Descendentes de Nicolao Dalto

Atualização da postagem publicada em outubro de 2016 neste endereço.

Primeira geração

  1. Nicolao Dalto, filho de Felice Dalto e Francesca Arvello, nasceu na Itália e faleceu em Leopoldina, MG.

A mais antiga referência sobre a presença deste personagem em Leopoldina é do Almanak Hénault – Annuario Brazileiro Commercial Illustrado (Rio de Janeiro: A. Hénault, 1912-1913) que na página 53 do índice de Minas Gerais o inclui como sendo funileiro na cidade.

Luiz Rosseau Botelho, no livro Dos 8 aos 80 (Belo Horizonte: Vega, 1979. p.216), ao falar sobre o lançamento da pedra fundamental da Casa de Caridade de Leopoldina informa que “Nicolau Dalton a havia preparado para receber as coisas daquele tempo”.  Na página 218 o autor volta a citar Nicolau Dalton como tendo realizado a mesma atividade por ocasião do início das obras do “forum de Leopoldina”, citado como “Fórum Felix Martins” e que é o prédio onde hoje funciona o Centro Cultural Mauro de Almeida Pereira, na Praça Félix Martins.

O lançamento da “pedra fundamental” de uma edificação é cerimônia de origem celta e marca o início de uma construção. Trata-se de um bloco de pedra que é colocado acima dos pilares de fundação. Ao longo do tempo foi incorporada à tradição o costume de criar uma “cápsula do tempo”, ou seja, uma caixa contendo uma descrição do momento com os nomes das pessoas presentes, um jornal ou moedas da época e outras peças que, no futuro, serviriam para contextualizar aquele período. Para alguns autores, a cápsula do tempo era instalada no canto nordeste da construção.

Segundo fontes orais, o sobrenome seria Dalto e o personagem, italiano. Para alguns descendentes, o original seria Salto, da província italiana de Salerno. Entretanto os sobrenomes Dalto, Dalton ou Salto não foram encontrados em Salerno nem nas outras províncias da região da Campania.

Nicolao casou com Edwiges de Souza Reis, filha de Antonio de Souza Reis e Izabel Soares.

Filhos deste casamento:

+       2   F      i.       Isabel Dalto nasceu cerca de 1900.

3   M    ii.       Adalberto nasceu a 9 Out 1903 em Piacatuba, Leopoldina, MG.

4   M    iii.       Felicio nasceu a 16 Ago 1905 em Piacatuba, Leopoldina, MG.

5   F    iv.       Maria Francisca Dalto nasceu cerca de 1908 em Leopoldina, MG.

Maria casou com Argemiro Carneiro, filho de João Carneiro e Guilhermina de Oliveira,  a 18 Jun 1925 em Leopoldina, MG. Argemiro nasceu cerca de 1904 em Visconde do Rio Branco, MG.

6   M    v.       Felicio Dalto nasceu a 28 Ago 1911 em Leopoldina, MG, e faleceu em 1976 em Anchieta, Rio de Janeiro, RJ.

7   F    vi.       Rosa Dalto nasceu a 12 Jul 1916 em Leopoldina, MG.

8   M   vii.       Antonio Dalto nasceu a 21 Jul 1918 em Leopoldina, MG, e faleceu em Senador Camará, Rio de Janeiro, RJ.

+       9   F   viii.       Brasilina Dalto

Segunda geração (Filhos)

  1. Isabel Dalto (Nicolao 1) nasceu cerca de 1900.

Isabel casou com Biaggio Fiorenzano, filho de Pasquale Fiorenzano e Teresa Schettino,  a 20 Out 1917 em Leopoldina, MG. Biaggio nasceu a 21 Ago 1883 em Maratea, Potenza, Basilicata, Italia.

Agradecemos a colaboração da descendente Isabella Costa que nos forneceu nomes de alguns filhos e netos do casal Isabel-Biaggio Fiorenzano.

