Pensar bem por intermédio da assimilação e contextualização de conceitos

Foi através de mensagens de nossos leitores que surgiu a ideia de indicar bibliografia. Inúmeras vezes recebemos, de estudantes e professores, um pedido que já se tornou clássico: “envie tudo sobre a história de Leopoldina”. Muitas vezes temos comentado: será que alguém imagina ser possível reunir toda a história em algumas folhas de papel ou num arquivo tão pequeno que possa ser enviado por e-mail? Outra: quem faz tal pedido tem intenção de conhecer o assunto ou apenas cumprir uma formalidade? Se é um professor ou professora quem faz o pedido, imagina-se que pretenda utilizar o material no preparo de suas aulas. Se é um aluno, o objetivo deve ser a leitura para subsidiar o texto que escreverá a pedido do professor.
Entretanto, muitas vezes temos tido oportunidade de observar que nossos correspondentes não conseguem interpretar os textos e optam por recortar e colar partes em seus trabalhos. Tal situação veio à mente ao final da leitura do artigo de André Wagner Rodrigues, disponível aqui. Com o subtítulo Considerações pertinentes para o ensino da História Atual, o autor declarou pretender trazer “para o debate acadêmico algumas preocupações e indagações de historiadores que percebem nos últimos tempos os efeitos negativos da influência dos meios-de-comunicação na formação das novas gerações”.
Embora logo de início expresse a preocupação com “os efeitos da acronia (ausência de referência temporal) e atopia (ausência de referência espacial) produzidos pelos meios de comunicação de massa”, no decorrer do texto o autor demonstra a preocupação com “a importância do ato de pensar bem”, o que vem de encontro com a nossa questão.

2 opiniões sobre “Pensar bem por intermédio da assimilação e contextualização de conceitos”

  1. Meu sonho é que as pessoas compreendam que pesquisar não é coletar. Sabe aquele momento em que o homem deixou de ser coletor e passou a ser agricultor?

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  2. Nem me fale! Eu recebo frequentemente este tipo de pedido: me mande "tudo". Antes era só sobre história de Leopoldina, agora é "tudo" o que tenho sobre história, como se "tudo" pudesse ser remetido por e-mail. Tai um termo muito usado por quem está atrás de informações sobre história regional, fulano sabe "tudo", beltrado tem "tudo". Quem me dera se fosse fácil assim. Mais de 15 anos na pesquisa e cada dia eu acho que não sei nada.

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