Arquivo da tag: Viajantes Estrangeiros

Pesquisadores e estudiosos europeus que visitaram o Brasil, especialmente nos século XVIII e XIX.

Brasil no olhar dos viajantes – Episódio 03 Século XIX

Documentário da TV Senado, retoma a questão da identidade nacional a partir de relatos feitos por estrangeiros do descobrimento até as grandes expedições científicas do século XIX. Mostra a influência que esses relatos tiveram na construção da imagem do País perante o mundo e entre os próprios brasileiros. (2014. Dir.: João Carlos Fontoura).

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Brasil no olhar dos viajantes: segundo episódio

Continuação do documentário João Carlos Fontoura exibido pela TV Senado sobre os relatos estrangeiros das primeiras viagens feitas ao Brasil e como influenciaram na construção da imagem do Brasil lá fora e também para os próprios brasileiros.

Assim como no primeiro episódio, também divulgado aqui no blog, autores e ou cronistas são citados neste vídeo tais como Claude d’Abbeville, Ives d’Éxreux, Johannes Baers, Hendrick Haecx, Johan Nieuhof e Pierre Moreau. Este vídeo ressalta, especialmente, a ocupação holandesa do nordeste, da qual Maurício de Nassau levou para a Europa uma série de informações e iconografia que entregou a Gaspar Barleus para escrever uma apologia de seus feitos no Brasil.

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Brasil no olhar dos viajantes

“A divulgação do Brasil vai ficar, em larga medida, por conta de estrangeiros e não portugueses”, diz Jean Marcel de Carvalho França

Primeiro episódio da série exibida pela TV Senado em 2013

A festa de Rouen de Ferdinand Denis, Singularidades da França Antártica e Cosmografia Universal de André Thevet, Viagem à Terra do Brasil de Jean de Léry, bem como Terras recentemente descobertas, de Fracanzano de Montalboddo, são algumas das obras que nos mostram a imagem que se construiu do Brasil nos primeiros tempos. No vídeo são citados vários autores entre viajantes e ou cronistas estrangeiros como Binot Palmier de Gonneville, Ambrosio Brandão, Gabriel Soares de Souza, Frei Vicente de Salvador, Pero de Magalhães de Gândavo, Hans Staden e outros.

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Conhecimento, Opressão, Corrupção: temas de ontem e de hoje

“Os habitantes parecem saber bem pouco acerca dos requintes da vida, passando a maior parte do tempo na mais completa indolência e lendo pouquíssimos livros, pois o conhecimento não está no rol de suas preocupações. É política assente do governo manter o povo na ignorância, já que isso o faz aceitar com mais docilidade as arbitrariedades do poder.

[…] a educação em geral [inspira] num povo uma altivez de pensamento muito hostil a qualquer modo de opressão.

[…]

A corrupção no estado é, invariavelmente, seguida pela corrupção do povo. A maioria dos habitantes daqui é movida muito mais pelo medo do que pelo sentimento de Mulheres Viajantes no Brasil (1764-1820)honra; e quanto maior a dificuldade que encontram para obter justiça, maior a sua inclinação à astúcia e à desonestidade”.

Carta da viajante inglesa Jemima Kindersley, de São Salvador da Bahia, em agosto de 1764. Publicada em FRANÇA, Jean Marcel Carvalho. Mulheres viajantes no Brasil (1764-1820). Rio de Janeiro: José Olympio, 2008. p. 45-46

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O Uso Indígena do Tabaco

‘Esta que “é uma das delícias, e mimos desta terra…”: o uso indígena do tabaco (N. rustica e N. tabacum) nos relatos de cronistas, viajantes e filósofos naturais dos séculos XVI e XVII Christian Fausto Moraes dos Santos’ é o título completo do artigo de Fabiano Bracht e Gisele Cristina da Conceição publicada na Revista Topoi, janeiro a junho 2013.

RESUMO
“O tabaco (Nicotiana sp.) foi um dos elementos botânicos do Novo Mundo que mais aguçaram a curiosidade de diversos viajantes, eruditos, médicos e filósofos naturais em ambos os lados do Atlântico. As plantas do gênero Nicotiana rapidamente ganharam notoriedade entre homens de letras. O hiato entre as primeiras descrições sobre os diversos predicados do tabaco e sua introdução na Europa foi consideravelmente curto. É provável que os rumores a respeito das propriedades das plantas de Nicotiana tenham chegado à Europa concomitantemente às primeiras folhas ou sementes. Muitos destes relatos incluíam informações a respeito de seu uso pelos povos indígenas. Sua relevância, em meio aos ameríndios, suscitou nos europeus, mesmo com todas as barreiras culturais, um considerável interesse por suas possíveis aplicações e uma irresistível disposição em justificar seu uso.”

