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Sobrenome de família leopoldinense.

Minelli: atualização do estudo sobre esta família italiana

Segundo notícia do Jornal do Commercio de 27 de agosto, edição número 237 página 6, às 20 horas do dia 26 de agosto de 1897 chegou à Ilha Grande (Rio de Janeiro) o paquete italiano Attività, procedente de Genova e escalas, com 788 italianos na 3ª classe. Com 27 dias de duração, a viagem trouxe imigrantes que se destinavam a Minas Gerais, os quais não passaram pela Hospedaria da Ilha das Flores, conforme se verifica no respectivo livro número 89. No dia 27, foram registrados na Hospedaria Horta Barbosa, em Juiz de Fora e quatro dias depois começaram a sair com destino a diversas cidades da zona da mata mineira. Para o município de Leopoldina vieram 270 pessoas dos seguintes sobrenomes:

Bardino, Beccari, Borghi, Casu, Conti, Facchini, Faedela, Ferretti, Gigli, Guidotti, Laffi, Lenzi, Lipparini, Loi, Lolli, Manca, Manella, Marchi, Marongiu, Mazotti, Mazzanti, Minelli, Mocci, Orati, Pazzaglia, Pedrini, Porcu, Rosa, Rubini, Sabbi, Scala, Soldati, Tassi, Tibaldi, Tonello, Tonioni, Toro, Vecchi, Ventura, Zannini, Zappoti, Zecchini, Zoncheddu e Zucca.

A maioria era proveniente da Emilia Romagna. Os demais eram da Sardegna. Nem todos ficaram em Leopoldina. Há relatos de fuga por tratamento inadequado em fazendas. Alguns ficaram pouco tempo trabalhando para o primeiro contratante e se transferiram para outros municípios. Da mesma forma, imigrantes destinados a localidades vizinhas vieram a se estabelecer definitivamente em Leopoldina alguns anos depois.

Entre os passageiros desta viagem do Attività, estavam os Minelli. O genearca do grupo foi Giacomo Emilio Minelli, nascido por volta de 1855 em Malfolle, localidade do comune de Marzabotto, província de Bologna. Era filho de Angelo Minelli e Maria Angela Caroli. Pelo que nos foi possível apurar, Giacomo teve pelo menos quatro irmãos: Saturno, Giuseppe, Gaetano e Federico, alguns nascidos em Malfolle e outros em Montasico, também Marzabotto. Na década de 1880, todos viviam em Marzabotto e eram colonos agricultores, ou seja, trabalhavam sob contrato com proprietários de terras.

Aos 24 de novembro de 1884, Giacomo Minelli casou-se com Albina Bruni, com quem teve a filha Clelia Adalgisa Maria Minelli, nascida no dia 15 de janeiro daquele ano. Albina estava com 22 anos, era natural de Grizzana Morandi, também na Bologna, sendo filha de Carlo Bruni e Catterina Mondassi.

O segundo filho do casal foi Antonio Alfonso Giuseppe Minelli, nascido no dia 22 de outubro de 1886 em San Martino. Dois anos depois, aos 19 de dezembro de 1888, nasceu o terceiro filho: Arnoldo Ponziano Alessandro Minelli.

Os leitores poderão estranhar os nomes porque em Leopoldina passaram a ser conhecidos como Adalgisa, Antonino e Ernesto. Os outros filhos do casal foram registrados com nome único:

– Giulio Minelli, nascido no dia 23 de novembro de 1891 em Montasico;

– Alfonso Minelli, nascido aos 28 de abril de 1894, também em Montasico.

Deste último não tivemos outras notícias após a saída da Hospedaria, no dia 31 de agosto de 1897. Por outro lado, encontramos o casamento de uma filha do casal nascida no Brasil, como se verá adiante.

1 – Clelia Adalgisa Maria Minelli, conhecida como Adalgisa, casou-se em Leopoldina no dia 30 de abril de 1910 com Alipio Ribeiro Macieira Filho, filho de Alipio Ribeiro Macieira e Angela da Costa. Adalgisa e Alipio tiveram, pelo menos, seis filhos nascidos no município de Leopoldina: Augusto, Angela, Carmen, Leonira, Marina e Omar Macieira. Alipio morreu em maio de 1935 e Adalgisa em janeiro de 1979.

2 – Antonio Alfonso Giuseppe Minelli, conhecido como Antonino, casou-se em Leopoldina aos 16 de janeiro de 1909 com Marina Fontanella, nascida no Piemonte, Italia, aos 22 de julho de 1889. Ela era filha de Francesco Fontanella e Verginia Gronda que passaram ao Brasil em 1899 com cinco filhos pequenos. Foram contratados para trabalhar em fazenda no mesmo distrito de Abaíba onde os Minelli viviam há um ano e meio.

Segundo informações de familiares, Antonino e Marina tiveram 8 filhos nascidos em Leopoldina. Entretanto, só encontramos nascimento de cinco e uma das filhas era desconhecida dos parentes. Até o momento temos os seguintes nomes: Maria, Acirema, Maria Francisca, Emilia, Helena, José, Ida, Nair e Geraldo Minelli.

