Arquivo da tag: Minas Gerais

Estado brasileiro localizado na região sudeste do país.

4º Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo

CONGONHAS – MG – 24 e 25 de maio de 2013

PROGRAMA PRELIMINAR

24 de Maio

“Vértebras do Caminho Novo pelos Sertões do Leste – Prof.a Nilza Cantoni (Leopoldina) e Joana Capella (Cataguases)

“Primórdios da Religião no Caminho Novo” – Prof. Mário Celso Rios (Academia Barbacenense de Letras)

“O Caminho Novo sob a perspectiva dos viajantes do século XIX” – Prof.a Edna Resende (Arquivo Público de Barbacena)

“Congonhas, os caminhos e o patrimônio construído” – Prof. Antônio Gilberto da Costa (UFMG)

“Defesa do Patrimônio Histórico de Minas Gerais” – Prof. Marcos Paulo de Souza Miranda (Belo Horizonte)

“História do Distrito de João Gomes (Santos Dumont)” – (Centro de Memória Belisário Pena – Barbacena) – Lançamento de livro.

COMUNICAÇÕES A SEREM DEFINIDAS

Prof.a Márcia Maria Duarte dos Santos (UFMG)

Prof. Geraldo Barroso de Carvalho (Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais)

Prof.a Leila Barbosa (UFJF)

Prof.a Helena Guimarães (Belo Horizonte)

OUTRAS PRESENÇAS CONFIRMADAS

Alex Guedes dos Anjos (Patrimônio Cultural – Barbacena)

Prof. Francisco Rodrigues de Oliveira (Barbacena – historiador)

Prof. Galba Di Mambro (Arquivo Histórico de Juiz de Fora)

Mauro Werkema (jornalista, escritor e promotor cultural)

Cláudio Luiz da Silva ( Livraria Quarup – Juiz de Fora)

DIA 25 – TURISMO PELA  CIDADE DE CONGONHAS COM ÊNFASE À OBRA DE ALEIJADINHO, A CARGO DO ESCULTOR LUCIOMAR DE JESUS.

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Lei e ordem nas Minas Gerais: formas de adaptação e de transgressão na esfera fiscal, 1700-1733

Vera Alice Cardoso Silva

RESUMO

O ensaio focaliza dois tipos de estratégia utilizados pelos habitantes da Capitania de Minas Gerais para lidar com a política fiscal do governo português, a saber, a adaptação, que se efetivava por meio de negociações com as autoridades coloniais, e a transgressão, que assumiu a forma da sublevação ou forma ilegal de sonegação do imposto do ouro. O período histórico coberto vai de 1700 a 1733.


Varia Historia – Lei e ordem nas Minas Gerais: formas de adaptação e de transgressão na esfera fiscal, 1700-1733
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‘Amáveis patrícias’: o Mentor das Brasileiras e a construção da identidade da mulher liberal na província de Minas Gerais (1829-1832)

De Wlamir Silva, Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ)RESUMO

O Mentor das Brasileiras foi um periódico voltado para o público feminino da província brasileira de Minas Gerais, no contexto de ampliação do espaço público e expansão da imprensa periódica de fins do Primeiro Reinado e início do período regencial (1829-1832). O periódico interagiu com um público feminino de certa importância social e instrução, no contexto de uma pedagogia liberal-moderada, e, dentro desses limites, propiciou-lhe argumentos emancipatórios e uma incipiente aproximação da esfera pública, e construiu uma identidade da mulher liberal.

