Leopoldina recebeu imigrantes procedentes de várias províncias da Lombardia. Entre eles podemos citar os sobrenomes:
Bernardi
Bolzoni
Campana
Carminatti
Cosini
Filipoli
Gobbi
Lupatini
Macchina
Mancastropa
Moroni
Sangalli
Sardi
Zanetti
Referência à Colônia Agrícola da Constança, criada em Leopoldina em abril de 1910, esta categoria destina-se a postagens sobre imigrantes, sejam colonos ou não.
Após informamos os sobrenomes encontrados em Leopoldina, relativos a imigrantes procedentes do Piemonte, recebemos algumas consultas sobre outras regiões da Itália. Hoje respondemos sobre Friuli-Venezia Giulia. Mas queremos deixar claro que não temos, ainda, o local de nascimento de todos os italianos que passaram pela cidade. Pelo que nos foi dado apurar até o momento, nasceram nesta região os seguintes:Augusto Miani
Pierina Galasso
Rosa Pasianot
Filoti
Fontanella
Geraldi
Gronda
Lazzaroni
Misalulli
Vaula
Da Igreja até o trevo de Juiz de Fora, o lado direito da Rio Bahia fazia parte da Colônia. No sentido inverso, ou seja, da Igreja para o centro da cidade, até o Posto da Polícia Rodoviária o lado esquerdo continha lotes da Constança.
Hoje a área da Colônia é geralmente conhecida como os bairros rurais da Onça – na parte mais próxima à sede municipal, Boa Sorte e Constança – no trecho que vai do trevo de Juiz de Fora até as proximidades do distrito de Tebas.
A parte que hoje é conhecida como Boa Sorte é cortada por estrada municipal de boa conservação, com linha regular de ônibus municipal e oferece um belo trajeto para um passeio de bicicleta ou uma cavalgada.
Veja, ainda, o post “Localização da Colônia”, que traz um mapa do local.
Quando sugerimos que se faça um passeio de bicicleta pelas estradas da Colônia, a ideia é convidar o participante para um agradável passeio de reconhecimento. Ver ou rever o local que abrigou inúmeros imigrantes que chegaram a Leopoldina no final do século XIX. Deixar a imaginação fluir através da paisagem que se descortina. E, acima de tudo, comemorar a marca que os colonos deixaram em nossa cidade, com seus exemplos de honradez e de trabalho profícuo.
Todos nós, leopoldinenses, somos herdeiros daqueles imigrantes. Ainda que não o sejamos de sangue, deles recebemos o legado de uma parte importante da nossa história. Portanto, abrace a ideia de comemorar o Centenário da Colônia Agrícola da Constança e os 130 anos de Imigração Italiana em Leopoldina.
O quadro a seguir contém informações sobre os núcleos coloniais mineiros, extraídas dos Relatórios da Presidência da Província de Minas Gerais e do trabalho pioneiro de Norma de Goes Monteiro, publicado pela Editora Itatiaia em 1994, sob o título migração e Colonização em Minas 1889-1930
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Nome do Núcleo | Fundação | Local |
| 1 | |
São João del Rei | Antes de 1899 | São João del Rei |
| 2 | |
Rodrigo Silva | Antes de 1899 | Barbacena |
| 3 | |
Francisco Sales | 1893 | Pouso Alegre |
| 4 | |
Carlos Prates | 1899 | Subúrbio da Capital |
| 5 | |
Américo Werneck | 1899 | Subúrbio da Capital |
| 6 | |
Afonso Pena | 1899 | Subúrbio da Capital |
| 7 | |
Bias Fortes | 1899 | Subúrbio da Capital |
| 8 | |
Adalberto Ferraz | 1899 | Subúrbio da Capital |
| 9 | |
Nova Baden | 1900 | Lambari |
| 10 | |
Vargem Grande | 1907 | Subúrbio da Capital |
| 11 | |
Itajubá | 1907 | Itajubá |
| 12 | |
João Pinheiro (federal) | 1908 | Sete Lagoas |
| 13 | |
Constança | 10.4.1910 | Leopoldina |
| 14 | |
