Sobrenome Geraldini

Segundo o Requerimento para Registro de Estrangeiros de 1942, o declarante Enrico Giuseppe Geraldini informou que nasceu no dia 26 de outubro de 1865, em Padova, filho de Antonio Geraldini e Maria Lazzarin. Declarou também que passou ao Brasil pelo vapor Bretagne, tendo aportado no Rio de Janeiro em novembro de 1892. Até o momento, não encontramos o manifesto deste vapor no Arquivo Nacional. Já no Arquivo Público Mineiro, no livro de registros relativo a janeiro de 1892, entre os passageiros do vapor Bretagne não consta o sobrenome Geraldini ou nomes que se assemelhem aos de seus pais.
Ainda pelo Requerimento para Registro de Estrangeiro de 1942, o declarante informou que em abril de 1896 embarcou no Porto de Santos com destino à Itália e que retornou definitivamente ao Brasil em 1897, desembarcando no Rio. A profissão declarada: ferreiro. Residência em 1942: rua das Flores, Leopoldina, MG.
Reunindo informações colhidas em diversas entrevistas concedidas por antigos moradores da Colônia Agrícola da Constança, assim como de descendentes de outros imigrantes, observa-se que alguns confundem Enrico Geraldi com Enrico Giuseppe Geraldini. Entretanto, referências documentais demonstram que são duas pessoas diferentes sendo que Enrico Giuseppe Geraldini foi casado com Vitalina Pimentel, tendo sido pai de Iracema, nascida em Leopoldina aos 3 de janeiro de 1921.

Bloco Unidos do Pirineus no carnaval de Leopoldina 2010

Enredo, Letra do Samba e Imagens do desfile

Mineira Gostosa (Leopoldina somos nós)

O enredo do Pirineus vem falando de Leopoldina, mas sem a pretensão de querer contar toda a história da cidade. Na verdade o enfoque é o povo leopoldinense. A exemplo do resto do Brasil, Leopoldina foi formada e se desenvolveu através da contribuição de diversos povos. Os índios Puris, Coroados e Caporés, seus primeiros habitantes, expulsos e dizimados pelos bandeirantes. O negro escravo que no trabalho exaustivo das lavouras de café fez Leopoldina crescer economicamente. O imigrante português, espanhol, sírio, e principalmente os italianos que vieram substituir o braço negro e que muito influenciaram e influenciam através de seus descendentes nos destinos da cidade.

O Pirineus presta uma homenagem no ano do centenário da Colônia Agrícola da Constança a esses pioneiros. Nosso enredo é uma exaltação, não as tradicionais figuras históricas, mas a esse povo simples que com seu trabalho tira da terra o sustento e contribui para sermos o que somos. Exalta nossos artistas, sejam eles pintores, escultores, cantores, músicos. Nossos atletas do futebol, da natação, do ciclismo, das artes marciais, do vôo livre entre outros, que com ou sem apoio elevam o nome da cidade. Aos voluntários sociais, enfim a todos os leopoldinenses nascidos ou não aqui, mas que apesar de todos os problemas que enfrentam, amam essa terra.

Conheça a letra do samba

Autora: Maria José Baía Meneghite

Canta Pirineus

Nossa cidade, sua gente de valor

Canta Pirineus

Pois o seu canto é uma exaltação de amor!

Eu viajei

Viajando pela história

Fui descobrindo a saga dos desbravadores

Bravos imigrantes

Aqui plantaram o progresso e seus amores.

Os índios que habitaram nossas terras

O bravo negro que a mãe terra cultivou

Aqui deixaram sua marca e tradição

E aconteceu a grande miscigenação.

A música embala nossos sonhos

Somos amantes dos esportes em geral

Temos ciclismo,capoeira e natação

O  Kung-Fu,  o Karatê e o futebol.

Salve salve o nosso povo

Salve o nosso carnaval

Pirineus é muito samba e muito amor!

A bateria nota mil que dá um show

Nossos agradecimentos a

Luiz Otávio Meneghetti, editor do jornal Leopoldinense, que publica nossa coluna sobre a Colônia Agrícola da Constança;

A Maria José Baia Meneghetti, nossa companheira na Academia Leopoldinense de Letras e Artes, pela belíssima letra do samba enredo;

Ao Luciano Baia Meneghetti, cartunista do jornal Leopoldinense, pelas alegorias exaltando os nossos imigrantes;

Ao João Gabriel Baia Meneghetti, administrador do jornal Leopoldinense, pelas fotografias e o vídeo do desfile, e o apoio que sempre nos oferece;

Aos dirigentes do Bloco Unidos do Pirineus, por terem abraçado a ideia de comemorar o Centenário da Colônia Agrícola da Constança.

