Arquivo da tag: Marinato

Sobrenome de família imigrante que viveu em Leopoldina.

Descendentes de Sante Pengo

A pedido de visitante do site, apresentamos um quadro de descendentes dos italianos Sante Pengo e Felicità Antonia Spizzolatta, com as datas e locais de nascimento que encontramos.

O casal pode ter passado ao Brasil por volta de 1888 e vivido em Leopoldina, segundo indicam os batismos dos quatro primeiros filhos. Após o batismo de Sebastiana, em março de 1897, a família teria ido para a Itália e logo depois retornado, conforme se depreende de um registro na Hospedaria Horta Barbosa de setembro de 1897. Este procedimento aconteceu com várias famílias. Entretanto, o que nos surpreende é o pequeno intervalo de tempo entre o batismo da criança, a viagem para a Itália e o retorno.

No registro da entrada no Brasil em 1897, consta que saíram da Hospedaria no dia 24 de setembro com destino a Ponte Nova, MG. Algum tempo depois, estavam de volta a Leopoldina, onde nasceu e foi batizado o filho caçula, em 1903.

O estudo sobre a família é bastante difícil pelas profundas alterações sofridas nos nomes dos componentes e por não contarmos com pistas que permitam ampliar as buscas.

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Leopoldinenses nascidos em setembro de 1917

Dia 2

Abilio de Andrade Machado, filho de Américo José Machado e Altina de Andrade Neto

Wilsonina Vargas Neto, filha de Guilherme de Vargas Neto e Maria Constância da Conceição

Dia 3

Alvaro, filho de Alvaro Bastos de Faria Freire e Januária Nogueira

Dia 9

Antonio Marinato, filho de João Marinato e Josefa Farinazzo

Dia 10

Sebastião, filho de Teófilo Otoni Machado e Albertina Rodrigues Martins

Dia 13

Aristeu Vargas de Lacerda, filho de Antonio Augusto Ferreira Lacerda e Porcina Maria Vargas

Vicente Dietz de Almeida, filho de Carlos José de Almeida e Guilhermina Dietz

Dia 15

Mario, filho de Manoel Bibiano Pereira e Maria Viana de Sá

Dia 16

Adeodato, filho de Emilio Carlos de Oliveira e Querina Matilde de Oliveira Montes

Dia 22

Antonio, filho de Antonio José de Andrade e Cecilia Vieira Ramos

Dia 27

Carmosinda, filha de Luiz do Amaral Lisboa e Maria da Conceição Garcia

Climene de Aguiar, filha de José Alexandre de Aguiar e Umbelina Machado de Almeida

 

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Família Marinato II

O segundo grupo de sobrenome Marinato, que chegou pelo vapor Washington no dia 30 de outubro de 1888, era chefiado por Giordano Marco Marinato. A família recebeu o número 153 na lista da Hospedaria Horta Barbosa, de onde saiu no dia 4 de novembro com destino a Leopoldina.

Giordano era neto paterno de Lorenzo Marinato e de Pasqua Marchiro, cujos sobrenomes aparecem desde o período napoleônico na região que outrora fizera parte do Graticolato Romano, ou seja, uma extensa área plana dividida pelos romanos em quadrados com 710 metros de lado, destinados à agricultura. Conforme temos comentado em todos os posts sobre os passageiros do vapor Washington, muitos deles viviam na divisa entre as províncias de Venezia e Padova. Sendo assim, os comuni de Mirano, Pianiga, Dolo e Vigonza são as principais referências para pesquisar o grupo. E como ser verá no relatório genealógico a seguir, os sobrenomes daqueles passageiros se misturaram ao chegarem a Leopoldina e alguns já vinham com ancestrais aparentados.

Embora nem todos tenham vivido na Colônia Agrícola da Constança, os vínculos familiares fizeram com que a maioria a frequentasse, ainda que esporadicamente. Uma das pessoas que nos procuraram interessadas em conhecer a história dos Marinatos fez um relato característico. Disse que seus avós levavam filhos e netos para a festa de Santo Antônio de Pádua, na Capela da Colônia, onde foram iniciados alguns namoros.

 

 

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Família Marinato I

O vapor Washington, na viagem que chegou ao Rio dia 30 de outubro de 1888, trouxe dois grupos de sobrenome Marinato. Há indicações de que ambos procediam do casal Lorenzo Marinato e Pasqua Marchiro, que viveu em Pianiga, província de Venezia. Entretanto, ainda não encontramos o vínculo de Giovanni Marinato com o casal Pasqua e Lorenzo.

