório Estadual de Música Lia Salgado.

Este Concerto de Natal marca o encerramento do ano letivo: congregando alunos, professores, funcionários, pais de alunos e toda a comunidade leopoldinense em torno de uma ação cultural que se torna a cada ano mais esperado.

O Concerto vai acontecer no prédio do antigo Ginásio Leopoldinense, que é o único prédio tombado pelo Patrimônio Histórico Estadual na cidade, onde funciona a Escola Estadual Professor Botelho Reis e o Conservatório Estadual de Música Lia Salgado, no segundo andar. Todo o prédio é iluminado e decorado para o Natal.

Com um coro de aproximadamente 300 pessoas, formado por alunos, professores e demais funcionários, é acompanhado por uma banda integrada por professores e alunos.

O repertório é composto de músicas sacras, eruditas e populares enfocando sempre as canções que falam de paz, amor e vida.

Durante todos os finais de semana no mês de dezembro, várias atrações locais estarão apresentando músicas natalinas em espaços pré-definidos.

Paralelamente, todo o comércio local será convidado a participar, decorando as árvores com luzes brancas e também suas vitrines.

Natal “Anjos de Luz” vai marcar pela qualidade, diversidade, beleza plástica e principalmente pela mensagem que deixa.

PUBLICO

Comunidade de Leopoldina

RESULTADO ESPERADO

Estimular o comércio local.

Com estes eventos, espera-se proporcionar aos moradores e toda a região um sentimento de solidariedade, de paz e amor. Este momento será único, pois com esse evento Leopoldina passa a se situar como um dos principais destinos de lazer para as festas de fim de ano.

REALIZAÇÃO

Prefeitura Municipal de Leopoldina
Secretaria Municipal de Cultura
Secretaria Municipal de Educação
Secretaria de Esporte, Lazer e Turismo
Secretaria de Desenvolvimento Econômico
APIL
Casa de Leitura Lya Maria Muller Botelho
Conservatório Estadual de Música “Lia Salgado”
Agência de desenvolvimento de Leopoldina
ACIL – Associação Comercial e Industrial de Leopoldina
Maria Lúcia Braga

APOIO
Energisa
Fundação Ormeu Junqueira Botelho

A Origem da Fazenda Constança

Um leitor nos pergunta se o nome dado à Colônia Agrícola instalada em Leopoldina, em 1910, é homenagem a uma determinada pessoa. Sugerimos a leitura de duas de nossas colunas recentes, no jornal Leopoldinense, em 1 de outubro e 16 de outubro, nas quais historiamos a origem da Fazenda Constança. Nestes textos explicamos que a Colônia tem o nome de uma das antigas propriedades que a constituíram.

Música ao vivo em Piacatuba

Dia 12 de dezembro, sábado, a partir das 21 horas, música ao vivo com Vinícius – voz e violão, na Pousada e Restaurante Bom Gosto, Piacatuba. telefone: 32-3447.2277.

Comentário sobre os Benatti

Em relação ao comentário de Bruno Benatti informamos que o Giuseppe Benatti, mencionado na postagem ‘Em Busca da Família Benatti’ em 13 de agosto passado, chegou acompanhado da esposa Argia e da filha Maria, conforme o livro da Hospedaria Horta Barbosa códice SA-925, página 84. Não temos outras informações a respeito.

Aos Nossos Amigos e Leitores

Informamos que foi necessário interromper a publicação de nossas pesquisas para atender a um convite muito especial. Recebemos pedido de um texto sobre a história da Colônia Agrícola da Constança para ser utilizado com alunos do Ensino Fundamental no próximo semestre letivo. É necessário adaptar a linguagem e criar os recursos multimídia adequados.
Tivemos que fazer esta opção por não dispormos de tempo para atender aos múltiplos compromissos simultaneamente. Estamos na etapa final do projeto de resgate da memória da Imigração em Leopoldina e queremos cumprir o cronograma estabelecido. Aos poucos voltaremos a atualizar este blog.

Marco Civil na Internet

Segui a dica da Revista Digital e fui conferir. Acho que interessa a todos nós. Sugiro uma visita. Alguns comentários dão pistas de que está nascendo uma polarização. Já estou seguindo o http://twitter.com/marcocivil

De volta aos Anzolin

O sobrenome #Anzolin motivou diversas consultas, razão pela qual apresentamos um resumo do histórico desta família.

Secondiano Anzolin nasceu por volta de 1845 na Itália e chegou a Santos, SP, aos 21 de janeiro de 1901, segundo para Piracicaba, SP.

Mas na zona da mata mineira já viviam as famílias de Giacomo e Giuseppe Anzolin, ambos imigrados em 1894, vivendo em São João Nepomuceno e Rio Novo respectivamente.

Secondiano era casado com a italiana Maria Amadio com quem teve, pelo menos, os seguintes filhos:

1 – Giovanni Ottavio Anzolin.

2 – Basilio Anzolin.

3 – Elisabetta Anzolin nascida por volta de 1885.

4 – Osvaldo Antonio Anzolin nascido por volta de 1887, radicou-se em Brotas, SP, onde deixou descendentes.

5 – Stela Anzolin nascida por volta de 1892.


Alguns filhos de Secondiano e Maria voltaram à Itália logo após a primeira viagem ao Brasil. Este é o caso de Giovanni Ottavio Anzolin, nascido aos 23 de março de 1878 em Portogruaro, Venezia, Veneto, Italia. Em 1910 Giovanni residia em território austríaco onde obteve passaporte no mês de março, chegando ao Rio no dia 4 de novembro daquele ano.

No dia 11 de janeiro de 1911 Giovanni Ottavio Anzolin instalou-se na Colônia Agrícola da Constança, lote 55.

