Abrace Esta Idéia

Se você é descendente, ou amigo de imigrante que viveu em Leopoldina, Abrace esta Idéia!

Em abril de 2010 a Colônia Agrícola da Constança completará 100 anos de criação. E neste ano a Imigração Italiana em Leopoldina completará 130 anos. São dois acontecimentos que mudaram a face de Leopoldina e não podem ficar esquecidos. Algumas instituições e pessoas já aderiram à ideia e estão organizando comemorações para os dias 10 e 11 de abril de 2010.

Convidamos você a fazer o mesmo.

Se você gosta de futebol, vôlei, malha ou outro esporte…. programe um campeonato para abril;
Se você faz capoeira, natação ou lutas marciais…. pense em apresentações para abril de 2010;
Se você é adepto do vôo livre…. sobrevoe a Onça, a Constança e a Boa Sorte, nos dias 10 e 11.
Se você curte cavalgada…. reúna os amigos para um passeio até a Igrejinha da Onça, no dia 11;
Se você gosta de ciclismo ou motociclismo… combine um passeio até a Igrejinha da Onça;
Se você gosta de desfile de carros antigos…. organize um para os dias 10 e 11 de abril;
Se você é comerciante…. programe com o fornecedor uma promoção de produtos da culinária italiana para o mês de abril;
Se você é dono de bar ou restaurante…. crie algum prato para lembrar a Imigração e a Colônia;
Se você é diretor de clube social ou de serviço…. promova algo para os seus associados, muitos deles descendentes de imigrantes italianos;
Se você é professora, professor ou diretor de escola…. incentive seus alunos a escreverem sobre a Colônia e sobre a imigração italiana.

Mas se você tem sobrenome italiano, faça algo ainda mais prazeroso. Promova um encontro da sua família e participe da missa no dia 11 de abril, domingo, às 11 horas, na Igrejinha da Onça.

E lembre-se que esta Igreja, construída com o auxílio dos colonos, foi escolhida por enquete do Jornal Leopoldinense como “O TERCEIRO CARTÃO POSTAL MAIS BONITO DE LEOPOLDINA”.

Um Colono Rezende Montes

Em resposta à consulta de Maria Inês Barbosa, indicamos nosso texto ‘Um Lote Comprado por Brasileiros’, publicado na edição do jornal Leopoldinense de 16 de dezembro de 2009.

30 de janeiro na Colônia Agrícola da Constança

Há 100 anos, Manoel da Cruz Cartacho tomou posse do lote 37 da Colônia Agrícola da Constança. Nascido em Leopoldina em 1890, era filho de outro do mesmo nome que procedia de Portugal ou das Ilhas Atlânticas portuguesas.

Imigrantes Italianos e a Cidade

“A primeira riqueza da Itália são as suas cidades”, declara Cléia Schiavo Weyrauch no início do texto Os italianos, a cidade e a expansão do Rio de Janeiro, publicado no livro Travessias Brasil-Itália, editora da Uerj, 2007.

A leitura deste texto nos faz refletir sobre a grande mobilidade dos imigrantes italianos que viveram em Leopoldina no final do século XIX. Isto porque, na medida em que o desenvolve, a autora ressalta a profunda relação que eles mantinham com as áreas urbanas, mesmo que tenham vivido em áreas agrícolas na terra natal.

Referindo-se ao clássico Do Outro Lado do Atlântico, de Angelo Trento, Weyrauch acrescenta:

“Nos grotões, nos bairros distantes e nos próximos – enfim, em todas as partes da cidade – por onde passassem os italianos, eles organizavam o espaço público tendo a rua como metáfora de um lugar de convivência e enriquecimento em todos os níveis.”

Possivelmente aí está uma boa definição para o movimento que fez com que os imigrantes, instalados na Colônia Agrícola da Constança ou em outras regiões do município, buscassem organizar um espaço público de convivência ou cedo se transferissem para a área urbana.

