História da História (1950/60). História e Estruturalismo: Braudel versus Lévi-Strauss

José Carlos Reis

 

Resumo

 

O objetivo deste artigo é retomar e refletir sobre o intenso debate entre Antropologia e História nas décadas de 1950/60 sobre o conhecimento histórico. A Antropologia Levi-Straussiana obrigou a história a se colocar algumas questões sobre as articulações entre evento e estrutura, novidade e repetição, consciência e inconsciente, singular e universal, sincronia e diacronia. A resposta dos historiadores dos Annales foi dadapor Fernand Braudel.

Palavras-chave: Estruturalismo; Escola dos Annales; Tempo histórico.

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Figurações da escrita biográfica

Artigo de Alexandre de Sá Avelar publicado na Revista ArtCultura, Uberlândia, v. 13, n. 22, p. 137-155, jan.-jun. 2011

Resumo

Poucos duvidariam da pertinência historiográfica da biografia nos dias de hoje. Seu estatuto de legítimo objeto de pesquisa histórica se consolidou após um longo período de ostracismo, no qual predominaram as análises calcadas na longa duração e na história serial, típicas dos Annales. Por outro lado, ela é cada vez mais alvo de críticas, tanto quanto ao seu caráter “ilusório” como à sua pretensão de oferecer um relato coerente e homogêneo da vida de um indivíduo.O objetivo deste texto é examinar as figurações da escrita biográfica, apontando, ao mesmo tempo, para sua necessidade intelectual e epistemológica e para suas incertezas. Defende-se a idéia de que o gênero biográfico se renova justamente pelas mutações que conheceu em suas modalidades de apresentação narrativa.

Leia o arquivo completo: 7987 (objeto application/pdf).

Narrar vidas, escrever história

Artigo de Alexandre Sá Avelar, publicado na Revista ArtCultura, Uberlândia, v. 13, n. 22, p. 117-118, jan.-jun. 2011

“Este mini dossiê se insere nessa perspectiva de renovação da biografia histórica e traz contribuições significativas para o alargamento do debate sobre importantes questões que sempre acompanharam os historiadores biógrafos em suas aventuras por esse gênero eivado de incertezas e fragmentos.”

7989 (objeto application/pdf).

Diogo de Vasconcellos e o IHGMG: os parâmetros para a história de Minas Gerais

Por Rodrigo Machado da Silva

Resumo

 

Esta transcrição diz respeito ao primeiro discurso proclamado pelo historiador Diogo de Vasconcellos como orador oficial do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (IHGMG), a 15 de agosto de 1907. Vasconcellos em sua fala expõe a sua noção de história e a função que ela exerce na construção do caráter identitário mineiro. Esse é um dos raros documentos disponíveis sobre a participação do historiador nessa instituição, igualmente pouco estudada pela historiografia.

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Métodos e perspectivas na teoria da história de Jörn Rüsen

RÜSEN, Jörn. Reconstrução do passado. Teoria da história II: os princípios da pesquisa histórica. Tradução de Asta-Rose Alcaide. Brasília: UnB, 2007, 188 p.

Por Cristiano Alencar Arrais
Professor Adjunto
Universidade Federal de Goiás (UFG)
alencar_arrais@yahoo.com.br
Rua 1044, 129/903, Ed. Imperial – Setor Pedro Ludovico
Goiânia – GO
74825-110
Brasil

Palavras-chave: Teoria da história; Sistemática; Metodologia.

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Polifonia e consenso nas páginas da Revista do IHGB: a questão da mão de obra no processo de consolidação da nação

De Fabiana Rodrigues Dias

Resumo

 

O presente artigo se propõe a investigar o papel da Revista do IHGB como veiculadora de uma postura consensual consoante os pressupostos políticos e disciplinares estabelecidos pelas comissões avaliativas e pela mesa diretora como paradigmáticos. Para alcançar tal coerência em suas publicações, os versáteis membros do Instituto, ora atuando nas Câmaras, ora nas reuniões quinzenais da agremiação, valiam-se do recurso da censura, o que gerava uma gama de textos aptos à publicação e outra de trabalhos não adequados aos moldes da Revista. O debate em torno da questão da mão de obra foi eleito para demonstrar, portanto, a polifonia cotidiana por de trás da aparente harmonia exteriorizada. A partir do cotejo entre as atas das sessões ordinárias, os originais de trabalhos não publicados e a Revista, tornou-se possível identificar elementos que reiteram o compromisso político do Instituto com o Império. Explorar esse uso pragmático da História em pleno momento de disciplinarização do conhecimento históricoconstitui, pois, o alvo desta investigação.

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Construindo biografias…Historiadores e jornalistas: aproximações e afastamentos.

Artigo publicado por Benito Bisso Schmidt em 1997, na Revista de Estudos Históricos da Fundação Getúlio VargasResumo

O artigo examina a recente produção de biografias nos âmbitos da história e do jornalismo no Brasil, tentando detectar possíveis aproximações e afastamentos entre eles. Três questões são abordadas: as razões da emergência do gênero biográfico entre historiadores e jornalistas, as semelhanças e diferenças entre as abordagens histórica e jornalística e a riqueza das possibilidades abertas pelos estudos biográficos recentes.

Texto disponível neste endereço: Schmidt

Sugestão de Leitura

Com o fim do grupo de estudos de história de que eu participava, em outubro de 2011, perdeu sentido o blog que mantinhamos para funcionar como biblioteca de links. Com a exclusão daquele espaço prevista para o próximo mês, os colegas pediram-me para transferir o conteúdo para cá, sempre sob as categorias Sugestão de Leitura e Postagem Republicada.

Noite de Autógrafos: Contrastes e Segredos

 

Como a mulher definiu o Ser Feminino

Instada a definir o que seria a mulher, uma “jornalista” de meados do século começou por dizer que seria uma tentativa de definir o que é indefinível.  Ao final do que deve ter sido a primeira coluna sobre o tema, ela deixa perceber sua intenção de ser reconhecida por seus direitos de ser humano.
 Jornal das Senhoras, 1852, página 6.
A Brasiliana acaba de tornar disponível a primeira edição do Jornal das Senhoras. Uma boa fonte para analisar o que pensavam mulheres que tiveram acesso a um meio de comunicação restrito aos homens, como de resto o eram muitas outras atividades.
Leia a íntegra aqui.