Autor: Nilza Cantoni
Um diretor nascido na Umbria
Outra família radicada em Leopoldina, com origem na Umbria, foi a De Angelis.
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Lendas Familiares e Ideologia
Sabe-se que a História é construída de visões e perspectivas diversas. Cada um de nós recorre a uma série de informações para concluir sobre um fato. Em geral as conclusões estão sempre abertas a revisões que surjam a partir de novas informações. E assim tem sido no estudo da imigração em Leopoldina.
Reunindo-se estes dois pressupostos, e imaginando uma classificação dos temas das entrevistas, as Lendas Familiares de maior incidência podem ser reflexo de uma ideologia sobre a imigração entre as famílias que se transferiram para o Brasil. Pensando especificamente nos italianos, em que acreditavam quando se dispuseram a deixar seu país?
Para além de diversas outras posições, há um tipo de Lenda que interessa neste momento: a “certeza” de que a temporada no Brasil seria curta e voltariam à Itália com dinheiro suficiente para se estabelecerem como proprietários e não mais como empregados em latifúndios.
Há quem afirme que os candidatos a emigrar eram facilmente convencidos pela propaganda. Entretanto, alguns autores demonstram que a propaganda só surtiu efeito porque a cultura da emigração estava já presente no imaginário do italiano mais pobre. Tanto que, segundo um relatório de Geffcken, datado de 1889, desde a Unificação o italiano acreditava que sair de seu país era a solução para si e para a pátria que o receberia de braços abertos quando tivesse acumulado capitais trabalhando em terra estrangeira.
Casamento de Imigrantes
A revisão do trabalho “A Imigração em Leopoldina vista através dos Assentos Paroquiais de Matrimônio” permitiu refletir sobre algumas questões que ainda precisam ser abordadas. Uma delas refere-se à idade dos noivos, que contraria uma informação recorrente nas entrevistas realizadas com os descendentes, dando conta de que seus antepassados casavam-se por volta dos 15 anos de idade. Embora tal fato não tenha sido comprovado, levantamos a hipótese de tratar-se de uma ideologia transmitida pelos imigrantes a seus filhos.
Pesquisando sobre o assunto, observamos em Note sul Machiavelli, sulla politica e sullo Stato Moderno que Antonio Gramsci informa ser o casamento precoce uma característica do regime de propriedade fragmentada, no qual é exigido maior empenho do trabalhador e não permite o trabalho assalariado. Em outro trecho o autor aborda a limitação da fecundidade, ou diminuição da natalidade, que seria possível no estado moderno, ou Príncipe moderno por ele imaginado, em contraposição do Príncipe de Maquiavel que seria o estado monárquico que preservava os privilégios das classes superiores em detrimento das massas.
Casamento precoce e taxa de natalidade: dois temas para os próximos estudos.
Emigrados de Salerno
Salerno, província das mais citadas.

Entre as províncias da Campania, Salerno é a de maior incidência em Leopoldina.
Até aqui pudemos confirmar a origem na Campania das famílias
Entre elas encontram-se os imigrantes com registro mais remoto na cidade, sendo citados já no ano de 1880.
Festa junina
Não percam!
Apoio
Restaurante Bom Gosto
Praça Santa Cruz, 55
Piacatuba
Leopoldina (MG)
tel: (32) 3447-2277
Zampieri, Sampieri
Tambasco
on Wednesday, June 24, 2009 at 3:54:41 pm
—————————————————————————nome: Emilia Macedo
cidade: São Paulo
estado: SP
observacoes: quem foi o primeiro italiano que chegou na cidade? Estou procurando Antonio Tamboschi, um italiano que morou em Minas. Uma filha dele nasceu em Leopoldina em 1871. quero saber onde ele nasceu.
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Os mais antigos registros encontrados em Leopoldina, citando origem na Itália, são posteriores à data que você indica. Não podemos, ainda, informar qual foi o primeiro imigrante italiano a chegar na cidade. Por enquanto sabemos que Giovanni Tambasco casou-se no dia 10 de maio de 1879 e Nicola Pagano casou-se em novembro do ano seguinte.