Família Ziller em Leopoldina

ATUALIZAÇÃO DE POSTAGEM DE JANEIRO DE 2010

Após analisar registros de Trento e Pavia, na Itália; de Leopoldina, Cataguases e Belo Horizonte em Minas Gerais; Curitiba-PR; Cantagalo, Cordeiro e Miracema no Rio de Janeiro-RJ; assim como consultar o arquivo da Catedral Metodista em Petrópolis e a imprensa periódica das localidades por onde passou, foi possível ampliar as informações sobre Giovanni Francesco Ziller, frade católico que foi enviado pela sua diocese, no Alto-Adige na Itália, em 1903, para educar novos frades em São Paulo.

Pouco tempo depois, deixou o serviço religioso e se estabeleceu no Rio de Janeiro, onde trabalhou no Jornal do Comércio. Transferiu-se para o município de Cantagalo e trabalhou para o Colégio Barros. Ainda no estado do Rio, era diretor do Colégio Moderno, em Cordeiro, quando foi convidado para lecionar no então já afamado Ginásio Leopoldinense, em Leopoldina, MG, cidade onde nasceram a quarta e a quinta filhas de seu casamento com a lombarda Maria Luigia Gazzonis.

Quatro anos depois estava de volta ao estado do Rio e ali permaneceu até 1919, quando abjurou da religião românica e adotou o metodismo, assumindo como pastor da Igreja Metodista em Muriaé-MG no ano de 1920. Seu retorno a Minas Gerais foi bastante tumultuado, causando desagrados nos encontros protestantes de que participou em algumas cidades. Articulista inflamado em periódicos contrários aos dogmas da Igreja Católica, transferiu-se para o interior de São Paulo e em 1926 tornou-se pastor da Igreja Presbiteriana em Franca.

Faleceu em Belo Horizonte, de onde se disseminou sua fama como exímio conhecedor da língua portuguesa, tendo publicado, pelo menos, três obras importantes para o estudo da língua vernácula.

Agradecemos às colaborações das descendentes Albina Ziller Fagundes e Juliana Garamboni Merege que nos deram informações preciosas, através das quais pudemos melhor direcionar nossa buscas.


Versão original da postagem:

Nos livros de batismos números 14 e 15, de Leopoldina, identificamos um casal imigrante que permanece com poucas informações. Trata-se de Giovanni Trentino Ziller e Luigia Gazzoni, pais de:

– Angelina, nascida no dia 18 de janeiro de 1913 e batizada aos 16 de março do mesmo ano;

– Abigail, nascida aos 11 de março de 1914 e batizada no dia 8 de setembro do mesmo ano.

Em contato com pesquisadores do Rio Grande do Sul, soubemos que por volta de 1825 nasceu Giovanni Battista Ziller no Trento, região Trentino Alto-Adige. Era filho de Giuseppe Ziller e Orsola Dattalini.

No dia 15 de setembro de 1847 Giovanni casou-se com Maria Cattarina Zamboni em Arsio, comune da província do Trento. Ela nasceu no dia 26 de junho de 1825 em Brez, na província do Trento. Sabe-se que descendentes de Giovanni Battista Ziller e Maria Cattarina Zamboni passaram ao Brasil, provavelmente Rio Grande do Sul, e que o casal teve um filho homônimo do pai que foi mandado ao seminário, ainda na Itália.

Por coincidência, no batismo da Angelina, após o nome da mãe consta a expressão: “Nota: Pater est sacerdos catholicus secularisatus”. No batismo da filha Abigail, após o nome do pai consta a expressão: “sacerdos catholicus secularisatus”

O casal Giovanni Battista Ziller e Luigia Gazzoni foi padrinho de batismo de Luiz, filho de Pedro Leonello e Virginia Sellegerin, em dezembro de 1914. Pelos sobrenomes, parece que os pais de Luiz também eram imigrantes italianos.

