Pesquisa sobre o uso de Redes Sociais

Muito interessante a pesquisa realizada por Pew Research Center’s Internet & American Life Project. Sugerida pelo Olhar Digital via twitter, está disponível neste endereço.
Destacamos o gráfico a seguir, por apresentar um resultado que remete a comentários que temos recebido de internautas que visitam este blog e o site.
Muitos leitores dizem que não gostam de redes sociais por que as consideram elegia ao narcisismo. Alguns declaram preferir usar os buscadores para encontrar o assunto que lhes interessa do que participar das redes ou seguir blogs.
A leitura da pesquisa acima citada desperta uma reflexão: será que os professores que indicam as redes sociais sob o argumento de que é uma forma de estimular a leitura, estão acompanhando as atividades realizadas por seus alunos?
Sem dúvida alguma a leitura é fundamental e devemos utilizar de todos os meios disponíveis para desenvolver o prazer de ler. Mas… será que todos nós, com nossos blogs, twitters, sites e etc, temos lido o que escrevem nossos pares?

Sugestão de Leitura

Muito bom o espaço de José d’Assunção Barros na Rede Histórica. Conheçam! Hoje foram divulgados dois ótimos textos para reflexão.
Objetividade e subjetividade no conhecimento histórico: a oposição entre os paradigmas positivista e historicista foi publicado na Revista Tempo, Espaço e Linguagem (TEL), v.1, n.2, maio/ago. 2010, p.73-102
Sobre a noção de Paradigma e seu uso nas ciências humanas  publicado nos Cadernos de Pesquisa Interdisciplinares em Ciências Humanas, Florianópolis, v.11, n.98, p. 426-444, jan/jun. 2010

Histórica: Revista On Line do Arquivo Público do Estado de São Paulo

Já está disponível a edição de nº 45 desta excelente publicação. Difícil destacar qual a melhor matéria.
De Mônica Karaweczyk – Uma paulista na luta pela cidadania política: Diva Nazário e sua tentativa de alistamento em 1922.
De Maria de Fátima A. di Gregorio – Mulheres, Corpos e Pecados: uma discussão sobre a questão da condição feminina no Brasil Colônia.

Vernissage de Elias Fajardo em Leopoldina

19 a 27 de dezembro de 2010 no Hotel Minas Tower

O povoamento de Dona Euzébia, Minas Gerais

Muito interessante a monografia de Janaína Célia Rodrigues: Silêncio, curiosidades e descobertas: o início do povoamento em Dona Euzébia.
Trabalho de conclusão do curso de História na FIC – Faculdades Integradas de Cataguases, diz a autora:
“Espero que realmente este trabalho desperte curiosidade em meus conterrâneos e que eles o vejam não como uma história pronta e acabada, mas sim como apenas meu ponto de vista a respeito da história de Dona Euzébia. E que também venham contribuir com essa nova visão.”

Cartografia na Biblioteca Nacional de Portugal

Os mapas e plantas são instrumentos importantes para nossos estudos. Como a imagem ao lado, que destaca a Estrada de Ferro Leopoldina em 1885, extraída da Planta Geral das Estradas de Ferro, de Alexandre Speltz, publicada no Rio por Laemmert em 1885.
Nem sempre é fácil localizar este material. Mais difícil ainda é conseguir uma cópia. Pois a Biblioteca Nacional Portuguesa oferece um bom material, disponível no site.
Além da cartografia, em Biblioteca Digital podemos encontrar diversas obras digitalizadas. Um dos materiais disponíveis é a “Relação da Aclamação que se fez na Capitania do Rio de Janeiro ao Rei Dom João VI , disponível para download neste endereço.
 

Francois Dosse: O Desafio Biográfico

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Mais sobre arquivos

No início de novembro foi realizado o III Seminário de Gestão Documental e Tecnologias da Informação pelo Arquivo Público de São Paulo. Notícias sobre o evento podem ser lidas aqui. A programação e apresentações das palestras estão neste endereço.

Questão de Gênero

A todos que se interessem pela questão feminina e que porventura ainda não conheçam a obra, ao final do trabalho Proposições Legislativas sobre Questões Femininas no Parlamento Brasileiro, 1826-2004, publicação do Senado Federal de 2004, encontra-se um índice dos temas e a indicação das proposições apresentadas no período.
O arquivo integral pode ser baixado neste endereço.

Os pesquisadores e os arquivos

Todos nós, pesquisadores não profissionalizados, já nos deparamos com situações inadequadas quando visitamos alguns centros de documentação. Seja o arquivo de uma Câmara Municipal, um Arquivo Paroquial ou acervos particulares, não é raro encontrarmos pessoas responsáveis pela guarda e manuseio que demonstram falta de preparo para a função. Não nos cabe discutir as causas. Entretanto, cada um de nós pode contribuir, no mínimo, para a reflexão daqueles que nos atendem nestes locais.
Quantas vezes você, que lê esta postagem, já encontrou documentos municipais empilhados num porão? E por acaso já foi atendido por uma pessoa que molhava os dedos na língua para folhear um raro livro do Cartório de Notas? Ou encontrou Atas de uma Irmandade do século XVII  ‘remendadas’ com fita adesiva?
Se já passou por isso, teve oportunidade de conversar com quem lhe atendia? Por acaso descobriu que documentos fundamentais para a sua pesquisa estavam sob os cuidados de pessoas simples, que ali cumpriam a jornada de trabalho com dedicação mas sem nenhum conhecimento sobre a melhor forma de tratar o acervo?
Se você já teve tal tipo de experiência, está convidado a pensar no que cada um de nós pode fazer para mudar este estado das coisas. Que tal seguir, por exemplo, o twitter do Arquivo do Estado de São Paulo e retuitar as dicas que eles publicam? Se você ajudar a disseminar as informações, muitas outras pessoas poderão se interessar pelo assunto e o conhecimento chegará não só aos abnegados que trabalham em arquivos esquecidos pelo poder público, mas também aos que podem efetivamente promover a mudança.