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Sobrenome de família imigrante que viveu em Leopoldina.

Colônia Agrícola da Constança: 108 anos

Lotes da Colônia Agrícola da Constança
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Há 100 anos, na Colônia Agrícola da Constança

No dia 27 de janeiro de 1910, 4 colonos tomaram posse de lotes:

Hermann Krause, lote 31

Bruno Troche, lote 32

Franz Schaden, lote 44

Ernest Lang, lote 51

Em março do mesmo ano, Franz Schaden abandonou a Colônia e o lote foi transferido, em outubro, para Rudolf Rottemberg.

Em junho de 1910 foi a vez de Hermann Krause e Bruno Troche também deixarem seus lotes, que foram ocupados em fevereiro do ano seguinte por Luigi e Giuseppe Boller.

Há indicações de que Ernest Lang tenha desocupado o lote em 1910 ou 1911 e que a propriedade teria sido incorporada a uma outra faixa de terras que, redividida, veio a se tornar moradia de outros colonos. Informações, entretanto, que não conseguimos comprovar em fontes originais.

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Outubro de 1910 na Colônia Agrícola da Constança

Em outubro de 1910 foram assinados contratos de venda de quatro #lotes da #Colônia Agrícola da #Constança. Provavelmente só um destes colonos permaneceu em Leopoldina.

O colono identificado como Henrique Mihe, que assinou o contrato do lote 30 no dia 5 de outubro de 1910, deve tê-lo abandonado logo depois, já que o mesmo lote aparece como de propriedade de Giovanni Lupatini em relatórios de anos posteriores.

No dia 19 de outubro os imigrantes Rudolf Rottemberg e João Jorge Klaiber assinaram contratos para compra dos lotes 44 e 48 respectivamente. Nos dois casos era a segunda venda. O lote 44 tinha sido vendido no dia 27 de janeiro para Franz Schaden, que o abandonou dois meses depois. Já o lote 48 tinha sido vendido em dezembro de 1909 para Franz Negedlo, que dele saiu em agosto de 1910. Até o momento não encontramos indicadores de que os segundos compradores tenham permanecido na Colônia. Pode ser que os nomes tenham sido tão profundamente modificados que não permitiram vincular outras referências porventura existentes.

O último contrato de outubro de 1910 foi assinado no dia 20 por João Simão Raipp e se refere ao lote 22, que foi revendido antes da emancipação da Colônia em 1921. O colono Raipp foi casado com Francisca Maria de Aguiar, com quem teve pelo menos os filhos Maria da Luz e Tomé.

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Os primeiros moradores da Colônia Agrícola da Constança

Conforme temos dito em várias oportunidades, a Colônia Constança não acolheu apenas imigrantes italianos. Ao transferimos para este novo endereço os textos publicados no final da década passada, voltamos a receber consultas sobre a presença de outras nacionalidades naquele núcleo colonial. Por esta razão, republicamos algumas informações que obtivemos nos Relatórios da Diretoria de Terras e Colonização de Minas Gerais.

No decorrer do ano de 1909, iniciaram-se os trabalhos de preparo dos lotes do núcleo que acolheria imigrantes em Leopoldina. A 12 de abril de 1910 foi assinado o Decreto 280 criando a Colônia Agrícola da Constança. O primeiro morador foi o Sr. João Baptista de Almeida Paula, que passou a residir naquele núcleo a 01.07.1909. Nos meses de novembro e dezembro de 1909, a Colônia recebeu as famílias de Mathias Hensul, Franz Ketterer, August Krauger, August Schill, Wilhelm Zessin, Augusto Mesquita, Franz Negedlo, Karl Thier e Fritz Zessin, mencionados nesta ordem de chegada no relatório do administrador da Colônia. Em janeiro de 1910, foram instaladas as famílias de Herman Krause, Ernest Lang, Franz Schaden, Bruno Troche e Manoel da Cruz Cartacho.

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População da Colônia Agrícola da Constança em 1910-1911

O RELATÓRIO DA DIRETORIA DA AGRICULTURA, TERRAS E COLONIZAÇÃO, ano de 1911, permite analisar os dados populacionais da Colônia Constança no seu primeiro ano de efetiva existência.
A sua população era então de 386 indivíduos, sendo 183 do sexo masculino e 203 do feminino, distribuídos pelas seguintes nacionalidades: brasileira 53, italiana 164, portugueza 58, alemã 49, espanhola 2, austríaca 6 e turca 4. Ressaltamos que nem todos os habitantes da colônia eram proprietários de lotes. Pelo contrário, um número expressivo era composto de agregados às famílias dos colonos, imigrantes que não haviam se adaptado ao regime de trabalho imposto pelos fazendeiros da região e que, em alguns casos, estavam há quase vinte anos morando provisoriamente nos mais diferentes lugares. Muitas vezes também, o proprietário do lote era apenas aquele que conseguira aprovação ao seu projeto de financiamento. Mas o trabalho era realizado por diversas famílias que seriam meeiras do colono registrado.
Segundo o Relatório acima citado, no exercício de 1911 estavam localizadas no núcleo 18 famílias, com o total de 93 indivíduos, mas uma a abandonou no mesmo ano. No entanto, é preciso observar que o relatório não se refere ao ano civil, mas ao ano decorrido desde o relatório anterior, baseado em mapas de janeiro de 1910.
Quanto aos que abandonaram a colônia, foram 9 famílias com 50 indivíduos, chefiadas por: Angelo Bucciol, August Krauger, August Schill, Bruno Troche, Franz Negedlo, Franz Schaden, Herman Krause, Karl Thier e Demetrio de Lorenzi. Este último instalou-se na Colônia no dia 26.02.1911 e três meses depois a abandonou, tendo sua saída sido registrada a 30.05.1911. O montante da dívida destes colonos era então de 2:821$398.
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