Minelli: atualização do estudo sobre esta família italiana

Segundo notícia do Jornal do Commercio de 27 de agosto, edição número 237 página 6, às 20 horas do dia 26 de agosto de 1897 chegou à Ilha Grande (Rio de Janeiro) o paquete italiano Attività, procedente de Genova e escalas, com 788 italianos na 3ª classe. Com 27 dias de duração, a viagem trouxe imigrantes que se destinavam a Minas Gerais, os quais não passaram pela Hospedaria da Ilha das Flores, conforme se verifica no respectivo livro número 89. No dia 27, foram registrados na Hospedaria Horta Barbosa, em Juiz de Fora e quatro dias depois começaram a sair com destino a diversas cidades da zona da mata mineira. Para o município de Leopoldina vieram 270 pessoas dos seguintes sobrenomes:

Bardino, Beccari, Borghi, Casu, Conti, Facchini, Faedela, Ferretti, Gigli, Guidotti, Laffi, Lenzi, Lipparini, Loi, Lolli, Manca, Manella, Marchi, Marongiu, Mazotti, Mazzanti, Minelli, Mocci, Orati, Pazzaglia, Pedrini, Porcu, Rosa, Rubini, Sabbi, Scala, Soldati, Tassi, Tibaldi, Tonello, Tonioni, Toro, Vecchi, Ventura, Zannini, Zappoti, Zecchini, Zoncheddu e Zucca.

A maioria era proveniente da Emilia Romagna. Os demais eram da Sardegna. Nem todos ficaram em Leopoldina. Há relatos de fuga por tratamento inadequado em fazendas. Alguns ficaram pouco tempo trabalhando para o primeiro contratante e se transferiram para outros municípios. Da mesma forma, imigrantes destinados a localidades vizinhas vieram a se estabelecer definitivamente em Leopoldina alguns anos depois.

Entre os passageiros desta viagem do Attività, estavam os Minelli. O genearca do grupo foi Giacomo Emilio Minelli, nascido por volta de 1855 em Malfolle, localidade do comune de Marzabotto, província de Bologna. Era filho de Angelo Minelli e Maria Angela Caroli. Pelo que nos foi possível apurar, Giacomo teve pelo menos quatro irmãos: Saturno, Giuseppe, Gaetano e Federico, alguns nascidos em Malfolle e outros em Montasico, também Marzabotto. Na década de 1880, todos viviam em Marzabotto e eram colonos agricultores, ou seja, trabalhavam sob contrato com proprietários de terras.

Aos 24 de novembro de 1884, Giacomo Minelli casou-se com Albina Bruni, com quem teve a filha Clelia Adalgisa Maria Minelli, nascida no dia 15 de janeiro daquele ano. Albina estava com 22 anos, era natural de Grizzana Morandi, também na Bologna, sendo filha de Carlo Bruni e Catterina Mondassi.

O segundo filho do casal foi Antonio Alfonso Giuseppe Minelli, nascido no dia 22 de outubro de 1886 em San Martino. Dois anos depois, aos 19 de dezembro de 1888, nasceu o terceiro filho: Arnoldo Ponziano Alessandro Minelli.

Os leitores poderão estranhar os nomes porque em Leopoldina passaram a ser conhecidos como Adalgisa, Antonino e Ernesto. Os outros filhos do casal foram registrados com nome único:

– Giulio Minelli, nascido no dia 23 de novembro de 1891 em Montasico;

– Alfonso Minelli, nascido aos 28 de abril de 1894, também em Montasico.

Deste último não tivemos outras notícias após a saída da Hospedaria, no dia 31 de agosto de 1897. Por outro lado, encontramos o casamento de uma filha do casal nascida no Brasil, como se verá adiante.

1 – Clelia Adalgisa Maria Minelli, conhecida como Adalgisa, casou-se em Leopoldina no dia 30 de abril de 1910 com Alipio Ribeiro Macieira Filho, filho de Alipio Ribeiro Macieira e Angela da Costa. Adalgisa e Alipio tiveram, pelo menos, seis filhos nascidos no município de Leopoldina: Augusto, Angela, Carmen, Leonira, Marina e Omar Macieira. Alipio morreu em maio de 1935 e Adalgisa em janeiro de 1979.