Filhos deste casamento:

10   F      i.       Tereza Fiorenzano nasceu a 14 Ago 1918 em Leopoldina, MG.

11   M    ii.       Pasqual Fiorenzano nasceu a 13 Jul 1920 em Leopoldina, MG.

12   M    iii.       Antonio Fiorenzano

13   M   iv.       José Fiorenzano

14   F     v.       Rosa Fiorenzano

+     15   F    vi.       Maria Fiorenzano nasceu a 7 Set 1928 em Leopoldina, MG. Teve uma irmã gêmea de nome Yolanda, falecida com pouca idade.

16   F   vii.       Luiza Fiorenzano

17   M  viii.       Braz Fiorenzano

18   M   ix.       Nicolau Fiorenzano

  1. Brasilina Dalto (Nicolao 1)

Brasilina casou com Antonio Samorè, filho de Alice Antonio.

Filhos deste casamento:

23   F      i.       Maria de Lourdes nasceu a 15 Nov 1918 em Leopoldina, MG.

24   M    ii.       Antonio nasceu a 22 Dez 1919 em Leopoldina, MG.

Terceira geração (Netos)

  1. Maria Fiorenzano (Isabel Dalto 2, Nicolao 1)

Maria casou com Firmino Ferreira da Costa.

Filhos deste casamento:

+     25   F      i.       Izabel Fiorenzano

+     26   M    ii.       Antonio Ferreira da Costa

27   F    iii.       Therezinha Fiorenzano da Costa

Quarta geração (Bisnetos)

  1. Izabel Fiorenzano (Maria Fiorenzano 3, Isabel Dalto 2, Nicolao 1)

Izabel casou com Ernesto Cravo Bento.

Filhos deste casamento:

35   M     i.       Fabio

36   F     ii.       Daniella

37   F    iii.       Clarice

  1. Antonio Ferreira da Costa (Maria Fiorenzano 3, Isabel Dalto 2, Nicolao 1)

Antonio casou com Cecilia Martins dos Santos.

Filhos deste casamento:

38   M     i.       Victor Hugo Santos Costa

39   F     ii.       Isabella Lais Santos Costa

40   M    iii.       Igor Santos Costa

133 – As Hospedarias

O Trem de História visita, nesta viagem, casas onde pernoitaram alguns dos imigrantes italianos que viveram em Leopoldina, as chamadas hospedarias. E começa contando um pouco da história da mais citada nas entrevistas realizadas: a hospedaria da Ilha das Flores, no Rio de Janeiro.

Sabe-se que a propriedade onde se instalou aquela hospedaria foi adquirida em 1882 e, no ano seguinte, procedeu-se à instalação de alojamentos compostos de dormitórios coletivos, salas para enfermaria, consultório médico, escritórios, quartos para os empregados e sala de arrecadação.

Segundo o relatório de 1883, a hospedaria começou a receber imigrantes no dia 01 de maio daquele ano, num total de 7.402 indivíduos, sendo que 987 foram encaminhados para Minas Gerais.

Em 1884 foram realizadas obras de melhoramento, assim como em 1885, 1886 e 1888.

Ilha das Flores, é bom que se diga, era uma hospedaria sob a responsabilidade da União. Mas logo no seu início o Governo sentiu necessidade de cobrar das províncias a manutenção de suas próprias hospedarias, de modo a que os imigrantes fossem encaminhados por linha férrea diretamente para elas, tão logo liberados pela Agência Nacional dos Portos, ou seja, pelo Serviço de Imigração.

Informação importante, que merece registro, é a de que, embora muitos descendentes se refiram à Ilha das Flores como local em que obrigatoriamente ficaram seus antepassados, nem todos eles passaram por ali. Muitos dos destinados à Mata Mineira aqui chegaram vindos da hospedaria provincial de Ubá (MG), conforme atestam alguns processos de registro de estrangeiros, nos quais os imigrantes declararam ter passado por tal instituição. Além disso, no início do funcionamento da hospedaria provincial de Juiz de Fora, em 1888, Relatório da Presidência da Província informa que para ali foram transferidos os imigrantes que se encontravam na hospedaria de Ubá.