Projeto Conhecendo suas Raízes

As secretarias municipais de Cultura e Esporte e Lazer  de Leopoldina apresentam o projeto para comemorar o Centenário da Colônia Agrícola da Constança.

A Administração Municipal de Leopoldina Abraça a Ideia

Matéria distribuída pelas Secretarias Municipais de Cultura e de Esporte e Lazer

GOVERNO MUNICIPAL PREPARA GRANDE COMEMORAÇÃO DO CENTENÁRIO DA COLÔNIA ITALIANA DA CONSTANÇA

Com o objetivo de comemorar o centenário da Colônia Agrícola da Constança, formada por imigrantes italianos que se instalaram no município, as Secretarias Municipais de Cultura e de Esporte e Lazer estão desenvolvendo o projeto “Conhecendo suas raízes”. Considerada como um símbolo maior do processo de imigração italiana no município, a Colônia Agrícola da Constança influenciou nas transformações ocorridas na cidade em vários aspectos, desde a prestação de serviços à indústria, o comércio até a agricultura. No período de 1890 a 1930, a população imigrante em Leopoldina era de 90% de italianos.
Segundo Valéria Equi Benatti Bártoli, membro da Comissão de Festas do Município, o projeto visa reconhecer e homenagear os descendentes destes imigrantes através de um conjunto de atividades educativas, culturais e esportivas. Esta iniciativa inspirou-se em pesquisas feitas por dois historiadores Nilza Cantoni e José Luiz Machado sobre a importância da imigração italiana na formação da comunidade leopoldinense.  A comemoração do centenário da colônia está prevista para os dias 10 e 11 de abril. Os detalhes da programação foram discutidos recentemente durante o Programa FAZ, apresentado aos sábados pela Rádio Jornal AM. Estiveram presentes Gilberto Oliveira Tony e Valéria Benatti, representando a Administração Municipal, os historiadores Nilza Cantoni, José Luiz Machado e Júlio Cézar Vanni, além das pesquisadoras Joana Capella e Rosalina Pinto Moreira. 
O projeto “Conhecendo suas raízes”, que foi aprovado e elogiado pelos pesquisadores e historiadores, tem como metodologia a promoção da educação patrimonial através de pesquisas com os alunos da rede pública sobre a origem dos nomes e sua descendência, apresentação das árvores genealógicas confeccionadas pelos alunos e encontro das famílias italianas.
 
 Segundo Valéria Benatti, o projeto foi apresentado durante reunião realizada hoje (01/03) com as pedagogas das escolas municipais. A execução das atividades ocorrerá em salas de aula no período de 08 a 31 de março, culminando com uma exposição dos seus resultados durante todo o mês de abril.

A proposta da programação festiva prevê no dia 10 de abril, no Bairro da Onça, nas proximidades do km 776 da BR 116, encontro das famílias italianas com apresentações de grupos folclóricos, corais e bandas, com movimentos de barracas com comidas típicas. No dia 11 de abril, na parte da manhã, haverá uma carreata até a Capela de Santo Antônio, no Bairro da Onça, com a participação da Associação de Veículos Antigos de Leopoldina, celebração de missa campal e almoço. À tarde, a realização de diversas atividades esportivas e de lazer relacionadas à tradição italiana.  

Segundo Valéria Benatti, a Administração Municipal tem o objetivo de resgatar a identidade histórica cultural de toda a comunidade. “A comemoração do centenário da Colônia Constança proporcionará a valorização das raízes do nosso povo e a formação de uma consciência voltada para o reconhecimento da nossa história”, frisou.

Os colonos empossados em fevereiro de 1911

A Colônia Agrícola da Constança recebeu 7 colonos no dia 26 de fevereiro de 1911. Foram eles:

– Demetrio de Lorenzi, lote 5

– Giovanni Boller, lote 29

– Luigi Boller, lote 31

– Giuseppe Boller, lote 32

– Paschoal Ferrari, lote 42

– Pietro Beatrici, lote 50

– Felicio Beatrici, lote 53


Nenhum destes colonos permaneceu por muito tempo. Já em maio do mesmo ano o lote que coube a Demetrio de Lorenzi foi desocupado. Os demais foram saindo de Leopoldina e sobre eles não há registros consistentes.

A Igreja e o Largo do Rosário

Acervo Espaço dos Anjos, de Luiz Raphael

Esta postagem foi construída com a ajuda de amigos que se preocupam com a preservação da memória cultural de Leopoldina, MG. Agradecemos especialmente a Luiz Rapahel (in memoriam) por nos ceder seu rico acervo de fotografias, bem como aos filhos do fotógrafo Jarbas por preservarem o arquivo do pai e, assim, permitirem que as novas gerações conheçam a Leopoldina do passado.

