Categoria: Caminho Novo
Paisagens rurais e personalidades históricas dos Caminhos Velho e Novo
Itinerário do Caminho Novo em Conselheiro Lafaiete
Historia Social através da Pesquisa Genealógica
História Social através do Método de Pesquisa Genealógica
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VERSÃO TRADICIONAL: pontos conflitantes
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CORREÇÃO DOCUMENTADA
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Pelo ano de 1790, o paulista Manuel Ferreira do Prado, e o português Agostinho Fernandes de Lima Barata receberam, cada um, uma sesmaria de três léguas em quadra.
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Manuel Ferreira do Prado tornou-se sócio de um sesmeiro, e Agostinho Fernandes Lima herdou terras de seu sogro. Em 1790, as sesmarias eram de meia légua em quadra.
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As sesmarias estariam localizadas no Sertão de São Sebastião, freguesia da Campanha.
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As localidades onde se assentaram eram Sertão do Ouvidor e paragem das Mamonas, ambas na freguesia de Santana do Sapucaí.
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Manuel Ferreira do Prado veio de São Paulo, com toda a sua família, mais o professor Flávio Secundo de Sales, e instalou-se ao Sul do município.
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Manuel Ferreira do Prado era mineiro, de Santa Bárbara, morador no Rio de Janeiro, onde se casou, e veio a formar sua família na freguesia de Santana do Sapucaí. O dito professor era mineiro, de Campanha.
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Agostinho Fernandes de Lima deixou mulher e filhos em Portugal, e instalou-se ao Norte do município.
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Agostinho Fernandes Lima casou-se, no Brasil, com a filha de José Dias Palhão, sesmeiro de meia légua em quadra, ao Norte do município.
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%
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ORIGEM
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ATIVIDADE ANTERIOR
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41,9
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Desconhecida
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Desconhecida
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16,1
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Bom Jardim de Minas
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Agricultura
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8,1
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Freguesia de Barbacena
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Agricultura
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6,5
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Freguesia de São João del Rei
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Agricultura
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4,8
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Aiuruoca
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Agricultura
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4,8
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Santana do Garambéu
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Agricultura
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3,2
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Freguesia de São João del Rei
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Agricultura / Comércio
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3,2
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Prados
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Agricultura
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1,6
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Bocaina de Minas
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Agricultura
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1,6
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Conceição de Ibitipoca
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Agricultura
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1,6
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Congonhas
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Mineração
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1,6
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Conselheiro Lafaiete
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Agricultura
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1,6
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Ibertioga
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Agricultura
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1,6
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Santa Rita de Ibitipoca
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Agricultura
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1,6
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São João del Rei
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Agricultura / Comércio
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Portanto, o estágio atual da investigação demonstra que os povoadores não deixaram minas de ouro esgotadas para trás. Foram e continuaram sendo agricultores.
História Social através do Método de Pesquisa Genealógica – II
Povoadores do Feijão Cru
por Nilza Cantoni
A pequena cidade de Leopoldina tem sua história tradicional baseada em duas afirmativas. Uma delas diz respeito ao seu primeiro nome – Feijão Cru. Diz-se que tem origem no fato de tropeiros terem colocado o feijão para cozinhar e saírem para procurar ouro. Outra versão afirma que foram caçar e uma terceira informa que deixaram o feijão cozinhando durante a noite. Todas as versões informam que choveu e, quando os tropeiros foram se alimentar, jogaram o alimento no rio reclamando por estar cru.
A outra afirmação que vem sendo repetida ao longo tempo é que Leopoldina foi uma cidade rica e que seu povoamento se iniciou em consequência do fim da mineração, trazendo para a nossa terra as famílias que antes se ocupavam de lavras na área central da província e foram para lá plantar café.
Na década de 1960 foi publicado um livro de genealogia, abordando as três principais famílias povoadoras: os Almeidas, os Britos e os Netos. A partir daí, levantou-se uma questão: por que aquelas pessoas foram para lá se não há uma só pista de que em algum momento tenham encontrado ouro? Não seria mais lógico que, com a queda da mineração, tivessem se dirigido para outras regiões mineradoras?
