Italianos procedentes do Piemonte

Recebemos consulta de um pesquisador italiano que procura descendentes de famílias que saíram da região do Piemonte para a América do Sul, especialmente para o Brasil. Informamos os sobrenomes abaixo, encontrados na documentação que pesquisamos sobre a Imigração Italiana em Leopoldina. Entretanto, não temos e-mail de atuais descendentes. Sendo assim, pedimos a colaboração dos leitores deste blog que possam fornecer contatos de pessoas de Leopoldina relacionadas a tais famílias.

Filoti
Fontanella
Geraldi
Gronda
Lazzaroni
Misalulli
Vaula

Quais são os sobrenomes dos imigrantes?

Depois que postamos aqui os nomes dos proprietários dos lotes da Colônia Agrícola da Constança, diversos leitores enviaram comentários informando que determinado sobrenome não aparece na lista. Outros perguntaram quantos imigrantes viveram em Leopoldina.

Embora já tenhamos respondido diretamente para os visitantes que informaram o e-mail, esclarecemos a todos que a listagem inclui tão somente os imigrantes que adquiriram lotes da Constança. Muitos outros viveram no município, nas diversas fazendas que passaram a contratá-los na década de 1880.

Quanto ao número, é difícil quantificar com precisão. Em primeiro lugar porque nós levantamos dados apenas do período que vai de 1880 a 1930. Naquela época, 10% da população de Leopoldina era composta de imigrantes europeus. A maioria nascida na Itália.

Mas desde o início da publicação de nossos estudos, em 1999, recebemos consultas de leitores abordando outros imigrantes que não constam na contagem oficial por uma razão básica: os nomes e sobrenomes foram profundamente alterados, inviabilizando a identificação.

É importante salientar que nem sempre eram exigidos documentos probatórios do imigrante que quisesse realizar algum ato da vida civil. Os responsáveis pelos registros, quer seja o escrivão ou o padre, não conheciam a língua do imigrante. Nem sempre, também, o assentamento civil ou religioso incluía a indicação de procedência do imigrante. Disto resultou, por exemplo, que a família Maiello, de origem italiana, tenha se transformado na família Ismael. Por outro lado, encontramos fontes indicando que o cidadão era italiano mas com um nome que seguramente foi modificado, como um Severino de Souza e um Eurípedes da Rocha. Como descobrir os nomes originais?

Esta é uma das razões que nos levam a afirmar que é preciso pesquisar muito mais para medir quantitativamente a população imigrante em Leopoldina.

Comemorar o Centenário

A campanha pela comemoração do Centenário da Colônia Agrícola da Constança tem resultado em diversas sugestões de atividades. Entretanto, queremos deixar claro que nossa proposta é para que os moradores de Leopoldina realizem as atividades que julgarem adequadas. Nós não podemos assumir a organização porque não moramos em Leopoldina nem podemos ir até lá com a frequência que seria necessária.

Por esta razão, procuramos diversas pessoas e entidades com o objetivo de encontrar possíveis coordenadores. E a Secretaria de Turismo, Esporte e Lazer, na pessoa do Secretário Gilberto Tony, assumiu este compromisso. No último domingo, no Show do Marcus Vinicius pela Rádio Jornal, o Secretário informou que vai montar o projeto e cuidar das providências necessárias.

Show do Marcus Vinicius

Hoje, 31 de maio, estivemos na Rádio Jornal durante o programa do Marcus Vinicius, ocasião em que pudemos conversar mais um pouco com o Secretário de Turismo, Esporte e Lazer, que ali esteve para conversar com os ouvintes sobre as atividades que está desenvolvendo. O amigo Gilberto Tony voltou a afirmar, como fizera em nossa reunião no dia 29, que a Secretaria aderiu à campanha Abrace Esta Ideia e que vai trabalhar pelo sucesso da comemoração do Centenário da Colônia Agrícola da Constança. Na oportunidade apresentou-nos ao Rodolfo Lima que imediatamente aderiu e já mencionou algumas atividades que poderá desenvolver para o evento.

Mais uma vez agradecemos ao Marcus Vinicius, pela adesão intempestiva à campanha, e por nos oferecer espaço para contato com seus ouvintes. E agradecemos também ao Gilberto Tony e ao Rodolfo Lima que prometeram trabalhar juntos para desenvolver o projeto do Centenário.

Leopoldinenses Abraçam a Ideia

Ontem, dia 29 de maio, tivemos o prazer de confirmar que os moradores de Leopoldina se mostram muito receptivos à ideia de comemorar o Centenário da Colônia Agrícola da Constança.
Fomos recebidos pelo Secretário de Turismo, Esporte e Lazer, o senhor Gilberto Tony, que não só abraçou a ideia com assumiu o compromisso de organizar as atividades, oferecendo a infraestrutura necessária para o evento. Ficou marcado um novo encontro para que o próprio Secretário visite a Colônia, conheça seus caminhos e a estrutura existente, de modo a elaborar um projeto e trabalhar pela operacionalização dos festejos.
De público apresentamos os nossos agradecimentos a adesão de tanta importância. Com a Secretaria de Turismo, Esporte e Lazer engajada, a cidade de Leopoldina certamente fará uma comemoração à altura.
Agradecemos também pela boa receptividade que tivemos em conversa informal com a Diretora do Colégio Imaculada Conceição, a quem convidamos para a abraçar a ideia. Ela apresentará a proposta ao corpo docente e, se for aceita, serão desevolvidos projetos com os alunos.

