ANTÔNIO CAETANO GOMES

Do registro do casamento de Antônio Caetano Gomes e Leniria Moraes Gouvêa, constante no livro 4 de Casamentos do Cartório de Registro Civil de Piacatuba, folhas 101 e 101 verso, extraímos a informação de que o noivo era natural de Vargem Grande e estava com 28 anos de idade. Como o casamento foi realizado no dia 29 de maio de 1915, calculamos que o nascimento de Antonio Caetano Gomes teria ocorrido entre junho de 1886 e maio de 1888.

Igreja de Belmiro Braga, MG

Praça de Belmiro Braga, MG

Vargem Grande foi o nome de uma antiga localidade mineira, elevada a distrito de paz do município de Paraibuna, atual Juiz de Fora, pela lei nº 818, de 04 de julho de 1857. Em 1882 foi criada a paróquia que em 1943 passou a chamar-se Ibitiguaia. A lei nº 2764 de 30 de dezembro de 1962 elevou o distrito de Ibitiguaia a município, com o nome de Belmiro Braga, em homenagem ao poeta mineiro desse nome. Além da sede abrange os distritos de Porto das Flores e Três Ilhas.i

A partir destas informações fomos buscar os registros civis e paroquiais que melhor nos esclarecessem a respeito de Antônio Caetano Gomes e sua família. Para orientar nossas buscas utilizamos uma carta geográfica de Juiz de Fora da época em que o nome era Ibitiguaia.ii Passo seguinte: descobrir nome de Igrejas existentes no distrito no século XIX, bem como data de início das atividades dos cartórios.

O Cartório de Registro Civil do distrito de Porto das Flores é de 1979 e o da sede é de 1976. Já o Cartório identificado como Vargem Grande, e que pensávamos fosse o da sede atual, é de 1874. Mas está localizado no atual distrito de Três Ilhas. Ao pesquisarmos o primeiro livro deste Cartório tivemos a primeira surpresa.

Pelo registro de casamento de Antonio e Leniria, bem como pelo registro de nascimento da filha Jacira, já sabíamos que ele era filho de Manoel Caetano da Rosa e Teresa Maria, portugueses. O que não imaginávamos é que a nacionalidade constante naqueles documentos não estivesse totalmente correta. Ao encontrarmos o registro de uma filha de Manoel e Teresa, nascida no dia 23 de julho de 1879, soubemos que ele era português e sua esposa brasileira. Descobrimos mais: além dos nomes dos avós da criança, identificamos imediatamente a família de Teresa Maria. O próximo passo seria a Igreja de São José do Rio Preto.

 

Igreja de São José do Rio Preto, Três Ilhas, MG, 2002

 

SÃO JOSÉ DAS TRÊS ILHAS

O primeiro livro do Cartório de Vargem Grande encontrado é o que começa no ano de 1879. Logo na décima folha há o registro de nascimento de filho de uma escrava pertencente a Manoel Caetano da Rosa. Mais adiante, na folha 43, encontramos a confirmação de que era o personagem que procurávamos. Neste registro ele informa ser português, casado com Teresa Maria da Rosa, brasileira, e que são residentes no lugar denominado Reserva, na Paróquia de São José do Rio Preto.

A Freguesia de São José do Rio Preto, ou São José das Três Ilhas, foi instituída por provisão episcopal de 7 de novembro de 1833. A criação do distrito civil só ocorreu em 1850.iii Estas datas nos desanimaram num primeiro momento. A Igreja é muito nova e ali não encontraríamos informações que confirmassem nossa hipótese sobre os antepassados de Teresa Maria.

Resolvemos então pesquisar as Cartas de Sesmaria e encontramos uma de 09 de dezembro de 1818, concedendo terras na Paragem de São Roque de Monte Verde, Freguesia de Simão Pereira, Termo de Barbacena a Carlos Gomes da Fonseca.iv Estava resolvida nossa principal dúvida, já que o beneficiário era filho do português Carlos Gomes Monteiro e Antonia Maria de Jesus e portanto irmão de Joaquim Gomes Monteiro, este último pai de Zeferino Antonio Gomes da Fonseca que foi pai de Teresa Maria.