Consultando livros dos antigos cartórios de notas, bem como o arquivo paroquial e os processos do judiciário, foi possível perceber que as referências indicavam atividade agrícola antes da migração. Foram sendo recolhidos recortes de jornais, cadernos com cópias de assentos paroquiais e trechos de processos judiciais, além de fichas de leitura das mais variadas obras. Ao longo do tempo aumentava a distância entre o que era propagado pela história oficial e o que diziam as fontes originais.
No final da década de 1980, com o acesso a microcomputador, as informações foram organizadas em um software que deu novo fôlego ao trabalho, na medida em que ficou mais fácil reunir as referências sobre cada personagem. Alguns anos depois, descobriu-se que fazer genealogia não era simplesmente montar uma lista de nomes, mas utilizar um método de pesquisa que permitia analisar e comparar diferentes aspectos da vida das pessoas que formaram o arraial do Feijão Cru.
E assim, colhendo dados e buscando interpretá-los à luz do conhecimento produzido pelos especialistas de diversas áreas, foi possível observar que a história tradicional parecia estar distante da realidade.
À exceção de uma das primeiras famílias que se estabeleceram em Leopoldina, e que não foram abordadas no livro acima mencionado, todas as que foram identificadas procediam de região agrícola. Com base na Contagem Populacional de 1831, descobriram-se os nomes dos moradores dos “fogos” ali registrados[1].
Entre os 589 moradores, 276 eram cativos que seria difícil investigar por falta de sobrenome. Houve dificuldade, também, para estudar os habitantes de 22 fogos que eram chefiados por “forros”. Seguindo-lhes a trajetória, ficou claro que o sobrenome variava bastante e não foi possível eliminar homonímia nem estabelecer quem eram estes grupos familiares.
Pesquisando assentos paroquiais, inventários, testamentos, documentos de compra e venda de bens e de sepultamentos, chegou-se à relação de 62 nomes dos chefes de fogos em 1831.
Classificando estas pessoas pela origem e atividades anteriores, foi possível definir os seguintes percentuais:
| % | Origem | Atividade Anterior |
| 41,9 | Desconhecida | Desconhecida |
| 16,1 | Bom Jardim de Minas | Agricultura |
| 8,1 | Freguesia de Barbacena | Agricultura |
| 6,5 | Freguesia de São João del Rei | Agricultura |
| 4,8 | Aiuruoca | Agricultura |
| 4,8 | Santana do Garambéu | Agricultura |
| 3,2 | Freguesia de São João del Rei | Agricultura / Comércio |
| 3,2 | Prados | Agricultura |
| 1,6 | Bocaina de Minas | Agricultura |
| 1,6 | Conceição de Ibitipoca | Agricultura |
| 1,6 | Congonhas | Mineração |
| 1,6 | Conselheiro Lafaiete | Agricultura |
| 1,6 | Ibertioga | Agricultura |
| 1,6 | Santa Rita de Ibitipoca | Agricultura |
| 1,6 | São João del Rei | Agricultura / Comércio |
Vale registrar que o quadro poderá sofrer modificações na medida em que novas fontes forem encontradas. Atualmente a esperança de encontrar os deserdados do ouro está entre os 22 fogos chefiados por forros e 3 fogos chefiados por mulheres sem sobrenome. Será que Leopoldina realmente foi povoada por mineradores?
Além da contagem populacional de 1831, foram consultados documentos de mesmo gênero não só em relação ao Feijão Cru como aos curatos e freguesias vizinhas.[2]
Utilizaram-se, também, os Registros de Terras[3] realizados por força da Lei nº 601 de 18 de setembro de 1850, conhecida como Lei de Terras. Segundo Ligia Osório Silva[4], o normativo objetivava “demarcar as terras devolutas e normalizar o acesso à terra por parte dos particulares, daquela data em diante”. Estes documentos trazem os nomes dos proprietários e quase todos incluem o nome da propriedade, a identificação dos vizinhos e a principal atividade desenvolvida.
Na região, os registros foram realizados nos primeiros meses de 1856 e Leopoldina teve sua emancipação administrativa em 1854. Razão pela qual foi necessário comparar com o alistamento eleitoral de 1850[5] para melhor recortar o universo a ser estudado. Um bom número de proprietários identificados no arquivo do judiciário não aparece nos registros de Leopoldina, Além Paraíba, Mar de Espanha, Meia Pataca ou São João Nepomuceno. Outros, especialmente os do território que formou o Distrito de Conceição da Boa Vista em 1851, estão no Registro de Terras de Santo Antônio de Pádua[6]. Foi desenvolvido um estudo sobre as disputas de limites entre Rio de Janeiro e Minas Gerais para entender os motivos pelos quais Leopoldina ficou subordinada ao Bispado do Rio de Janeiro até 1897[7].