A Hospedaria Provincial de Juiz de Fora, posteriormente denominada Hospedaria Horta Barbosa, de acordo com documentos relativos à Divisão de Terras e Colonização, de 1888, estava sendo construída naquele ano. Norma de Góes Monteiro ressalta que essa hospedaria foi inaugurada em maio de 1889 e praticamente abandonada seis meses depois, com a Proclamação da República.

Entretanto, pelo que foi apurado em seus livros de registro, a hospedaria mineira esteve em pleno funcionamento entre o segundo semestre de 1888 e junho de 1889, quando teve as atividades suspensas por conta das más condições denunciadas à presidência da província. Segundo os livros preservados, somente em 1892 voltou a funcionar normalmente.

Uma análise comparativa entre os livros de matrícula na hospedaria da Ilha das Flores e os registros na hospedaria de Juiz de Fora demonstra que entre junho de 1888 e maio de 1889, os imigrantes destinados à região não passaram pela Ilha das Flores. Os destinados a Minas Gerais, que chegaram entre agosto e novembro de 1893, também foram encaminhados diretamente para a Horta Barbosa.

Em dezembro daquele ano, informa o Ministro da Agricultura, uma epidemia desenvolveu-se no Vale do Paraíba, determinando a suspensão do tráfego na Estrada de Ferro Central e por este motivo, a pedido do governo de Minas, os imigrantes que se destinavam Minas foram recolhidos na Ilha das Flores entre 11 e 25 de dezembro de 1893. Logo depois, 630 deles foram encaminhados para a Hospedaria do Pinheiro, localizada na atual cidade de Pinheiral (RJ). Por conta dessa epidemia que se alastrou pela congênere mineira, os fazendeiros passaram a não contratar colonos que poderiam infectar-se na instituição de Juiz de Fora.

No final de 1894, o encaminhamento dos imigrantes contratados pela província mineira teria voltado a funcionar como no período anterior, ou seja, do porto eram encaminhados para a estação ferroviária, sendo embarcados no trem para Juiz de Fora.

Registre-se que esta volta ao curso normal de imigrantes para Juiz de Fora pode ter sido um reflexo do Decreto nº 752, de 03 de agosto de 1894, que reestruturou a Horta Barbosa ou, ter sido em função do término da ocupação da Ilha das Flores pelas forças militares, na Revolta da Armada naquele ano, mencionada no Relatório do Ministro da Agricultura, em 1894.

Em junho de 1894 a hospedaria da Ilha das Flores voltou a receber imigrantes. Mas, segundo determinou o Decreto nº 612, de 06 de março de 1893, foi criado no Rio de Janeiro um ponto de desembarque dos passageiros destinados a Minas Gerais. E, pelo que foi possível apurar, esta agência fiscal esteve localizada no próprio porto do Rio, não sendo necessário hospedar os imigrantes na Ilha das Flores.

Entretanto, o ministro Antonio Olinto dos Santos Pires declarou que no ano de 1895 a hospedaria do Pinheiro ainda recebeu imigrantes provenientes de Juiz de Fora, em função de epidemia que ali se desenvolveu.

Segundo mensagem do presidente Francisco Antonio de Sales, em virtude da paralisação do serviço de imigração a partir de 1897, os funcionários da Horta Barbosa foram dispensados através de decretos assinados a 10 de outubro de 1902 e 23 de janeiro de 1903.

O Trem de História faz uma pausa para recolher a carga da próxima edição. Aguardem!


Fontes de referência:

Relatório apresentado pelo Ministro Affonso Augusto Moreira Penna à Assembleia Geral, 1883, p.216; pelo Ministro da Agricultura Antonio Olyntho dos Santos Pires, 1895, p. 56 e 1896, p. 77; Mensagem do Presidente do Estado de Minas, 1903. p.34-35.