3 – Arnoldo Ponziano Alessandro Minelli, conhecido como Ernesto, casou-se em Leopoldina no dia 10 de julho de 1916, com Djanira Ismenia de Jesus, filha de Ismeria Ignacia de Jesus. Não localizamos nascimentos de filhos do casal. Ernesto faleceu aos 12 de junho de 1963 em Leopoldina.

4 – Giulio Minelli, conhecido como Julio, casou-se em Leopoldina no dia 8 de dezembro de 1917, com Maria da Conceição Lopes de Barros. Ela era natural de Leopoldina, filha de Manoel Lopes de Barros e Alice da Costa Ribeiro que era filha de Alipio Ribeiro Macieira e Angela da Costa. Ou seja, a esposa de Julio Minelli era irmã do marido de Adalgisa Minelli. Embora tenhamos encontrado nascimento de apenas três filhos, segundo familiares o casal Julio e Maria da Conceição gerou nove filhos: Antonio, Alice, Lourenço, Moacir, Alcidio, Elia, Maria, Helida e Zelia. Julio faleceu em Leopoldina no dia 1 de junho de 1981.

5 – Alfonso Minelli pode ter falecido na infância e, conforme já dissemos, dele não encontramos referências.

6 – Angelina Minelli foi a filha brasileira de Giacomo e Albina. Segundo o registro de seu casamento, teria nascido em março de 1901 em Cachoeira Alegre que, na época, fazia parte do município de Muriaé mas logo depois se tornou distrito de Palma. Com a criação do município de Barão de Monte Alto em 1962, Cachoeira Alegre lhe foi incorporada.

Caso se confirme o nascimento de Angelina em Cachoeira Alegre, Giacomo Minelli teria ficado menos de quatro anos em Abaíba, repetindo trajetória de outros imigrantes que chegaram pelo vapor Attività em 1897 e foram contratados para trabalhar naquele distrito de Leopoldina. Informações orais dão conta de que três famílias que vieram pelo Attività e foram para Abaíba, antes de 1900 estavam em Morro Alto, hoje Barão de Monte Alto. Duas outras saíram de Abaíba na mesma época e se estabeleceram em Astolfo Dutra.

Angelina Minelli se casou em Leopoldina, no dia 27 de abril de 1918, com José da Cruz Cabral, natural de Ubá, filho de Manoel da Cruz Cabral Júnior e Luiza de Aguiar Cabral.

Manoel da Cruz Cabral Júnior era natural de Diamantina, filho de Manoel da Cruz Silva e de Ana Inocência da Cruz. Casou-se em Leopoldina aos 6 de outubro de 1895 com Luiza de Aguiar Cabral, natural de Leopoldina, filha de Antonio Tomaz de Aquino Cabral e Rosa Vitalina. Antonio Tomaz era filho de José Tomaz de Aquino Cabral, fazendeiro de café em Ribeiro Junqueira.

Angelina e José foram pais Leonidio, Maria das Neves e Amelia que se casou com Walter Fontanella, sobrinho da Marina Fontanella esposa de Antonino Minelli.

Esta atualização tem por objetivo corrigir informações divergentes prestadas por colaboradores sobre a primeira geração descendente de Giacomo Minelli e Albina Bruni. Posteriormente poderão ser feitas novas buscas com vistas a confirmar ou corrigir dados da segunda geração, razão pela qual não a incluímos neste estudo.

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Sequicentenário de nascimento: maio

Há 150 anos nasceram em Leopoldina:

3 mai 1866

Altina Maria de Jesus filha de Antonio José Lisboa e de Maria Magdalena de Souza

3 mai 1866

Antonio filho de João Vidal Leite Ribeiro e de Maria da Conceição Monteiro

6 mai 1866

Américo Augusto Montes filha de Antonio Rodrigues Montes e de Maria Gabriela Moreira

7 mai 1866

Arminda filha de Venâncio José de Almeida e Costa e de Ana Paula de Sena

7 mai 1866

Delmira de Souza Werneck filha de Joaquim de Souza Werneck e de Maria Felicidade de Jesus

8 mai 1866

Venâncio José de Souza filho de José Egito de Souza e de Custódia Maria Rosada

11 mai 1866

Maria Rita de Andrade filha de Antonio Silvano do Espírito Santo e de Bernardina Dionízia de Andrade

16 mai 1866

Felisbina filha de José Bernardino Machado e de Ana Rosa de Jesus

16 mai 1866

José filho de Galdino José Rodrigues Carneiro e de Bernardina Isabel de São José

22 mai 1866

Olímpio Vargas Corrêa filho de Francisco de Vargas Corrêa [filho] e de Venancia Esméria de Jesus

29 mai 1866

Maximiana filha de José Maria Neves e de Candida Rosa de Jesus

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Centenário de Falecimento

No dia 29 de agosto de 1915 faleceu, em Leopoldina, a senhora Maria Nazaré Ribeiro Junqueira, filha de José Ribeiro Junqueira e de Antônia Augusto Monteiro Lobato Galvão de São Martinho. Era casada com Francisco de Andrade Botelho, com quem teve, pelo menos, os seguintes filhos: José, Adauto, Ormeu, Emerenciana, Antonio e Nanto Junqueira Botelho.

