Escola Pública Feminina

Há 118 anos era inaugurada outra escola pública feminina em Leopoldina. Segundo notícia d’O Leopoldinense, no dia 14 de agosto de 1895 a professora Maria Brígida de Medeiros abriu uma escola de instrução primária do sexo feminino.

Em dezembro do mesmo ano foram publicados os resultados dos exames realizados pelas alunas da professora Maria Brígida e de sua mãe, Maria Bárbara, que na nota aparece com o nome de Maria Barbosa de Medeiros.

A professora acima referida como Maria Brígida de Jesus era filha de Joaquim Furtado de Medeiros e de Maria Bárbara da Conceição, tendo nascido aos 18 de outubro de 1874 em Tabuleiro do Pomba, MG.

Aos 6 de janeiro de 1896[1] foi nomeada professora de Leopoldina após concluir os estudos na Escola Normal de Ouro Preto. Em 1914[2] substituiu Augusto dos Anjos na direção do Grupo Escolar e dois anos depois transferiu-se para Cataguases. Faleceu no Rio de Janeiro em 1946.

Seu pai era português e faleceu em Leopoldina aos 20 de janeiro de 1908[3]. Sua mãe, Maria Bárbara, auxiliou a filha nas atividades do Colégio Castanheira, mencionado por Luiz Rousseau Botelho[4].

O nome deste colégio vem de Bento Bernardes Castanheira, natural de Bom Sucesso, Minas Gerais, nascido por volta de 1865[5], filho de José Bernardes de Souza e Delfina Eusébia Castanheira. Residiu em Ubá[6], onde era redator do jornal O Progresso em novembro de 1890. Transferiu-se para Leopoldina e fundou a escola particular que levava seu nome. Casou-se com Maria Brígida aos 28 de novembro de 1896. Em 1906[7] era vice-presidente do Centro Espírita de Leopoldina. Faleceu aos 8 de maio de 1914[8], deixando quatro filhos: Bento, Franca Rosa, Mário e Aurelinda.

Em outro livro de Luiz Rousseau[9] consta que a Chácara dos Castanheira “era um lugar de vista panorâmica maravilhosa” e que o acesso era pela Rua das Tabocas. Esta informação baseou a Lei Municipal 1130, de 12 maio de 1976, que deu o nome da professora Maria Brígida a uma rua no bairro Maria Guimarães França.


[1] Relatórios de Conselheiros e Presidentes da Província de Minas Gerais, 1897.

[2] RODRIGUES, José Luiz Machado e CANTONI, Nilza. Nossas Ruas, Nossa Gente. Rio de Janeiro: particular, 2004. p.145.

[3] Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG, lv 2 obitos 3º plano sep 613 fls 21 reg 14.

[4] BOTELHO, Luiz Rousseau. Alto Sereno. Belo Horizonte: Vega, 1975. p.75

[5] Arquivo da Câmara Municipal de Leopoldina, Alistamento Eleitoral de Leopoldina século XIX, 1895..

[6] O Leopoldinense. Leopoldina, MG:, 1879 – ?.  1890, ed. 55, 20 de novembro, pag. 1.

[7] Almanack do Arrebol. Leopoldina: s.n., 1984-1985. Ano 2 nr 6 fls 6.

[8] Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG, lv 2 óbitos sep 3º plano nr. 985 fls 59 reg 95.

[9] BOTELHO, Luiz Rosseau. Dos 8 aos 80. Belo Horizonte: Vega, 1979. p.113.

 

 

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