Capela de Santo Antônio, símbolo da Colônia Agrícola da Constança

100 anos da Colônia Agrícola da Constança

PRADAL: UMA FAMÍLIA DE ORIGEM ITALIANA

Coluna publicada n'O Leopoldinense, 31 de dezembro de 2008

 

Nossas pesquisas sobre os antigos moradores da Colônia Agrícola da Constança nos trazem sempre a oportunidade de mantermos contatos com pessoas que conhecem o nome da nossa cidade mas nada sabem sobre a história do lugar. Em razão disto é comum acontecer, como foi o caso de um pesquisador do sul de Minas que nos procurou em busca de informações sobre a família Pradal, do nosso correspondente se surpreender ao descobrir que Leopoldina fez parte do grupo de cidades mineiras onde foi realizado um grande trabalho de inserção de imigrantes.

Este fato nos anima e incentiva a continuarmos com este trabalho de resgate da história da cidade e, em particular, da Colônia Agrícola da Constança. E esta continuação nos leva hoje ao estudo do sobrenome PRADAL, que segundo consta, é uma das variações do original Pradelli, que se refere ao habitante das pradarias italianas.

Inicialmente lembramos que em Leopoldina este sobrenome aparece entre os moradores da Colônia Agrícola da Constança através de Augusta Pradal, filha de Giovanni Batista Pradal e Ursula Dalsin.

E aqui vale o registro de que embora a família Pradal procedesse de Tarzo, um pequeno comune de Vittorio Veneto, na província de Belluno, sabemos que Augusta nasceu em Treviso, na mesma região do Veneto. Registre-se, também que entre 1889 e 1897 quatro famílias com sobrenome Pradal, oriundas do Veneto, passaram pela Hospedaria Horta Barbosa, em Juiz de Fora. Duas delas saíram com destino à cidade de Três Corações e duas outras foram contratadas por fazendeiro de Matias Barbosa.

Das duas primeiras, conta-nos o correspondente Marco Pradal, procedem os usuários do sobrenome que hoje residem no sul de Minas Gerais. Quanto aos descendentes dos que foram residir em Matias Barbosa, sabe-se, tão somente, que alguns se transferiram para o estado do Rio de Janeiro, especialmente para a região de Valença.

Mas é certo que entre estas quatro famílias não constam os pais de Augusta Pradal que, segundo um outro correspondente, passou ao Brasil em meados da década de 1880. Ressalte-se que nesta época as hospedarias ainda não estavam suficientemente organizadas sendo possível, inclusive, ser esta a razão da dificuldade para encontrar os registros desses imigrantes mais antigos.

O que se tem como certo é que Augusta Pradal casou-se com Arturo Togni, nascido em Rovigo, no Veneto, no ano de 1869. Provavelmente o casamento ocorreu na cidade de Valença, RJ, onde nasceram os filhos Euclides, Maria Orsolina, Luiz Ambrosio, Primitiva e Joana. Nos primeiros anos de mil e novecentos Arturo Togni e Augusta Pradal haviam se transferido para Leopoldina onde nasceram, pelo menos, os filhos Pedro e Olivia.

Fortes indícios nos levam a crer que o lote da Colônia Agrícola da Constança foi o atrativo para a vinda de Arturo Togni, sendo também possível que ele o tenha adquirido de algum colono que desistiu da empreitada.

Dado o costume italiano dos filhos adotarem apenas o sobrenome paterno, parece-nos natural que o Pradal da senhora Augusta tenha desaparecido na sua descendência.

Sabemos que Euclides Togni casou-se, em Leopoldina, em 1932, com Isolina Meneghetti, filha de Agostino Meneghetti e Camila Stefani. Lembramos que Agostino era filho de Luigi Meneghetti, ocupante do lote 25 da Colônia.

Já a filha Maria Orsolina foi a primeira a casar-se, em 1917, com Luiz Rodrigues Leal, também nascido em Valença, filho de Peregrino Rodrigues Leal e Venancia Maria Leal.

Luiz Ambrozio Togni casou-se em 1929 com Cecilia Maria da Conceição, filha de Pedro José Goulart e Carolina Maria da Conceição. Pedro Goulart e Carolina foram também pais de Antonio Goulart, que em 1926 casou-se com Joana Togni. No mesmo ano de 1926, mais uma filha de Augusta Pradal e Arturo Togni, de nome Primitiva Togni, casou-se com Manoel de Freitas, filho de José Luiz de Freitas e Antonia de Jesus.

Pedro Togni casou-se em nossa cidade com Lourença Vieira, com quem teve os filhos Sebastiana, Maria, Olívio, Isabel, Ivone, Lucas e Palmira. Sobre este casal, agradecemos à neta Augusta Togni pela prestimosa colaboração. Segundo ela, seus avós moraram na Colônia, nas proximidades da subida da serra da Vileta, no entroncamento da BR-116 com a BR-267, até o falecimento do Pedro nos primeiros anos deste nosso século.

Mas por hoje vamos ficar por aqui. No próxima coluna trataremos da família italiana de sobrenome Pradal e outras curiosidades surgirão.

Luja Machado e Nilza Cantoni

 

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