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Há 100 anos

Leopoldinenses nascidos em dezembro de 1913

Dia 1

Arminda filha de Manoel Ferreira do Couto e de Maria Carolina de Jesus

Ana Maria filha de Antonio Carlos de Almeida Ramos e de Etelvina de Freitas

Dia 6

Mario filho de Honorio Luiz da Silva e de Leonor Ferreira

Dia 9

Maria Aparecida filha de João Pacheco de Carvalho e de Emilia Vasconcelos Pereira

Dia 17

Francisca Antonia Panza filha de Francesco Panza e de Maria Lammoglia

Dia 20

Luiz filho de João do Carmo Ribeiro e de Sofia Capdeville

Paulina filha de Francisco Marques Dideco e de Amelia Rezende Viveiros

Dia 25

Tereza Barbosa filha de Abílio José Barbosa e de Maria Augusta Matos

Dia 28

Maria Luzia Moroni filha de Raffaele Moroni e de Santina Lupatini

Dia 30

Geraldo filho de Manoel Rodrigues de Oliveira e de Rosa Rodrigues Vale

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Leopoldinenses nascidos em novembro de 1912

NASCIMENTO
PAI
MÃE
Rosa Finense Ribeiro
8 Novembro
Antonio Joaquim Ribeiro
Italia Finense
Glaucia
11 Novembro
José Vital de Oliveira
Maria Adelina Valverde
Omar
13 Novembro
Deodoro de Souza Lima
Ilka Antunes Barbosa
Maria
15 Novembro
João Francisco Antunes Filho
Ignacia Maria Vargas
Ruth Oliveira
25 Novembro
Secundino Antonio de Oliveira
Josefina Martins dos Santos
Lizete
28 Novembro
Álvaro Bastos de Faria Freire
Januária Nogueira
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Alistamento Militar de 1875

O antigo Curato de Santana do Pirapetinga foi elevado à categoria de distrito através da Lei nº 1.240 de 29 de agosto de 1864, em território desmembrado do distrito de Conceição da Boa Vista, município de Leopoldina. Na época as divisas foram definidas a partir do rio Pirapetinga pelas fazendas de José Joaquim Ferreira Monteiro de Barros, Mateus Herculano Monteiro de Castro e Jacinto Manoel Monteiro de Castro, até atingir as divisas do distrito de Angustura que também estava subordinado a Leopoldina.

No mesmo mês de agosto de 1864 a freguesia de São José do Paraíba, hoje Além Paraíba, foi desmembrada de Leopoldina e incorporada a Mar de Espanha, aí permanecendo até novembro de 1880 quando, através da Lei nº 2678, foi emancipada. Para a formação do novo município, Leopoldina perdeu o distrito de Pirapetinga.

No Arquivo da Câmara Municipal de Leopoldina podem ser encontrados alguns documentos sobre Pirapetinga relativos ao período de  16 anos de subordinação. Entre eles, o Alistamento Militar de 1875, do qual foram extraídas as informações abaixo.