MONTEIRO, Norma de Góes. Imigração e Colonização em Minas 1889-1930. Belo Horizonte: Itatiaia, 1994. p.102-103.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 386 no jornal Leopoldinense de 16 de agosto de 2019

Descendentes de Giovanni Carminati

  1. Giovanni Carminati nasceu entre 1860 e 1861 em Ghisalba, Bergamo, Lombardia, Italia.

Giovanni casou com Angela Pagani. Angela nasceu cerca de 1866 em Ghisalba, Bergamo, Lombardia, Italia.

A família embarcou em Genova e aportou no Rio no dia 3 de abril de 1896, sendo em seguida transferida para a Hospedaria Provincial em Juiz de For a, onde foi registrada no dia 05 de abril. Da hospedaria partiram, no dia 20 de abril de 1896, contratados por Joaquim Pereira de Sá, para trabalharem em sua fazenda de Roça Grande, São João Nepomuceno, MG.

O vapor Colombo, nesta viagem, transportou 1002 passageiros na 3ª classe com destino ao Rio de Janeiro, sendo 904 contratados pelo Governo do Estado de Minas, com despesas pagas pelo Estado. Além dos 98 imigrantes espontâneos, consta do manifesto que outros 385 passageiros destinavam-se ao porto de Santos.

Segundo nota publicada na Gazeta de Leopoldina de abril de 1910, o mestre de cultura da Colônia Agrícola Constança comunicou que os lotes 58 e 59 requeridos por João Carminati só seriam concedidos sob a condição de que um fosse pago à vista e o outro a prazo.

Até 1910 consideramos a grafia do sobrenome como Carminatti, com duplo t. Posteriormente, ao localizarmos alguns registros desta família nos livros do Archivio di Stato de Bergamo, comune Ghisalba, verificamos ser com apenas uma letra t.

O casamento de Giovanni e o nascimento dos filhos mais velhos não foram encontrados em Ghisalba.

Filhos deste casamento:

+       2   F      i.       Maria Dalia Carminati nasceu a 8 Mai 1888 em Ghisalba, Bergamo, Lombardia, Italia, e faleceu em 1970 em São João Nepomuceno, MG.

3   M    ii.       Guglielmo Carminati nasceu cerca de 1890 em Ghisalba, Bergamo, Lombardia, Italia.

+       4   M    iii.       Arturo Carminati nasceu cerca de 1892 em Ghisalba, Bergamo, Lombardia, Italia.

+       5   M   iv.       Luigi Gregorio Carminati nasceu a 2 Jun 1893 em Ghisalba, Bergamo, Lombardia, Italia, e faleceu cerca de 1926.

+       6   M    v.       Pietro Silvio Carminati nasceu a 28 Jun 1895 em Ghisalba, Bergamo, Lombardia, Italia, e faleceu a 29 Dez 1969 em Argirita, MG.

+       7   F    vi.       Maria da Conceição Carminati nasceu depois de 1896 em Brasil.

8   F   vii.       Belmira Carminati nasceu depois de 1896 em Brasil.

9   F   viii.       Assunta Carminati nasceu depois de 1896 em Brasil.

10   F    ix.       Ernestina Carminati

Segunda geração (Filhos)

 

  1. Maria Dalia Carminati (Giovanni 1) também usou o nome Dalva Maria Carminati.

Maria casou com Virgilio Gruppi, filho de Cesare Gruppi e Enrica Bertuzi, a 1 Dez 1908 em Leopoldina, MG. Virgilio nasceu a 24 Jul 1885 em San Petronio, Bologna, Emilia Romagna, Italia, e faleceu a 1 Ago 1961 em São João Nepomuceno, MG.

Filhos deste casamento:

11   M     i.       Genésio Gruppi

12   F     ii.       Hélia Gruppi

13   M    iii.       Hélio Gruppi

14   F    iv.       Ida Gruppi

+     15   M    v.       Onésimo Gruppi

16   M   vi.       Sebastião Gruppi

17   M   vii.       Ivo Gruppi nasceu a 24 Abr 1920 em Piacatuba, Leopoldina, MG, e faleceu a 28 Abr 1967 em São João Nepomuceno, MG.