Giovanni casou-se com Rosa Pasianot, filha de Antonino Pasianot e Mariana Corali, em 26 dezembro 1899 em Cinto Caomaggiore, Portogruaro, Venezia, Veneto, Italia. Rosa nasceu cerca de 1879 em Pravisdomini, Pordenone, Friuli-Venezia Giulia, Italia.

Giovanni e Rosa tiveram os seguintes filhos:

a) Maria Anzolin nasceu em 1904 em Pramaggiore, Venezia, Veneto, Italia. Casou-se com João Batista Gallito, filho de Giovanni Gallito e Elisa Borella, em 26 julho 1922 em Leopoldina, MG. João nasceu aos 30 de agosto de 1896 em Leopoldina, MG.

b) Antonia Anzolin nasceu em 1906 em Pramaggiore, Venezia, Veneto, Italia. Casou-se com Balthazar Gallito, filho de Giovanni Gallito e Elisa Borella, em 16 maio 1923 em Leopoldina, MG. Balthazar nasceu em 1901 em Leopoldina, MG.

c) Otavio Anzolin nasceu em 1902 em Pramaggiore, Venezia, Veneto, Italia. Casou-se com Cecília Mariana Gallito, filha de Giovanni Gallito e Elisa Borella, em 16 maio 1923 em Leopoldina, MG. Cecília nasceu em 16 março 1905 em Leopoldina, MG.

d) Costantino João Anzolin nasceu no dia 20 de agosto de 1914 em Leopoldina, MG.

e) Eleonor Veronica Anzolin nasceu em 9 fevereiro 1917 em Leopoldina, MG.

f) Genoveva Anzolin.

g) Geraldo Anzolin.

O segundo filho de Secondiano Anzolin e Maria Amadio foi Basilio Anzolin, nascido aos 3 de junho de 1881 em Portogruaro, Venezia, Veneto, Italia. No dia 11 de janeiro de 1911 Basílio instalou-se no lote 57 da Colônia Agrícola da Constança.

Basilio era casado com Antonia Ramanzi, filha de Luigi Ramanzi. Antonia nasceu por volta de 1884 na Itália e faleceu aos 22 de março de 1919 em Leopoldina, MG.

Basilio e Antonia tiveram os seguintes filhos:

a) Maria Anzolin nasceu em abril 1912 em Leopoldina, MG onde faleceu a 11 abril 1912.

b) Antonio Anzolin nasceu  em 12 maio 1913.

c) José Luiz Anzolin nasceu  em 26 julho 1915.

d) Maria Luiza Anzolin nasceu em 21 dezembro 1916 em Leopoldina, MG. Casou-se com Abilio Moroni.

Basilio casou-se a segunda vez com Luiza Gallito, filha de Giovanni Gallito e Elisa Borella, em 4 julho 1921 em Leopoldina, MG. Luiza nasceu em aos 23 de agosto de 1892 em Leopoldina, MG.

Basilio e Luiza tiveram os seguintes filhos:

e) Germano Lucas Anzolin nasceu por volta de 1922.

f) Carolina Regina Anzolin nasceu por volta de 1924. Casou-se com Antenor Maria de Oliveira.

g) Maria Santina Anzolin nasceu por volta de 1927.

h) Faustino Secondiano Anzolin nasceu por volta de 1930.

i) Donatila Julieta Anzolin.

j) Carmita Isabel Anzolin que se casou com Custódio Ávila de Oliveira.

Outubro de 1911: posse de colonos

Em outubro de 1911 foram assinados contratos relativos a dois lotes da Colônia Agrícola da Constança.

No dia 26 o lote número 21 foi vendido a Francesco Abolis. A propriedade tinha sido vendida a Angelo Bucciol em dezembro de 1910 e abandonada em junho de 1911. No dia 11 de março de 1912 nasceu e faleceu um filho de Francesco. Em abril seguinte foi a óbito a esposa do colono, cuja causa foi assinalada como Nefrite. Não há outras referências à família em Leopoldina.

No dia 31 de outubro foi a vez de Braz Brando assinar o contrato de compra do lote 61. Este colono casou-se, em 1913, com Vitoria Meccariello, filha do proprietário do lote 5. Mas em 1942 já não há referências à permanência dos Brando na Colônia Agrícola da Constança.

Consulta sobre Albertoni

Alice #Albertoni escreveu perguntando por um personagem não localizado em nosso banco de dados. Trata-se de Mathias Albertoni que teria nascido em Leopoldina em 1880. O mais próximo que encontramos foi o seguinte.

O italiano Matherino Albertoni foi pai de Giacinto Albertoni, nascido por volta de 1876 na Itália.

Ainda não descobrimos quando Giacinto chegou ao Brasil. Na zona da mata são encontrados diversos grupos de mesmo sobrenome, com destaque para os descendentes de Angela Albertoni que chegou em 1889, Giuseppe Albertoni imigrado em 1894 e outra Angela Albertoni que em 1897 chegou em Guarará, MG.

Em 1904 Giacinto já vivia em território de Leopoldina, tendo sido alistado como eleitor no distrito de Tebas.

Era casado com a italiana Regina Calzavara, filha de Giuseppe Calzavara e Ana Scantabulo. A família de Regina passou ao Brasil em 1888, tendo viajado pelo vapor Washington, junto com outras famílias também radicadas em Leopoldina.

Giacinto e Regina foram pais de, pelo menos:
1 – Mario Albertoni nascido no dia 2 de outubro de 1903 em Piacatuba, Leopoldina, MG.
2 – Milton José Albertoni nascido aos 12 de abril de 1905 em Leopoldina, MG.

Os Albertoni, assim como os Calzavara, vincularam-se a diversas outras famílias de imigrantes através do casamento entre descendentes.