Revista Brasileira de História – ‘Amáveis patrícias’: o Mentor das Brasileiras e a construção da identidade da mulher liberal na província de Minas Gerais (1829-1832)

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Entre a cruz e a espada: religião, política e controle social nas Minas do Ouro (1693-1745)

Renato da Silva Dias

RESUMO

O objetivo central deste artigo é tratar das implicações políticas concernentes à implantação do catolicismo no hinterland mineiro, em sua fase de organização (1693-1745), assinalando as principais dificuldades encontradas pela coroa para estabelecer a vida religiosa nesse território. Percebe-se que o político não pode ser esquadrinhado somente em seu registro mais aparente, uma vez que ele também jaz em causas mais profundas que se radicam no imaginário religioso. Destarte, diante da complexidade do “real”, torna-se necessário verificar as suas mediações, seus limites e o coeficiente de dependência/independência entre essa instância e o religioso. A análise do político via “questão religiosa” demanda reflexão e esforço maiores para se entender os homens em seu próprio tempo, como agentes sociais ativos, embora muitas vezes atuando sob circunstâncias extremamente adversas. Para tal, este estudo se realizou à luz da documentação coeva, notadamente aquela produzida pela Secretaria do Governo.

Palavras-chave religião, política, resistência, Minas Gerais.

Varia Historia – Entre a cruz e a espada: religião, política e controle social nas Minas do Ouro (1693-1745)
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Transcrição Documental: oportunidade de trabalho e desenvolvimento cultural

3º Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo

Com o subtítulo Da transcrição de fontes históricas à Pesquisa Acadêmica, a comunicação do professor Sheldon Augusto Soares de Carvalho versou sobre a transcrição documental com o enfoque da oportunidade de trabalho e desenvolvimento cultural que a atividade oferece. Ao iniciar a apresentação, o palestrante lembrou que não há como falar da árvore e de seus frutos sem se referir à terra onde a semente foi depositada e, portanto, ele não poderia discorrer sobre o própria trajetória acadêmica sem mencionar três grande ícones da sua formação: a professora Edna, de História Local, no início de sua vida universitária; o professor Luiz Mauro, que o encaminhou para os primeiros passos na transcrição documental; e o professor Francisco Oliveira, também, contratante de seus serviços desde o início. Os três representam, portanto, a ancestralidade acadêmica do hoje Mestre e Doutorando Sheldon Carvalho.

Em razão do investimento destes três personagens em sua formação profissional, o professor Sheldon sentiu necessidade de abordar o ofício do transcritor neste 3º Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo. E declarou fazê-lo partindo de um conceito de Cristóvam Buarque em Revolução Educacionista que é a produção do capital conhecimento por meio da educação e da produção intelectual. Esta questão envolve a pesquisa e a transcrição documental, intimamente envolvidas com a geração do capital conhecimento.

Após esta introdução o palestrante discorreu sobre sua trajetória iniciada na disciplina História Local, com a leitura e análise do inventário de uma preta forra de nome “Vitória da Silva” datado de 1805. Logo depois veio a primeira oportunidade e experiência de trabalho como leitor e transcritor de fontes históricas com o “livro de contas de José Aires Gomes”. Em continuidade ao seu processo de profissionalização vieram as transcrições de sesmarias e de registros paroquiais de Terras para os historiadores e escritores de história local e Regional: Luiz Mauro Andrade da Fonseca e Francisco Rodrigues de Oliveira.

Lembrando o desafio que é uma transcrição, informou que estes trabalhos lhe permitiram financiar sua formação acadêmica, o que lhe faz declarar que a leitura e a transcrição documental representam um setor promissor de investimento, tanto por parte do escritor, quanto por parte do pesquisador e transcritor. Hoje, informou Sheldon Carvalho, há uma equipe técnica que trabalha sob sua orientação e este grupo vem produzindo novas bibliografias. Surgiu, também, a função de consultor de transcrições por ele realizada para diversos autores que o procuram.

Foi destacado que a atividade de transcrever documentos para terceiros deixou de ser um trabalho eventual para se transformar num negócio que representa, também, desenvolvimento para a cidade, conforme está ocorrendo com a nova coleção da História da Vida Privada, cujo representante procurou a equipe de Barbacena para encomendar transcrições. Ou seja: o arquivo de Barbacena estará registrado nesta grande coleção acadêmica.