Do estudo realizado com os Registros de Terras, verificou-se que apenas um dos proprietários de 1856 declarou o plantio de café entre as atividades agrícolas em suas terras.
E assim, investigando as famílias antigas de Leopoldina, através das técnicas de pesquisa genealógica, acumulou-se um bom número de informações a demonstrarem que os povoadores não deixaram para trás minas de ouro esgotadas. Foram e continuaram sendo agricultores.
Em todas as oportunidades de conversar com a gente simples da localidade, observam-se os olhos dos interlocutores brilharem. Quando se diz que os povoadores podem não ter sido pessoas ricas e famosas – as celebridades dos tempos da mineração, parece que compartilham da impressão de que foram pessoas comuns, sem auréola de heróis. Sorriem de felicidade, sentindo-se incluídos numa história que até então não lhes dizia respeito.
O envolvimento nestas buscas despertou a admiração por alguns teóricos, razão pela qual se pede licença aos especialistas para citar dois deles. Segundo Bloch[8], “textos ou documentos […] não falam senão quando sabemos interrogá-los”. Para Le Goff[9]
A memória, na qual cresce a história, que por sua vez a alimenta, procura salvar o passado para servir ao presente e ao futuro. Devemos trabalhar de forma que a memória coletiva sirva para a libertação e não para a servidão dos homens.
[1] Arquivo Público Mineiro CX 07 DOC 07, Mapa da População de São José do Paraíba, 1831.
[2] Listas de moradores 1834, 1838 e 1841, do Feijão Cru e Curatos limítrofes.
[3] Arquivo Público Mineiro, Seção Colonial, TP 114, Registro de Terras de Leopoldina, 1856.
[4] SILVA, Ligia Osório. Terras Devolutas e Latifúndio. Campinas-SP: Editora Unicamp, 1996.
[5] Arquivo Público Mineiro, CX 36 PCT 29 PP 11 Alistamento Eleitoral de São João Nepomuceno, 1850.
[6] Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro. Registros Paroquiais de Terras séc. XIX RJ. Disponível em http://www.docvirt.no-ip.com/aperj/acervo.htm. Publicado em 2003
[7] CANTONI, Nilza. Disputas de Limites entre Rio de Janeiro e Minas Gerais. Disponível em http://www.cantoni.pro.br/documentos/divisasRioMinas.html. Publicado em2005
[8] BLOCH, Marc. Apologia da História ou O Ofício de Historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001. p. 79-80, 102-104
[9] LE GOFF, Jacques. História e Memória. 5. ed. Campinas, SP: Editora Unicamp, 2003. p. 471
História Social através do Método de Pesquisa Genealógica – I
No 2º Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo, realizado em São João del Rei em agosto de 2011, Silvia Buttros e Nilza Cantoni apresentaram seus estudos sobre os municípios mineiros de Paraguaçu e Leopoldina respectivamente.

Como a pesquisa genealógica auxilia a revisão da história
por Sílvia Buttros
A região onde se localiza o município de Paraguaçu, entre os rios Sapucaí e Machado, foi território paulista inexplorado. Um sertão habitado por tribos indígenas que passou ao domínio mineiro em 1749.
Dentro do território de Santana do Sapucaí, na confluência dos rios Sapucaí e Dourado, surgiria a localidade chamada Douradinho, com capela dedicada a São João Batista. Em 1813, criou-se a freguesia de Douradinho, desmembrada de Santana do Sapucaí, estando contidos nesta nova freguesia o Sertão do Ouvidor e o Sapucaí-Abaixo, que viriam a ser a atual Paraguaçu.
