Bloco Unidos do Pirineus no carnaval de Leopoldina 2010
Enredo, Letra do Samba e Imagens do desfile
Mineira Gostosa (Leopoldina somos nós)
O enredo do Pirineus vem falando de Leopoldina, mas sem a pretensão de querer contar toda a história da cidade. Na verdade o enfoque é o povo leopoldinense. A exemplo do resto do Brasil, Leopoldina foi formada e se desenvolveu através da contribuição de diversos povos. Os índios Puris, Coroados e Caporés, seus primeiros habitantes, expulsos e dizimados pelos bandeirantes. O negro escravo que no trabalho exaustivo das lavouras de café fez Leopoldina crescer economicamente. O imigrante português, espanhol, sírio, e principalmente os italianos que vieram substituir o braço negro e que muito influenciaram e influenciam através de seus descendentes nos destinos da cidade.

O Pirineus presta uma homenagem no ano do centenário da Colônia Agrícola da Constança a esses pioneiros. Nosso enredo é uma exaltação, não as tradicionais figuras históricas, mas a esse povo simples que com seu trabalho tira da terra o sustento e contribui para sermos o que somos. Exalta nossos artistas, sejam eles pintores, escultores, cantores, músicos. Nossos atletas do futebol, da natação, do ciclismo, das artes marciais, do vôo livre entre outros, que com ou sem apoio elevam o nome da cidade. Aos voluntários sociais, enfim a todos os leopoldinenses nascidos ou não aqui, mas que apesar de todos os problemas que enfrentam, amam essa terra.

Conheça a letra do samba
Autora: Maria José Baía Meneghite
Canta Pirineus
Nossa cidade, sua gente de valor
Canta Pirineus
Pois o seu canto é uma exaltação de amor!
Eu viajei
Viajando pela história
Fui descobrindo a saga dos desbravadores
Bravos imigrantes
Aqui plantaram o progresso e seus amores.
Os índios que habitaram nossas terras
O bravo negro que a mãe terra cultivou
Aqui deixaram sua marca e tradição
E aconteceu a grande miscigenação.
A música embala nossos sonhos
Somos amantes dos esportes em geral
Temos ciclismo,capoeira e natação
O Kung-Fu, o Karatê e o futebol.
Salve salve o nosso povo
Salve o nosso carnaval
Pirineus é muito samba e muito amor!
A bateria nota mil que dá um show
Nossos agradecimentos a
Luiz Otávio Meneghetti, editor do jornal Leopoldinense, que publica nossa coluna sobre a Colônia Agrícola da Constança;
A Maria José Baia Meneghetti, nossa companheira na Academia Leopoldinense de Letras e Artes, pela belíssima letra do samba enredo;
Ao Luciano Baia Meneghetti, cartunista do jornal Leopoldinense, pelas alegorias exaltando os nossos imigrantes;
Ao João Gabriel Baia Meneghetti, administrador do jornal Leopoldinense, pelas fotografias e o vídeo do desfile, e o apoio que sempre nos oferece;
Aos dirigentes do Bloco Unidos do Pirineus, por terem abraçado a ideia de comemorar o Centenário da Colônia Agrícola da Constança.
Projeto Conhecendo suas Raízes
A Administração Municipal de Leopoldina Abraça a Ideia
GOVERNO MUNICIPAL PREPARA GRANDE COMEMORAÇÃO DO CENTENÁRIO DA COLÔNIA ITALIANA DA CONSTANÇA
Com o objetivo de comemorar o centenário da Colônia Agrícola da Constança, formada por imigrantes italianos que se instalaram no município, as Secretarias Municipais de Cultura e de Esporte e Lazer estão desenvolvendo o projeto “Conhecendo suas raízes”. Considerada como um símbolo maior do processo de imigração italiana no município, a Colônia Agrícola da Constança influenciou nas transformações ocorridas na cidade em vários aspectos, desde a prestação de serviços à indústria, o comércio até a agricultura. No período de 1890 a 1930, a população imigrante em Leopoldina era de 90% de italianos.Segundo Valéria Equi Benatti Bártoli, membro da Comissão de Festas do Município, o projeto visa reconhecer e homenagear os descendentes destes imigrantes através de um conjunto de atividades educativas, culturais e esportivas. Esta iniciativa inspirou-se em pesquisas feitas por dois historiadores Nilza Cantoni e José Luiz Machado sobre a importância da imigração italiana na formação da comunidade leopoldinense. A comemoração do centenário da colônia está prevista para os dias 10 e 11 de abril. Os detalhes da programação foram discutidos recentemente durante o Programa FAZ, apresentado aos sábados pela Rádio Jornal AM. Estiveram presentes Gilberto Oliveira Tony e Valéria Benatti, representando a Administração Municipal, os historiadores Nilza Cantoni, José Luiz Machado e Júlio Cézar Vanni, além das pesquisadoras Joana Capella e Rosalina Pinto Moreira.O projeto “Conhecendo suas raízes”, que foi aprovado e elogiado pelos pesquisadores e historiadores, tem como metodologia a promoção da educação patrimonial através de pesquisas com os alunos da rede pública sobre a origem dos nomes e sua descendência, apresentação das árvores genealógicas confeccionadas pelos alunos e encontro das famílias italianas.
Segundo Valéria Benatti, o projeto foi apresentado durante reunião realizada hoje (01/03) com as pedagogas das escolas municipais. A execução das atividades ocorrerá em salas de aula no período de 08 a 31 de março, culminando com uma exposição dos seus resultados durante todo o mês de abril.A proposta da programação festiva prevê no dia 10 de abril, no Bairro da Onça, nas proximidades do km 776 da BR 116, encontro das famílias italianas com apresentações de grupos folclóricos, corais e bandas, com movimentos de barracas com comidas típicas. No dia 11 de abril, na parte da manhã, haverá uma carreata até a Capela de Santo Antônio, no Bairro da Onça, com a participação da Associação de Veículos Antigos de Leopoldina, celebração de missa campal e almoço. À tarde, a realização de diversas atividades esportivas e de lazer relacionadas à tradição italiana.
Segundo Valéria Benatti, a Administração Municipal tem o objetivo de resgatar a identidade histórica cultural de toda a comunidade. “A comemoração do centenário da Colônia Constança proporcionará a valorização das raízes do nosso povo e a formação de uma consciência voltada para o reconhecimento da nossa história”, frisou.
Os colonos empossados em fevereiro de 1911
A Colônia Agrícola da Constança recebeu 7 colonos no dia 26 de fevereiro de 1911. Foram eles:
– Demetrio de Lorenzi, lote 5
– Giovanni Boller, lote 29
– Luigi Boller, lote 31
– Giuseppe Boller, lote 32
– Paschoal Ferrari, lote 42
– Pietro Beatrici, lote 50
– Felicio Beatrici, lote 53
Nenhum destes colonos permaneceu por muito tempo. Já em maio do mesmo ano o lote que coube a Demetrio de Lorenzi foi desocupado. Os demais foram saindo de Leopoldina e sobre eles não há registros consistentes.
A Igreja e o Largo do Rosário