As transcrições para terceiros ampliam o manancial de conhecimentos teóricos e metodológicos do pesquisador, forçando-o a se aperfeiçoar cada vez mais. Importante destacar que é um setor com pouca concorrência e de extrema peculiaridade. Quem domina este conhecimento tem um poder nas mãos.

A atividade, que financiou o mestrado e hoje financia o doutorado do professor Sheldon, gera desenvolvimento cultural e acadêmico por meio do avanço de pesquisas em diversos campos do saber, bem como por meio de consultorias sobre fontes históricas regionais.  Foi lembrado, ainda, que a maior parte das transcrições para outras pesquisas serviram de complemento empírico ou também acrescentaram volume às fontes utilizadas em suas pesquisas de doutorado.  Como exemplo citou a pesquisa em dois livros de registros de terras a pedido de Francisco de Oliveira, cujas transcrições estão arquivadas em seu acervo pessoal e atualmente estão sendo utilizadas para escrever o primeiro capítulo de sua tese de doutorado.

Sheldon Carvalho mencionou também a formação de um campo econômico e lucrativo de trabalho somado à esfera de qualificação profissional especializada, como também à produção cultural consoante ao trabalho com as fontes arquivísticas. Tal situação acelera e gera um maior desenvolvimento no volume de pesquisas e situações novas como as oficinas que realizará com seus alunos de Lafaiete e que nasceram da atividade de um deles, pesquisador do arquivo dos mórmons (Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias).

A comunicação foi concluída com a apresentação da síntese a seguir:

  • Pesquisador/Transcritor + Equipe programadora e revisora + escritor = agilidade e redução de tempo na conclusão de trabalhos;
  • Utilização de grande parte das fontes pesquisadas para particulares em pesquisas de mestrado e doutorado;
  • Fornecimento de documentos transcritos para outros pesquisadores gerando ganho financeiro duplo ou triplo;
  • O ofício de transcritor testemunha ao mesmo tempo a necessidade do pesquisador estar dentro dos arquivos tendo contato com as fontes em razão do diálogo com as mesmas, surgindo daí novos métodos, novos problemas, novas hipóteses e novos objetos.

A coleta de dados, lembrou Sheldon Carvalho, é bastante peculiar. Se a pessoa não estiver envolvida intimamente com a documentação e com a metodologia da pesquisa, será aberta uma lacuna intransponível. Portanto, trata-se de uma área que envolve investimento econômico, cultural e educacional. O ofício de transcrição é um setor promissor da economia, que gera outras atividades também de viés econômico como vem ocorrendo em Conselheiro Lafaiete com o trabalho realizado no Arquivo Perdigão.

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Abertura do 3º Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo

Luiz Mauro e Francisco Oliveira na abertura do 3º Encontro de Pesquisadores do Caminho NovoO professor Luiz Mauro Andrade da Fonseca iniciou sua fala lembrando que o Encontro de Pesquisadores é uma confraria de amigos, profissionais, pesquisadores e memorialistas para a qual não é necessária muita formalidade. O mais importante, disse ele, é o contato entre os participantes, apresentando pesquisas e novas fontes bibliográficas.

Passou a palavra ao professor Francisco Rodrigues de Oliveira, também organizador do evento, que deu as boas vindas aos presentes e agradeceu à professora Mauricéia Maia pela boa vontade, hospitalidade e acolhida, bem como pela estrutura que ofereceu para o Encontro.

Em seguida a professora Mauricéia dirigiu algumas palavras ao grupo, agradecendo a presença de todos e desejando que tivessem um bom dia de trabalho, bastante frutífero, com uma rica troca de informações. Falou de sua satisfação pelo 3º Encontro realizar-se em Conselheiro Lafaiete e colocou-se à disposição.

A seguir divulgaremos o conteúdo das comunicações realizadas no dia 29 de junho de 2012, em Conselheiro Lafaiete, por um grupo de pesquisadores que estuda temas relacionados ao Caminho Novo.

