1 janeiro 1879: o primeiro jornal de Leopoldina

Segundo Xavier da Veiga nas Efemérides Mineiras de 29 de julho de 1887, o mais antigo jornal de Leopoldina foi O Leopoldinense, lançado em 1879. Embora não tenhamos encontrando edição alguma daquele ano, confirmamos a data de nascimento deste periódico em suas próprias folhas, já que no dia 1 de janeiro de 1883 encontramos o editorial abaixo, na primeira página.

Estamos iniciando um projeto a respeito dos periódicos publicados em Leopoldina no final do século XIX. Na medida do avanço de nossos estudos, divulgaremos aqui nossas observações.

Joaquim Antônio Almeida Gama

Há 130 anos, no dia 20 de dezembro de 1882, morria em Leopoldina o patriarca da família Almeida Gama. Nascido em São João del Rei, transferiu-se para o Feijão Cru na década de 1840. Foi proprietário da Fazenda Floresta, formada em terras limítrofes às de Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda, José Zeferino de Almeida , José Joaquim Cordeiro, Maria do Carmo Monteiro de Barros e Fazenda Paraíso. O jornal O Leopoldinense publicou seu obituário na edição de 24 de dezembro de 1882, conforme imagem abaixo.

1882: educação em Leopoldina

Os exames realizados há 130 anos no Colégio Nossa Senhora do Amparo e no Externato Santo Antônio, de Leopoldina, foram noticiados no jornal O Leopoldinense do dia 17 de dezembro de 1882. O Externato fez publicar a relação dos alunos que receberam medalhas:

  • Abilio Antonio de Almeida Pinho,
  • Arnaldo Antônio da Silva Lessa,
  • Carlos José de Almeida,
  • Eduardo Agnello Pestana de Aguiar,
  • Emilio Balduino,
  • Eugênio do Rosário Gaëde,
  • João Luiz Lopes,
  • José Augusto Monteiro de Barros,
  • José Eugênio Monteiro de Castro,
  • José Martins Bastos,
  • Luiz Lopes Gomes,
  • Manoel Tavares de Lacerda,
  • Melciades de Almeida Vasconcelos,
  • Teofilo Domingos Seve,
  • Waldir Casimiro da Costa.

Há 130 anos

No dia 10 de dezembro de 1882 o jornal O Leopoldinense publicava notícia sobre mais uma instituição educacional que seria aberta na cidade. Tratava-se de uma filial do Colégio Venerando, estabelecido na Corte, dirigido pelo Padre José Venancio da Graça e pelo Dr. Venancio Nogueira da Silva. Os preparativos para a instalação ficaram a cargo dos doutores Chagas Lobato, Pinheiro Tavares e Pestana de Aguiar, residentes em Leopoldina. Na divulgação consta que o objetivo do colégio seria preparar alunos para as academias do Império, como o Colégio Pedro II e a Academia de Comércio.