Dificuldade de adaptação dos Imigrantes

Nem tudo na imigração foram flores. Nem todos os imigrantes europeus, inclusive alguns italianos, se adaptaram ao clima da nossa região e ao regime de trabalho imposto pelos fazendeiros. Nem todos suportaram o isolamento e as condições da nossa lavoura.

Na verdade, alguns logo conseguiram o repatriamento. Embora, dentre estes, alguns retornaram ao Brasil para uma nova tentativa. Outros, em bom número, desistiram de viver em Leopoldina e quando chegaram à Hospedaria, que os acolhia no percurso de volta ao Porto, optaram por assinar contrato com fazendeiro de outra região, desistindo da viagem de volta à Itália.

Por que a Itália permitiu a saída de tanta gente?

A Itália atravessava um período de grandes dificuldades e, segundo consta, a miséria assolava algumas regiões rurais do norte do país, agravada pelas intempéries e pela chegada do capitalismo no meio rural, responsável pela concentração das terras nas mãos de grandes proprietários.

Diante dessa realidade, o incentivo à saída de parte da sua população se apresentava, então, como uma alternativa que servia aos interesses daquele país.

O fluxo imigrantista do final do século XIX

Resumidamente podemos dizer que, constatado que não se teria mais o escravo, o governo se empenhou na alternativa possível. Começou a incentivar e até financiar a imigração. Abriu as portas para os imigrantes e propagou esta abertura por toda a Europa. A propaganda foi feita de forma intensa na Itália. Lá, dizia-se da existência aqui no Brasil de terras férteis e baratas, o que fez crescer o fluxo de italianos para cá. Assim, “fare l’america” (fazer a América) como se dizia aqui no Brasil, virou o sonho de muitos italianos.

Índice dos assentos paroquiais de casamentos em Leopoldina

Foi entregue à Secretaria Paroquial da Matriz de Nossa Senhora do Rosário, em Leopoldina, um índice para facilitar a localização dos eventos e, também, evitar o manuseio desnecessário dos livros.

O trabalho foi antecedido de explicações sobre a metodologia utilizada como pode ser visto da página 2 do arquivo abaixo.

A contribuição da Colônia para Leopoldina

A produção das lavouras, pomares, terreiros, moinhos, engenhos de cana e olarias da Colônia Agrícola da Constança foi importante para o progresso da cidade. Movimentou muita riqueza pelas estradas de chão batido da Colônia e pelos trilhos da Estrada de Ferro da Leopoldina.

Mas a grande contribuição da Colônia e dos imigrantes não está somente no aspecto econômico. A Colônia não foi importante apenas porque gerou riquezas para a cidade. A sua contribuição, talvez muito maior, está na mistura de etnias que nos proporcionou e nos exemplos de trabalho e dedicação deixados pelos imigrantes. Trabalho, inclusive, que nos permitiu, sem grandes traumas, fechar o ciclo do coronelismo e iniciarmos o de um desenvolvimento mais igualitário, onde a riqueza deixou de estar apenas nas mãos de uns poucos e abastados fazendeiros para se espalhar pelos diversos sobrenomes italianos que hoje se destacam no comércio, na indústria, na prestação de serviços, na agro-pecuária e nas demais atividades produtivas desta nossa Leopoldina

Descendentes de George Gadas

Uma família leopoldinense de origem egípcia.

Festa da Onça

Para os antigos moradores da região da Colônia, e de boa parte da cidade, a Festa anual realizada na Igreja de Santo Antônio, no Bairro da Onça, é lembrada com um misto de saudade e orgulho. Reunia, todo ano no mês de junho, um grande número de participantes, oriundos das propriedades da redondeza, pessoas que vinham da sede e de outras regiões do município. Era o ápice do convívio social para os colonos, que escolheram o pátio da Capela da Onça como lugar ideal para suas reuniões festivas.

De quando é a Igrejinha da Onça?

A Igreja de Santo Antonio, no Bairro da Onça, é de 1915 conforme está gravado na sua parede frontal.

Para a sua construção, foi importante a participação e o trabalho de muitos habitantes da Colônia Agrícola da Constança e imediações.

Símbolo do Centenário

Pergunta respondida na entrevista concedida ao Show do Marcus Vinicius, na Rádio Jornal.
– Por que escolheram a Capela da Onça como símbolo do trabalho de vocês?

A escolha da “Capela da Onça” ou, Igreja de Santo Antonio, como símbolo da coluna no jornal sobre o Centenário da Colônia Agrícola da Constança deve-se ao fato de ser esta a imagem a que sempre se referem os entrevistados, quando abordados sobre a vida dos mais antigos.
Para a maioria deles, além da religiosidade propriamente dita, a Capela representava muito mais, porque era em torno dela que se realizavam quase todas as festividades de que participavam.

Desafio aos Ouvintes

No programa Show do Marcus Vinicius, transmitido pela Rádio Jornal, de Leopoldina, foi lançado neste domingo um desafio aos ouvintes. Luja Machado falou sobre a imigração para Leopoldina e a importância da Colônia Agrícola da Constança, uma das maiores que existiram no estado de Minas Gerais. Em seguida convidou os ouvintes a refletirem sobre a presença do sangue imigrante, através dos descendentes daqueles colonos, nas mais diferentes atividades que atualmente se desenvolvem na cidade.

“Em abril de 1910 foi fundada a Colônia Agrícola da Constança em Leopoldina.

Localizada nos atuais bairros Boa Sorte, Onça e Constança, recebeu imigrantes de várias nacionalidades.

Para marcar a passagem do Centenário da Colônia, lançamos o desafio: em qual rua da nossa cidade não existem descendentes daqueles imigrantes?

Você conhece um vizinho que não tenha avós ou bisavós imigrantes?

Entre em contato conosco e nos diga: na sua rua não há um só descendente de imigrante?”

Durante a participação de Luja Machado, o apresentador Marcus Vinicius recebeu telefonemas do Secretário Municipal de Desenvolvimento, Sr. Carlos Heleno, e da Secretária Municipal de Cultura, Sr. Valéria Benatti, ambos colocando-se à disposição para os preparativos necessários ao evento comemorativo do centenário da Colônia Agrícola da Constança, em abril de 2010.