O curioso é que em assentos religiosos relativos a membros da família Fonseca, algumas vezes é informado que moravam na Fazenda Reserva e outras vezes na Fazenda São Roberto. Segundo José Rodrigues de Magalhães Alves, oficial substituto do Cartório de Três Ilhas, a Fazenda São Roberto foi construída pelo terceiro avô dele, Francisco de Assis Alves, localizada em território hoje pertencente ao distrito de Porto das Flores. Não logramos êxito na busca da Carta de Sesmaria que teria dado origem à Fazenda São Roberto. Suspeitamos que as duas fazendas fossem vizinhas e a Reserva estaria localizada nas proximidades da atual divisa entre Santa Bárbara do Monte Verde e Belmiro Braga.

Uma vez confirmada nossa hipótese sobre a família de Teresa Maria, decidimos pesquisar um pouco sobre a história de Simão Pereira, a mais antiga freguesia daquela região.

 

SIMÃO PEREIRA

Todas as localidades por onde passa o rio do Peixe já foram objeto de nossos olhares, uma vez que nelas residiram os antepassados dos povoadores de Leopoldina. Conta a história que no Sítio de Simão Pereira foi criada a freguesia de Nossa Senhora da Glória em 1718. Vejamos como descreveu Cunha Matos, em obra publicada em 1837.

Grande distrito paroquial cuja igreja matriz existe na estrada do Rio de Janeiro para Barbacena, na margem esquerda do Rio do Barros, braço setentrional do Paraibuna, em terreno muito baixo na fralda de uma alta serra, ramo da Mantiqueira. A pequena distância da igreja existe uma humilde casa em que mora o vigário, e na serra fronteira há outra ainda menor, proporcionando, aliás, o terreno as melhores comodidades para uma grande povoação. Dista 35 léguas do Rio de Janeiro, e 43 da cidade do Ouro Preto.

Recebeu o nome de Simão Pereira por se achar próxima do lugar em que um homem assim chamado estabeleceu fazenda que ainda se apelida “Sítio do Simão Pereira”. Fica ao norte de outro lugar conhecido pelo nome de Rocinha de Simão Pereira, ambos na estrada real. O distrito próprio de Simão Pereira, dista 23 léguas da cabeça do termo. Tem 98 fogos e 964 almas.v

Diz ainda Cunha Matos que a paróquia era também conhecida pelo nome de Simão Pereira do Caminho Novo.

Como se pode observar pelo esquema ao lado, a Freguesia de Nossa Senhora da Glória do Sítio de Simão Pereira era o primeiro povoado de Minas. Mas, para descrever aquele trecho do Caminho Novo com maior proximidade no tempo, utilizaremos trechos do diário de Saint-Hilaire.

Auguste de Saint-Hilaire, cientista francês que viajou pelo interior do Brasil entre 1816 e 1822, deixou-nos preciosas informações sobre o Brasil do início do século XIX. A Segunda Viagem de Saint-Hilaire a Minas começou a 29 de janeiro de 1822, no Rio de Janeiro. No dia 6 de fevereiro entrou em território mineiro. Eis parte de seu relato do dia:

Serve o Rio Preto de fronteira às capitanias do Rio de Janeiro e Minas. À extremidade de uma ponte fica uma cidadezinha encostada à montanha, composta de uma única rua muito larga e paralela ao rio. Tem a cidade o mesmo nome do rio; depende do distrito de Ibitipoca e só conta uma igreja não colada, servida por um capelão. As casas de Rio Preto, excetuando-se uma ou duas, são térreas, pequenas, mas possuem um jardinzinho plantado de bananeiras, cuja pitoresca folhagem contribui para o embelezamento da paisagem.vi

 

Seis dias depois o cientista estava acomodado em uma granja no “Rancho de Manoel Vieira” e seu relato volta a mencionar características da paisagem. Já tendo passado pela “Serra Negra”, informa que todo o percurso é um subir e descer muito cansativo. Sobre o Rio do Peixe que atravessara “um quarto de légua” antes, diz apenas; “passamos, sobre uma ponte de madeira, o pequeno rio chamado Rio do Peixe e pelo percurso vimos várias fazendas”.