2 – Antonio Alfonso Giuseppe Minelli, conhecido como Antonino, casou-se em Leopoldina aos 16 de janeiro de 1909 com Marina Fontanella, nascida no Piemonte, Italia, aos 22 de julho de 1889. Ela era filha de Francesco Fontanella e Verginia Gronda que passaram ao Brasil em 1899 com cinco filhos pequenos. Foram contratados para trabalhar em fazenda no mesmo distrito de Abaíba onde os Minelli viviam há um ano e meio.

Segundo informações de familiares, Antonino e Marina tiveram 8 filhos nascidos em Leopoldina. Entretanto, só encontramos nascimento de cinco e uma das filhas era desconhecida dos parentes. Até o momento temos os seguintes nomes: Maria, Acirema, Maria Francisca, Emilia, Helena, José, Ida, Nair e Geraldo Minelli.

3 – Arnoldo Ponziano Alessandro Minelli, conhecido como Ernesto, casou-se em Leopoldina no dia 10 de julho de 1916, com Djanira Ismenia de Jesus, filha de Ismeria Ignacia de Jesus. Não localizamos nascimentos de filhos do casal. Ernesto faleceu aos 12 de junho de 1963 em Leopoldina.

4 – Giulio Minelli, conhecido como Julio, casou-se em Leopoldina no dia 8 de dezembro de 1917, com Maria da Conceição Lopes de Barros. Ela era natural de Leopoldina, filha de Manoel Lopes de Barros e Alice da Costa Ribeiro que era filha de Alipio Ribeiro Macieira e Angela da Costa. Ou seja, a esposa de Julio Minelli era irmã do marido de Adalgisa Minelli. Embora tenhamos encontrado nascimento de apenas três filhos, segundo familiares o casal Julio e Maria da Conceição gerou nove filhos: Antonio, Alice, Lourenço, Moacir, Alcidio, Elia, Maria, Helida e Zelia. Julio faleceu em Leopoldina no dia 1 de junho de 1981.

5 – Alfonso Minelli pode ter falecido na infância e, conforme já dissemos, dele não encontramos referências.

6 – Angelina Minelli foi a filha brasileira de Giacomo e Albina. Segundo o registro de seu casamento, teria nascido em março de 1901 em Cachoeira Alegre que, na época, fazia parte do município de Muriaé mas logo depois se tornou distrito de Palma. Com a criação do município de Barão de Monte Alto em 1962, Cachoeira Alegre lhe foi incorporada.

Caso se confirme o nascimento de Angelina em Cachoeira Alegre, Giacomo Minelli teria ficado menos de quatro anos em Abaíba, repetindo trajetória de outros imigrantes que chegaram pelo vapor Attività em 1897 e foram contratados para trabalhar naquele distrito de Leopoldina. Informações orais dão conta de que três famílias que vieram pelo Attività e foram para Abaíba, antes de 1900 estavam em Morro Alto, hoje Barão de Monte Alto. Duas outras saíram de Abaíba na mesma época e se estabeleceram em Astolfo Dutra.

Angelina Minelli se casou em Leopoldina, no dia 27 de abril de 1918, com José da Cruz Cabral, natural de Ubá, filho de Manoel da Cruz Cabral Júnior e Luiza de Aguiar Cabral.

Manoel da Cruz Cabral Júnior era natural de Diamantina, filho de Manoel da Cruz Silva e de Ana Inocência da Cruz. Casou-se em Leopoldina aos 6 de outubro de 1895 com Luiza de Aguiar Cabral, natural de Leopoldina, filha de Antonio Tomaz de Aquino Cabral e Rosa Vitalina. Antonio Tomaz era filho de José Tomaz de Aquino Cabral, fazendeiro de café em Ribeiro Junqueira.

Angelina e José foram pais Leonidio, Maria das Neves e Amelia que se casou com Walter Fontanella, sobrinho da Marina Fontanella esposa de Antonino Minelli.