A historiografia tradicional nos conta que:
Os primeiros moradores, de que se tem notícia, do local onde se ergue a cidade de Paraguaçu, foram o cap. Manoel Ferreira do Prado e sua mulher, D. Tereza Maria de Jesus Prado, logo seguidos por Agostinho Fernandes de Lima.[1] No fim do século XVIII foram cedidas duas sesmarias no Sertão de S.Sebastião, Freguezia de Campanha, no sul de Minas. A primeira, ali por 1790, ao Capitão Manoel Luiz Ferreira do Prado. E a segunda, poucos anos depois, ao português Agostinho Fernandes de Lima Barata. Ambas medindo três léguas em quadra, sendo a primeira entre os Rios Dourado, Machado, Ribeirão do Carmo e Sapucaí. E a segunda entre os Rios Sapucaí, Machado e o citado ribeirão. As duas assinadas pelo Juiz de Sesmarias, domiciliado em São João Del-Rei. ...) Manoel Ferreira do Prado. Para o povo era o Prado Velho. Nasceu em São Paulo, descendendo de João do Prado.[3] No último qüinqüênio de 1700, aqui entraram Manoel Ferreira e Agostinho Barata, com suas famílias, seus escravos e o Professor Flávio Secundo de Sales.[4]
Com o intuito tão somente de aprofundar o estudo de um grupo familiar, foram sendo encontrados documentos que contrariam a história da cidade de Paraguaçu e de seus primeiros habitantes, propagada por mais de um século, e difundida em todas as escolas do município.
Ao pesquisar os batismos dos filhos do Capitão Manuel Ferreira do Prado e de sua mulher Teresa Maria de Jesus, nos livros paroquiais da então freguesia de Santana do Sapucaí, o que já demonstrava que sua família formou-se em Paraguaçu, duas informações despertaram o interesse: um padrinho do Rio de Janeiro, Nuno da Silva Reis, negociante de gado do Vale do Paraíba, com representação na Corte, e o Tenente Coronel Francisco de Sales Xavier de Toledo, que batizou 2 filhos do Capitão, levando-se a cogitar um parentesco entre eles.
Para analisar o parentesco, foi pesquisado o inventário de Francisco de Sales Xavier de Toledo, falecido em 1815, autuado em 1822. Nada constava no rol de herdeiros, mas nos bens de raiz, veio a surpresa:
Declarou mais ella inventariante ter huma fazenda de cultura e campos no lugar denominado o Espírito Santo em sociedade com o capitam Manoel Ferreira do Prado o qual se acha na cidade do Rio de Janeiro e por este motivo se não pode proceder a avaliaçam da dita (fls. 4 v)...[5]
Portanto, o Capitão Manuel Ferreira do Prado era sócio da Fazenda do Espírito Santo. Procurando pelas sesmarias, foi localizada a de Francisco de Sales Xavier de Toledo, medindo 3 léguas de comprido e 1 de largo[6], com carta concedida em 1765 a José Ferraz de Araújo e sua mulher Genoveva da Trindade, repassada ao dito Francisco em 1767, ano em que foi feito o Auto de medição, vistoria e demarcação.[7]
Mas, a pista sobre a sociedade só foi descoberta em outra sesmaria, a de Francisco Moreira de Piza Barreto, medindo meia légua em quadra[8], concedida em 1797, que teve sua demarcação embargada por Francisco de Sales Xavier de Toledo sob a alegação de a mesma estar invadindo seu território. Dentre as várias considerações constantes de sua réplica, muitas nos fornecem dados importantes, como estes:
Que os prim.ros povoadores das terras Embarg.das forão Antonio Vaz Siqrª e Joam Vaz Siqrª, que as possuirão e cultivarão por espaço de nove annos, cuja posse e Cultura teve principio no anno de 1759.”[9] Que o Alferes Joaquim Luiz do Prado[10] he sócio, e comprador da Fazenda do Embargante.[11]
Há várias outras sesmarias confrontantes com as já citadas, e somente uma em localização oposta, ou seja, ao norte do atual município de Paraguaçu, que vem a esclarecer o engano sobre Agostinho Fernandes de Lima Barata, citado como segundo povoador da região.
Esta sesmaria foi cedida a José Dias Palhão, em 1797, com medição e demarcação em 1799[12], medindo meia légua em quadra. O dito Palhão veio a falecer e foi inventariado em 1805[13], constando dentre seus bens a referida sesmaria e mais uma fazenda; e, dentre seus 12 herdeiros, consta a filha Caetana Dias, casada com Agostinho Fernandes de Lima. Ficando assim esclarecido de onde vieram as terras do dito Agostinho.
