A renovação dos conteúdos e métodos da História ensinada

Muito bom o texto de Crislane Barbosa Azevedo disponível neste endereço. Eis o resumo.

“Conhecimento acerca do campo profissional em que atuamos é imprescindível para planejarmos melhorias em nossas práticas. Partindo dessa premissa e com base em pesquisa bibliográfica, este artigo, de caráter propositivo e analítico, apresenta mudanças e permanências por que passou o ensino de história no Brasil no século 20, possibilidades metodológicas de renovação da História ensinada por meio de um processo de formação docente voltado a práticas de pesquisa, bem como de fontes e bibliografia especializada passíveis de uso pelo professor em suas aulas. A renovação no ensino de História nas escolas básicas de nosso país representa desafios ainda no século 21. Evidenciamos que, para mudanças de maior monta, requer-se solidez teórico-metodológica no planejamento docente.”

Taxista sabe-tudo vira atração histórica em Minas

“Ranulfo virou uma atração a mais para os turistas que visitam as igrejas e monumentos históricos” em São João del Rei.

Qual a mensagem deste livro?

Há não muito tempo, era prática nas instituições escolares a famigerada Ficha de Leitura. Entre outras coisas, o aluno deveria responder a pergunta semelhante ao título desta postagem. Mas será que os professores das outras disciplinas pensavam no conteúdo ideológico presente nos livros com que trabalhavam?
A lembrança daquela tarefa escolar veio forte ao final do leitura do artigo O discurso histórico presente no livro didático: uma abordagem ideológica e historiográfica. As autoras Natalia Aparecida Tiezzi Martins dos Santos e Dolores Pereira Ribeiro Coutinho apresentam o trabalho informando como objetivo “tratar o discurso histórico presente em livros didáticos de História demonstrando os conteúdos reais das mensagens ideológicas que são veiculadas pelos mesmos.”
Além de apresentar um panorama sobre o papel do historiador e sua postura como cientista social, Natalia Santos e Dolores Coutinho falam do papel do professor e a mediação que exerce ao apresentar os conteúdos para seus alunos.
Prosseguimos, com este texto, nossa prática de indicar leituras que possam contribuir para o crescimento de cada leitor. O texto completo pode ser lido aqui.

Pontes que duram uma vida

Muitas cidades do interior convivem com equipamentos que serviram a estradas de ferro sem se darem conta de seu valor como bem cultural. Escolho esta postagem de um dos grandes entusiastas da preservação da memória ferroviária como convite para que conheçam seu trabalho.

Curso Online – Escrevendo nossa História – Pré-cadastro

O curso Escrevendo nossa História, tem como objetivo promover o desenvolvimento de projetos didáticos com foco no estudo da história local.

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Otacilio Barbosa: centenário de nascimento

24 de fevereiro de 1911 – Nasce em Leopoldina, filho de Abilio José Barbosa e Maria Augusta de Matos.
Seu pai era natural de Piacatuba, onde nascera em 1874, filho de João Paulino Barbosa e Ana Joaquina de Jesus. João Paulino é nome de logradouro público de Leopoldina, no bairro São Cristóvão. Trata-se de família tracidional no município, especialmente no então distrito de Argirita, pelo qual João Paulino era eleitor em 1867. Em 1881, o avô paterno de Otacilio era proprietário de terras no distrito de Tebas.
A mãe de Otacilio também era de família pioneira no município, sendo filha de Simpliciano Garcia de Matos e Tereza Carolina de Almeida. Era neta materna de Joaquim Antonio de Almeida Ramos, um dos filhos do pioneiro Manoel Antonio de Almeida.
Otacilio foi casado com Gesuina de Jesus Oliveira mas não sabemos se deixou descendentes.
Otacilio Barbosa era irmão de Odilon Barbosa, tradicional comerciante da parte alta da rua Cotegipe, falecido em 1996.

Memórias Históricas sobre o Rio de Janeiro

Um trecho de Memórias Históricas sobre o Rio de Janeiro, do Padre Antonio Vieira, pode ser lido no volume 2, nr. 4, de 1813 de O Patriota, disponível no site da Brasiliana.


Música na produção de conhecimento

É sempre um prazer descobrir novos textos que sugerem alternativas para o ensino da história. Assim aconteceu com o artigo O uso das fontes históricas como ferramentas na produção de conhecimento histórico: a canção como mediador. Nele, Erica da Silva Xavier menciona a “possibilidade de se pensar a utilização da canção enquanto documento histórico durante as aulas, pois são produções culturais carregadas de significados, tanto de forma implícita, quanto explícita”.
E não só pensando na prática de sala de aula, mas também na maneira como cada um de nós atua em sociedade, já que somos, cada um a seu modo, ensinantes e aprendentes, convidamos para a leitura do texto completo neste endereço.

Brasileiros pré-históricos faziam obras de arte com mortos

“A região central de Minas é famosa por ter abrigado uma gente cujas feições lembravam os atuais africanos e aborígines da Austrália, bem diferente do tipo físico dos índios atuais. É lá que foi achada a célebre Luzia, mulher mais antiga do continente, com mais de 11 mil anos. “
Vejam notícia sobre o trabalho do arqueólogo André Strauss

Desafios da Educação: multidisciplinaridade entre Literatura e História

O artigo de Raquel Alvarenga Sena Venera, Jonas Felisberto e Cristina Rachadel, disponível neste endereço, sugere um caminho para pensar o ensino no mundo contemporâneo.

“Este artigo é uma reflexão acerca dos cruzamentos multidisciplinares entre a Literatura e o Ensino de História levando em consideração o contexto contemporâneo da Educação no Brasil. Um momento em que o consumo da mídia não pode ser desconsiderado, bem como as demandas de um tempo furtivo recortado de informações em redes globais. Esse contexto que exige da cultura escolar a subjetivação de cidadãos críticos, conscientes e participativos demarca um local de ambiguidades entre o imaginário de redenção pela Educação e os limites do Estado. O Ensino de História responde a essas demandas a partir da interpretação das diferentes linguagens em sala de aula. Entre elas, a Literatura é o exemplo recortado neste artigo. O diálogo entre as várias áreas do conhecimento marca este tempo contemporâneo e aponta uma flecha para um futuro que se pretende – cidadãos com pensamentos múltiplos, autônomos, capazes de interpretar contextos e situações diversas.”