* eleitor idade filiação nascimento
E Adriano Martins Carius 19 Joaquim José Carius, falecido e Maria Rosa de Oliveira Pirapetinga
E Afonso de Castro Teixeira Pena 25 Domingos José Teixeira Pena e Ana Augusta de Castro Pirapetinga
E Agostinho Daniel 24 Daniel José Azevedo e Candida S.J.Rio Preto
E Agostinho José de Lima 24 B. José de Lima e Joaquina S.Rita do Rio Negro
E Alexandre Simplício 25 Brigida Vassouras
I Antonio Alves de Lima 29 Manoel Alves de Lima e Bernardina Angu
E Antonio Basilio da Costa 19 Joaquim Geraldo e Maria S.J.Nepomuceno
I Antonio Candido da Costa Brabo 23 Manoel da Costa Brabo e Maria José Clementina Bomfim
Antônio Gomes da Costa 27 João Delfino e Gertrudes Aparecida
Antonio Inácio Santiago 25 Felício Inácio e Joaquina Rosa província do Rio
E Antonio Januario de C. e Castro 21 Sebastião José de Castro e Souza e Tereza Angu
Antonio José de Souza 26 José Francisco de Souza e Ana Maria da Conceição
E Antonio José dos Santos Júnior 24 Antonio José dos Santos, septuagenário e Maria Rosa da Conceição, falecida Paquequer
E Antonio José Esteves 29 João Esteves Gonçalves e Maria Joaquina Santa Cruz do Descalvado
E Antonio Martins de Campos 20 José Martins e Teresa Cantagalo
E Antonio Nunes Machado 22 Joaquim Manoel Machado e Delfina
I Antonio Pedro de Miranda Monteiro de Barros 19 José Joaquim Ferreira Monteiro de Barros e Maria Leonor, já falecidos C.BoaVista
E Antonio Stolé 28 João Stolé e Joaquina Cantagalo
Apolinário Israel da Silveira 19 Manoel Inácio da Silveira e Hipólita província de Minas
E Augusto Francisco Ribeiro 24 Isabel Cantagalo
I Belarmino Pereira Lima 24 Tomaz de Aquino Pereira Leite e Sabina Abre Campo
E Benedito Manoel de Oliveira 19 João Lemos e Balbina Santa Cruz de Monte Alegre
I Benjamin José dos Reis 23 Manoel José Pereira e Maria Cantagalo
Bruno Teixeira de Andrade 20 Francisco Teixeira de Andrade e Maria Carolina província de Minas
E Camilo Dias C. 22 Manoel Dias Pilucia e Mariana, já falecidos Ubá
I Candido Cardoso Pereira 23 Antonio Cardoso Bomfim
I Candido do Nascimento 20
E Candido José Soares 26 José Antonio e Rita S.Franc.Paula, Minas
E Carlos de Abreu Guimarães 24 José Antonio de Abreu Guimarães Piraí
I Cassiano Tomaz da Silva 24 Maria Luiza Pirapetinga
Clementino Ferreira Ramos 29 Maria Quintiliana província de Minas
I Custódio Augusto do Couto Godinho 26 Augusto do Couto Godinho, falecido, e Custódia S.J.Além Paraíba
I Custódio Galvão de França Teixeira 22 Antonio Galvão e Ana Eufrosina, já falecida Barra Mansa
E Domiciano Augusto Monteiro de Barros 24 José Joaquim Ferreira Monteiro de Barros e Maria Leonor, já falecidos Pirapetinga
I Domiciano Rodrigues da Silva 22 Maria Luiza de Jesus Pirapetinga
I Domingos de Paula 26 Francisco de Paula Ribeiro e Maria Porto Alegre
I Domingos Martins 26 Domiciano e Inês Pirapetinga
E Estêvão de Abreu Guimarães 26 José Antonio de Abreu Guimarães Piraí
E Estêvão José de Oliveira e Silva 30 José Antônio de Oliveira e Maria Joaquina Piraí
Estêvão Rodrigues da Silva 27 incógnitos Minas
E Fernando José de Souza Pereira 30 Manoel José de Souza Pereira e Maria Augusta Cantagalo
I Fernando Neto Souza Coutinho 22 Reinaldo Neto Souza Coutinho e Teolinda Clariana Itabira
I Firmino Correa Gomes 20 Antonio Correa Gomes S.Rita do Turvo
I Firmino Pedro de Oliveira 24 Pedro José de Oliveira e Maria Arrozal
E Francisco Alves Guimarães 30 Manoel Alves Guimarães e Francisca Pirapetinga
I Francisco Antonio do Amaral 23 João José do Amaral e Deolina Cantagalo
E Francisco de Paula de Assis Júnior 23 Francisco de Paula de Assis e Isabel Cecilia da Fonseca Rio de Janeiro
I Francisco de Souza Menezes 25 Valeriano e Josefa Barra Mansa
E Francisco Dias Ribeiro Júnior 26 Francisco Dias Ribeiro e Ana Luiza Cantagalo
I Francisco do Couto Godinho 22 Antonio do Couto Godinho, já falecido e Custódia S.J.Além Paraíba
E Francisco dos Santos Pimentel 25 Manoel dos Santos Pimentel e Ana Joaquina S.José das Queimadas
E Francisco José Coelho 26 Constança Marcolina de Jesus Brumado
E Francisco José de Lemos 26 Francisco Lemos do Prado S.A.Aventureiro
E Francisco José de Magalhães Lacerda 19 José Inácio de Magalhães Lacerda Pirapetinga
E Francisco José Lopes 23 Emidio José Lopes e Maria Joaquina N.S.Monte do Carmo
I Francisco Machado de Azevedo 24 Manoel Machado de Azevedo e Sabina Pirapetinga
E Francisco Matias 22 Teresa C.BoaVista
E Francisco Peixoto da Fonseca 21 Manoel Peixoto da Fonseca e Emília Pirapetinga
I Francisco Pinto de Carvalho 28 Luiz Pinto de Carvalho e Maria, já falecidos Barra Mansa
I Francisco Rangel 29 incógnitos Barra Mansa
Francisco Sabino 27 Francisco Teixeira de Andrade e Maria Carolina Minas
E Jeronimo Oliveira de Souza Gomes 19 Antonio Oliveira de Souza Gomes e Maria de Jesus Oliveira Cantagalo
I João 23
E João Caetano da Silva 25 João Caetano da Silva, viúvo C.BoaVista
I João da Costa Pereira 28 Manoel da Costa Pereira e Inácia Rio de Janeiro
I João da Silva 20 Pacífico da Silva Velho e Francisca Barra Mansa
E João de Abreu Guimarães 19 José Antonio de Abreu Guimarães Piraí
I João Francisco de Araújo 20 Manoel Francisco de Araújo e Maria Luiza Rio de Janeiro
I João Gregório Santiago 24 Manoel Felipe Santiago Vassouras
I João Ramalho 20 Francisco Ramalho e Sebastiana, já falecidos Pirapetinga
I João Ribeiro da Silva 22 Joaquim Ribeiro da Silva Campelo e Maria Barra Mansa
E João Rodrigues de Oliveira 22 Joaquim Rodrigues de Oliveira e Carolina Maria da Conceição Pirapetinga
I João Sena 19 Bernardino Sena S.J.Além Paraíba