 

  1. Arturo Carminati (Giovanni 1) casou com Izaura Barros.

Filhos deste casamento:

18   M     i.       Honorio

19   M    ii.       Geraldo

20   F    iii.       Juraci

21   M   iv.       Jurandir

+     22   F     v.       Maria das Dores Carminati

 

  1. Luigi Gregorio Carminati (Giovanni 1) casou com Esmeraldina Lopes, irmã de Maitana Lopes citada a seguir e de Sanclerio Lopes de Faria que se casou com Geralda Vieira com quem teve a filha Maria das Graças de Faria, também citada neste relatório.

Filhos deste casamento:

+     23   M     i.       Gregorio Carminati nasceu a 5 Jul 1925 em Argirita, MG.

24   F     ii.       Maria Augusta Carminati nasceu em 1926.

 

  1. Pietro Silvio Carminati (Giovanni 1) casou com Maitana Lopes, irma de Esmeraldina Lopes acima citada.

Filhos deste casamento:

+     25   M     i.       Giacomo Carminati

26   M    ii.       Guilherme Carminati

+     27   M    iii.       Pedro Carminati

 

  1. Maria da Conceição Carminati (Giovanni 1) casou com José Baqueiro Rodrigues.

Filhos deste casamento:

+     28   M     i.       José Baqueiro Carminati nasceu cerca de 1929 em Argirita, MG, e faleceu a 5 Ago 2012 em Leopoldina, MG.

+     29   M    ii.       João Baqueiro Rodrigues nasceu a 11 Dez 1930 em Leopoldina, MG, e faleceu a 27 Fev 2019 em Leopoldina, MG.

+     30   F    iii.       Maria Baqueiro Evangelista

 

Terceira geração (Netos)

 

  1. Onésimo Gruppi (Maria Dalia Carminati 2, Giovanni 1) foi pai de:

+     31   M     i.       Wandier Gruppi

 

  1. Maria das Dores Carminati (Arturo 2, Giovanni 1) foi mãe de:

32   M     i.       José Fernando Carminatti Zambrotti

 

  1. Gregorio Carminati (Luigi Gregorio 2, Giovanni 1) casou com Maria das Graças de Faria, filha de Sanclerio Lopes de Faria e Geralda Vieira. Sanclerio era irmão de Esmeraldina e Maitana Lopes acima citadas.

Filho/a deste casamento:

33   M     i.       Giovanni Faria Carminati

 

  1. Giacomo Carminati (Pietro Silvio 2, Giovanni 1) teve a seguinte filha:

34   F      i.       Gioconda Carminati

 

  1. Pedro Carminati (Pietro Silvio 2, Giovanni 1) teve a seguinte filha:

35   F      i.       Elisabeth Carminati

 

  1. José Baqueiro Carminati (Maria da Conceição Carminati 2, Giovanni 1) casou com Amelia Gallito, filha de José Gallito e Regina Colle.

Filhos deste casamento:

+     36   F      i.       Regina Maria Baqueiro

37   F     ii.       Cristiane Baqueiro

38   M    iii.       José Mauro Gallito Baqueiro

 

  1. João Baqueiro Rodrigues (Maria da Conceição Carminati 2, Giovanni 1) casou com Marina Colle, filha de Angelo Colle e Ana Sangirolami, a 16 Jul 1955 em Leopoldina, MG. Marina nasceu em 1932, e faleceu a 23 Ago 2015 em Leopoldina, MG.

Filhos deste casamento:

39   M     i.       Brenio Colle

+     40   F     ii.       Beatriz Colle Rodrigues

+     41   M    iii.       Belini Colle Rodrigues

+     42   M   iv.       Bazani Aparecido Colle Rodrigues

+     43   M    v.       Bruno Colle Rodrigues

 

  1. Maria Baqueiro Evangelista (Maria da Conceição Carminati 2, Giovanni 1) teve a filha:

44   F      i.       Maria da Conceição Rodrigues

 

Quarta geração (Bisnetos)

 

  1. Wandier Gruppi (Onésimo Gruppi 3, Maria Dalia Carminati 2, Giovanni 1) teve o seguinte filho:

+     45   M     i.       Wagner Gruppi

 