Esta atualização tem por objetivo corrigir informações divergentes prestadas por colaboradores sobre a primeira geração descendente de Giacomo Minelli e Albina Bruni. Posteriormente poderão ser feitas novas buscas com vistas a confirmar ou corrigir dados da segunda geração, razão pela qual não a incluímos neste estudo.

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42 ideias sobre “Minelli: atualização do estudo sobre esta família italiana

  1. Vitor Rodrigues Freitas

    Olá eu procuro por informações de um membro da família Minelli. O nome dela é Cirene Minelli, ela foi casada com José Rodrigues de Oliveira e teve ao menos 1 filho de nome Lourenço Rodrigues da Silva. Vocês têm alguma informação sobre essa pessoa ?? eu ficaria muito grato.

  2. cantoni Autor do post

    Olá Vítor: não a temos no banco de dados. Ela é da familia Minelli que viveu no distrito de Ribeiro Junqueira, em Leopoldina?

  3. Joana D'Arc Ribeiro de Oliveira

    Para Vítor Rodrigues Freitas
    CIRENE MINELLI (CIRENI ou ACIREMA) era uma das filhas de ANTONIO MINELLI e MARINA FONTANELLA.
    CIRENE teve, segundo informações que colhi em Leopoldina com familiares,10 filhos:
    – José, Maria de Lourdes, Lourenço, Ana Rodrigues(falecida), Luís, Geraldo, Maria do Carmo, Paulo Rodrigues(falecido, casado com ONDINA), Joaquim e Maria Lúcia.
    **** Segundo informação tem outros falecidos além dos dois!

  4. karine

    Boa Noite, gostaria de parabeniza-los pelo blog. Estou muito feliz por ler essa reportagem pois sou neta de Amélia Minelli e Walter Fontanella. Em outubro pretendo entrar no processo de cidadania italiana. O pai do meu avô Walter era Pierino Fontanella,mais tenho uma dúvida se meu bisavô nasceu no Brasil ou na Itália.

  5. cantoni Autor do post

    Olá Karine: o seu bisavô deve ter nascido no Brasil porque não consta com os pais no desembarque. Mas não conseguimos encontrar o batismo dele em Leopoldina. É necessário verificar se houve registro civil no distrito de Abaíba, para onde a família se dirigiu ao sair da hospedaria.

  6. Karine

    Olá Boa noite. Isso mesmo ! Não consta o desembarque dele no navio. Ainda tinha esperança que ele fosse o italiano.Terei que buscar a minha cidadania pelo meu trinono Francesco.Pretendo ir em Abaiba ou Providência para tirar as certidões de inteiro teor e buscar mais informações. Até porque o bastisterio do meu trinono se encontra na região da Itália que ele nasceu.

  7. Anna Caroline de Matos Coelho

    Boa tarde.
    Tenho registro do passaporte e da lista de embarque desse navio nessa data. Tenho fotos do Giuseppe salis e Tereza Arpano.
    Eles são meus quartos avós. Se tiver interesse dos registro entre em contato

  8. cantoni Autor do post

    Olá Anna Caroline: você conseguiu a lista de embarque no Attività em Genova? Tenho grande interesse em conhecer este documento.

  9. karine

    Boa tarde!
    No decorrer das nossas conversas vocês falaram que não acharam o certificado de Batismo do meu bisavô Pierino Fontanella. No entanto , segundo informações os livros de Batismo de Abaíba pertencem a cidade de Recreio. Essas buscas foram realizadas em todas as igrejas de Leopoldina? A certidão de nascimento dele não foi encontrada nos cartórios de Leopoldina,Providência e Abaíba. Através do certificado de batismo poderia ter mais informações sobre a sua data de nascimento e o local de nascimento, a única informação que eu tenho que ele é de 1901.

  10. cantoni Autor do post

    Karine: se os pais dele trabalhavam em fazenda próxima de Conceição da Boa Vista pode ter sido mais fácil levar a criança a batizar naquela igreja, cujos livros mais antigos foram recolhidos para a Matriz de Recreio. Eu só pesquisei assentos paroquiais em Recreio até 1900. Quanto à falta de registro civil, isto era bastante comum. Nem sempre os imigrantes procuravam o cartório e muitos de seus filhos só fizeram o registro mais tarde, quando precisaram do documento para algum ato da vida civil.