E João Simplício 20 Simplicio José e Ponciana Pirapetinga
E João Solidâneo Teixeira de Carvalho 23 José Teixeira de Carvalho Sobrinho e Rosa Pirapetinga
I João Tomaz da Silva 20 Luciano Tomaz da Silva e Carolina Pirapetinga
I Joaquim de Castro Souza Lobo 23 Francisco de Castro Souza e Josefina S.Maria Madalena
I Joaquim Dias Coelho 20 Manoel Dias Coelho e Mariana Felícia Minas
E Joaquim Fernandes do Espirito Santo 25 Joaquim F. do Espírito Santo e Fortunata de Oliveira Serra Cantagalo
I Joaquim Manoel de Souza 24 Francisco Marinques e Bárbara S.J.Rei
E Joaquim Peixoto da Fonseca 22 Manoel Peixoto da Fonseca e Emília Pirapetinga
I José Antonio de Magalhães 21 Manoel José de Magalhães e Carolina Brumado de Sta.Barbara
E José Antonio Stolé 24 João Stolé e Joaquina S.Rita do Rio Negro, Cantagalo
I José Augusto do Couto Godinho 25 José Augusto do Couto Godinho, falecido, e Custódia S.J.Além Paraíba
José Bento Pereira 28 Bento Pereira e Bárbara província do Rio
I José Cantídio de Souza 20 Custódia Francisca dos Santos Pirapetinga
I José Correia de Meireles 22 Antonio Correia de Meireles e Ana Rosa Pirapetinga
E José Coutinho Pereira Leite 21 José Coutinho da Silva Pereira e Francisca Maria das Chagas Pirapetinga
E José da Silva 25 Pacífico da Silva Velho Barra Mansa
José da Silveira Azevedo 21 Zeferino Silveira província do Rio
E José de Faria Lima 27 Firmino Antonio de Lima e Constança Rio Pardo
I José de Souza Freitas 24 José de Freitas e Leopoldina Pirapetinga
I José de Souza Moura 28 Valeriano e Josefa Barra Mansa
E José Dias Ferreira Júnior 25 José Dias Ferreira e Ana Maria Dias Rio de Janeiro
I José Domingues da Silva 28 Domingos Leme da Silva C.BoaVista
I José Felismino de Moura 25 Felismino de Moura e Joaquina Pirapetinga
E José Francisco da Costa 21 Manoel José da Costa e Balbina Pirapetinga
I José Francisco de Araújo 26 Manoel Francisco de Araújo e Maria Luiza Rio de Janeiro
I José Francisco dos Santos 20 Manoel Francisco dos Santos e Florisbela Minas
E José Galvão de França 24 Antonio Galvão de França e Ana Barra Mansa
E José Joaquim Machado 24 Joaquim Manoel Machado Piraí
I José Justino da Costa Brabo 19 Manoel da Costa Brabo e Maria José Bomfim
I José Luiz Cláudio 21
E José Machado de Azevedo 25 Manoel Machado de Azevedo e Sabina Pirapetinga
E José Manoel de Magalhães 20 José Inácio de Magalhães Lacerda e Josefa, falecida Barra Mansa
I José Maria de Oliveira 22 Maria Joaquina Cachoeira do Campo
E José Querino 20 Antonio F… Carmo do Cantagalo
E José Veríssimo 20 Antonio Veríssimo Pirapetinga
E Júlio José de Lima 25 B. José de Lima e Joaquina S.Rita do Rio Negro
Juvêncio José Rodrigues dos Santos 27 João Reis dos Santos e Joana província de Minas
I Lauriano José da Silva 26 Domingos Leme da Silva C.BoaVista
I Laurindo Antonio Pereira 25 Floriana Maria de Jesus Calambao
I Liberato Rodrigues 22 Bento Antunes Pirapetinga
E Lourenço Bueno de Camargo 20 Manoel Bueno de Camargo Barra Mansa
E Lourenço Jacinto da Silva 28 Flávio Antonio Jacinto e Candida Rio Preto
I Manoel Alves Pereira 19 Francisco Marinques e Bárbara Rio de Janeiro
I Manoel Alves Pimenta 19 Fortunato Alves Pimenta e Balbina
I Manoel Antonio da Costa 22 Leonardo e Inácia Rio de Janeiro
E Manoel Bento Tomaz da Silva 19 Bento Tomaz da Silva Pirapetinga
I Manoel Bernardes da Silva 20 Manoel Bernardes da Silva e Claudina Pirapetinga
Manoel Candido de Aguiar 20 José Francisco de Souza e Maria Caetana província do Rio
E Manoel Correa Dias 20 Lourenço Correa Dias e Joana Cantagalo
I Manoel de Jesus Filho 20 Manoel de Jesus Cantagalo
I Manoel José de Oliveira 24 Desiderio e Luiza Barra Mansa
I Manoel José do Amaral 20 João José do Amaral e Deolina Carmo do Cantagalo
I Manoel José Henriques Júnior 26 Manoel José Henriques e Ana Mendes
E Manoel Rodrigues da Costa 26 Manoel José da Costa e Balbina Pirapetinga
I Marciliano Honorato Alves 21 Rita Maria da Conceição S.Rita do Turvo
I Miguel Pinto de Miranda 23 Antonio Joaquim dos Santos e Faustina S.J.Rio Preto
Nicolau da Rosa Pereira 20 Francisco Rosa Pereira e Marciana Inácia província de Minas
I Nicolau José Soares 20 José Antonio e Rita Candida S.F.Paula, Minas
I Olímpio Gonçalves Soares 21 Joaquim Gonçalves Soares e Gertrudes Mar de Espanha
I Pedro, enteado de Jeronimo Siqueira 19 Silvestre José da Silva Minas
E Perciliano Lopes da Conceição 19 Manoel Lopes da Conceição e Luscedia C.BoaVista
I Raimundo José da Silva 25 José da Silva Pinheiro Aparecida
I Raimundo Vitor Ramos 19 José Vitor Ramos e Maria Moreira Minas
I Romualdo Ferreira de Mendonça Monteiro de Barros 21 José Joaquim Ferreira Monteiro de Barros e Maria Leonor, já falecidos Pirapetinga
E Sebastião de Abreu Guimarães 20 José Antonio de Abreu Guimarães Piraí
E Sebastião José do Amaral 27 João José do Amaral e Candida Aparecida
Silvestre Alves 24 Maria Francisca da Conceição província de Minas
I Simplício Gonçalves Soares 19 Joaquim Gonçalves Soares e Gertrudes Angu
I Teodoro José Soares 22 Manoel Vicente Pontes Cantagalo
I Teófilo Francisco Araújo 19 Manoel Francisco de Araújo e Maria Luiza Rio de Janeiro
E Tibúrcio Alves Pereira 26 Eduardo Alves Pereira e Jeronima Rio de Janeiro
E Urbano Joaquim Saldanha Marinho 20 Caetano Saldanha Marinho e Ana Maria Valença
I Vicente Correia de Meireles 19 Antonio Correia de Meireles e Ana Rosa Porto Alegre
E Vicente de Paula Ferreira 27 Francisco Antonio Soares e Francisca Izidora Santa Cruz do Descalvado
I Virgolino José Antonio Alves 21 José Antonio Alves e Idelminda Bananal, SP

