A Pousada e Restaurante Bom Gosto convida:
dia 31 de maio, a partir das 14 horas, na Praça de Piacatuba, Leopoldina, MG
Aos 24 de maio de 1855 o Presidente da Província de Minas Gerais sancionou a Lei número 734 que, em seu Art. 1º, autorizava a Câmara da Vila Leopoldina a construir uma barca para travessia do Rio Pomba, cobrando as taxas da Lei nr. 140.
É possível encontrar determinações legais semelhantes para diversas outras municipalidades. Nem sempre, porém, fica estabelecido o ponto ou itinerário que tais embarcações poderiam explorar.
No caso de Leopoldina, sabe-se que a população do distrito de São Francisco de Assis da Capivara alegou, em 1866, que as taxas cobradas para travessia do Pomba eram muito altas e por ser mais perto de Muriaé, pediam a transferência de subordinação.
Sabe-se, também, que a origem do arraial que mais tarde recebeu o nome de Vista Alegre, distrito de Cataguases, foi um início de urbanização no local denominado Barca do Miranda. Waldemar de Almeida Barbosa, no Dicionário Histórico Geográfico de Minas Gerais, informa que o nome se deve ao barqueiro Manoel da Silva Miranda.
Outros pontos de travessia devem ter existido ao longo dos quase 100 km de território da então Vila Leopoldina que eram cortados pelo Rio Pomba. Nem todos, certamente, foram explorados e fiscalizados pela Câmara, que assim deixava de arrecadar taxas autorizadas pela legislação da época.
Os organizadores do evento informam:
À ATENÇÃO DOS PARTICIPANTES DO V ENCONTRO DE PESQUISADORES
Em função da paralisação de atividades dos funcionários da UFJF o local do evento foi transferido para a sede do
INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE JUIZ DE FORA
Rua Getúlio Vargas, 455 – 4º andar.
Documentário da TV Senado, retoma a questão da identidade nacional a partir de relatos feitos por estrangeiros do descobrimento até as grandes expedições científicas do século XIX. Mostra a influência que esses relatos tiveram na construção da imagem do País perante o mundo e entre os próprios brasileiros. (2014. Dir.: João Carlos Fontoura).
Continuação do documentário João Carlos Fontoura exibido pela TV Senado sobre os relatos estrangeiros das primeiras viagens feitas ao Brasil e como influenciaram na construção da imagem do Brasil lá fora e também para os próprios brasileiros.
Assim como no primeiro episódio, também divulgado aqui no blog, autores e ou cronistas são citados neste vídeo tais como Claude d’Abbeville, Ives d’Éxreux, Johannes Baers, Hendrick Haecx, Johan Nieuhof e Pierre Moreau. Este vídeo ressalta, especialmente, a ocupação holandesa do nordeste, da qual Maurício de Nassau levou para a Europa uma série de informações e iconografia que entregou a Gaspar Barleus para escrever uma apologia de seus feitos no Brasil.
Durante uma pesquisa sobre a imprensa periódica em Leopoldina, entre 2010 e 2012, colecionei referências ao município em jornais locais e das capitais de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, especialmente nos acervos da Biblioteca Nacional e do Arquivo Público Mineiro. Para facilitar o arquivamento, fiz a ordenação por dia e mês de publicação. Nem todas as notas foram utilizadas no trabalho da pós graduação e há dois meses resolvi publicá-las aqui, na ordem em que se encontram.
A notícia abaixo, publicada no jornal Diário de Minas em 1867, trouxe uma informação curiosa.
O recorte faz parte de matéria da Secretaria da Presidência da Província de Minas Gerais, listando os Requerimentos despachados no mês de Maio de 1867. Este era um procedimento habitual nos órgãos oficiais de imprensa, assim como ocorre atualmente no Diário Oficial.
Mas o que chamou a atenção foi o nome da propriedade: Fazenda Suspiro. Até então, não havia sido encontrada referência a tal unidade produtiva naquela época. Considerando que não consta no Registro de Terras de 1856, e que o proprietário também não é citado na documentação contemporânea, é lícito supor que tenha se radicado no município em data posterior e que logo abriu um caminho para facilitar o próprio deslocamento. Mas quando decidiu interrompê-lo, provavelmente por ter passado a ser usado como se público fosse, queixas foram encaminhadas à Câmara Municipal que se manifestou contrária ao fechamento. O proprietário, então, recorreu ao Governo Provincial que deu a seguinte decisão: “Use dos meios ordinários”. Vale dizer: recorra à instância própria, à justiça.
Infelizmente não ficamos sabendo se Luiz Lopes Teixeira recorreu à justiça. Caso o tivesse feito, o fato seria divulgado na imprensa local. Mas naquela época ainda não havia jornal em Leopoldina, o que só viria a acontecer 4 anos mais tarde, quando começou a circular o mais antigo periódico de nossa cidade: O Leopoldinense.