Esta postagem foi construída com a ajuda de amigos que se preocupam com a preservação da memória cultural de Leopoldina, MG. Agradecemos especialmente a Luiz Rapahel (in memoriam) por nos ceder seu rico acervo de fotografias, bem como aos filhos do fotógrafo Jarbas por preservarem o arquivo do pai e, assim, permitirem que as novas gerações conheçam a Leopoldina do passado.
Segundo CAPRI, Roberto. Minas Gerais e seus Municípios. São Paulo: Pocai Weiss & Cia, 1916 p. 237-262
“Outro templo é a Egreja do Rosário, no largo homonymo. É esssa egreja um mimo de belleza e de arte, toda branca e sorridente de amor e de caridade. As decorações, em branco e ouro, são admiráveis, como assim a sua alta torre, o altar-mór de N. S. do Rosário, tendo á direita o S. Coração de Jesus e á esquerda S. Cecília. Bellas também as estatuas de S. José e de S. Benedicto. É vigário da Parochia Monsenhor Júlio Fiorentini, tendo como coadjutor o Rvmo. Padre João Manoel Trocado”













Como se viu na informação de Roberto Capri, a Igreja do Rosário era toda branca no início do século XX. Na década de 1960 os contornos eram pintados em tom creme. Na década de 1980, substituíram o creme por azul claro e depois voltaram à cor anterior. Inexplicavelmente, nos anos 2000 pintaram todos os templos católicos de Leopoldina num tom forte de azul, desrespeitando as características do patrimônimo.
Encontro de Historiadores pelo Dia Nacional do Imigrante Italiano

Participaram: Julio Cesar Vanni, de Pequeri; Rosalina Pinto Moreira, de Astolfo Dutra; Joana Capella, de Cataguases; Luja Machado e Nilza Cantoni. Após o programa, um almoço em Piacatuba encerrou o Encontro.

AVAL traz novos participantes para a comemoração do Centenário
Historiadores comemoram o Dia Nacional do Imigrante Italiano
– Júlio César Vanni, com diversos livros publicados sobre a imigração italiana, especialmente em sua cidade natal, Pequeri;– Rosalina Pinto Moreira, autora de Imigrantes… Reverência!, sobre a Colônia Santa Maria de Astolfo Dutra;– Joana Capella, autora de Exma. Família Abritta sobre seus antepassados italianos e pesquisadora da Colônia Major Vieira, de Cataguases;– Luja Machado e Nilza Cantoni, pesquisadores da Colônia Agrícola da Constança, de Leopoldina.
AVAL abraçou a ideia!