Por que comemorar o Centenário da Colônia Agrícola da Constança?

A Colônia Agrícola da Constança foi uma das maiores do Estado de Minas e foi muito importante para Leopoldina. Os colonos mudaram a cidade. Aliás, em recente matéria da Revista Oriundi dizia-se que a imigração italiana mudou o mundo.

Qualquer um que conheça a história da imigração italiana, motivo inclusive de algumas novelas e filmes da TV, por ela se encantará com toda a certeza. E nós não apenas a conhecemos em parte. Nós crescemos vivenciando capítulos desta história e aprendendo a respeitar essa gente que vimos tirando da terra o sustento de suas famílias. Crescemos conhecendo e convivendo com alguns imigrantes e com muitos dos seus filhos e netos, pelos caminhos da Boa Sorte, pelos sítios do bairro da Constança e pelas ruas de Leopoldina.

E foi o respeito e o apreço por estes italianos e pela história da Colônia Agrícola da Constança que despertou nosso interesse em estudá-la.

Festa da Onça

Para os antigos moradores da região da Colônia, e de boa parte da cidade, a Festa anual realizada na Igreja de Santo Antônio, no Bairro da Onça, é lembrada com um misto de saudade e orgulho. Reunia, todo ano no mês de junho, um grande número de participantes, oriundos das propriedades da redondeza, pessoas que vinham da sede e de outras regiões do município. Era o ápice do convívio social para os colonos, que escolheram o pátio da Capela da Onça como lugar ideal para suas reuniões festivas.

Abrace esta Ideia

O que pretendemos com esta campanha?
– Simples, como simples é a própria frase. Queremos que as pessoas comemorem o Centenário da Colônia Agrícola da Constança.
Como ?
– Nós temos, aqui na cidade, as Faculdades Doctum, Unipac e Cefet.
Temos o Ginásio, o Colégio Imaculada, o Equipe e outras instituições de ensino que poderiam colocar o assunto em debate entre os alunos.
Vocês já imaginaram o quanto seria bom para a cidade se estes alunos (crianças, jovens e os universitários) conhecessem este capítulo da nossa história?
Quem não se orgulharia de saber que seus antepassados foram importantes para chegarmos à Leopoldina que temos hoje?
Temos o Clube do Moinho que promove suas festas. Que tal programar uma noite dançante para o início de abril de ano que vem, para marcar o Centenário? Quantos associados do Moinho são descendentes de imigrantes?
E o Brasília, com seus campeonatos? O de Peteca, por exemplo. O Clube Brasília poderia promover um torneio em comemoração do Centenário.
E o SESI ? Poderia fazer algo também.
E a Cooperativa de Leite? Ela poderia fazer algo para os seus associados, muitos deles, descendentes de imigrantes.
E a Cooperativa de Bordadeiras, que vende trabalhos na feirinha que funciona dentro da LAC? Poderia bordar algumas peças alusivas ao Centenário.
É nisto que pensamos quando falamos em ABRAÇAR A IDEIA.

Convite

Domingo, 17 de maio, a partir do meio dia.
Rádio Jornal AM 1560, Leopoldina, MG
Programa Marcus Vinicius
Participação de Luja Machado.
Lançamento do Desafio aos Ouvintes: a Imigração em Leopoldina.

Pietro Sangirolami

Irmão de Giovanni Sangirolami citado no último post, Pietro nasceu por volta de 1880 em Montagnana, Padova, Veneto, Italia. Depois de passar pela fazenda de Antonio Maurício Barbosa, em Piacatuba, a família transferiu-se para a Fazenda Paraíso. No dia 13 de fevereiro de 1904, no Cartório do distrito de Providência, foi realizado o casamento de Pietro com Paschoa Bonini, filha de Fortunato Bonini e Maria Darglia.

Deste casamento encontramos o nascimento dos seguintes filhos: Antonio (1905), José (1906), João (1909), Joaquim (1911), Ana (1913), Fortunato (1915), Maria (1916) e Maximiano (1919). Já nos registros de sepultamento de Leopoldina, localizamos o falecimento do filho Santo em 1988 e pelo registro do óbito calculamos que tenha nascido em 1924.

Em 2007 fizemos uma visita a João Sangirolami, lúcido aos 98 anos de idade. Contou-nos um pouco sobre a Colônia Agrícola da Constança para onde seu pai se transferiu por volta de 1916. A casa onde a família vive é uma das poucas remanescentes das originais, construídas na década de 1910.