Já no relato de sua primeira viagem Saint Hilaire declarou-se impressionado com o que chamou de “misto de desordem e regularidade selvagem”, com a atenção voltada para “as montanhas que se misturam no horizonte e fazem pensar que o rio nasce na elevação posterior à que primeiro se avizinha” quando, ao passar posteriormente por ela, constatou que as águas vinham de um ponto bem mais distante. Século e meio depois o grande poeta Carlos Drumond de Andrade nos brindou com suas fortes impressões das montanhas de Minas.

Antes de prosseguirmos, transcrevemos mais um trecho da primeira viagem.

O primeiro lugar habitado que se encontra depois do Paraibuna é Rocinha da Negra, onde se vê um rancho e uma venda construídas em um vale à margem de um regato. Pouco mais longe, passa-se diante de uma choça denominada Três Irmãos, e em breve se chega à povoação de Vargem, localizada em um amplo vale rodeado de morros. O nome Vargem, sinônimo da palavra portuguesa várzea, se aplica geralmente a essas espécies de planícies úmidas e rodeadas de elevações que são bastante comuns nas partes montanhosas do Brasil, e diferem um pouco do resto do país pela vegetação. vii

Em nota do próprio autor ao texto acima, ficamos sabendo que ele foi recebido de maneira muito cordial em Vargem e que por isso faz questão de denunciar um outro viajante estrangeiro que teria sido tão bem recebido quanto ele e que, no entanto, depois teria “vilipendiado” o hospedeiro.

Teria se hospedado na Fazenda dos Gomes da Fonseca?

OS AVÓS PATERNOS DE ANTÔNIO CAETANO GOMES

No início de nossas buscas acreditávamos que Manoel Caetano Rosa, o pai de Antônio Caetano Gomes, teria passado ao Brasil acompanhado de sua esposa e, talvez, de algum filho. Com o decorrer das pesquisas descobrimos que Manoel casou-se no Brasil. E mais: os pais dele, ou seja, os bisavós do personagem que pesquisávamos, viveram em território então pertencente a Leopoldina.

Antônio Caetano da Rosa e Mariana Rosa de Jesus viviam no então Distrito de Bom Jesus do Rio Pardo (hoje Argirita) em outubro de 1846, quando compareceram ao cartório da localidade para registrar a venda de “uma casa, 3 alqueires de vinha ao pé do cabeço, 2 alqueires de vinha na Canada do Bacelo, 3 alqueires de arvoredo no lugar das quintas, 1 alqueire de arvoredo na ladeira grande, 15 alqueires de pasto vizinho a Manoel Paz”. Receberam 300 mil réis pela venda destes bens que se localizavam na Ilha do Pico, Freguesia das Bandeiras, Arquipélago dos Açores. No mesmo livro do cartório do Rio Pardo, algumas folhas adiante encontramos o registro de que o comprador, Mateus Antonio de Lima, junto com sua mulher Maria Josefa da Conceição, faziam a transferência dos bens adquiridos a um seu irmão e cunhado Vitoriano Francisco de Lima, morador na Ilha Terceira, cidade de Angra.