* – E = Excluído

* – I = Incluído

Fonte: Livro de Alistamento Militar do arquivo da Câmara Municipal de Leopoldina

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Os Cafelistas de Leopoldina

De forma geral é costume dizer que a ocupação do solo de Leopoldina se deu pelos plantadores de café. Discordo bastante desta posição.

Segundo o Registro de Terras de 1856, dos 95 proprietários apenas um, Bernardo José Gonçalves Montes, declarou dedicar-se ao plantio de café. Outros 58 declaram atividade como lavoura em geral e 12 plantavam especialmente milho. Os demais 27 não declararam a quais atividades se dedicavam. Dentre estes já identificamos 13 proprietários de pequenas chácaras, localizadas na área urbana. É possível que alguns dos demais 14 fossem também chacareiros, mas pode ser que entre eles houvesse quem se dedicasse ao plantio do café, embora em propriedades de extensão diminuta.

Nos livros de arrecadação fiscal do período subseqüente, o café começa a ser mencionado ainda de forma esporádica. Segundo o Almanaque Administrativo de Minas Gerais para o ano de 1864, 60 fazendeiros de Angustura dedicavam-se ao cultivo do café. Infelizmente não houve remessa do mapa relativo à cidade de Leopoldina como um todo e, por conta disso, não sabemos quantos fazendeiros haviam se tornado agricultores.

É no período seguinte, 1865 a 1874, que o cultivo de café desponta como a principal atividade agrícola na região de Leopoldina. De acordo com os livros de arrecadação fiscal encontrados, comparados com o publicado no almanaque Administrativo de Minas Gerais para o ano de 1875, eram os seguintes os plantadores de café em Leopoldina e Piacatuba:

