Acácio: Centenário de Nascimento

No dia 29 de novembro de 1911, em Leopoldina, nasceu Acacio, filho de João Gonçalves Pereira Filho e Ernestina Gonçalves Nogueira. Neto paterno de João Gonçalves Pereira Sobrinho e Raimunda Maria dos Anjos, casados em Conceição da Boa Vista aos 17 de junho de 1865.
Seus avós maternos – Antônio José Nogueira e Januária Carlota do Patrocínio, procediam de Aiuruoca e se estabeleceram em Leopoldina na década de 1870.

Imigrantes em Recreio

Temos recebido muitas consultas sobre imigrantes que viveram em Recreio, provavelmente em função do projeto que desenvolvemos para recuperar a história da imigração em Leopoldina.
Na época da Grande Imigração, ou seja, entre 1880 e 1900, o território do atual município de Recreio estava subordinado a Leopoldina. Para recordar: o mais antigo distrito, anterior mesmo a Recreio, é Conceição da Boa Vista, criado em 1851. Em 1854, com a autonomia administrativa do antigo Feijão Cru com o nome de Leopoldina, Conceição da Boa Vista passou a subordinar-se a este município. A instalação do distrito de Recreio em 1890 não modificou o vínculo de Conceição da Boa Vista, o que só veio a acontecer em 1938, com a elevação de Recreio a município.
Como estamos falando de período anterior a 1930, quando foram modificadas as normas para registro civil em atraso, pesquisas sobre os imigrantes devem ser realizadas prioritariamente nos livros paroquiais. Por esta razão é importante lembrar que a Capela Menino Deus, atual Matriz de Recreio, foi criada como filial da então Freguesia de Conceição da Boa Vista. O mesmo ocorreu com a criação da capela no antigo distrito de São Joaquim, hoje Angaturama. Ou seja: os registros paroquiais eram realizados nos livros da então Matriz de Conceição da Boa Vista, que atualmente se encontram na secretaria paroquial da Matriz do Menino Deus, em Recreio.
Para os leitores que quiserem pesquisar sobre seus antepassados imigrantes, indicamos os livros paroquiais de Conceição da Boa Vista, hoje sob a guarda da Matriz do Menino Deus, em Recreio.
Já para os registros civis, lembramos que todos os distritos de Leopoldina criados antes de 1889 contavam com Cartório de Notas. Em fevereiro de 1889 foram instalados os Cartórios de Registro Civil, muitos deles simplesmente sucedendo os de Notas. Os documentos anteriores à instalação deveriam ter sido transferidos, naquela data, para o Arquivo da Câmara Municipal de Leopoldina. Entretanto, sabemos que em alguns casos não foi o que aconteceu. Donde será necessária uma busca mais detalhada, consultando as próprias unidades de Registro Civil.
Lembramos ainda que, de modo geral, os imigrantes buscavam a regularização de nascimentos e casamentos junto à Igreja e poucos fizeram o registro civil. Em nossas pesquisas, não foram raros os casos em que encontramos registro de nascimento incompatível com o batismo, bem como casamento civil diferente do religioso. Dois exemplos clássicos: data de batismo anterior à data de nascimento no registro civil; data de casamento civil posterior em muitos anos à do casamento religioso.

Construindo biografias…Historiadores e jornalistas: aproximações e afastamentos.

Artigo publicado por Benito Bisso Schmidt em 1997, na Revista de Estudos Históricos da Fundação Getúlio VargasResumo

O artigo examina a recente produção de biografias nos âmbitos da história e do jornalismo no Brasil, tentando detectar possíveis aproximações e afastamentos entre eles. Três questões são abordadas: as razões da emergência do gênero biográfico entre historiadores e jornalistas, as semelhanças e diferenças entre as abordagens histórica e jornalística e a riqueza das possibilidades abertas pelos estudos biográficos recentes.

Texto disponível neste endereço: Schmidt

Conceição da Boa Vista: 160 anos

Neste mês de outubro foram completados os 160 anos do distrito de Conceição da Boa Vista. Elevado a Distrito de Paz pela Lei nº 533 de 10 de outubro de 1851, ficou então pertencendo a Mar de Espanha que havia tido sua emancipação administrativa no mês anterior.
Naquele momento a divisão de seu território com o então Distrito do Feijão Cru iniciava-se na barra do Ribeirão São João no Rio Pomba, seguia pela fazenda de Manoel de Novaes, em seguida a Fazenda Bocaina e ganhando a serra, ia até a divisa da propriedade de João Batista com Manoel Ferreira Brito. Deste ponto, onde havia um cemitério, o limite entre os dois distritos seguia em direção à fazenda de Joaquim Cesário de Almeida, na divisa com os Valins, e daí buscava as fazendas Soledade e Santa Úrsula, que continuaram pertencendo ao Feijão Cru.
Com o Distrito de Madre de Deus do Angu, hoje Angustura, dividia pela Serra da Pedra Bonita até encontrar o Rio Paraíba do Sul e por este descia até a barra do Rio Pirapetinga no mesmo Paraíba do Sul. Subindo o Rio Pirapetinga até o Ribeirão Bonito ou do Garcia, por onde seguia até sua barra no Rio Pomba, seguindo por este até encontrar o ponto inicial da divisa, na citada barra do Ribeirão São João.
A extensão do território de Conceição da Boa Vista já foi demonstrada aqui neste blog, através da imagem abaixo.
Conceição da Boa Vista ficou subordinada a Mar de Espanha até 27 de abril de 1854 quando, com a emancipação administrativa do Feijão Cru com o nome de Vila Leopoldina, passou a fazer parte do território da nova unidade da província mineira, conforme a Lei nº 666.
Em  3 de junho de 1857 a Lei nº 810 alterou as divisas entre o Curato de Conceição da Boa Vista e a sede da Freguesia – Leopoldina, estabelecendo como limite o Ribeirão Pirapetinga, sendo que as citadas fazendas de Quirino Ribeiro de Avelar Rezende e de Manoel José Monteiro de Castro ficaram em território de Conceição da Boa Vista.
O próximo normativo legal sobre o distrito é a Lei nº 1902, de 10 de julho de 1972, quando foi elevado a Paróquia o Curato de Nossa Senhora da Conceição da Boa Vista.
Festejar o aniversário de Conceição da Boa Vista é lembrar que dali foram desmembrados territórios para formação de outros distritos, inclusive o de Recreio, que mais tarde passou a ser a sede administrativa do município criado em 1938.