  1. Regina Maria Baqueiro (José Baqueiro Carminati 3, Maria da Conceição Carminati 2, Giovanni 1) teve o filho:

46   M     i.       Rodrigo Baqueiro Barroso

 

  1. Beatriz Colle Rodrigues (João Baqueiro Rodrigues 3, Maria da Conceição Carminati 2, Giovanni 1) teve os seguintes filhos:

+     47   M     i.       Saulo

48   F     ii.       Laura

49   F    iii.       Livia

50   F    iv.       Elisa

 

  1. Belini Colle Rodrigues (João Baqueiro Rodrigues 3, Maria da Conceição Carminati 2, Giovanni 1) teve os filhos:

51   F      i.       Sarah Rodrigues

52   M    ii.       Fernando Rodrigues

 

  1. Bazani Aparecido Colle Rodrigues (João Baqueiro Rodrigues 3, Maria da Conceição Carminati 2, Giovanni 1) casou com Claudia Aparecida Vieira Fofano.

Filhos deste casamento:

+     53   F      i.       Karen Fofano Rodrigues

54   M    ii.       Kairon Fofano Rodrigues

 

  1. Bruno Colle Rodrigues (João Baqueiro Rodrigues 3, Maria da Conceição Carminati 2, Giovanni 1) teve os seguintes filhos:

+     55   F      i.       Bruna Rodrigues

 

56   M    ii.       João Victor Rodrigues

 

Quinta geração (Trinetos)

 

  1. Wagner Gruppi (Wandier Gruppi 4, Onésimo Gruppi 3, Maria Dalia Carminati 2, Giovanni 1) teve o seguinte filho:

57   F      i.       Lorena Gruppi

 

  1. Saulo (Beatriz Colle Rodrigues 4, João Baqueiro Rodrigues 3, Maria da Conceição Carminati 2, Giovanni 1) teve o seguinte filho:

58   M     i.       José Inácio

 

  1. Karen Fofano Rodrigues (Bazani Aparecido Colle Rodrigues 4, João Baqueiro Rodrigues 3, Maria da Conceição Carminati 2, Giovanni 1) teve o filho:

59   M     i.       Miguel

 

  1. Bruna Rodrigues (Bruno Colle Rodrigues 4, João Baqueiro Rodrigues 3, Maria da Conceição Carminati 2, Giovanni 1)teve os seguintes filhos:

60   M     i.       Pedro Augusto

61   F     ii.       Maria Clara

Estudo atualizado em 22 de outubro de 2019.

132 – Encontro de Descendentes dos Imigrantes de Leopoldina

O Trem de História de hoje, considerando o objetivo dos autores de tirar do esquecimento o fato de que Leopoldina recebeu um grande número de imigrantes e, dentre estes, o enorme contingente que veio para a lavoura, vem recordar alguns pontos e trazer para a discussão uma ideia que vem evoluindo a cada dia.

Bem antes de 1998, Nilza Cantoni pesquisava sobre a história de Leopoldina e, vasculhando livros de registros das igrejas, observara que 10% dos nomes que apareciam em batizados e casamentos eram de imigrantes e, destes, 9% eram de imigrantes italianos. Em 1998 surgiu a ideia de se escrever para um dos jornais da cidade sobre os que viveram na Boa Sorte e Constança.

Dali a ideia foi se desenvolvendo e até o ano de 2000, quando a Colônia Agrícola da Constança completou 90 anos, se escreveu um bom número de artigos sobre o tema.

Intensificaram-se as conversas com descentes, algumas palestras e mais gente começou a se interessar pela história de seus antepassados imigrantes.

Surgiu, então, a proposta de comemorar o Centenário da Colônia e os, até então, 130 anos da imigração italiana em Leopoldina. Foi uma grande festa, com mais de quinhentas pessoas tendo assinado o livro de presença naquele abril de 2010. Observou-se a emoção de gente que só então veio a conhecer uma parte da história dos seus antepassados e tomou consciência da importância daqueles imigrantes que mudaram as feições e a economia de Leopoldina. As trocas de informações se acentuaram ainda mais. A cada dia uma novidade. Reproduções de artigos para a distribuição entre familiares e a vontade de repetir o evento a cada ano para lembrar Santo Antonio e os imigrantes que ergueram sua Capela do Bairro da Onça.

