Imigrantes que vieram da Lombardia para Leopoldina

Leopoldina recebeu imigrantes procedentes de várias províncias da Lombardia. Entre eles podemos citar os sobrenomes:

Bernardi
Bolzoni
Campana
Carminatti
Cosini
Filipoli
Gobbi
Lupatini
Macchina
Mancastropa
Moroni
Sangalli
Sardi
Zanetti

Friuli-Venezia Giulia

Após informamos os sobrenomes encontrados em Leopoldina, relativos a imigrantes procedentes do Piemonte, recebemos algumas consultas sobre outras regiões da Itália. Hoje respondemos sobre Friuli-Venezia Giulia. Mas queremos deixar claro que não temos, ainda, o local de nascimento de todos os italianos que passaram pela cidade. Pelo que nos foi dado apurar até o momento, nasceram nesta região os seguintes:Augusto Miani

Pierina Galasso

Rosa Pasianot

 

Italianos procedentes do Piemonte

Recebemos consulta de um pesquisador italiano que procura descendentes de famílias que saíram da região do Piemonte para a América do Sul, especialmente para o Brasil. Informamos os sobrenomes abaixo, encontrados na documentação que pesquisamos sobre a Imigração Italiana em Leopoldina. Entretanto, não temos e-mail de atuais descendentes. Sendo assim, pedimos a colaboração dos leitores deste blog que possam fornecer contatos de pessoas de Leopoldina relacionadas a tais famílias.

Filoti
Fontanella
Geraldi
Gronda
Lazzaroni
Misalulli
Vaula

Quais as terras que fizeram parte da Colônia?

Aos leitores que pediram mais esclarecimentos sobre o território da Colônia Agrícola da Constança, informamos que abrangia as terras que contornam, por todos os lados, o chamado “trevo de Juiz de Fora”. A partir do entroncamento da BR 116 (rodovia Rio – Bahia) com a BR 267 (estrada Leopoldina – Juiz de Fora), pelas duas margens desta última e até as proximidades do distrito de Tebas, praticamente tudo fez parte da Colônia. Os lotes da margem esquerda da BR 267 teriam seus fundos ou divisas no alto da serra da Vileta. Pela margem direita, no sentido Leopoldina – Juiz de Fora, o loteamento se aprofundava até próximo das propriedades denominadas Bonfim e Taquaril, perto do que se conhece hoje como Samambaia. Desde ponto, e numa linha mais ou menos paralela à BR 267, seguindo até encontrar novamente a BR 116 nas proximidades da Igreja de Santo Antonio, no bairro da Onça, os dois lados pertenciam à Colônia.

 

Da Igreja até o trevo de Juiz de Fora, o lado direito da Rio Bahia fazia parte da Colônia. No sentido inverso, ou seja, da Igreja para o centro da cidade, até o Posto da Polícia Rodoviária o lado esquerdo continha lotes da Constança.

Hoje a área da Colônia é geralmente conhecida como os bairros rurais da Onça – na parte mais próxima à sede municipal, Boa Sorte e Constança – no trecho que vai do trevo de Juiz de Fora até as proximidades do distrito de Tebas.

A parte que hoje é conhecida como Boa Sorte é cortada por estrada municipal de boa conservação, com linha regular de ônibus municipal e oferece um belo trajeto para um passeio de bicicleta ou uma cavalgada.

Veja, ainda, o post “Localização da Colônia”, que traz um mapa do local.

Passeio de Bicicleta pela Colônia

O caderno Boa Viagem, do jornal O Globo de hoje, traz matéria sobre passeios de bicicleta. Imediatamente nos lembramos de uma das sugestões para comemorar o Centenário da Colônia Agrícola da Constança. A ideia é que as pessoas pedalem pelos caminhos da Colônia, lembrando aqueles bravos imigrantes que implantaram em Leopoldina uma nova forma de produção agrícola, desenvolvida em suas pequenas propriedades, e contando com o empenho de todos os membros da família.Conforme está na matéria, quem faz uma viagem motorizada nem sempre observa o trajeto, ou seja, não curte a própria viagem. Já os deslocamentos de bicicleta permitem que o viajante perceba paisagens diferentes daquelas flagradas pela janela do veículo ou nas rápidas paradas na beira das estradas.

Quando sugerimos que se faça um passeio de bicicleta pelas estradas da Colônia, a ideia é convidar o participante para um agradável passeio de reconhecimento. Ver ou rever o local que abrigou inúmeros imigrantes que chegaram a Leopoldina no final do século XIX. Deixar a imaginação fluir através da paisagem que se descortina. E, acima de tudo, comemorar a marca que os colonos deixaram em nossa cidade, com seus exemplos de honradez e de trabalho profícuo.

Todos nós, leopoldinenses, somos herdeiros daqueles imigrantes. Ainda que não o sejamos de sangue, deles recebemos o legado de uma parte importante da nossa história. Portanto, abrace a ideia de comemorar o Centenário da Colônia Agrícola da Constança e os 130 anos de Imigração Italiana em Leopoldina.

