Categoria: Colônia Constança
Referência à Colônia Agrícola da Constança, criada em Leopoldina em abril de 1910, esta categoria destina-se a postagens sobre imigrantes, sejam colonos ou não.
Outros brasileiros na Colônia Agrícola da Constança
21 de Fevereiro – Dia Nacional do Imigrante Italiano
A Lei federal nº 11.687, de 02.06.2008, instituiu o dia 21 de Fevereiro como data nacional para lembrar a imigração italiana. Parece que não estão dando muita atenção para esta lei em Leopoldina.
Júlio Vanni, jornalista, historiador de Pequeri-MG onde foi Prefeito, ex aluno do Ginásio Leopoldinense, com diversos livros publicados sobre a imigração italiana e um dos artífices da festa anual realizada naquela cidade em homenagem aos imigrantes que ali viveram.
Rosalina Pinto Moreira, professora, historiadora, autora de Imigrantes… Reverência, sobre a Colônia Santa Maria, da cidade de Astolfo Dutra, atualmente concluindo outra obra sobre a história do município.
Luja Machado e Nilza Cantoni, historiadores, membros da Academia Leopoldinense de Letras e Artes, autores de coluna sobre a Colônia Agrícola da Constança no jornal Leopoldinense.
Convidamos a todos para ouvirem o programa da Rádio Jornal AM 1560, que pode ser acompanhado pela internet.
Abrace Esta Idéia
Se você é descendente, ou amigo de imigrante que viveu em Leopoldina, Abrace esta Idéia!
Convidamos você a fazer o mesmo.
Se você gosta de futebol, vôlei, malha ou outro esporte…. programe um campeonato para abril;
Se você faz capoeira, natação ou lutas marciais…. pense em apresentações para abril de 2010;
Se você é adepto do vôo livre…. sobrevoe a Onça, a Constança e a Boa Sorte, nos dias 10 e 11.
Se você curte cavalgada…. reúna os amigos para um passeio até a Igrejinha da Onça, no dia 11;
Se você gosta de ciclismo ou motociclismo… combine um passeio até a Igrejinha da Onça;
Se você gosta de desfile de carros antigos…. organize um para os dias 10 e 11 de abril;
Se você é comerciante…. programe com o fornecedor uma promoção de produtos da culinária italiana para o mês de abril;
Se você é dono de bar ou restaurante…. crie algum prato para lembrar a Imigração e a Colônia;
Se você é diretor de clube social ou de serviço…. promova algo para os seus associados, muitos deles descendentes de imigrantes italianos;
Se você é professora, professor ou diretor de escola…. incentive seus alunos a escreverem sobre a Colônia e sobre a imigração italiana.
Mas se você tem sobrenome italiano, faça algo ainda mais prazeroso. Promova um encontro da sua família e participe da missa no dia 11 de abril, domingo, às 11 horas, na Igrejinha da Onça.
E lembre-se que esta Igreja, construída com o auxílio dos colonos, foi escolhida por enquete do Jornal Leopoldinense como “O TERCEIRO CARTÃO POSTAL MAIS BONITO DE LEOPOLDINA”.
Um Colono Rezende Montes
30 de janeiro na Colônia Agrícola da Constança
Imigrantes Italianos e a Cidade
“A primeira riqueza da Itália são as suas cidades”, declara Cléia Schiavo Weyrauch no início do texto Os italianos, a cidade e a expansão do Rio de Janeiro, publicado no livro Travessias Brasil-Itália, editora da Uerj, 2007.
A leitura deste texto nos faz refletir sobre a grande mobilidade dos imigrantes italianos que viveram em Leopoldina no final do século XIX. Isto porque, na medida em que o desenvolve, a autora ressalta a profunda relação que eles mantinham com as áreas urbanas, mesmo que tenham vivido em áreas agrícolas na terra natal.
Referindo-se ao clássico Do Outro Lado do Atlântico, de Angelo Trento, Weyrauch acrescenta:
“Nos grotões, nos bairros distantes e nos próximos – enfim, em todas as partes da cidade – por onde passassem os italianos, eles organizavam o espaço público tendo a rua como metáfora de um lugar de convivência e enriquecimento em todos os níveis.”
Possivelmente aí está uma boa definição para o movimento que fez com que os imigrantes, instalados na Colônia Agrícola da Constança ou em outras regiões do município, buscassem organizar um espaço público de convivência ou cedo se transferissem para a área urbana.
Há 100 anos, na Colônia Agrícola da Constança
No dia 27 de janeiro de 1910, 4 colonos tomaram posse de lotes:
Hermann Krause, lote 31
Bruno Troche, lote 32
Franz Schaden, lote 44
Ernest Lang, lote 51
Em março do mesmo ano, Franz Schaden abandonou a Colônia e o lote foi transferido, em outubro, para Rudolf Rottemberg.
Em junho de 1910 foi a vez de Hermann Krause e Bruno Troche também deixarem seus lotes, que foram ocupados em fevereiro do ano seguinte por Luigi e Giuseppe Boller.
Há indicações de que Ernest Lang tenha desocupado o lote em 1910 ou 1911 e que a propriedade teria sido incorporada a uma outra faixa de terras que, redividida, veio a se tornar moradia de outros colonos. Informações, entretanto, que não conseguimos comprovar em fontes originais.
Bloco dos Pirineus homenageia os Imigrantes no carnaval 2010
Segundo material de divulgação disponível no site do jornal Leopoldinense,
O enredo do Pirineus vem falando de Leopoldina, mas sem a pretensão de querer contar toda a história da cidade. Na verdade o enfoque é o povo leopoldinense. A exemplo do resto do Brasil, Leopoldina foi formada e se desenvolveu através da contribuição de diversos povos. Os índios Puris, Coroados e Caporés, seus primeiros habitantes, expulsos e dizimados pelos bandeirantes. O negro escravo que no trabalho exaustivo das lavouras de café fez Leopoldina crescer economicamente. O imigrante português, espanhol, sírio, e principalmente os italianos que vieram substituir o braço negro e que muito influenciaram e influenciam através de seus descendentes nos destinos da cidade. O Pirineus presta uma homenagem no ano do centenário da Colônia Agrícola da Constança a esses pioneiros. Nosso enredo é uma exaltação, não a tradicionais figuras históricas, mas a esse povo simples que com seu trabalho tira da terra o sustento e contribui para sermos o que somos. Exalta nossos artistas, sejam eles pintores, escultores, cantores, músicos. Nossos atletas do futebol, da natação, do ciclismo, das artes marciais, do vôo livre entre outros, que com ou sem apoio elevam o nome da cidade. Aos voluntários sociais, enfim a todos os leopoldinenses nascidos ou não aqui, mas que apesar de todos os problemas que enfrentam, amam essa terra.
Missa pelo Centenário da Colônia Agrícola da Constança
Confirmada com o Padre Marcos, responsável pela Igrejinha de Santo Antonio da Onça, a celebração de missa comemorativa pelo Centenário da Colônia Agrícola da Constança e os 130 Anos da Imigração Italiana em Leopoldina.
Será no dia 11 de abril, domingo, às 11 horas da manhã, na própria Capela construída pelos imigrantes.
