Autor: Nilza Cantoni
A Administração Municipal de Leopoldina Abraça a Ideia
GOVERNO MUNICIPAL PREPARA GRANDE COMEMORAÇÃO DO CENTENÁRIO DA COLÔNIA ITALIANA DA CONSTANÇA
Com o objetivo de comemorar o centenário da Colônia Agrícola da Constança, formada por imigrantes italianos que se instalaram no município, as Secretarias Municipais de Cultura e de Esporte e Lazer estão desenvolvendo o projeto “Conhecendo suas raízes”. Considerada como um símbolo maior do processo de imigração italiana no município, a Colônia Agrícola da Constança influenciou nas transformações ocorridas na cidade em vários aspectos, desde a prestação de serviços à indústria, o comércio até a agricultura. No período de 1890 a 1930, a população imigrante em Leopoldina era de 90% de italianos.Segundo Valéria Equi Benatti Bártoli, membro da Comissão de Festas do Município, o projeto visa reconhecer e homenagear os descendentes destes imigrantes através de um conjunto de atividades educativas, culturais e esportivas. Esta iniciativa inspirou-se em pesquisas feitas por dois historiadores Nilza Cantoni e José Luiz Machado sobre a importância da imigração italiana na formação da comunidade leopoldinense. A comemoração do centenário da colônia está prevista para os dias 10 e 11 de abril. Os detalhes da programação foram discutidos recentemente durante o Programa FAZ, apresentado aos sábados pela Rádio Jornal AM. Estiveram presentes Gilberto Oliveira Tony e Valéria Benatti, representando a Administração Municipal, os historiadores Nilza Cantoni, José Luiz Machado e Júlio Cézar Vanni, além das pesquisadoras Joana Capella e Rosalina Pinto Moreira.O projeto “Conhecendo suas raízes”, que foi aprovado e elogiado pelos pesquisadores e historiadores, tem como metodologia a promoção da educação patrimonial através de pesquisas com os alunos da rede pública sobre a origem dos nomes e sua descendência, apresentação das árvores genealógicas confeccionadas pelos alunos e encontro das famílias italianas.
Segundo Valéria Benatti, o projeto foi apresentado durante reunião realizada hoje (01/03) com as pedagogas das escolas municipais. A execução das atividades ocorrerá em salas de aula no período de 08 a 31 de março, culminando com uma exposição dos seus resultados durante todo o mês de abril.A proposta da programação festiva prevê no dia 10 de abril, no Bairro da Onça, nas proximidades do km 776 da BR 116, encontro das famílias italianas com apresentações de grupos folclóricos, corais e bandas, com movimentos de barracas com comidas típicas. No dia 11 de abril, na parte da manhã, haverá uma carreata até a Capela de Santo Antônio, no Bairro da Onça, com a participação da Associação de Veículos Antigos de Leopoldina, celebração de missa campal e almoço. À tarde, a realização de diversas atividades esportivas e de lazer relacionadas à tradição italiana.
Segundo Valéria Benatti, a Administração Municipal tem o objetivo de resgatar a identidade histórica cultural de toda a comunidade. “A comemoração do centenário da Colônia Constança proporcionará a valorização das raízes do nosso povo e a formação de uma consciência voltada para o reconhecimento da nossa história”, frisou.
Os colonos empossados em fevereiro de 1911
A Colônia Agrícola da Constança recebeu 7 colonos no dia 26 de fevereiro de 1911. Foram eles:
– Demetrio de Lorenzi, lote 5
– Giovanni Boller, lote 29
– Luigi Boller, lote 31
– Giuseppe Boller, lote 32
– Paschoal Ferrari, lote 42
– Pietro Beatrici, lote 50
– Felicio Beatrici, lote 53
Nenhum destes colonos permaneceu por muito tempo. Já em maio do mesmo ano o lote que coube a Demetrio de Lorenzi foi desocupado. Os demais foram saindo de Leopoldina e sobre eles não há registros consistentes.
A Igreja e o Largo do Rosário

Esta postagem foi construída com a ajuda de amigos que se preocupam com a preservação da memória cultural de Leopoldina, MG. Agradecemos especialmente a Luiz Rapahel (in memoriam) por nos ceder seu rico acervo de fotografias, bem como aos filhos do fotógrafo Jarbas por preservarem o arquivo do pai e, assim, permitirem que as novas gerações conheçam a Leopoldina do passado.
Segundo CAPRI, Roberto. Minas Gerais e seus Municípios. São Paulo: Pocai Weiss & Cia, 1916 p. 237-262
“Outro templo é a Egreja do Rosário, no largo homonymo. É esssa egreja um mimo de belleza e de arte, toda branca e sorridente de amor e de caridade. As decorações, em branco e ouro, são admiráveis, como assim a sua alta torre, o altar-mór de N. S. do Rosário, tendo á direita o S. Coração de Jesus e á esquerda S. Cecília. Bellas também as estatuas de S. José e de S. Benedicto. É vigário da Parochia Monsenhor Júlio Fiorentini, tendo como coadjutor o Rvmo. Padre João Manoel Trocado”













Como se viu na informação de Roberto Capri, a Igreja do Rosário era toda branca no início do século XX. Na década de 1960 os contornos eram pintados em tom creme. Na década de 1980, substituíram o creme por azul claro e depois voltaram à cor anterior. Inexplicavelmente, nos anos 2000 pintaram todos os templos católicos de Leopoldina num tom forte de azul, desrespeitando as características do patrimônimo.
Encontro de Historiadores pelo Dia Nacional do Imigrante Italiano

Participaram: Julio Cesar Vanni, de Pequeri; Rosalina Pinto Moreira, de Astolfo Dutra; Joana Capella, de Cataguases; Luja Machado e Nilza Cantoni. Após o programa, um almoço em Piacatuba encerrou o Encontro.

AVAL traz novos participantes para a comemoração do Centenário
Historiadores comemoram o Dia Nacional do Imigrante Italiano
– Júlio César Vanni, com diversos livros publicados sobre a imigração italiana, especialmente em sua cidade natal, Pequeri;– Rosalina Pinto Moreira, autora de Imigrantes… Reverência!, sobre a Colônia Santa Maria de Astolfo Dutra;– Joana Capella, autora de Exma. Família Abritta sobre seus antepassados italianos e pesquisadora da Colônia Major Vieira, de Cataguases;– Luja Machado e Nilza Cantoni, pesquisadores da Colônia Agrícola da Constança, de Leopoldina.
AVAL abraçou a ideia!

Dia do Imigrante Italiano
Será no próximo sábado, dia 20, no programa Faz da Rádio Jornal, das 10 ao meio dia, a homenagem ao Imigrante Italiano.
O programa da Rádio Jornal AM 1560 pode ser acompanhado também pela internet.
Imigração para Colonização
“Quem estudar acuradamente o quatriennio-Bias Fortes verificará, sem esforço, a infecundidade, a inanidade desse periodo governamental. Em materia de economia politica o que elle fez de mais notavel foi supprimir o serviço de immigração, aliás dispendiosissimo e oneroso aos cofres estaduaes, sem cogitar da colonização[…]”




