Circolo Sardo di Minas Gerais
O Circolo Sardo colocou um belo vídeo no site. Em mensagem eles informam:
É nosso interesse levar o maior numero de informações de interesse para todos os nossos associados, amigos e simpatizantes da cultura da Sardegna.
Por este motivo, decidimos que a cada mês, iremos publicar uma região da Sardegna , com suas curiosidades, belezas , costumes e tradições, além de veiculação diária no link NOTICIAS dos assuntos e temas de interesse comum à comunidade.
21 de Fevereiro – Dia Nacional do Imigrante Italiano
A Lei federal nº 11.687, de 02.06.2008, instituiu o dia 21 de Fevereiro como data nacional para lembrar a imigração italiana. Parece que não estão dando muita atenção para esta lei em Leopoldina.
Júlio Vanni, jornalista, historiador de Pequeri-MG onde foi Prefeito, ex aluno do Ginásio Leopoldinense, com diversos livros publicados sobre a imigração italiana e um dos artífices da festa anual realizada naquela cidade em homenagem aos imigrantes que ali viveram.
Rosalina Pinto Moreira, professora, historiadora, autora de Imigrantes… Reverência, sobre a Colônia Santa Maria, da cidade de Astolfo Dutra, atualmente concluindo outra obra sobre a história do município.
Luja Machado e Nilza Cantoni, historiadores, membros da Academia Leopoldinense de Letras e Artes, autores de coluna sobre a Colônia Agrícola da Constança no jornal Leopoldinense.
Convidamos a todos para ouvirem o programa da Rádio Jornal AM 1560, que pode ser acompanhado pela internet.
Academia Leopoldinense de Letras e Artes convida
A ALLA reitera o convite para a reunião festiva do dia 25 de fevereiro, no auditório do Cefet, em Leopoldina, quando será exibido um audiovisual em homenagem ao “artista da memória e da luz Luiz Raphael Domingues Rosa”.
No dia seguinte, na Usina Cultural (Rua Lucas Augusto 36), será aberta a mostra de pinturas de Luiz Raphael.
Abrace Esta Idéia
Se você é descendente, ou amigo de imigrante que viveu em Leopoldina, Abrace esta Idéia!
Convidamos você a fazer o mesmo.
Se você gosta de futebol, vôlei, malha ou outro esporte…. programe um campeonato para abril;
Se você faz capoeira, natação ou lutas marciais…. pense em apresentações para abril de 2010;
Se você é adepto do vôo livre…. sobrevoe a Onça, a Constança e a Boa Sorte, nos dias 10 e 11.
Se você curte cavalgada…. reúna os amigos para um passeio até a Igrejinha da Onça, no dia 11;
Se você gosta de ciclismo ou motociclismo… combine um passeio até a Igrejinha da Onça;
Se você gosta de desfile de carros antigos…. organize um para os dias 10 e 11 de abril;
Se você é comerciante…. programe com o fornecedor uma promoção de produtos da culinária italiana para o mês de abril;
Se você é dono de bar ou restaurante…. crie algum prato para lembrar a Imigração e a Colônia;
Se você é diretor de clube social ou de serviço…. promova algo para os seus associados, muitos deles descendentes de imigrantes italianos;
Se você é professora, professor ou diretor de escola…. incentive seus alunos a escreverem sobre a Colônia e sobre a imigração italiana.
Mas se você tem sobrenome italiano, faça algo ainda mais prazeroso. Promova um encontro da sua família e participe da missa no dia 11 de abril, domingo, às 11 horas, na Igrejinha da Onça.
E lembre-se que esta Igreja, construída com o auxílio dos colonos, foi escolhida por enquete do Jornal Leopoldinense como “O TERCEIRO CARTÃO POSTAL MAIS BONITO DE LEOPOLDINA”.
Um Colono Rezende Montes
30 de janeiro na Colônia Agrícola da Constança
Imigrantes Italianos e a Cidade
“A primeira riqueza da Itália são as suas cidades”, declara Cléia Schiavo Weyrauch no início do texto Os italianos, a cidade e a expansão do Rio de Janeiro, publicado no livro Travessias Brasil-Itália, editora da Uerj, 2007.
A leitura deste texto nos faz refletir sobre a grande mobilidade dos imigrantes italianos que viveram em Leopoldina no final do século XIX. Isto porque, na medida em que o desenvolve, a autora ressalta a profunda relação que eles mantinham com as áreas urbanas, mesmo que tenham vivido em áreas agrícolas na terra natal.
Referindo-se ao clássico Do Outro Lado do Atlântico, de Angelo Trento, Weyrauch acrescenta:
“Nos grotões, nos bairros distantes e nos próximos – enfim, em todas as partes da cidade – por onde passassem os italianos, eles organizavam o espaço público tendo a rua como metáfora de um lugar de convivência e enriquecimento em todos os níveis.”
Possivelmente aí está uma boa definição para o movimento que fez com que os imigrantes, instalados na Colônia Agrícola da Constança ou em outras regiões do município, buscassem organizar um espaço público de convivência ou cedo se transferissem para a área urbana.
