Lançamento de Livro no Entre Aspas

Dia 22 de maio, durante o 1º Encontro de Pesquisadores em Arte Sequencial, será lançado o livro O Planeta Diário

Edgar Franco no 1º Entre Aspas

Arte, Transmídia, Hipertecnologia e História em Quadrinhos é o tema da palestra de Edgar Franco no dia 22 de maio, às 10 horas.

Quadrinho Brasileiro ou Nacional?

Tem diferença ou é tudo igual?

Resposta em Leopoldina, dia 22 de maio de 2012, com o Professor Amaro Braga.

Convite para palestra no 1º Entre Aspas, Leopoldina, MG

No dia 24 o Professor Doutor Elydio dos Santos Neto discorrerá sobre Histórias em Quadrinhos, Educação e Contemporaneidade.

Antigas Escolas do distrito de Ribeiro Junqueira

Há 118 anos Alberto Jackson era professor no então distrito de Campo Limpo, conforme notícia publicada n’O Leopoldinense:

 

Parece que o professor Alberto Jackson contava com a colaboração de Dona Zulmira Jackson, talvez sua esposa, uma vez que a divulgação dos exames realizados no final daquele ano indicam o nome dela como encarregada da escola, notícia a seguir:

Provavelmente esta “Cadeira Estadual” era sucessora das Aulas Públicas que funcionavam no distrito na década anterior, a cargo do professor Antônio Alves Cordeiro:

 

 

Escola Pública em Tebas

Em 1881, junto com a nota sobre a visita que o delegado literário Antônio Carlos da Costa Carvalho havia feito às escolas do município, o jornal O Leopoldinense informou sobre o pedido de criação de uma escola em Tebas:

Somente em 1895 voltamos a encontrar notícias em jornal sobre o assunto. Na edição d’O Leopoldinense de 12 de maio daquele ano verifica-se que o distrito de Tebas contava com Aulas Públicas a cargo da professora Alda Ramos da Fonseca, esposa de Francisco Fortes de Bustamante Sá Filho, escrivão.

Mas segundo outra notícia do mesmo jornal, em 26 de dezembro daquele ano foi nomeada outra professora para a “cadeira estadual” de Tebas, a senhora Maria da Trindade, esposa do professor Antonino de Moura Freitas:

Tudo indica que estas duas professoras trabalharam nas salas de aulas femininas, sendo que a segunda pode ter dividido a escola com o marido que trabalharia com os meninos.

Além dos nomes acima mencionados, sabe-se que Tebas contou também com professor João Alves de Souza Machado, conforme consta no livro da Escola Distrital de Tebas de Julho de 1896, encontrado no Arquivo da Câmara Municipal de Leopoldina:

Há 130 anos: escolas para o sexo feminino

Em 19 de abril de 1883 o inspetor escolar municipal mandou publicar no jornal O Leopoldinense a lista dos subscritores que contribuíram para a compra de mobília para a escola pública feminina de Leopoldina.

Pela descrição do material, entende-se que parte dele foi adquirido de Maria Augusta de Freitas Malta que era, nesta época, professora e proprietária do internato feminino Colégio de Nossa Senhora do Amparo, como se vê no anúncio abaixo:

Segundo Wander José Neder, no livro Primeiro Centenário da Visita do Imperador a Leopoldina, edição particular de 1981, página 5, o Colégio Nossa Senhora do Amparo foi visitado pelo Imperador Pedro II, sendo escola primária e secundária. Nos Diários do Imperador não há pistas sobre a escola ou a professora. Apenas o comentário: “Segundo o Diário do Imperador, “Colégio de meninas que não me pareceu mau, tendo a mestra fisionomia inteligente.”

No mesmo ano de 1881 foi publicado o resultado do exame de alunos do Colégio Nossa Senhora do Amparo, da professora Maria Augusta,  incluindo alguns do sexo masculino como se vê a seguir:

Em fevereiro de 1882, outro anúncio informando o início das aulas de português, francês e geografia do Colégio de Nossa Senhora do Amparo a cargo do professor Olímpio Clementino de Paula Corrêa.

Ao final do ano, o resultado dos exames também com alguns meninos:

Curso Noturno em 1900

Sob o comando de Dilermando Cruz, foi instalado em Leopoldina, no dia 16 de abril de 1900, um Curso Noturno. Foi criado pela Loja Maçônica Verdade e Luz para funcionar na Rua Sete de Setembro, no mesmo prédio em que o professor mantinha uma escola em regime de externato que funcionava durante o dia. No caso do curso noturno, o objetivo era atender aos adultos.

Falta de informação sobre professores e escolas leopoldinenses

A inexistência de um Arquivo Público Municipal organizado dificulta enormemente a pesquisa. A maioria dos livros antigos não teve um tratamento adequado e possivelmente muitos já se perderam. Sendo assim, na falta de acesso aos registros oficiais, uma das fontes utilizadas foram os jornais e a literatura publicada, o que reduz enormemente o espectro porque o mais antigo jornal da cidade é de 1879 e os livros de memórias só apareceram no século XX.

Como exemplo, citamos a notícia abaixo que é uma transcrição de sessão da Câmara Municipal publicada pelo jornal O Leopoldinense. Naturalmente que os denominados Atos do Agente Executivo foram encaminhados ao jornal em algum suporte. Não nos parece viável que tenham sido repassados oralmente. Teriam os livros de Atas sido levados à oficina tipográfica para serem copiados e depois devolvidos à Câmara?

Reiterando a enorme dificuldade da pesquisa, deixamos aqui registrados os nomes de mais dois professores públicos:

Do primeiro não temos outras informações, nem tampouco desta escola localizada no Córrego do Moinho. Já o segundo foi Gustavo Augusto Pereira Pinto, nascido em Leopoldina aos 13 de abril de 1868, filho de Francisco de Paula Pereira Pinto e Carolina Rosa de São José.

Aos 13 anos Gustavo cursava a instrução secundária e aos 20 se tornou professor em Conceição da Boa Vista, onde casou-se em 9 de junho de 1894 com sua sobrinha Amélia Eloyna de Almeida, nascida em Leopoldina no dia 1 de dezembro de 1870.

Um de seus irmãos foi Emílio Augusto Pereira Pinto que durante algum tempo foi secretário gerente da Gazeta de Leopoldina.  Emílio foi pai, entre outros, do escrivão Milton Ramos Pinto e do professor Emílio Ramos Pinto, este último tendo sido diretor do Grupo Escolar Ribeiro Junqueira.

No início dos anos de 1900 Gustavo transferiu-se com a família para Leopoldina, onde foi comerciante antes de se tornar Secretário do Gymnasio Leopoldinense, instituição na qual trabalhou até falecer aos 31 de agosto de 1940.

Professorado antigo em Leopoldina

Neste resgate das informações existentes sobre a educação em Leopoldina, não foi possível elaborar uma relação exaustiva dos professores que atuaram no município. Para suprir parcialmente esta falha, criamos a tag professor ou professora + nome para todos aqueles que localizamos. Desta forma será mais fácil referenciá-los e localizá-los nas diferentes postagens.

Na maioria das vezes não foram encontrados esclarecimentos, como ocorreu com a notícia abaixo.

No mesmo mês e ano foi publicado no jornal O Mediador:

Desta forma ficou definida a localização da Escola no distrito de Rio Pardo, atual município de Leopoldina.