Reunindo outras informações, observamos que a provável mãe do Giovanni Battista Ziller que viveu em Leopoldina tinha o sobrenome Zamboni, que é o mesmo do padrinho de Angelina Ziller, batizada em Leopoldina: Rochi Zamboni. Este personagem pode ser da família de Pietro Zamboni que passou ao Brasil em 1896, radicando-se em Mar de Espanha.

Parece que Giovanni Battista Ziller, ex-padre, foi professor do Ginásio em Leopoldina, onde era tido como austríaco. Mas até o momento nada mais conseguimos apurar.

Desde já agradecemos se algum leitor puder nos fornecer pistas para ampliar as informações sobre esta família.

 

Há 100 anos, na Colônia Agrícola da Constança

No dia 27 de janeiro de 1910, 4 colonos tomaram posse de lotes:

Hermann Krause, lote 31

Bruno Troche, lote 32

Franz Schaden, lote 44

Ernest Lang, lote 51

Em março do mesmo ano, Franz Schaden abandonou a Colônia e o lote foi transferido, em outubro, para Rudolf Rottemberg.

Em junho de 1910 foi a vez de Hermann Krause e Bruno Troche também deixarem seus lotes, que foram ocupados em fevereiro do ano seguinte por Luigi e Giuseppe Boller.

Há indicações de que Ernest Lang tenha desocupado o lote em 1910 ou 1911 e que a propriedade teria sido incorporada a uma outra faixa de terras que, redividida, veio a se tornar moradia de outros colonos. Informações, entretanto, que não conseguimos comprovar em fontes originais.

Bloco dos Pirineus homenageia os Imigrantes no carnaval 2010

Segundo material de divulgação disponível no site do jornal Leopoldinense,

O enredo do Pirineus vem falando de Leopoldina, mas sem a pretensão de querer contar toda a história da cidade. Na verdade o enfoque é o povo leopoldinense. A exemplo do resto do Brasil, Leopoldina foi formada e se desenvolveu através da contribuição de diversos povos. Os índios Puris, Coroados e Caporés, seus primeiros habitantes, expulsos e dizimados pelos bandeirantes. O negro escravo que no trabalho exaustivo das lavouras de café fez Leopoldina crescer economicamente. O imigrante português, espanhol, sírio, e principalmente os italianos que vieram substituir o braço negro e que muito influenciaram e influenciam através de seus descendentes nos destinos da cidade. O Pirineus presta uma homenagem no ano do centenário da Colônia Agrícola da Constança a esses pioneiros. Nosso enredo é uma exaltação, não a tradicionais figuras históricas, mas a esse povo simples que com seu trabalho tira da terra o sustento e contribui para sermos o que somos. Exalta nossos artistas, sejam eles pintores, escultores, cantores, músicos. Nossos atletas do futebol, da natação, do ciclismo, das artes marciais, do vôo livre entre outros, que com ou sem apoio elevam o nome da cidade. Aos voluntários sociais, enfim a todos os leopoldinenses nascidos ou não aqui, mas que apesar de todos os problemas que enfrentam, amam essa terra.

Missa pelo Centenário da Colônia Agrícola da Constança

 

Confirmada com o Padre Marcos, responsável pela Igrejinha de Santo Antonio da Onça, a celebração de missa comemorativa pelo Centenário da Colônia Agrícola da Constança e os 130 Anos da Imigração Italiana em Leopoldina.

Será no dia 11 de abril, domingo, às 11 horas da manhã, na própria Capela construída pelos imigrantes.

17 de janeiro na Colônia Agrícola da Constança

Em 1911, o imigrante italiano Antonio Montagna tomou posse do lote 28 da Colônia Agrícola da Constança, no dia 17 de janeiro. Procedente de Rovigo, a família deste colono já vivia no município de Leopoldina bem antes da fundação da Colônia.

15 de janeiro de 1910

Há 100 anos o lote número 54 da Colônia Agrícola da Constança foi ocupado por Hermann Richter. Tudo indica que era um colono de origem germânica. Não encontramos, porém, informações sobre sua passagem por Leopoldina. É provável que tenha ficado na cidade por pouco tempo.