Capela de Santo Antônio, símbolo da Colônia Agrícola da Constança

100 anos da Colônia Agrícola da Constança

DE SANTA CATARINA PARA LEOPOLDINA

Coluna publicada n'O Leopoldinense, 30 de março de 2008

 

Na coluna anterior dissemos que, logo depois do fim do regime monárquico, algumas famílias italianas mudaram de Santa Catarina para Leopoldina. Hoje contaremos a história das viagens empreendidas por alguns desses imigrantes.

Começamos pelos italianos Angelo Pedroni e Giuseppa Rizochi que chegaram a Santa Catarina em junho de 1883 e foram ocupar o lote 18 da Colônia Grão-Pará. O casal veio da Itália com os filhos Carlo, Rosa, Teresa e Giovanni. Em Santa Catarina nasceram três filhos e aqui em Leopoldina nasceram os dois últimos: José e Maria. De Rosa Pedroni sabemos que se casou em Leopoldina, em 08.02.03, com Braz Bispo Batista. O casal teve, pelo menos, os filhos Manoel (1905), Genesio (1907), Marcos (1911) e Angelina (1917). Tereza Pedroni casou-se em Leopoldina, no dia 06.01.1893, com Giovanni Farinazzo, filho de Luigi Farinazzo e Giovanna Giacomelle. São filhos deste casal: Josefa, José, Ana Maria, Maria, Antonia Maria, Helena e Rita Farinazzo. Luiz Pedroni, nascido em Santa Catarina, casou-se a 30.11.07, em Leopoldina, com Rosa Carraro. Angelo Pedroni casou-se na Capela de Santo Antônio do Onça, em 29.04.16, com Maria Pedroso de Oliveira. Maria Pedroni, nascida em Leopoldina em 1895, aqui mesmo casou-se com Antonio Alves de Almeida. Em junho de 1910 a família Pedroni instalou-se no lote 59 da Colônia Agrícola da Constança e em março de 1918 faleceu o patriarca Angelo Pedroni.

Dos Rinaldi sabemos apenas que Gaetano Pietro, o patriarca, tomou posse de um lote na Colônia Imperial Grão-Pará em janeiro de 1886. Mais tarde vamos encontrar, em Leopoldina, seus filhos Albino e Angela Rinaldi. Ela, casada com Giuseppe Lorenzetto.

De Antonio Zini apuramos que chegou a Santa Catarina em 1883 e faleceu em Piacatuba em 1902.

Luigi Crema foi outro italiano que atravessou o Atlântico com destino à colônia catarinense em 1886. Sua filha Cecilia Crema casou-se com Batista Lorenzetto e vieram para Leopoldina, onde nasceram os filhos Elisa (1890), Vitoria (1892), Jacinto (1894) e Olivia Rosa Lorenzetto (1896).

Fortunato Bonini, que se instalou no lote 23 da Constança, em novembro de 1911, foi quem despertou nossos olhares para Santa Catarina, ao descobrirmos que seus dois filhos mais velhos tinham nascido naquele estado. Fortunato nasceu na Itália no dia 13.06.1855 e imigrou em 1883 junto com diversos parentes que se estabeleceram nos lotes 9 e 54 da Colônia Imperial do Grão-Pará, hoje a cidade de Orleans, SC. Ali Fortunato casou-se com a também italiana Maria Darglia, falecida em Leopoldina oito meses antes de seu marido tomar posse do lote da Constança.

VEJA ATUALIZAÇÃO AQUI

Dos filhos de Maria e Fortunato Bonini, Paschoa e Jacinto nasceram em Santa Catarina. Em 1890, já em Leopoldina, nasceu João Bonini. Dois anos depois nascia Maria, falecida logo depois. Em 1893 nasceu Regina e no ano seguinte uma outra filha de nome Maria. Antonio nasceu em 1895, Josefina em 1897,  Filomena em 1900 e Ana no dia 25 de setembro de 1903.

A descendência de Paschoa Bonini foi mencionada no texto em que tratamos da família Sangirolami, já que se casou com Pietro Sangirolami em 13 de fevereiro de 1906.

Jacinto Bonini, o outro filho catarinense, casou-se em Leopoldina com Marcelina Colle, em 12.05.17. Deste casal são os filhos: João (1918), José (1919), Ana (1927), Francisco (1929), Fortunato (1932), Sebastião (1935), Climario (1937) e Nelson (1940). Os descendentes deste João Bonini, filho do Jacinto Bonini, são os atuais proprietários do que foi a sede da fazenda Boa Sorte.

João Bonini, o primeiro filho de Fortunato Bonini nascido em Leopoldina, casou-se com Maria Carolina Fofano no dia 8 de junho de 1918. Ela era filha dos também colonos Paschoal Fofano e Oliva Meneghetti. João e Maria Carolina tiveram, pelo menos, os filhos Amabile (1919) e Antonio (1921).

Maria Bonini casou-se em 1914 com o italiano Narciso Mantuan, com quem teve os filhos Antonio (1918), Marina (1919) e Alcides (1921).

Filomena Bonini casou-se em 1917 com Fortunato Meneghetti, com quem teve os filhos Leonel, Santa, Jorcelino e Nelson.

Para finalizar, registramos que em setembro de 2007 tivemos o prazer de visitar os Bonini em sua casa na antiga sede da fazenda Boa Sorte. Ali, numa conversa descontraída, falamos sobre o andamento das nossas pesquisas e sobre o projeto de se comemorar o centenário da Colônia Agrícola da Constança promovendo atividades que reúnam os descendentes dos colonos.

Luja Machado e Nilza Cantoni

 

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