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Artigo sobre a viagem de Spix e Martius ao Brasil

De Kalina Vanderlei Silva, publicado na Revista Eletrônica do Tempo Presente, trata-se de interessante texto sobre a obra destes viajantes alemães.

“Em 1831 era publicado, em Munique, o terceiro e último volume de Reise in Brasilien auf Befehl Sr. Majestät Maximilian Joseph I, Königs von Baiern in den Jahren 1817-1820, dos naturalistas bávaros Johann Baptiste von Spix e Karl Friedrich von Martius. Uma obra que ficaria conhecida no Brasil como Viagem pelo Brasil entre os Anos de 1817 e 1820, e que, desde que foi traduzida pela primeira vez para português em 1938, tem servido de fonte para incontáveis estudos e historiadores.”

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O Caminho Novo sob a perspectiva dos viajantes do século XIX

O Caminho Novo em seu papel de construtor do território das Minas Gerais relato de nilzacantoni

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Profissões, atividades produtivas e posse de escravos em Vila Rica ao alvorecer do século XVIII

Artigo de Francisco Vidal Luna e Iraci del Nero da Costa
“Parece-nos necessário, antes de abordarmos o tema em foco, esboçar o perfil de Vila Rica, como se revelava no início do século XIX. Para tanto, servir-nos-emos das crônicas de quatro viajantes europeus: Auguste de Saint-Hilaire (visitou-a em dezembro de 1816); John Mawe (ali esteve por volta de 1809); João Maurício Rugendas (a conheceu nos primeiros anos do segundo quartel do século XIX); e, finalmente, W. L. Eschwege (chegou a Minas em 1811, residiu por vários anos em Vila Rica e a deixou em abril de 1821 para encetar viagem de retorno à Europa).”

Texto disponível em:
ar19.pdf (objeto application/pdf)

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Josepha Dias

Os viajantes estrangeiros, que estiveram em Minas no século XIX, deixaram suas impressões sobre os povoados por onde passaram. Uma descrição interessante que nos faz refletir sobre a origem de nossas cidades é a de Richard Burton, que aqui esteve em 1867. Em seu livro Viagem do Rio de Janeiro ao Morro Velho, reeditado pelo Senado Federal em 2001, nas páginas 69-70 encontramos a seguinte descrição:

“A igreja de costume fica na frente da praça, a casa grande de costume fica no fundo da praça e o chafariz de costume no meio da praça; daí o ditado: ‘O chafariz, João Antônio e a matriz’, que descreve a constituição dessas localidades. Em torno da grande praça, vêem-se chácaras, utilizadas pelos fazendeiros ricos nos domingos e dias-santos; durante o resto do ano, ficam fechadas. Há meia dúzia de vendas, que não vendem nada. Como é costume no Brasil, o cemitério ocupa uma elevação bem visível, e as moradas dos mortos estão muito mais bem situadas que as dos vivos”.

Os nossos povoados tomaram esta feição por terem sido formados, na maioria dos casos, em torno da Igreja Matriz. Mas este não é o caso de Recreio que, conforme sabemos, surgiu a partir da Estação da Estrada de Ferro da Leopoldina. E foi em torno dela que os primeiro moradores se localizaram.

Na medida em que vamos registrando a ocupação daqueles pioneiros, podemos perceber que o Arraial Novo atraiu prestadores de serviços variados. Como é o caso de Josepha Dias, cuja casa avizinhava-se pela esquerda com Candido Neves, pela frente com a pequena rua fronteira à estação, pelos fundos com terrenos da Fazenda Laranjeiras e pela direita com a linha férrea da estrada Alto-Muriaé. Segundo se depreende dos registros, Dona Josepha foi autorizada a ocupar o terreno de 7 metros e 70 centímetros por 10 metros de fundos com o fim de prestar seus serviços de lavadeira numa pequena casa coberta de telhas, construída por ordem do proprietário da Fazenda. E quando o Banco do Brasil autorizou Ignacio Ferreira Brito a celebrar os contratos de aforamento, Josepha Dias assinou o seu a 9 de abril de 1885, aceitando pagar anualmente 26.180 réis.

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O sertão mineiro nas observações de Spix e Martius

Artigo de Marisa Augusta Ramos publicado na Revista Eletrônica Cadernos de História, vol. V, ano 3, n.º 1. Abril de 2008.

Resumo
O século XIX foi marcado pela presença de naturalistas viajantes no Brasil, dentre eles os alemães Joahnn Baptist Ritter Von Spix e Carl Friedrich Philip Von Martius. Este trabalho tem como proposta analisar as observações sobre Minas Gerais, feitas pelos dois naturalistas no início de século XIX, uma vez que constituem importante testemunho histórico. Serão abordadas especificamente as observações referentes ao sertão mineiro. Em seus relatos os dois viajantes refletem as concepções do século XIX, marcadas pelo paradoxo entre litoral e sertão que estiveram presente no processo de construção da nação brasileira.

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