Categoria: Sugestão de Leitura
Categoria das postagens relativas à indicação de leituras, especialmente de material disponível na internet.
Brasileiros pré-históricos faziam obras de arte com mortos
“A região central de Minas é famosa por ter abrigado uma gente cujas feições lembravam os atuais africanos e aborígines da Austrália, bem diferente do tipo físico dos índios atuais. É lá que foi achada a célebre Luzia, mulher mais antiga do continente, com mais de 11 mil anos. “
Desafios da Educação: multidisciplinaridade entre Literatura e História
“Este artigo é uma reflexão acerca dos cruzamentos multidisciplinares entre a Literatura e o Ensino de História levando em consideração o contexto contemporâneo da Educação no Brasil. Um momento em que o consumo da mídia não pode ser desconsiderado, bem como as demandas de um tempo furtivo recortado de informações em redes globais. Esse contexto que exige da cultura escolar a subjetivação de cidadãos críticos, conscientes e participativos demarca um local de ambiguidades entre o imaginário de redenção pela Educação e os limites do Estado. O Ensino de História responde a essas demandas a partir da interpretação das diferentes linguagens em sala de aula. Entre elas, a Literatura é o exemplo recortado neste artigo. O diálogo entre as várias áreas do conhecimento marca este tempo contemporâneo e aponta uma flecha para um futuro que se pretende – cidadãos com pensamentos múltiplos, autônomos, capazes de interpretar contextos e situações diversas.”
Memória Histórica da Descoberta das Minas
Fontes Históricas
“As fontes escritas (cartas, discursos, leis, livros entre outros), foram, durante muitos séculos os únicos vestígios considerados legítimos para o historiador recuperar o passado. No entanto, desde os anos 1920, com a chamada “revolução documental” promovida pela Escola dos Annales, as fontes orais e iconográficas passaram a ter a mesma importância para a escrita da história.
Esta seção disponibiliza fontes históricas escritas reproduzidas em formato pdf. Essas informações podem ser utilizadas pelos professores como material de apoio em sala de aula.”
Pensar bem por intermédio da assimilação e contextualização de conceitos
O Tempo e a Narrativa em História
“Os historiadores menos inovadores nos seus modos de escrever a história esquecem-se de que, ao elaborar o seu texto, eles mesmos são os ‘senhores do tempo’ – isto é, do seu ‘tempo narrativo’ – e de que não precisam se prender à linearidade cronológica e à fixidez progressiva ao ocuparem o lugar de narradores de uma história ou ao se converterem naqueles que descrevem um processo histórico. Se o texto historiográfico é como que um mundo regido pelo historiador, por que não investir no domínio de novas formas de dizer o tempo? Por que tratar o tempo sempre da mesma maneira, banal e estereotipada, como se estivéssemos tão presos a este tempo como os próprios personagens da trama histórica que descrevemos, ou como se fôssemos mais as vítimas do discurso do que os seus próprios criadores? Indagações como estas, naturalmente, implicam em considerar que a feitura do texto historiográfico se inscreve em um ato criativo destinado a produzir novas leituras do mundo, e não em um ato burocrático destinado a produzir um relatório padronizado que pretensamente descreveria uma realidade objetiva independente do autor do texto e de seus leitores.”José D’Assunção Barros
História, narrativa, imagens. Desafios contemporâneos do discurso historiográfico
O livro didático de História no Brasil oitocentista
“Este artigo pretende discutir a produção de livros didáticos de História do Brasil no período imperial brasileiro e sua ligação com a inventividade do sentimento nacional. Os autores desses manuais eram, em sua maioria, sócios do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) e/ou professores do Colégio Pedro II. Portanto, falavam de um lugar-social bastante específico, possuindo, muitas vezes, estreitas ligações com os poderes institucionais. Com as instabilidades da Regência, o IHGB assumiu a função de criar uma legitimidade para a unidade nacional. Assim, o livro didático de história pátria assume também esse papel, sobretudo junto à mocidade brasileira, estabelecendo, com isso, uma verdadeira “pedagogia do cidadão”.“
Revista Bello Horizonte
Anacronismo
“Desconhecer que as fontes do início do Brasil-República, ao mencionarem a palavra ‘operário’, tem em vista algo diferente do que hoje entendemos por um operário – isso é um Anacronismo. Acreditar que os romanos da época do primeiro saque de Roma (410 d.C) tinham o mesmo tipo de desespero que os americanos que vivenciaram a crise inspirada pelos atentados que destruíram o World Trade Center em setembro de 2001, isso seria anacronismo. Podemos até comparar contrastivamente estes eventos, mas não para confundi-los.”