Encontráramos, portanto, alguns dados que nos permitiriam pesquisar a origem da família além mar. Segundo uma retificação da venda, registrada no mesmo cartório de Rio Pardo em junho de 1849, tratava-se de "umas casas de vivenda assobradada, com quintal, recebidas de dote dos pais e sogros, na freguesia das Bandeiras no lugar Cabeço Chão confrontando com Francisco José da Silveira pelo sul, com Antonio Camacho pelo leste, caminho do Concelho pelo este, com herdeiros de Antonio Garcia Dutra. A vinha do pé do Cabeço confrontando pelo norte com Francisco Ignacio, pelo sul com Antonio Camacho, pelo leste com herdeiros de Miguel Garcia, pelo oeste com herdeiros de Manoel Luiz”viii.

Descobrimos também que metade da vinha da Canada do Bacelo foi recebida em herança da avó de Mariana Rosa de Jesus e a outra parte foi comprada de Francisco José da Silveira confrontando pelo norte com Manoel Garcia, com o mesmo pelo sul e leste, pelo oeste no Caminho do Concelho. Já a quinta, “recebeu de Antonio Gonçalves Branco que lhe comprou a dita quinta confrontando pelo norte com os herdeiros de Antonio Gonçalves, pelo sul com Antonio da Silveira, pelo oeste com Francisco Garcia e pelo este com Domingos Serpa”. E a quinta da Ladeira Grande o casal “recebeu de Manoel José do Faial que lhe comprou a dita quinta confrontando pelo norte com José Ferreira, pelo sul com José Inácio, pelo leste o Caminho do Concelho, pelo oeste com Joaquim José”. Consta ainda que as terras de pasto “recebeu da viúva de Manoel Pereira da Terra, confronta pelo norte Antonio Gonçalves, sul Sergio Garcia, leste José de Souza, oeste herdeiros de José Nunes”.

Por serem analfabetos os vendedores, Francisco Caetano da Rosa assinou a declaração. Seria um filho ou irmão de Antônio Caetano da Rosa?

AÇORES

O Arquipélago dos Açores está situado no centro do Oceano Atlântico norte, (duas horas de vôo de Lisboa), cerca de 1.500 Km a Oeste da Europa e 3.900 Km a Leste da America do Norte, no paralelo 39º, 43'/39º, 55' latitude norte.

É formado por nove ilhas vulcânicas, a seguir listadas em ordem decrescente de quantidade de habitantes:

Ilha

Capital/Cidade

km²

São Miguel

Ponta Delgada e Ribeira Grande

757

Terceira

Angra do Heroísmo e Praia da Vitória

402

Faial

Horta

173

Pico

Vila da Madalena

447

São Jorge

Vila das Velas

246

Santa Maria

Vila do Porto

97

Graciosa

Vila de Santa Cruz da Graciosa

62

Flores

Vila de Santa Cruz das Flores

143

Corvo

Vila Nova do Corvo

17

Segundo nosso correspondente Marcos de Alcântara, a quem muito agradecemos pela ajuda em nossas pesquisas, o tipo de economia implantado nos Açores não permitiu que a escravatura atingisse o mesmo patamar que teve noutros arquipélagos atlânticos de colonização européia. Segundo ele, “a partir do início do século XVI a população dedicou-se à produção maciça de trigo iniciada no século anterior, assim como de plantas tintureiras destinadas ao comércio com os Países Baixos, França e Inglaterra, não se fazendo necessário um grande comércio de africanos”.

A segunda atividade econômica, a prestação de serviços aos navios e viajantes, sofreu uma grande redução com o fim da União Ibérica em 1642. Mais tarde, com a passagem do ouro do Brasil pelos seus portos e a criação da Capitania Geral dos Açores determinada pelo Marquês de Pombal, a economia volta a basear-se na prestação de serviços e tem início “a grande emigração açoriana para o Brasil, com algumas vilas perdendo mais da metade de seus habitantes”, diz-nos Marcos de Alcântara. Nas primeiras décadas do século XIX o movimento em direção ao continente americano continua crescente, como pode ser observado nos manifestos dos vapores que cruzaram o Atlântico naquele época.

