Amoedação e oferta monetária em Minas Gerais: as Casas de Fundição e Moeda de Vila Rica
Angelo Alves Carrara
RESUMO As Casas de Fundição e Moeda de Vila Rica, que funcionaram entre 1724 e 1735, cunharam mais moeda do que as Casas da Moeda de Lisboa e do Rio de Janeiro juntas. Por si só, estes dados permitem levantar questões sobre a oferta monetária de um lado e outro do Atlântico. Neste artigo, de um lado, são apresentadas a contabilidade e as rotinas de amoedação das Casas de Vila Rica e, de outro, é analisado o volume de remessas líquidas feitas pelas Casas da Moeda e Fundição de Vila Rica, Rio de Janeiro e Bahia para a metrópole na primeira metade do século XVIII. Por fim, discute a monetização da economia brasileira no período e sinaliza para a necessidade de uma revisão urgente da perspectiva adotada largamente no que respeita à circulação monetária na colônia.
Lei e ordem nas Minas Gerais: formas de adaptação e de transgressão na esfera fiscal, 1700-1733
RESUMO
O ensaio focaliza dois tipos de estratégia utilizados pelos habitantes da Capitania de Minas Gerais para lidar com a política fiscal do governo português, a saber, a adaptação, que se efetivava por meio de negociações com as autoridades coloniais, e a transgressão, que assumiu a forma da sublevação ou forma ilegal de sonegação do imposto do ouro. O período histórico coberto vai de 1700 a 1733.
Varia Historia – Lei e ordem nas Minas Gerais: formas de adaptação e de transgressão na esfera fiscal, 1700-1733
Mapeamento Interativo da Estrada Real
Comunicação de Altino Barbosa Caldeira no 3º Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo abordando o trabalho que vem sendo desenvolvido para divulgar um grande conjunto de informações sobre os municípios mineiros. Transcrição: Nilza Cantoni Revisão: Joana Capella
O Caminho Novo em 3D
Comunicação de Ângelo Alves Carrara no 3º Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo, sobre um projeto que vem sendo desenvolvido e que objetiva popularizar a ciência. Transcrição: Nilza Cantoni. Revisão: Joana Capella.
Espaço, paisagem e população: dinâmicas espaciais e movimentos da população na leitura das vilas do ouro em Minas Gerais ao começo do século XIX
RESUMO
O objetivo principal deste artigo é interpretar as transformações no espaço urbano das vilas do ouro mineiras na passagem do século XVIII para o XIX, pensando particularmente as transformações na paisagem e na demografia, de forma articulada à dinâmica econômica da capitania. Destacam-se dois núcleos — Vila Rica (Ouro Preto) e São João del Rey —, mas transcendendo a análise para o conjuntos dos câmbios entre o urbano e o rural em Minas Gerais no período. Três são os principais grupos de fontes utilizados: relatos de viajantes, iconografia, e listagens ou mapas populacionais.
Retrodição (1). Um pequeno vício do fazer historiográfico
“O que é Retrodição? Saiba mais sobre este aspecto da elaboração historiográfica que, por vezes praticado inconscientemente por historiadores, tem merecido críticas relevantes de historiadores e filósofos do período contemporâneo.”
Norbert Elias – sociólogo alemão
Texto de Igor Guedes, bacharel em História pela Universidade Federal de Ouro Preto, no blog Tradições de Minas
“Sendo tardiamente descoberto Elias trouxe para a sociologia conceitos novos, idéias novas, novas abordagens a respeito do desenvolvimento da sociedade e das mudanças históricas, do desenvolvimento dos indivíduos individual e socialmente. “
‘Amáveis patrícias’: o Mentor das Brasileiras e a construção da identidade da mulher liberal na província de Minas Gerais (1829-1832)
O Mentor das Brasileiras foi um periódico voltado para o público feminino da província brasileira de Minas Gerais, no contexto de ampliação do espaço público e expansão da imprensa periódica de fins do Primeiro Reinado e início do período regencial (1829-1832). O periódico interagiu com um público feminino de certa importância social e instrução, no contexto de uma pedagogia liberal-moderada, e, dentro desses limites, propiciou-lhe argumentos emancipatórios e uma incipiente aproximação da esfera pública, e construiu uma identidade da mulher liberal.
Literatura e História: debate sobre a relação entre literatura e história.
Conferência proferida por Roger Chartier, em 5 de novembro de 1999, no Salão Nobre do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, que abriu o debate que se segue com João Adolfo Hansen.
Publicado na Revista Topoi, pode ser lido na íntegra neste endereço.