  • Américo Antonio de Castro Lacerda
  • Anselmo Alves Ferreira
  • Antonio Augusto de Almeida
  • Antonio Bernardino Machado
  • Antonio de Almeida Ramos
  • Antonio de Deus Barros
  • Antonio de Souza Almada
  • Antonio de Souza Almada Júnior
  • Antonio Ferreira Neto
  • Antonio Francisco Barbosa Neto
  • Antonio Joaquim Teixeira
  • Antonio José de Almeida Ramos
  • Antonio Lopes Ferreira
  • Antonio Mauricio Barbosa
  • Antonio Pereira da Silva
  • Antonio Pereira de Medeiros
  • Antonio Pereira Valverde
  • Antonio Prudente de Almeida
  • Antonio Rodrigues Gomes
  • Antonio Rodrigues Montes
  • Antonio Romualdo de Oliveira
  • Belisário Alves Ferreira
  • Bernardo Rodrigues Gomes
  • Bernardo Rodrigues Montes
  • Camilo Alves Ferreira
  • Carlos Augusto de Aquino Cabral
  • Carlos de Assis Pereira
  • Cassiano José do Carmo
  • Claudino Vieira da Silva
  • Cláudio José de Miranda
  • David Alves Ferreira
  • Domingos Ferreira Neto
  • Domingos Henriques de Gusmão
  • Domingos José da Silva
  • Domingos Marques de Oliveira
  • Evencio Fabricio da Fonseca
  • Ezaú Antonio Corrêa de Lacerda
  • Francisco Alves de Lacerda
  • Francisco Antonio de Brito
  • Francisco Antonio de Brito Júnior
  • Francisco Bernardino Machado
  • Francisco da Costa e Souza
  • Francisco de Paula Machado
  • Francisco de Paula Monteiro da Silva
  • Francisco Dias Ferraz
  • Francisco Esmério de Paiva Campos
  • Francisco Ferreira Brito
  • Francisco Gonçalves Neto
  • Francisco Henriques Pereira
  • Francisco Joaquim de Almeida e Gama
  • Francisco José Barbosa de Miranda
  • Francisco José de Freitas Lima
  • Francisco Mendes do Vale
  • Francisco Rodrigues de Almeida
  • Francisco Soares Valente Vieira
  • Jerônimo José de Mesquita
  • João Antonio da Costa Coimbra
  • João Antonio da Silva
  • João Antonio de Araújo Porto
  • João Basilio de Almeida
  • João Batista da Silva
  • João Batista de Almeida
  • João Batista Martins Guerra
  • João Damasceno Ferreira Brito
  • João Dutra Nicácio
  • João Evangelista Coimbra
  • João Francisco Coelho
  • João Gonçalves Nto
  • João Gualberto Ferreira Brito
  • João Pereira Valverde
  • João Rodrigues Ferreira Brito
  • João Vidal Leite Ribeiro
  • João Vieira da Silva
  • Joaquim Antonio de Almeida Gama
  • Joaquim Antonio de Almeida Ramos
  • Joaquim da Silva Tavares
  • Joaquim de Souza Werneck
  • Joaquim Francisco de Assis
  • Joaquim Honório de Campos
  • Joaquim Inacio de Oliveira
  • Joaquim José da Costa Cruz
  • Joaquim Machado Neto
  • Joaquim Pinheiro de Faria
  • José Alves Ferreira
  • José Antonio de Moraes
  • José Bernardino Machado
  • José Dias Moreira
  • José Evangelista do Carmo
  • José Fajardo de Melo
  • José Francisco de Paiva Campos
  • José Furtado de Mendonça
  • José Henriques da Mata
  • José Joaquim Pereira
  • José Maria da Penha
  • José Maria Gonçalves Coelho
  • José Martins Pacheco
  • José Ovídio Gomes de Aguiar
  • José Teixeira Lopes Guimarães
  • José Tomaz de Aquino Cabral
  • José Tomaz Dutra
  • Josué de Vargas Corrêa
  • Justino Marques de Oliveira
  • Justino Marques de Oliveira
  • Leopoldo de Vargas Corrêa
  • Manoel Antonio de Almeida
  • Manoel Benedito de Freitas
  • Manoel da Silva Miranda
  • Manoel Dias Ferraz
  • Manoel Ferreira Ribeiro
  • Manoel Francisco Coelho
  • Manoel Jacinto de Oliveira
  • Manoel Joaquim Pereira
  • Manoel José de Novaes
  • Manoel José Ferraz
  • Manoel José Monteiro da Silva
  • Manoel Rodrigues da Silva
  • Manoel Rodrigues do Nascimento
  • Maria do Carmo Monteiro da Silva
  • Maria Luiza de Miranda
  • Mariana de Jesus
  • Maxima Ferreira Braga
  • Miguel de Faria Coutinho
  • Narciso Marques Braz
  • Nicolau Alves Ferreira
  • Pedro Antonio Furtado de Mendonça
  • Pedro Baldoíno da Silva
  • Pedro Moreira de Souza
  • Processo José Corrêa de Lacerda
  • Rafael Teixeira de Souza
  • Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda
  • Silvano José da Cruz Nogueira
  • Venâncio José de Almeida Costa
  • Vicente Ferreira Monteiro de Barros
  • Vicente Rodrigues Gama
  • Vital Inacio de Moraes
  • Vital Rodrigues de Oliveira
  • Wenceslau Rodrigues Martins Pacheco
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De Minas para o Espírito Santo

Desde nosso primeiro contato, em dezembro de 2001, um tema é freqüente nas conversas que tenho mantido com Zélia Cassa: o motivo que trouxe os Alves Araújo, Ribeiro Soares e demais parentes para os sertões do rio Pardo.

Sempre concluímos que serão necessários mais alguns anos de pesquisa para encontrarmos a resposta. Por essa razão, a Zélia pediu-me para abordar a proto-história da região, pois os motivos de seus parentes podem ter sido os mesmos que levaram outros homens livres a habitar aquela região.

