Atenas da Zona da Mata

Desde a segunda metade do século XIX, em Leopoldina funcionavam muitas escolas reconhecidas pelo bom nível da educação ali obtida. Mas foi no início do século XX que surgiu o epíteto de Atenas da Zona da Mata.
A mais antiga referência que encontrei a respeito foi de Roberto Capri, no livro Minas Gerais e seus Municípios, editado em 1916 pela Casa Pocai Weiss & Cia. Na página 242 o autor declara:
“Leopoldina se pode considerar a Athenas da Zona da Matta. A instrucção publica, principal propulsor da civilisação d`um povo é aqui largamente administrada, como attestam os seus estabelecimentos de ensino e a grande frequencia dos seus alumnos”.
Em 1950, José Ribeiro Leitão, ex-pároco em Leopoldina, jurista e ex-juiz federal, escreveu o soneto “Leopoldina” com os seguintes últimos versos:
“Tão rica no saber que a ilumina,
Atenas, não da Grécia mas da Mata
Nome que Aquino deu a Leopoldina.”
O último verso levou muitas pessoas a acreditarem que Aquino foi quem deu o epíteto a Leopoldina. Dom Francisco de Aquino Corrêa, Arcebispo de Cuiabá, homem de notável cultura aos 32 anos assumiu o governo da então Província de Mato Grosso, a qual governou de 1918 a 1922. Em 1927, após visitar Dom Aristides de Araújo Porto, então vigário da Paróquia de São Sebastião de Leopoldina e mais tarde Bispo de Montes Claros, Dom Aquino escreveu um soneto com o título “Leopoldina” que termina assim:
“E assim, coroando com os florões do estudo,
O teu nome que vale um nobre escudo,
És a Atenas da Mata, ó Leopoldina.”
Teria Dom Aquino lido Roberto Capri? Ou teria ouvido o epíteto em conversa com Dom Aristides?
Esta é uma republicação de postagem escrita em 2009.
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