Giuseppe Cantoni e Carolina Vespignani

DE ONDE VIERAM

            Ravenna, nome originário do tipo de terreno em que está localizada, já que é uma região fertilizada por aluviões, é uma das mais importantes províncias da região da Emilia Romagna. O nome desta região é uma referência à Via Emilia, uma estrada que a atravessava em direção à propriedade de M. Emilio Lepido.

            Lugo está situada no setor norte-ocidental de ampla panície fértil que cerca Ravenna. Caracterizada por uma economia florescente, derivada basicamente da agricultura, preserva um centro histórico de grande interesse, que testemunha um fluxo permanente, nos vários séculos, do aprimoramento arquitetônico, seja em obras civis sejam religiosas.

            A identidade urbanística da cidade remonta ao século XVIII, período caracterizado por um grande expansão cultural e econômica. O monumento mais importante é a Fortaleza, que hoje é a sede do governo municipal,  e cujo aspecto remonta ao fim do século XVI.  Da estrutura original, resta o mastro a noroeste, iniciado em 1298. Muito interessante é o jardim suspenso do pátio interno.

            Um exemplo raro da arquitetura civil do século XVIII, que antecipava o conceito moderno de urbanização, é o Pavaglione (pavilhão), construído a partir de 1771 por Giuseppe Campana. Trata-se de um imponente pórtico onde encontram-se diversas lojas, enquanto em seu espaço central está localizado um mercado aberto, em cujas barracas se compram principalmente produtos de seda.

            O Teatro Rossini, no qual são apresentados concertos, saraus e a temporada lírica de prestígio internacional, é um edifício do século XVIII. A Biblioteca Pública, é também um prédio do século XVIII – Edifício Trisi – projetado por Cosimo Morelli e abriga um grande e importante acervo, incluindo manuscritos do século XVII.

            As igrejas são outro rico testemunho artístico de variadas épocas. A Igreja de Carmine guarda o órgão “Callido e Gatti”, que era utilizado por Rossini em seu aprendizado na infância. Este grande músico, nascido em Pesaro em 1792, cedo transferiu-se para Lugo, acompanhado sua família em 1802. A igreja Collegiata, obra de Cosimo Morelli, é uma sugestiva lembrança do século XV. As igrejas do Sufrágio e de Santo Onofre preservam pinturas de Ignazio Stern.

            O monumento a Francesco Baracca e o museu homônimo recordam o pioneiro da aviação italiana, nascido em Lugo. Para os amantes da lírica, e em particular para os fãs de um de seus maiores protagonistas no século XIX, é possível percorrer um intinerário “rossiano” que passa pela casa do grande músico.

            De grande interesse histórico cultural é também o Cemitério Hebraico, que comprova a presença em Lugo, no século XIX, de uma grande comunicade judia. A lembrar ainda a feira semanal que, em virtude de sua origem antiquíssima e da sua amplitude, constitui-se num ponto de grande interesse turístico. E uma agradável área verde é o Parco del Loto (parque de lótus).

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