O primeiro grupo, número 152, era composto por Pasqua Bernardi viúva, e seus filhos Otaviano e Lugia. Pasqua fora casada com Giovanni Marinato, com quem teve uma outra filha: Catterina Felicità, que se casou em Pianiga, em 1878, com Giacinto Giuseppe Marcatto. Este casal também veio para Leopoldina mas chegou ao Brasil apenas em 1896. Antes da viagem, receberam um crédito transferido por Otaviano Marinato, que então trabalhava na Fazenda Paraíso.

Pasqua, Otaviano e Luigia saíram da hospedaria no dia 4 de novembro com destino a Leopoldina, onde Otaviano e Luigia se casaram no dia 4 de maio de 1890. Ele se casou com Giudetta Scantamburlo que também chegou pelo vapor Washington. Conforme mencionado no texto sobre a Família Calzavara, publicado em 10 de abril, Giudetta foi listada na hospedaria com o nome de Regina e com saída em 4 de janeiro para Juiz de Fora.

Luigia Marinato se casou com Giuseppe Modesto Meneghetti, filho de Giulio Meneghetti e Giudetta Costa. Não sabemos quando a família do noivo chegou ao Brasil. No vapor Washington viajou uma família Meneghetti mas não conseguimos estabelecer vínculos entre eles.

Através da colaboração de descendentes, soubemos que Giuseppe e Luigia viveram numa colônia em Leopoldina, migraram para o interior de São Paulo e depois se radicaram no Paraná. Mas como a migração teria ocorrido antes de 1910, eles não podem ter vivido na Colônia Agrícola da Constança que ainda não tinha sido criada.

Embora não tenhamos encontrado os vínculos diretos, sabemos que as pessoas aqui mencionadas viviam na mesma região de outros passageiros do Washington já citados nesta revisão: entre Dolo e Pianiga, província de Venezia, e Vigonza, província de Padova. Esta conclusão foi possível pela análise de registros de casamentos, nascimentos e óbitos disponíveis no site Family Search, bem como no Portal Antenati, que reúne documentação de diversos arquivos públicos italianos.

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Família Ceoldo

Embora o sobrenome Ceoldo não apareça entre os proprietários de lotes da Colônia Agrícola da Constança, membros da família ali viveram em função de vínculos com os colonos. E são aqui rememorados porque o núcleo inicial também passou ao Brasil pelo vapor Washington, na viagem que os trouxe para o Rio, onde chegaram no dia 30 de outubro de 1888. Os passageiros foram encaminhados para a Hospedaria Horta Barbosa, onde foram registrados no dia seguinte.

O grupo de número 121 era composto por Camillo Ceoldo, sua esposa Maria e oito filhos. Deixaram a Hospedaria no dia 4 de novembro, com destino a Leopoldina. Ao estudarmos a trajetória deles, encontramos algumas inconsistências nas informações registradas na hospedaria, bem como nos registros encontrados em Leopoldina. Após consultas ao Archivio di Stato de Padova, pudemos confrontar as diversas informações e estabelecer, com mais segurança, a composição da família. Ainda assim, não consideramos como definitiva a atualização abaixo, que se publica em complemento ao primeiro estudo datado de janeiro de 2001.

Conforme se verifica no relatório acima, em Leopoldina os Ceoldo se vincularam a diversos outros sobrenomes de origem italiana como Estopazzale, Righetto, Farinazzo, Saggioro, Marcatto, Marinato, Meneghetti, Formenton, Sangalli, Sangirolami, Carraro, Stefani, Fofano, Gallito e Baldan.

Este último, além de ser o sobrenome da esposa de Camillo Ceoldo, era também de uma passageira do Washington listada como viajante individual, de nome Catterina Baldan que ali foi indicada como solteira, com 24 anos, e que saiu da Hospedaria no dia 4 de novembro para se estabelecer no próprio município de Juiz de Fora. Mas parece tratar-se da irmã de outra Maria Baldan que era casada com Pasquale Righetto, família que também viajou pelo Washington. Catterina casou-se em Leopoldina, aos 13 de julho de 1889, com Giuseppe Carrara (ou Carraro).