Colônias de Imigrantes em Minas Gerais

O quadro a seguir contém informações sobre os núcleos coloniais mineiros, extraídas dos Relatórios da Presidência da Província de Minas Gerais e do trabalho pioneiro de Norma de Goes Monteiro, publicado pela Editora Itatiaia em 1994, sob o título migração e Colonização em Minas 1889-1930



Nome do Núcleo Fundação Local
1
São João del Rei Antes de 1899 São João del Rei
2
Rodrigo Silva Antes de 1899 Barbacena
3
Francisco Sales 1893 Pouso Alegre
4
Carlos Prates 1899 Subúrbio da Capital
5
Américo Werneck 1899 Subúrbio da Capital
6
Afonso Pena 1899 Subúrbio da Capital
7
Bias Fortes 1899 Subúrbio da Capital
8
Adalberto Ferraz 1899 Subúrbio da Capital
9
Nova Baden 1900 Lambari
10
Vargem Grande 1907 Subúrbio da Capital
11
Itajubá 1907 Itajubá
12
João Pinheiro (federal) 1908 Sete Lagoas
13
Constança 10.4.1910 Leopoldina
14
Santa Maria 20.4.1910 Astolfo Dutra
15
Barão de Ayuruoca 1910 Mar de Espanha
16
Inconfidentes (federal) 1910 Ouro Fino
17
Major Vieira 1911 Cataguases
18
Rio Doce 1911 Ponte Nova
19
Wenceslau Braz 1912 Sete Lagoas
20
Pedro Toledo 1912 Carangola
21
Guidoval 1913 São Domingos do Prata
22
Joaquim Delfino 1914 Cristina
23
Vaz de Melo 1915 Viçosa
24
Álvaro da Silveira 1920 Pitangui
25
David Campista 1921 Bom Despacho
26
Júlio Bueno Brandão 1921 Peçanha
27
Francisco Sá 1921 Teófilo Otoni
28
Padre José Bento 1923 Pouso Alegre
29
Brucutu 1924 Santa Bárbara
30
Raul Soares 1926 Pará de Minas
31
Mucuri 1927 Teófilo Otoni

De onde vieram os Italianos?


Leopoldina recebeu imigrantes procedentes de 14 regiões da Itália: Lombardia, Friuli-Venezia Giulia, Veneto, Piemonte, Emilia Romagna, Toscana, Umbria, Marche, Abruzzo, Campania, Basilicata, Calabria, Sicilia e Sardegna.

Como funcionava a Colônia Agrícola da Constança




Quais são os sobrenomes dos imigrantes?

Depois que postamos aqui os nomes dos proprietários dos lotes da Colônia Agrícola da Constança, diversos leitores enviaram comentários informando que determinado sobrenome não aparece na lista. Outros perguntaram quantos imigrantes viveram em Leopoldina.

Embora já tenhamos respondido diretamente para os visitantes que informaram o e-mail, esclarecemos a todos que a listagem inclui tão somente os imigrantes que adquiriram lotes da Constança. Muitos outros viveram no município, nas diversas fazendas que passaram a contratá-los na década de 1880.

Quanto ao número, é difícil quantificar com precisão. Em primeiro lugar porque nós levantamos dados apenas do período que vai de 1880 a 1930. Naquela época, 10% da população de Leopoldina era composta de imigrantes europeus. A maioria nascida na Itália.

Mas desde o início da publicação de nossos estudos, em 1999, recebemos consultas de leitores abordando outros imigrantes que não constam na contagem oficial por uma razão básica: os nomes e sobrenomes foram profundamente alterados, inviabilizando a identificação.

É importante salientar que nem sempre eram exigidos documentos probatórios do imigrante que quisesse realizar algum ato da vida civil. Os responsáveis pelos registros, quer seja o escrivão ou o padre, não conheciam a língua do imigrante. Nem sempre, também, o assentamento civil ou religioso incluía a indicação de procedência do imigrante. Disto resultou, por exemplo, que a família Maiello, de origem italiana, tenha se transformado na família Ismael. Por outro lado, encontramos fontes indicando que o cidadão era italiano mas com um nome que seguramente foi modificado, como um Severino de Souza e um Eurípedes da Rocha. Como descobrir os nomes originais?

Esta é uma das razões que nos levam a afirmar que é preciso pesquisar muito mais para medir quantitativamente a população imigrante em Leopoldina.

Comemorar o Centenário

A campanha pela comemoração do Centenário da Colônia Agrícola da Constança tem resultado em diversas sugestões de atividades. Entretanto, queremos deixar claro que nossa proposta é para que os moradores de Leopoldina realizem as atividades que julgarem adequadas. Nós não podemos assumir a organização porque não moramos em Leopoldina nem podemos ir até lá com a frequência que seria necessária.

Por esta razão, procuramos diversas pessoas e entidades com o objetivo de encontrar possíveis coordenadores. E a Secretaria de Turismo, Esporte e Lazer, na pessoa do Secretário Gilberto Tony, assumiu este compromisso. No último domingo, no Show do Marcus Vinicius pela Rádio Jornal, o Secretário informou que vai montar o projeto e cuidar das providências necessárias.