  11. karine

    O mais interessante que ele teve que fazer o alistamento no exército que tornou-se obrigatório no Brasil no ano de 1906, e casou no ano de 1923 que exigia a certidão de nascimento. Vou continuar a minha busca e pedi aos cartórios para procurar até o ano de 1919. Das certidões brasileiras só está faltando do Pierino Fontanella, é um processo moroso que exige muito controle.
    Muita obrigada pela atenção.

  12. cantoni Autor do post

    Karine: os dois procedimentos mencionados podiam ser realizados sem apresentação do Registro Civil. No caso do alistamento militar, ocorria o denominado “sorteio” baseado nas listas de nascimento/batismos. Na região que eu estudo isto foi feito, pelo menos, até 1928. Quanto ao casamento, se os noivos não apresentassem documento probatório de nascimento era feita uma prova testemunhal, ou seja, declaração oral assinada diante do escrivão. E se o declarante fosse analfabeto, alguém assinava “a rogo”. Decorrem daí os incontáveis erros de datas, locais e até de filiação. A partir do Decreto 19710, de 18.02.1931, que liberava de multa os registros com atraso, muitos cartórios passaram a exigir e fazer o registro civil dos noivos. Disto resultam casos de duplo registro de nascimento quando um noivo ou noiva não encontrava a própria certidão, não compreendia a exigência e o escrivão indicava tal solução. Mas, atenção Karine: não se pode generalizar. As práticas são diferentes nos diferentes lugares. Mencionei o que vi em minhas pesquisas que são restritas à região de Leopoldina. Você poderá analisar a situação de seu antepassado através do processo de casamento civil dele.

  13. karine

    Eu encontrei a certidão de casamento em Abaíba e óbito em Além Paraíba do meu Bisavô Peirino. Sempre quando encontro uma certidão peço para serem lidas para ver se encontro alguma data de nascimento. A certidão de nascimento diz que é de leopoldina e a de óbito de Minas Gerais, tornando a minha busca mais difícil. Porque geralmente é colocado nas certidões de casamento o termo ou habilitação do registro de nascimento que infelizmente não consta em sua certidão de casamento.
    Obrigada pelo esclarecimento!

  14. cantoni Autor do post

    Olá Karine: não é adequado generalizar procedimentos para o período de seu interesse. Os registros não eram feitos da mesma maneira em todos os lugares. O ideal é pesquisar os assentos paroquiais que podem conter dados mais exatos. E no caso dos registros civis de casamento, o processo pode ter mais informações que não foram inseridas nos registros e, consequentemente, não constam das certidões.

  15. JOSÉ BALDINI DE SOUZA LIMA

    ……..Para o município de Leopoldina vieram 270 pessoas dos seguintes sobrenomes:
    Bardino, ……, …….,Manca, …..,…. Temos a certidão de nascimento de meu avô Salvatori Bardino, de Alghero – Sassari – Sardenha – Itália emitida por Cartório de Alghero. Certidão de casamento dele com Antonia Manca, em Miraí – Minas Gerais. Não sabemos de irmãos ou parentes dele ou dela. Ele trocou o nome para Salvador Baldino. Eu sou neto dele. Em minha família tem registros com Baldino, Baldine e Baldini. Ela foi enterrada em Dores da Vitória (na época município de Miraí) e ele no Rio de Janeiro – RJ. Estamos tentando cidadania italiana, principalmente para os meus filhos. Se alguém puder me ajudar com mais detalhes, favor fazer contato pelo meu email ou pelo WhatsApp 55 31 986218404 – em Belo Horizonte/MG-Brasil.

  16. Karine

    Boa tarde Nilza !
    Ainda continuo na busca da certidão de nascimento do meu Bisavô Pierino Fontanella. Procurei em 9 cartórios e nada foi encontrado.Fiz uma pesquisa na igreja Rosário e a de Recreio e não obtive sucesso.O irmão mais novo desse meu bisavô está registrado no cartório de Leopoldina e no livro de registro diz que ele nasceu na fazenda Pensilvânia. Com sua experiência vc poderia me indicar uma igreja que eu possa tentar achar o certificado de Batismo, na esperança de obter alguma informação do local do seu nascimento.Estou apurando com os filhos dele se ele casou na igreja.
    Abraços.