Segundo CAPRI, Roberto. Minas Gerais e seus Municípios. São Paulo: Pocai Weiss & Cia, 1916 p. 237-262

“Outro templo é a Egreja do Rosário, no largo homonymo. É esssa egreja um mimo de belleza e de arte, toda branca e sorridente de amor e de caridade. As decorações, em branco e ouro, são admiráveis, como assim a sua alta torre, o altar-mór de N. S. do Rosário, tendo á direita o S. Coração de Jesus e á esquerda S. Cecília. Bellas também as estatuas de S. José e de S. Benedicto. É vigário da Parochia Monsenhor Júlio Fiorentini, tendo como coadjutor o Rvmo. Padre João Manoel Trocado”

Largo do Rosário, Acervo do fotógrafo Jarbas

Pessoas em oração no Largo do Rosário. Acervo fotógrafo Jarbas.
O Largo do Rosário visto do antigo campanário do templo. Acervo Espaço dos Anjos, de Luiz Raphael
Largo do Rosário visto da posta do templo. Acervo Espaço dos Anjos, de Luiz Raphael.

  

Antigo sobrado no Largo do Rosário

Igreja do Rosário em 2009
2009: última imagem da Igreja do Rosário nas cores em que a conhecemos.

Como se viu na informação de Roberto Capri, a Igreja do Rosário era toda branca no início do século XX. Na década de 1960 os contornos eram pintados em tom creme. Na década de 1980, substituíram o creme por azul claro e depois voltaram à cor anterior. Inexplicavelmente, nos anos 2000 pintaram todos os templos católicos de Leopoldina num tom forte de azul, desrespeitando as características do patrimônimo.

 

Encontro de Historiadores pelo Dia Nacional do Imigrante Italiano

Dia 20 de fevereiro, pela Rádio Jornal AM de Leopoldina, o Programa Faz recebeu historiadores de Pequeri, Cataguases, Astolfo Dutra e Leopoldina para marcar o dia Nacional do Imigrante Italiano e conversarem sobre o Centenário da Colônia Agrícola da Constança em abril de 2010.
Participaram: Julio Cesar Vanni, de Pequeri; Rosalina Pinto Moreira, de Astolfo Dutra; Joana Capella, de Cataguases; Luja Machado e Nilza Cantoni. Após o programa, um almoço em Piacatuba encerrou o Encontro.

AVAL traz novos participantes para a comemoração do Centenário

A Associação de Veículos Antigos de Leopoldina convidou e a Antigos de Itaipu aceitou participar da carreata em homenagem ao Centenário da Colônia Agrícola da Constança.
Entre eles temos descendentes dos Campana, Lupatini, Sangalli, Venturini, Zachini e muitos outros que, apesar do sobrenome não indicar de imediato, podem fazer parte da grande família de imigrantes que viveu em Leopoldina.
Agracedemos por esta adesão tão simpática e convidamos nossos leitores para assistirem ao desfile que partirá da praça João XXIII, no centro de Leopoldina, às 9:30 da  manhã do dia 11 de abril de 2010

Historiadores comemoram o Dia Nacional do Imigrante Italiano

No sábado, dia 20 de fevereiro de 2010, a Rádio Jornal de Leopoldina recebeu pesquisadores de história da imigração na zona da mata mineira. O Programa Faz, apresentado por Arnaldo Spíndola, neste dia contou com a colaboração do jornalista Luiz Otavio Meneghetti. Estiveram presentes:
– Júlio César Vanni, com diversos livros publicados sobre a imigração italiana, especialmente em sua cidade natal, Pequeri;
– Rosalina Pinto Moreira, autora de Imigrantes… Reverência!, sobre a Colônia Santa Maria de Astolfo Dutra;
– Joana Capella, autora de Exma. Família Abritta sobre seus antepassados italianos e pesquisadora da Colônia Major Vieira, de Cataguases;
– Luja Machado e Nilza Cantoni, pesquisadores da Colônia Agrícola da Constança, de Leopoldina.
Na imagem acima, Luja Machado, Arnaldo Spíndola ao fundo e Julio Vanni.
Compareceram ainda os secretários municipais Valéria Benatti e Gilberto Togni, anunciando o projeto que estão preparando para as comemorações do Centenário da Colônia Agrícola da Constança. Tão logo nos enviem a programação, informaremos aos nossos leitores.

AVAL abraçou a ideia!

Importante adesão às comemorações do Centenário da Colônia Agrícola da Constança.
A Associação de Veículos Antigos de Leopoldina – AVAL, fará uma carreata até a Igreja de Santo Antônio, na Colônia Constança, no dia 11 de abril de 2010. A concentração será na praça João XXIII, no centro de Leopoldina, às 9h30 e seguirão para a Colônia, com chegada prevista para as 10h30 no pátio da Capela.
São os descendentes dos imigrantes se movimentando para homenageá-los.