Família Ziller em Leopoldina
ATUALIZAÇÃO DE POSTAGEM DE JANEIRO DE 2010
Após analisar registros de Trento e Pavia, na Itália; de Leopoldina, Cataguases e Belo Horizonte em Minas Gerais; Curitiba-PR; Cantagalo, Cordeiro e Miracema no Rio de Janeiro-RJ; assim como consultar o arquivo da Catedral Metodista em Petrópolis e a imprensa periódica das localidades por onde passou, foi possível ampliar as informações sobre Giovanni Francesco Ziller, frade católico que foi enviado pela sua diocese, no Alto-Adige na Itália, em 1903, para educar novos frades em São Paulo.
Pouco tempo depois, deixou o serviço religioso e se estabeleceu no Rio de Janeiro, onde trabalhou no Jornal do Comércio. Transferiu-se para o município de Cantagalo e trabalhou para o Colégio Barros. Ainda no estado do Rio, era diretor do Colégio Moderno, em Cordeiro, quando foi convidado para lecionar no então já afamado Ginásio Leopoldinense, em Leopoldina, MG, cidade onde nasceram a quarta e a quinta filhas de seu casamento com a lombarda Maria Luigia Gazzonis.
Quatro anos depois estava de volta ao estado do Rio e ali permaneceu até 1919, quando abjurou da religião românica e adotou o metodismo, assumindo como pastor da Igreja Metodista em Muriaé-MG no ano de 1920. Seu retorno a Minas Gerais foi bastante tumultuado, causando desagrados nos encontros protestantes de que participou em algumas cidades. Articulista inflamado em periódicos contrários aos dogmas da Igreja Católica, transferiu-se para o interior de São Paulo e em 1926 tornou-se pastor da Igreja Presbiteriana em Franca.
Faleceu em Belo Horizonte, de onde se disseminou sua fama como exímio conhecedor da língua portuguesa, tendo publicado, pelo menos, três obras importantes para o estudo da língua vernácula.
Agradecemos às colaborações das descendentes Albina Ziller Fagundes e Juliana Garamboni Merege que nos deram informações preciosas, através das quais pudemos melhor direcionar nossa buscas.

Versão original da postagem:
Nos livros de batismos números 14 e 15, de Leopoldina, identificamos um casal imigrante que permanece com poucas informações. Trata-se de Giovanni Trentino Ziller e Luigia Gazzoni, pais de:
– Angelina, nascida no dia 18 de janeiro de 1913 e batizada aos 16 de março do mesmo ano;
– Abigail, nascida aos 11 de março de 1914 e batizada no dia 8 de setembro do mesmo ano.
Em contato com pesquisadores do Rio Grande do Sul, soubemos que por volta de 1825 nasceu Giovanni Battista Ziller no Trento, região Trentino Alto-Adige. Era filho de Giuseppe Ziller e Orsola Dattalini.
No dia 15 de setembro de 1847 Giovanni casou-se com Maria Cattarina Zamboni em Arsio, comune da província do Trento. Ela nasceu no dia 26 de junho de 1825 em Brez, na província do Trento. Sabe-se que descendentes de Giovanni Battista Ziller e Maria Cattarina Zamboni passaram ao Brasil, provavelmente Rio Grande do Sul, e que o casal teve um filho homônimo do pai que foi mandado ao seminário, ainda na Itália.
Por coincidência, no batismo da Angelina, após o nome da mãe consta a expressão: “Nota: Pater est sacerdos catholicus secularisatus”. No batismo da filha Abigail, após o nome do pai consta a expressão: “sacerdos catholicus secularisatus”
O casal Giovanni Battista Ziller e Luigia Gazzoni foi padrinho de batismo de Luiz, filho de Pedro Leonello e Virginia Sellegerin, em dezembro de 1914. Pelos sobrenomes, parece que os pais de Luiz também eram imigrantes italianos.
Reunindo outras informações, observamos que a provável mãe do Giovanni Battista Ziller que viveu em Leopoldina tinha o sobrenome Zamboni, que é o mesmo do padrinho de Angelina Ziller, batizada em Leopoldina: Rochi Zamboni. Este personagem pode ser da família de Pietro Zamboni que passou ao Brasil em 1896, radicando-se em Mar de Espanha.
Parece que Giovanni Battista Ziller, ex-padre, foi professor do Ginásio em Leopoldina, onde era tido como austríaco. Mas até o momento nada mais conseguimos apurar.
Desde já agradecemos se algum leitor puder nos fornecer pistas para ampliar as informações sobre esta família.
Há 100 anos, na Colônia Agrícola da Constança
No dia 27 de janeiro de 1910, 4 colonos tomaram posse de lotes:
Hermann Krause, lote 31
Bruno Troche, lote 32
Franz Schaden, lote 44
Ernest Lang, lote 51
Em março do mesmo ano, Franz Schaden abandonou a Colônia e o lote foi transferido, em outubro, para Rudolf Rottemberg.
Em junho de 1910 foi a vez de Hermann Krause e Bruno Troche também deixarem seus lotes, que foram ocupados em fevereiro do ano seguinte por Luigi e Giuseppe Boller.
Há indicações de que Ernest Lang tenha desocupado o lote em 1910 ou 1911 e que a propriedade teria sido incorporada a uma outra faixa de terras que, redividida, veio a se tornar moradia de outros colonos. Informações, entretanto, que não conseguimos comprovar em fontes originais.