É este o período que intentávamos pesquisar quando nos dedicamos à leitura da documentação disponível. Sabemos de pelo menos três grupos de açorianos que já viviam em terras do Feijão Cru na primeira metade do século XIX. Além dos avós de Antônio Caetano da Rosa, alguns moradores com sobrenomes Bittencourt e Pereira declararam, por ocasião do último registro de eleitores anterior à emancipação administrativa de Leopoldina, serem originários daquelas ilhas atlânticas. Entretanto, uma dificuldade se nos apresentou logo de imediato: os registros açorianos a que tivemos acesso raramente incluem os nomes de família, ou seja, os sobrenomes. Segundo um de nossos correspondentes, Antônio de Lima, os ilhéus menos abastados não usavam nome de família até, pelo menos, o final do século XIX.

ILHA DO PICO

Uma das nove Ilhas do grupo central do Arquipélago Português dos Açores, em seus quase 500 km² viviam cerca de 20.000 habitantes no final do século XX. Dividida em 3 Concelhos - Lajes do Pico, Madalena e São Roque do Pico, sua economia baseia-se na agro-pecuária, criação de gado e produção de queijo. O nome da ilha é uma referência a um grande pico vulcânico, considerado a montanha mais alta de Portugal, com uma altitude de 2351 metros. Este vulcão encontrava-se ativo até o final do século XVIII, sendo registradas grandes erupções em 1718 e 1719.

O Concelho de Madalena é o centro comercial da Ilha do Pico, posição que se firmou desde o início do povoamento dada a proximidade com o Faial, favorecendo o intercâmbio comercial entre os portos. Compõe-se de seis freguesias: Bandeiras, Candelária, Criação Velha, Madalena, São Caetano, São Mateus.

Observando as tábuas de população a partir de 1680ix, concluímos que a freguesia das Bandeiras, onde Antônio Caetano da Rosa foi proprietário era a segunda mais povoada, ficando atrás apenas da freguesia de Madalena. Os assentos paroquiais dos habitantes da localidade estão nos livros da Igreja de Santa Maria Madalena, nos quais localizamos os seguintes personagens, cujos nomes e datas permitem supor que sejam das famílias encontradas no então Feijão Cru:

VOLTANDO A LEOPOLDINA

A publicação deste texto tem por objetivo submetê-lo à apreciação de outros pesquisadores. Como pode ser observado em todo o material pertencente a este site, a história de Leopoldina é a nossa meta. Levando a público esta pesquisa inconclusa, abrimos caminho para receber críticas e sugestões dos visitantes. E assim, quem sabe consigamos concluir nossos estudos sobre a família.

Manoel Caetano da Rosa e Teresa Maria tiVeram os seguintes filhos:

© cantoni 2002

Entre em contato

iBARBOSA, Waldemar de Almeida. Dicionário Histórico Geográfico de Minas Gerais. Belo Horizonte: Itatiaia, 1995. p. 46

iiEnciclopédia dos Municípios Brasileiros – IBGE, 1960 – vol VII, fls 444

iiiTRINDADE, Cônego Raimundo in Instituições de Igrejas no Bispado de Mariana – SPHAN, 1945 – fls 252

ivArquivo Público Mineiro - Livro de Cartas de Sesmaria códice SC 377, folhas 239

vMATOS, Raimundo José da Cunha. Corografia Histórica da Província de Minas Gerais (1837) – Belo Horizonte, Itatiaia, 1981 - volume 1, p. 131

vi SAINT-HILAIRE, Auguste de. Segunda Viagem do Rio de Janeiro a Minas Gerais e a São Paulo – Belo Horizonte: Itatiaia, 1974. p. 24

viiSAINT-HILAIRE, Auguste de. Viagem pelas Províncias do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Belo Horizonte, Itatiaia, 1975. p. 49

viiiInformações extraídas dos livros do Cartório de Notas de Argirita do período de 1841 a 1882.

ixAMORIM, Maria Norberta. Evolução Demográfica de Três Paróquias do Pico – 1680-1980. Lisboa: s.n., 1985