Resolvida a questão das terras, faltava descobrir a ligação do Capitão Manoel Ferreira do Prado com a cidade do Rio de Janeiro. A solução poderia estar no casamento do dito Capitão naquela cidade, já que em Minas e São Paulo as buscas foram em vão.
O processo de casamento foi localizado no Arquivo da Cúria Metropolitana do Rio de Janeiro, que remeteu ao seguinte assento:
Aos vinte e tres dias do mes de Fevr.o de mil oito centos e sinco, nesta Cathedral pelas duas horas da tarde com m.a prez.ça e das testemunhas abaixo asignadas na fr.a do Sagr. Conc. Trid. e Const. do Bispado se receberão em Matrimonio p.r palavras de prezente o Cap.m Manoel Frr.a do Prado, f.o leg.mo de João Luiz do Prado, e de Anna de Ar.o Silva n.al e bapt.do na Freg.a de N. Snr.a da Con.ção do Arraial de S.ta Barbara do Bispado de Marianna com Theresa Maria de Jesus f.a leg.ma de Lino Glz. Rio, e de Maria da Paixão n.al e bapt.da na Freg.a de S.Jose desta cidade como tudo consta da provisão q. me aprezentarão do M. Rv.do Dr. Juiz dos Cazam.tos Fran.co Gomes Villas Boas e receberão as benções nupciaes na fr.a do Rictual Romano sendo a tudo testemunhas prezentes o Cap.m Nuno da Silva Reis, e Custodio Jose de Almeida alem de outras que prezentes se acharão de que para constar fis este asento que asignei. O Coadj.or Ant.o Teixr.a Alvr.a de Souza=Nuno da Silva Reis=Custodio Jose de Almeida.[14]
Concluindo, o ‘paulista’, era, na verdade, mineiro de Santa Bárbara, casou-se com uma carioca, depois de já morar onde viria a ser o Carmo da Escaramuça, freguesia de Santana do Sapucaí, e não de Campanha, e onde viriam a nascer seus filhos. Não poderia ter recebido uma sesmaria de 3 léguas em quadra em época que só se concedia de meia légua, mas, sim, comprou terras de um sesmeiro e chegou depois, bem depois dos primeiros povoadores.
A história do Capitão Manuel Ferreira do Prado deve ser revista e, consequentemente, a história de Paraguaçu.
[1] Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, IBGE, Volume XXVI, 1959.
[2] PRADO, Oscar Ferreira,O Sertão dos Mandibóias, pág. 188, Imprensa Oficial, 1981,
[3] Idem, ibidem, pág. 167.
[4] Idem, ibidem, pág. 190.
[5] Centro de Memória do Sul de Minas, Campanha, Caixa 04, Documento 03.
[6] Nos moldes da Carta Régia de 7 de dezembro de 1697.
[7] Arquivo do IPHAN, São João Del-Rei, Sesmaria de Francisco de Sales Xavier de Toledo.
[8] Nos moldes do Alvará de 3 de março de 1770.
[9] Arquivo do IPHAN, São João Del-Rei, Sesmaria de Francisco Moreira de Piza Barreto.
[10] Irmão do já citado Capitão Manuel Ferreira do Prado.
[11] Arquivo do IPHAN, São João Del Rei, Sesmaria de Francisco Moreira de Piza Barreto.
[12] Arquivo do IPHAN, São João Del-Rei, Sesmaria de José Dias Palhão.
[13] Idem, ibidem, Inventário de José Dias Palhão.
[14] LDS, Livro de Matrimônios da Capela do S.Sacramento, da Sé do Rio de Janeiro, 1801/1812, fls.86.
Proposta de Integração dos Arquivos Regionais
Concluindo, José Guilherme declarou que a maior dificuldade da constituição de uma rede de arquivos não é a solução técnica, mas fazer com que as instituições dialoguem e trabalhem em parceria, saindo do isolamento e agindo coletivamente. Este é o passo fundamental porque não basta adotar uma norma, mas trocar informações. As normas permitem diversas interpretações, sendo necessário promover adaptações que serão melhor implementadas se realizadas em parceria.














