A contribuição da Colônia para Leopoldina

A produção das lavouras, pomares, terreiros, moinhos, engenhos de cana e olarias da Colônia Agrícola da Constança foi importante para o progresso da cidade. Movimentou muita riqueza pelas estradas de chão batido da Colônia e pelos trilhos da Estrada de Ferro da Leopoldina.

Mas a grande contribuição da Colônia e dos imigrantes não está somente no aspecto econômico. A Colônia não foi importante apenas porque gerou riquezas para a cidade. A sua contribuição, talvez muito maior, está na mistura de etnias que nos proporcionou e nos exemplos de trabalho e dedicação deixados pelos imigrantes. Trabalho, inclusive, que nos permitiu, sem grandes traumas, fechar o ciclo do coronelismo e iniciarmos o de um desenvolvimento mais igualitário, onde a riqueza deixou de estar apenas nas mãos de uns poucos e abastados fazendeiros para se espalhar pelos diversos sobrenomes italianos que hoje se destacam no comércio, na indústria, na prestação de serviços, na agro-pecuária e nas demais atividades produtivas desta nossa Leopoldina

Descendentes de George Gadas

Uma família leopoldinense de origem egípcia.

Festa da Onça

Para os antigos moradores da região da Colônia, e de boa parte da cidade, a Festa anual realizada na Igreja de Santo Antônio, no Bairro da Onça, é lembrada com um misto de saudade e orgulho. Reunia, todo ano no mês de junho, um grande número de participantes, oriundos das propriedades da redondeza, pessoas que vinham da sede e de outras regiões do município. Era o ápice do convívio social para os colonos, que escolheram o pátio da Capela da Onça como lugar ideal para suas reuniões festivas.

De quando é a Igrejinha da Onça?

A Igreja de Santo Antonio, no Bairro da Onça, é de 1915 conforme está gravado na sua parede frontal.

Para a sua construção, foi importante a participação e o trabalho de muitos habitantes da Colônia Agrícola da Constança e imediações.

Símbolo do Centenário

Pergunta respondida na entrevista concedida ao Show do Marcus Vinicius, na Rádio Jornal.
– Por que escolheram a Capela da Onça como símbolo do trabalho de vocês?

A escolha da “Capela da Onça” ou, Igreja de Santo Antonio, como símbolo da coluna no jornal sobre o Centenário da Colônia Agrícola da Constança deve-se ao fato de ser esta a imagem a que sempre se referem os entrevistados, quando abordados sobre a vida dos mais antigos.
Para a maioria deles, além da religiosidade propriamente dita, a Capela representava muito mais, porque era em torno dela que se realizavam quase todas as festividades de que participavam.

Desafio aos Ouvintes

No programa Show do Marcus Vinicius, transmitido pela Rádio Jornal, de Leopoldina, foi lançado neste domingo um desafio aos ouvintes. Luja Machado falou sobre a imigração para Leopoldina e a importância da Colônia Agrícola da Constança, uma das maiores que existiram no estado de Minas Gerais. Em seguida convidou os ouvintes a refletirem sobre a presença do sangue imigrante, através dos descendentes daqueles colonos, nas mais diferentes atividades que atualmente se desenvolvem na cidade.

“Em abril de 1910 foi fundada a Colônia Agrícola da Constança em Leopoldina.

Localizada nos atuais bairros Boa Sorte, Onça e Constança, recebeu imigrantes de várias nacionalidades.

Para marcar a passagem do Centenário da Colônia, lançamos o desafio: em qual rua da nossa cidade não existem descendentes daqueles imigrantes?

Você conhece um vizinho que não tenha avós ou bisavós imigrantes?

Entre em contato conosco e nos diga: na sua rua não há um só descendente de imigrante?”

Durante a participação de Luja Machado, o apresentador Marcus Vinicius recebeu telefonemas do Secretário Municipal de Desenvolvimento, Sr. Carlos Heleno, e da Secretária Municipal de Cultura, Sr. Valéria Benatti, ambos colocando-se à disposição para os preparativos necessários ao evento comemorativo do centenário da Colônia Agrícola da Constança, em abril de 2010.

Abrace esta Ideia

O que pretendemos com esta campanha?
– Simples, como simples é a própria frase. Queremos que as pessoas comemorem o Centenário da Colônia Agrícola da Constança.
Como ?
– Nós temos, aqui na cidade, as Faculdades Doctum, Unipac e Cefet.
Temos o Ginásio, o Colégio Imaculada, o Equipe e outras instituições de ensino que poderiam colocar o assunto em debate entre os alunos.
Vocês já imaginaram o quanto seria bom para a cidade se estes alunos (crianças, jovens e os universitários) conhecessem este capítulo da nossa história?
Quem não se orgulharia de saber que seus antepassados foram importantes para chegarmos à Leopoldina que temos hoje?
Temos o Clube do Moinho que promove suas festas. Que tal programar uma noite dançante para o início de abril de ano que vem, para marcar o Centenário? Quantos associados do Moinho são descendentes de imigrantes?
E o Brasília, com seus campeonatos? O de Peteca, por exemplo. O Clube Brasília poderia promover um torneio em comemoração do Centenário.
E o SESI ? Poderia fazer algo também.
E a Cooperativa de Leite? Ela poderia fazer algo para os seus associados, muitos deles, descendentes de imigrantes.
E a Cooperativa de Bordadeiras, que vende trabalhos na feirinha que funciona dentro da LAC? Poderia bordar algumas peças alusivas ao Centenário.
É nisto que pensamos quando falamos em ABRAÇAR A IDEIA.

Entrevista na Rádio Jornal AM

Hoje, 16 de maio, Arnaldo Spindola e José Geraldo Gué receberam Luja Machado no programa FAZ, da Rádio Jornal de Leopoldina. O objetivo foi apresentar sugestões para a comemoração do Centenário da Colônia Agrícola da Constança em abril de 2010.

Convite

Domingo, 17 de maio, a partir do meio dia.
Rádio Jornal AM 1560, Leopoldina, MG
Programa Marcus Vinicius
Participação de Luja Machado.
Lançamento do Desafio aos Ouvintes: a Imigração em Leopoldina.

Café, Ferrovia e Recreio

Artigo produzido por Cynthia Cristina de Mello Carvalho e Leonardo Ribeiro da Silva, com uma breve narrativa sobre o começo da cidade de Recreio, Minas Gerais, mencionando os nativos existentes na Zona da Mata mineira, a colonização e a expansão cafeeira  no século XIX.