Anos depois a sugestão dos autores de transformar em lei o projeto do Caminho do Imigrante, uma via pública que partindo da Capela segue para a Boa Sorte, foi finalmente acatado pelo poder público e assim passou-se a contar com um marco para lembrar quanta riqueza material, econômica e moral transitou por ali, carregada por pessoas simples mas que fizeram toda a diferença.

Em 2019, os festejos dos dias 21 a 24 de fevereiro foi um sucesso. Inclusive o trajeto pelo Caminho do Imigrante, da Capela de Santo Antonio até o distrito de Tebas, onde o povo do lugar recepcionou os caminhantes com alegria e uma macarronada, bem à moda das antigas festas de seus antepassados. Mais uma bela comemoração!

Assim surgiu a ideia de uma data para o calendário de eventos da cidade que não atropele outras comemorações já instituídas. Uma data para realizar o ENCONTRO DE DESCENDENTES DOS IMIGRANTES DE LEOPOLDINA. Momento para lembrar os antepassados de mais de quarenta por cento da população de Leopoldina.

E pensando nela, o Trem de História propõe o dia 17 (dezessete) de MAIO.

MAIO, por ser um período de temperatura mais amena e agradável, oferecendo mais conforto para: reuniões e atos religiosos ou, ecumênicos, desfiles e apresentações dos alunos das escolas – da cidade e dos distritos, caminhadas, cavalgadas, apresentações dos colecionadores de veículos antigos e dos bonitos carros de bois, partidas de futebol ou malha, comidas típicas e o bom vinho do cardápio italiano.

O dia DEZESSETE, porque foi a 17 de maio de 1882 que o presidente da província recebeu o comunicado de que 203 colonos estrangeiros haviam sido introduzidos em Minas Gerais, 9 (nove) deles, em Leopoldina, na Fazenda do Socorro, de propriedade de Vicente Ferreira Monteiro de Barros, segundo a fala de Teófilo Otoni na instalação da 24ª legislatura em 01 de agosto de 1882.

Dezessete de maio, então, porque é a data da chegada dos primeiros imigrantes trazidos para as lavouras das fazendas de Leopoldina.

Assim, no dia 17 de maio de 2020, um domingo, será realizado o Encontro de Descendentes dos Imigrantes de Leopoldina, que poderá agregar os atos comemorativos dos 105 Anos da Igrejinha de Santo Antonio, dos 110 Anos da Colônia Agrícola da Constança e dos recentemente descobertos 160 anos da Imigração Italiana para Leopoldina.

Pensando nisto o Trem de História já começou a republicar, com acréscimos, o material publicado nos últimos vinte anos sobre o assunto. E fica por aqui, sonhando em contar com a adesão de todos para abrilhantar o evento proposto.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 385 no jornal Leopoldinense de 1 de agosto de 2019

Guidotti, Mattiuzzi e Ferreti

Republicamos postagem com estes sobrenomes italianos, de famílias que viviam em Leopoldina na última década dos oitocentos. Segundo informações orais, teriam se transferido para o norte da zona da mata mineira na década de 1910. Agradecemos a quem puder nos fornecer informações a respeito.

1-Pietro Guidotti, filho de Vincenzo Guidotti e Rosina, nasceu por volta de 1864 na Italia.

Chegou ao Brasil pelo Vapor Attività a 27 Ago 1897, acompanhado pela mulher e os filhos Alfredo, Silvio e Emilio. Saiu da hospedaria a 31 Ago 1897 sob contrato com José Werneck de Araújo Junqueira, para a estação Campestre, atual São Martinho, distrito de Providência, Leopoldina, MG.