“Coração de Herói” – Rute Pardine

Canção composta por Marcus Viana para a “Comenda da Liberdade e Cidadania”, na interpretação do duo formado pela soprano Rute Pardini e pianista Francisco dos Santos Braga. Poema sobre texto de Ivanise Junqueira Ferraz. Arranjo para piano: Francisco dos Santos Braga. Imagem: João Paulo Guimarães. (Novembro de 2011)

Izabel Montes: centenário de nascimento

Nasceu em Leopoldina no dia 25 de novembro de 1911, filha de Virgulino Montes Pereira e Ana de França Teixeira.

Seu pai era neto materno do povoador Bernardo José Gonçalves Montes.

Sugestão de Leitura

Com o fim do grupo de estudos de história de que eu participava, em outubro de 2011, perdeu sentido o blog que mantinhamos para funcionar como biblioteca de links. Com a exclusão daquele espaço prevista para o próximo mês, os colegas pediram-me para transferir o conteúdo para cá, sempre sob as categorias Sugestão de Leitura e Postagem Republicada.

Recreio: uma cidade que nasceu por causa da ferrovia

Várias vezes foi abordado, na história de Recreio, o fato de que a origem do município está na passagem da Estrada de Ferro Leopoldina por esta localidade. Na troca de impressões com antigos moradores, sempre pareceu claro que isto não era novidade. Entretanto, durante a publicação da história do município, chegaram comentários de leitores que desconheciam este aspecto. É o caso de um visitante do blog que enviou o seguinte comentário: “eles deviam ter construído a estrada fora da cidade para não atrapalhar a vida da gente”.
Convidamos o leitor, que não se identificou, para uma leitura esclarecedora. Trata-se de artigo publicado na Revista de História Comparada do Programa de Pós Graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, volume 1, número 1, publicado em junho de 2007. Sob o título Estradas Reais e Estradas de Ferro: Cotidiano e Imaginário nos Caminhos de Minas, Helena Guimarães Campos “articula diversos aspectos ligados ao traçado, à construção, à economia, ao trabalho, à vida e ao imaginário dos caminhos coloniais e ferroviários de Minas Gerais”.
Por oportuno, destacamos um trecho do artigo sobre a transformação da percepção do tempo e as mudanças políticas decorrentes.

“Essa transformação que a ferrovia operou sobre a percepção do tempo ficou nítida na rigidez do horário de trens que muito ordenou o cotidiano da população. Antes das estradas de ferro era a luz solar o grande relógio a disciplinar o dia-a-dia das pessoas que organizavam suas atividades de acordo com a hora em que o sol raiava ou baixava, a hora do sol quente, etc. Na era das ferrovias, o tempo fragmentou-se de acordo com a passagem dos trens: eram o “trem das seis”, o “noturno”, o “expresso”, o “cargueiro de tal lugar”… que regiam os fazeres diários.Todavia, esse horário draconiano que embaçava a atmosfera com a poluição das numerosas locomotivas, era responsável por um “arzinho” de democracia. Se antes o todo-poderoso local afirmava sua autoridade fazendo-se esperar em todos os eventos, pois nada tinha início sem a sua presença, a ferrovia lhe impôs a observância do horário. Lá estava ele, de pé na estação, junto com toda a “sua gente”, aguardando a chegada ou a partida do trem que, cumprindo horário, não esperava por ninguém. Verificava-se, na verdade, a substituição da autoridade local pela figura do trem; afinal, era pelo trem, no horário ou atrasado, que todos aguardavam.”

Exposição de Gil Fioreze em Recreio

Gil Fioreze é um artista plástico recreiense, filho de Rômulo Sobrinho Fioreze e Olinda Barbosa Fioreze. Graduou-se em Comunicação Social na Universidade Federal de Juiz de Fora, em Normal Superior pela UNIPAC-Recreio e em Editoração Eletrônica no SENAC-RJ.

O artista já expôs em Juiz de Fora na galeria do SENAC, em exposição individual, e em espaço cultural, também em Juiz de Fora, em exposição coletiva. Gil Fioreze fez programação visual da Revista D’Elira, trabalhou no Jornal Tribuna de Minas e Diário Mercantil, todos em Juiz de Fora.

Esta é a segunda vez que o artista recreiense, que trabalha com a temática da arte contemporânea, expõe no Centro Cultural de Recreio.

Encontro da Família Carminatti

Aelington Carminati, filho de Alda Carminati e neto de José Carminati e Ana Marchesi, convida para o Encontro de Família que ocorrerá no dia 11 de dezembro de 2011, na área de lazer do EAMES (MARINHA DO BRASIL), prainha de Vila Velha-ES a partir das 10 horas.

Contato pelos telefones (27)3035-1397 ou (27)9735-7480.