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Inventários na reconstrução das Minas Gerais colonial

Com o título Inventários post-mortem na (re)construção das Minas Gerais na época Colonial, Josimar Faria Duarte publicou artigo na última edição da Revista Histórica.

“…lançar luz sobre os bens descritos nos processos de inventários post-mortem nos possibilita analisar as relações de poder, os aspectos econômicos e sociais de uma sociedade do passado. São importantes materiais de pesquisa, passíveis de seriação e quantificação, nos possibilitando evidenciar as ações dos sujeitos individuais e em grupos, assim como perceber estas ações se desenrolando no tempo e no espaço.”

Leia matéria completa.

 

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Vida cotidiana numa vila mineira setecentista

“O que podemos inferir com a leitura dos inventários post-mortem é que a posse de objetos mais “refinados” esteve diretamente relacionada ao status socioeconômico dos indivíduos, ou seja, tendencialmente os objetos de luxo foram encontrados em inventários de militares, homens de negócios, eclesiásticos etc.”

Sob o título Lençóis de linho, pratos da Índia e brincos de filigrana”: vida cotidiana numa vila mineira setecentista, foi publicado um artigo de Ana Luiza Castro Pereira na Revista Estudos Históricos, volume 24, número 48, jul./dez.2011

RESUMO pela autora: Este artigo versa sobre a intensa circulação de objetos na época das navegações portuguesas e sobre a capacidade de homens e mulheres introduzirem bens do Império Português no seu viver cotidiano. O consumo e a cultura material têm sido amplamente analisados visando compreender o significado que a posse de objetos representou na vida cotidiana ao longo da História, bem como a maneira como os bens materiais foram vivenciados no cotidiano. Foram consultados inventários post-mortem dos moradores da vila de Sabará para perceber que África, Ásia, América e Europa se fizeram notar nas mesas de Sabará.

Leia o texto na íntegra.

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Economia e trabalho nas estradas reais e nas estradas de ferro de Minas Gerais

Resumo
Este artigo é parte de um estudo histórico comparativo entre os caminhos coloniais e ferroviários de Minas Gerais. Neste texto são analisados aspectos ligados à economia e ao trabalho dos caminhos reais e das estradas de ferro: a construção e a conservação dos caminhos, o mundo do trabalho nas tropas e nas ferrovias, a intermodalidade dos transportes, a inovação tecnológica e empresarial representada pelas estradas e outros. Relações dos caminhos reais e das ferrovias com diversos setores da economia mineira também são apontadas, com destaque para a mineração e a pecuária. Mudanças e permanências são identificadas na história desses caminhos reforçando o caráter complementar de seus papéis e funções ao longo do tempo. Especial atenção é dedicada à Rede Ferroviária Federal S. A. (RFFSA), empresa que comemora este ano seu cinqüentenário (1957-2007) e que operou parte significativa da malha ferroviária do Estado de Minas Gerais.

Leia o artigo de Helena Guimarães Campos na íntegra.

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O sertão mineiro nas observações de Spix e Martius

Artigo de Marisa Augusta Ramos publicado na Revista Eletrônica Cadernos de História, vol. V, ano 3, n.º 1. Abril de 2008.

Resumo
O século XIX foi marcado pela presença de naturalistas viajantes no Brasil, dentre eles os alemães Joahnn Baptist Ritter Von Spix e Carl Friedrich Philip Von Martius. Este trabalho tem como proposta analisar as observações sobre Minas Gerais, feitas pelos dois naturalistas no início de século XIX, uma vez que constituem importante testemunho histórico. Serão abordadas especificamente as observações referentes ao sertão mineiro. Em seus relatos os dois viajantes refletem as concepções do século XIX, marcadas pelo paradoxo entre litoral e sertão que estiveram presente no processo de construção da nação brasileira.

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