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Família Calzavara

Giuseppe Angelo Calzavara nasceu em Pianiga, Venezia. Passou ao Brasil em outubro de 1888, dezembarcando do vapor Washington no Porto do Rio e seguindo para a Hospedaria Horta Barbosa, de onde saiu no dia 5 de novembro, com destino a Leopoldina.

Pelo mesmo vapor Washington chegou Giovanni Scantamburlo acompanhado da esposa Adelaide e dos filhos: Giacomo, 11 anos; Stella, 9 anos; Domenico, 7 anos; Maria, 5 anos; Mosè , 4 anos e Antonia, 1 ano. Deixaram a hospedaria também no dia 04.11.1888 com destino a Mar de Espanha.

Outros dois passageiros da mesma viagem, com o sobrenome da esposa de Giuseppe Calzavara, foram Regina e Giovanni Scantamburlo que teriam saído da Hospedaria para o próprio município de Juiz de Fora. Mas assim como este sobrenome foi grafado de forma alterada no registro da Hospedaria, parece que Regina seria Giudetta Scantamburlo que em 1890 se casou, em Leopoldina, com outro passageiro do Washington: Otaviano Marinato. A família Marinato será objeto de postagem posterior.

Conforme se verifica no quadro de descendentes acima, filhas de Giuseppe formaram família com imigrantes italianos de sobrenomes Albertoni, de Angelis e Meneghetti. Todos residiram na região onde mais tarde foi formada a Colônia Agrícola da Constança.

É possível que existam outros vínculos, mas alterações ortográficas não permitiram a completa identificação dos personagens.

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Há 100 anos, em Leopoldina

casamentos14 dez 1916

José Gonçalves Nobre filho de Antonio José Gonçalves e de Castorina Cristina Nobre casou-se com

Josefina Marinato filha de Giordano Marco Marinato e de Marcolina Giuseppina Simionato

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Há 100 anos, em Leopoldina

casamentos28 out 1916

João Marinato filho de Otaviano Marinato e de Giudetta Scantamburlo casou-se com

Josefa Farinazzo filha de Giovanni Farinazzo e de Maria Teresa Pedroni

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Agosto de 1916

Há 100 anos, nasceram em Leopoldina:

4 ago 1916

Francisca

filha de Joaquim Vieira Ramos e de Olinta Schettino de Souza

10 ago 1916

Gizelda Dietz de Almeida

filha de Carlos José de Almeida e de Guilhermina Dietz

10 ago 1916

João

filho de Manoel Francisco da Silva e de Francisca Rodrigues de Souza

21 ago 1916

Umbelina Marinato

filha de Riccardo Antonio Marinato e de Oliva Palmira Carraro

22 ago 1916

Tarcilia

filha de Sebastião Damasceno Neto e de Maria José Ferreira

26 ago 1916

Waldemar

filho de Manoel Custódio Ferreira Neto e de Virgilina Vargas Neto

30 ago 1916

Orlando

filho de Otavio José Ferraz e de Angelina de Almeida Ramos

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Julho de 1916

Há 100 anos, nasceram em Leopoldina:

2 jul 1916

Nadyr

filha de Teodolindo Augusto Rodrigues e de Maria Lacerda de Castro

6 jul 1916

Filomena Dorigo

filha de Primo Filiberto Dorigo e de Sebastiana de Jesus

7 jul 1916

Jandira

filha de João Francisco filho Antunes e de Ignacia Maria Vargas

7 jul 1916

Pedro Moroni

filho de Raffaele Moroni e de Santina Lupatini

9 jul 1916

Maria Marinato

filha de Paschoal Celeste Marinato e de Eugenia Nogueira dos Anjos

12 jul 1916

Rosa Dalto

filha de Nicolao Dalto e de Edwiges de Souza Reis

12 jul 1916

Maria do Carmo

filha de Francisco de Almeida Ferreira e de Virgulina Soares de Souza

13 jul 1916

Manoel

filha de Henrique Luiz Delfim de Andrade e de Sebastiana de Andrade Lacerda

14 jul 1916

Geraldo

filho de Lafaiete José Pacheco e de Maria da Conceição de Melo

23 jul 1916

Julio

filho de João José da Costa e de Rufina Thereza de Jesus

23 jul 1916

Maria Aparecida

filha de Manoel Bibiano Pereira e de Maria Viana de Sá

24 jul 1916

Antonio Bedin

filho de Alessandro Bedin e de Celestina Bartoli

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