Pietro era casado com Ida Mattiuzzi, filha de Inocente Mattiuzzi e Rosina. Ida nasceu por volta de 1870 na Italia.  Em alguns registros o sobrenome de Ida aparece como Mateucci ou Montecci. Talvez fosse parente de Luigi Mateazzi que chegou a Leopoldina em 1888, tendo vindo da Italia pelo Valor Cachar. Não encontramos indicação da província de origem de Ida e Luigi.

Filhos de Pietro e Ida:

1.1-Alfredo Guidotti nasceu por volta de 1893 na Italia.

1.2-Silvio Guidotti nasceu por volta de 1895 na Italia e faleceu em 1897 em Providência, Leopoldina, MG.

1.3-Emilio Guidotti nasceu por volta de 1897 na Italia.

1.4-Vicente Guidotti nasceu a 18 Jun 1899 em Providência, Leopoldina, MG.

1.5-Silvio Guidotti nasceu a 24 Abr 1902 em Leopoldina, MG. Foi batizado a 25 Jun 1902 tendo por padrinhos Giuseppe Ferreti e sua filha Maria Ferreti.

Segundo os dados da imigração de Giuseppe Ferreti, ele procedia de Marzabotto, Bologna, Emilia Romagna e viajou para o Brasil pelo mesmo vapor em que veio a família de Pietro, sendo contratado para trabalhar na mesma propriedade que recebeu os Guidotti. Não se sabe o destino que tomaram as duas famílias. Informações orais indicam que teriam saído de Leopoldina por volta de 1910.

 

Museu Nacional

Há um ano, no final do dia 2 de setembro de 2018, fomos surpreendidos com a notícia de que o Museu Nacional estava sendo consumido por um incêndio. Para marcar um ano do infausto acontecimento, recordemos como era o maior museu de história natural do Brasil.

O Conhecendo Museus visitou o maior museu de história natural e antropológica da América Latina, que reúne acervos científicos, laboratórios de pesquisa e cursos de pós-graduação. Estamos falando do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, criado por D. João VI, em 06 de junho de 1818. Originalmente foi denominado de Museu Real e só foi incorporado à Universidade, em 1946. Nesse episódio o telespectador poderá conferir o acervo que é exposto em setores. As peças que compõem as exposições abertas ao público, cerca de três mil atualmente, são parte dos 20 milhões de itens das coleções científicas conservadas e estudadas pelos Departamentos de Antropologia, Botânica, Etnologia, Entomologia, Geologia, Paleontologia e Zoologia. No da Antropologia, o destaque é para o esqueleto mais antigo descoberto nas Américas, popularmente conhecido como Luzia. Datações deste crânio e do sítio em que foi encontrado sugerem uma antiguidade entre 11 mil e 11.500 anos. O setor da Arqueologia reúne coleções importantes. A egípcia é a maior da América Latina e provavelmente a mais antiga das Américas. As peças foram doadas por D. Pedro I e D. Pedro II ao, então, Museu Real. A coleção é composta, hoje, por mais de 700 peças. Fazem parte da exposição, mostras da Arqueologia Pré-Colombiana e da Arqueologia Brasileira. Essa última, que abrange tanto um vasto período de tempo quanto um imenso espaço territorial, apresenta registros das culturas humanas que habitaram o território brasileiro. Uma das curiosidades do museu é o maior meteorito brasileiro e um dos maiores do mundo, chamado Bendegó, que está alojado no setor de Geologia. Constituído por uma massa compacta de ferro e níquel, o meteorito foi encontrado em 1784 por um menino, Domingos da Motta Botelho, que pastoreava o gado em uma fazenda, no sertão da Bahia. As interessantes histórias sobre as tentativas de transportar o pesadíssimo bloco para a capital e porque o meteorito tem esse nome, você saberá assistindo ao programa que está imperdível.

Mesa redonda Revoltas Liberais de 1842

O Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais convida para a abertura da exposição “Registro Cartográfico da Revolução Liberal de 1842” e mesa redonda “Revoltas Liberais de 1842 em São Paulo e Minas Gerais”, no próximo dia 31 de agosto, às 12 horas.