  17. cantoni Autor do post

    Karine: não tive sorte de encontrar o batismo dos dois filhos de Francesco Fontanella que teriam nascido no Brasil. Indicações de descendente levaram-me a fazer buscas em Providência e Abaíba, sem sucesso. Relendo anotações, verifiquei que, para um correspondente, a família teria ido para Leopoldina já nos anos novecentos. No caso, os dois teriam nascido em outro município. Acho que a solução pode ser encontrada nos casamentos de ambos.

  18. karine

    Nilza: Encontrei a certidão de casamento dele em Abaíba e, em sua certidão diz que ele é natural de Leopoldina. Portanto, já solicitei ao cartório de leopoldina e não obtive sucesso.A busca foi feita a partir do dia 1º de janeiro de 1900 até o ano 1923 ( ano que ele casou),talvez ele teria feito o registro para casar.Vou continuar a minha busca com muita fé e esperança.
    Muito Obrigada.

  19. cantoni Autor do post

    Karine: ocorreu-me a hipótese de que Verginia tenha viajado grávida e a criança teria nascido na Hospedaria Horta Barbosa. Como a família deu entrada na hospedaria no dia 19 e saiu no dia 23 de fevereiro de 1899, sugiro pesquisar no Cartório e na Igreja de Juiz de Fora, neste intervalo. Acho que o Cartório que atendia a região da hospedaria era o Cobucci e a Igreja era, seguramente, a da Glória.

  20. Karine

    Bom dia Nilza!
    Você acredita que eu havia pensando nessa possibilidade, irei procurar o cartório e ligar na igreja da Glória, e darei notícias .
    Abraços

  21. Karine

    Bom dia Nilza!
    Tenho uma cópia da Hospedaria Horta Barbosa e,este contém a idade das crianças .Mas, solicitei ao cartório a busca da certidão de nascimento.Veja que interessante, na sua certidão de casamento diz que ele tinha 23 anos e a data do casamento foi no dia 28/07/1923. Segundo informações de seus filhos , ele comemorava seu aniversário no 12/10/1902.Portanto, se ele nasceu em 1902 ele teria se casado com 21 anos e não com 23 . Das informações que obtive ele se casou na igreja católica de Abaíba.

  22. cantoni Autor do post

    Karine: eu perguntei se vc obteve o registro de nascimento de Ida justamente pq as idades informadas nos livros da Hospedaria Horta Barbosa nem sempre estão corretas. Portanto, ela pode, sim, ter nascido aqui no Brasil e ter dias de nascida quando foi feito o lançamento no livro da Hospedaria. Quanto à diferença de idade, é outra situação muito comum. Os registros de nascimento anteriores a 1931 costumavam ser adaptados para não pagar multa. Por isto os assentos paroquiais de batismo são mais confiáveis.

  23. Karine

    Nilza: Não tenho a certidão de nascimento da Ida Fontanella. O cartório Cobucci fez a busca da certidão a partir 23/11/1898 a 18/02/1904 e não encontraram .Liguei para a Mitra diocesana em Juiz de fora e os funcionários que trabalham no arquivo estão de férias, retornam no dia 1° de fevereiro. Preciso fazer uma rota para procurar nos assentos paroquiais a certidão de Batismo dele .Não posso desanimar.

  24. cantoni Autor do post

    Karine: quando sentir algum desânimo, lembre-se que tudo pode mudar de uma hora para outra. Pesquisas demandam um bom tempo de dedicação. O ideal seria obter alguma resposta da Itália.

  25. Karine

    Nilza: Hoje no final do dia recebi os documentos italianos.A secretária da igreja foi muito gentil comigo.Não custa perguntar para ela se o certificado de batismo do bisa Pierino se encontra na igreja.Obrigada pelo apoio , você nem imagina como me conforta.Abracos!