Santa Maria | 20.4.1910 | Astolfo Dutra |
| 15 | |
Barão de Ayuruoca | 1910 | Mar de Espanha |
| 16 | |
Inconfidentes (federal) | 1910 | Ouro Fino |
| 17 | |
Major Vieira | 1911 | Cataguases |
| 18 | |
Rio Doce | 1911 | Ponte Nova |
| 19 | |
Wenceslau Braz | 1912 | Sete Lagoas |
| 20 | |
Pedro Toledo | 1912 | Carangola |
| 21 | |
Guidoval | 1913 | São Domingos do Prata |
| 22 | |
Joaquim Delfino | 1914 | Cristina |
| 23 | |
Vaz de Melo | 1915 | Viçosa |
| 24 | |
Álvaro da Silveira | 1920 | Pitangui |
| 25 | |
David Campista | 1921 | Bom Despacho |
| 26 | |
Júlio Bueno Brandão | 1921 | Peçanha |
| 27 | |
Francisco Sá | 1921 | Teófilo Otoni |
| 28 | |
Padre José Bento | 1923 | Pouso Alegre |
| 29 | |
Brucutu | 1924 | Santa Bárbara |
| 30 | |
Raul Soares | 1926 | Pará de Minas |
| 31 | |
Mucuri | 1927 | Teófilo Otoni |
Depois que postamos aqui os nomes dos proprietários dos lotes da Colônia Agrícola da Constança, diversos leitores enviaram comentários informando que determinado sobrenome não aparece na lista. Outros perguntaram quantos imigrantes viveram em Leopoldina.
Embora já tenhamos respondido diretamente para os visitantes que informaram o e-mail, esclarecemos a todos que a listagem inclui tão somente os imigrantes que adquiriram lotes da Constança. Muitos outros viveram no município, nas diversas fazendas que passaram a contratá-los na década de 1880.
Quanto ao número, é difícil quantificar com precisão. Em primeiro lugar porque nós levantamos dados apenas do período que vai de 1880 a 1930. Naquela época, 10% da população de Leopoldina era composta de imigrantes europeus. A maioria nascida na Itália.
Mas desde o início da publicação de nossos estudos, em 1999, recebemos consultas de leitores abordando outros imigrantes que não constam na contagem oficial por uma razão básica: os nomes e sobrenomes foram profundamente alterados, inviabilizando a identificação.
É importante salientar que nem sempre eram exigidos documentos probatórios do imigrante que quisesse realizar algum ato da vida civil. Os responsáveis pelos registros, quer seja o escrivão ou o padre, não conheciam a língua do imigrante. Nem sempre, também, o assentamento civil ou religioso incluía a indicação de procedência do imigrante. Disto resultou, por exemplo, que a família Maiello, de origem italiana, tenha se transformado na família Ismael. Por outro lado, encontramos fontes indicando que o cidadão era italiano mas com um nome que seguramente foi modificado, como um Severino de Souza e um Eurípedes da Rocha. Como descobrir os nomes originais?
Esta é uma das razões que nos levam a afirmar que é preciso pesquisar muito mais para medir quantitativamente a população imigrante em Leopoldina.
A campanha pela comemoração do Centenário da Colônia Agrícola da Constança tem resultado em diversas sugestões de atividades. Entretanto, queremos deixar claro que nossa proposta é para que os moradores de Leopoldina realizem as atividades que julgarem adequadas. Nós não podemos assumir a organização porque não moramos em Leopoldina nem podemos ir até lá com a frequência que seria necessária.
Por esta razão, procuramos diversas pessoas e entidades com o objetivo de encontrar possíveis coordenadores. E a Secretaria de Turismo, Esporte e Lazer, na pessoa do Secretário Gilberto Tony, assumiu este compromisso. No último domingo, no Show do Marcus Vinicius pela Rádio Jornal, o Secretário informou que vai montar o projeto e cuidar das providências necessárias.