Há 130 anos

No dia 10 de dezembro de 1882 o jornal O Leopoldinense publicava notícia sobre mais uma instituição educacional que seria aberta na cidade. Tratava-se de uma filial do Colégio Venerando, estabelecido na Corte, dirigido pelo Padre José Venancio da Graça e pelo Dr. Venancio Nogueira da Silva. Os preparativos para a instalação ficaram a cargo dos doutores Chagas Lobato, Pinheiro Tavares e Pestana de Aguiar, residentes em Leopoldina. Na divulgação consta que o objetivo do colégio seria preparar alunos para as academias do Império, como o Colégio Pedro II e a Academia de Comércio.

Recreio, MG: Professores

O professor Antônio Maximiano de Oliveira Leite, citado no post anterior por ser professor em Conceição da Boa Vista em 1875, era filho do fazendeiro de café Maximiano de Oliveira Leite e de Maria Eugênia Galvão de São Martinho, sendo neto materno de Pedro Afonso Galvão de São Martinho, o oficial encarregado das duas diligências pelos Sertões do Leste em 1784 e 1786. Assim como seu pai, o professor Antônio era eleitor do distrito de Conceição da Boa Vista em 1886.

Casou-se com Luiza Constantina, filha de Luiza e José Constantino Cherques, proprietários de uma fazenda na Grota. A esposa do professor tinha uma irmã de nome Melania, residente em Cantagalo. Em 1874, a sogra e a cunhada de Antônio Maximiano de Oliveira Leite venderam a Ignacio Ferreira Brito a parte da herança que lhes coube. Consta que o professor continuou morando nas terras herdadas de seu sogro, pertencentes ao futuro distrito de Recreio.

Pode ser que Antônio Maximiano tenha deixado a função de ensinar depois de casar-se, porque João Batista Nunes Junior foi nomeado, no dia 13 de janeiro de 1885, para as aulas públicas do sexo masculino em Conceição da Boa Vista. Este novo professor veio juntar-se a Maria da Glória Fonseca da Cruz, nomeada a 10 de setembro de 1883 para as aulas públicas de sexo feminino.

Temos, portanto, três personagens que circulavam pela comunidade na época em que o destino do distrito estava sendo articulado. Embora não seja possível identificar todos aqueles que participaram da divisão, acreditamos ser importante lembrar dos antigos mestres. Além de sua função precípua, qual seja a de ensinar as primeiras letras, certamente estes professores colaboraram na formação do ideal de cada um que freqüentava suas salas de aula.

Arquivo e Educação

No texto O arquivo dentro do novo paradigma informacional: o da educação, Leandra Nascimento Fonseca apresenta informações interessantes para o III Simpósito Baiano de Arquivologia que se realiza entre 26 e 28 de outubro em Salvador, Bahia.
Creio ser interessante para os leopoldinenses refletirem sobre a seguinte afirmação:
“Desta forma o gestor não se vê voltado para o público que é a sociedade em geral, apesar de recomendações para inclusão das unidades de arquivo de acesso público ao repertório de instrumentos auxiliares do ensino, apesar do fato de alguns proeminentes pensadores de nossa área já terem atentado para o fato de que, desde que o patrimônio nacional e de manifestações da cultura passaram do âmbito privado para o público, se torna um dever de gestor público disponibilizar esse acervo para o público, visando assim à difusão desse conhecimento, a serviço do bem público.”
Quando teremos o Arquivo Público Municipal de Leopoldina?
Para ler o arquivo completo, acesse o link

Educação e Desenvolvimento: Erradicação do Analfabetismo no Brasil.

Sinopse
A Campanha Nacional de Erradicação do Analfabetismo do Ministério da Educação e Cultura. A precária condição do homem do campo que, sem os meios modernos de produção, é afastado do mercado de trabalho em razão da ausência de formação técnica. Dirigida pelo educador João Roberto Moreira, a Campanha é iniciada na cidade de Leopoldina (MG) com a formação de professores para a área rural e urbana, além da construção de 48 escolas modernas e funcionais, projetadas pelo arquiteto Luiz Moreira. Prontas as escolas, iniciam-se as aulas para centenas de crianças, adolescentes e adultos.