  26. cantoni Autor do post

    Que bela notícia, Karine! Os documentos da Itália confirmaram as datas e locais estimados? Agora é torcer para conseguir o que falta aqui no Brasil.

  27. Larissa Lohane

    Meu trisavô Emilio Colombo veio da Itália, mas não tenho muitas informações sobre ele. Sei que meu bisavô Carlos Colombo nasceu em São Sebastião da Cachoeira Alegre aproximadamente em 1896, como esse lugar não é propriamente um município, onde eu conseguiria encontrar a certidão de nascimento dele ou registros de batismo?

  28. cantoni Autor do post

    Olá Larissa: além de Cachoeira Alegre, sugiro procurar o batismo de seu bisavô em Palma e Muriaé.

  29. Karine

    Olá Nilza!
    Sim.Todos os dois nascidos em Strona (BI). […].Nilza, naquele tempo as igrejas do Brasil tinham livros de casamento? Obtive uma informação que o bisa Pierino casou na igreja de São Martinho ou de Abaíba.
    Abraços!

  30. cantoni Autor do post

    Karine: atualizei as informações mas não consegui encontrar o registro de casamento deles na Italia. Quanto ao casamento no Brasil, a resposta é sim. Toda Igreja matriz sempre teve os livros de registro de batismos e casamentos. Algumas tinhas, também, livros de registro de óbitos, além de outros tipos de registros próprios da atividades pastorais.
    No município de Leopoldina era bastante comum, entre os imigrantes italianos, casarem-se apenas na Igreja. Todos batizavam seus filhos mas raros faziam o registro civil de nascimento. Só mais tarde, quando precisavam do documento para algum ato da vida civil, procuravam se registrar. É por isto que se encontram datas divergentes entre batismo e registro civil, bem como entre casamento religioso e civil.

  31. Carmem

    Olá, estou com dificuldades em encontrar a certidão de óbito de Carmen Ribeiro Farage, filha de Adalgiza Minelli Ribeiro e Alípio Ribeiro Filho. Não tenho a data correta e o cartório de Leopoldina não encontrou. Você poderia me orientar, de que forma eu poderia conseguir esta informação? Muito Grata.

  32. cantoni Autor do post

    Olá Carmen: se vc tiver a época, ainda que aproximada, sugiro pedir auxílio para a administração do cemitério. Entretanto, parece que ainda há irmão dela vivo, a quem vc poderia perguntar a data e o local.

  33. Marina

    Sou Marina Minelli de Souza filha da Helena Minelli e Anízio Berto de Souza falecidos e irmã a Cirema Minelli, sei que ela teve filhos e quando nos visitava trazia alguns, inclusive o Lourenço era afilhado da minha mãe. Mas sei que ela já faleceu a alguns anos. Todos os filhos do meus avós Antonio e Marina já são falecidos. A última a falecer foi minha Tia Ida Minelli que teve vários filhos e que moram em Leopoldina MG.

  34. cantoni Autor do post

    Olá Marina: sua mãe seria a Helena nascida as 22 de janeiro de 1916? Você poderia, por favor, informar quando e onde ela se casou? Quem foram seus avós paternos? Parece-me que a tia a que vc se refere foi batizada com o nome de Acirema, nasceu em 1910 e se casou com José Rodrigues de Oliveira. Mas não tenho informação sobre filhos do casal.

  35. Marina

    Olá, sim minha mãe é a Helena Minelli . Só tive contato com os meus tios e primos na infância, com a familia era mumerosa nem sempre vinham todos, eles eram mais velhos que eu, mas sei que o casal tinham muitos filhos, nesta época eles moravam na roça e só vinham a Leopoldina quando precisam de cuidados médicos. Mas ela e minha mãe eram irmãs e todos os outros irmãos são falecidos. Eu moro no Rio de Janeiro a quase 50 anos e não tenho contato com ninguém. Sinto muito, e assim que puder se eu tiver mais noticias eu vou enviar ok.

  36. cantoni Autor do post

    Marina: o e-mail informado em seu comentário foi recusado pelo sistema. Por favor, verifique.

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