Falar dos primórdios implica, necessariamente, voltar ao século anterior ao do início do seu povoamento. De modo geral, os leitores menos avisados remetem a história de toda a Minas Gerais para o século do ouro, esquecendo-se que o metal deixou de apresentar-se, em grande escala, poucos anos depois de iniciada a “corrida do ouro”. Uma autora que bem sintetizou a realidade mineira do século XVIII foi a Professora Laura de Mello e Souza, em “Opulência e Miséria das Minas Gerais”, 1981, pela Editora Brasiliense. Diz a autora, nas páginas 47 e 48:

“As Minas do século XVIII foram uma capitania pobre. Constituíram exceção alguns senhores opulentos de lavras…

…a maioria das grandes fortunas devia sua opulência mais ao comércio do que à atividade mineradora.

[…] O comércio de muares e cavalares, que articulava os núcleos mineradores com os campos distantes do sul da Colônia…também deu origem a fortunas consideráveis, o tropeiro tornando-se, assim, um elemento de destaque no cenário social e econômico das Minas. Não era, pois, o dono da botica ou do pequeno armazém que conseguia uma vida farta e desprovida de preocupações em torno da sobrevivência, mas os grandes atravessadores de gêneros, ou, como são mais comumente chamados em nossos dias, os intermediários”.

A origem do topônimo Feijão Cru é creditada a tropeiros que estariam às margens de um córrego, sem, contudo, se fixarem datas ou mais algum detalhe que permitisse apurar melhor o fato. Pela análise de dados posteriores, acreditamos que tais tropeiros, eternizados pela lenda, estariam classificados em uma categoria um tanto distinta daqueles abonados intermediários de gêneros. É ainda a Professora Laura de Mello e Souza que nos apresenta uma descrição que muito se aproxima do que temos apurado em nossas pesquisas. Diz ela na página 54, da obra citada:

“…quando muito pouco restava do ouro aluvional…entrou em cena a pequena empresa, a faiscagem que se arrastou por mais de um século, a figura do mineiro pobre sendo parte integrante da paisagem de Minas”.

Este morador das Minas constituiu, em grande parte, o efetivo das tropas que desbravaram as então “áreas proibidas”. Quando o Governador Luiz da Cunha Menezes – “o fanfarrão minésio” das “Cartas Chilenas” – expediu os bandos exploratórios para os Sertões do Leste, abriu oportunidade de trabalho para muitos homens nas tropas que acompanharam Pedro Afonso Galvão de São Martinho em suas duas investidas por aquela área, até então de acesso proibido.

Por ocasião da segunda diligência, São Martinho escreve carta ao Governador, em que fica claro ter havido um plano de ocupação daqueles sertões. É Celso Fallabela quem nos traz o conteúdo parcial da carta, em “Os Sertões do Leste – Achegas para a história da Zona da Mata”, página 28, da segunda edição particular do autor, 2001:

“…no primeiro ano de ocupação apenas quarenta pessoas haveriam de acomodar-se nas novas terras, afora duzentos escravos. As terras seriam divididas entre aqueles que quisessem explorá-las”.

Acrescente-se, ainda, que no decorrer da ocupação e com vistas a melhor proteção contra invasores, o Governo mineiro instituiu ainda um incentivo para os moradores do Centro de Minas, que se fixassem nos extremos de seu território: seriam dispensados de tributação por um período de até 10 anos.

Este conjunto de fatores foi o móvel para as inúmeras Cartas de Sesmarias, expedidas nos últimos anos do século XVIII e primeiros dos oitocentos. Temos tido oportunidade de analisar a trajetória de alguns daqueles beneficiados, concluindo que, não raras vezes, o sesmeiro jamais ocupou as terras recebidas. Pelo contrário, muitos dividiram suas posses e as revenderam para outros moradores, seus vizinhos, até então radicados nas Comarcas de Rio das Mortes e de Vila Rica.

A queda do poder econômico nas Minas, que já havia se acentuado desde meados do século anterior, levou a população a viver de forma quase inconcebível. Em “Os Sertões do Leste – Áreas Proibidas”, obra de Paulo Mercadante pela Zahar Editores, de 1973, encontramos, na página 24, um depoimento relativo ao estado de uma granja que fora de média importância, revisitada nos primeiros vinte anos do século XIX:

“A casa era uma barraca miserável, com muros de taipa de barro, sem vidraça, roída pelo tempo e mal defendida contra as chuvas. O chão era a terra úmida e negra, sem ladrilhos nem sobrado, saturada de imundícies e endurecida pelo perpassar dos moradores, homens e cevados, que viviam numa promiscuidade repugnante. Por camas, enxergas duras para os amos, um couro ou uma esteira sobre o chão para os servos. A ninhada das crianças alegrava-se seminua, esfarrapada e descalça, as mulheres enfezadas e pobremente vestidas, e o chefe da casa, indolentemente embrulhado na capa, com os socos nos pés, vigiava o trabalho dos negros, lavando o cascalhinho com a sempre mantida esperança da descoberta de um depósito abundante de ouro”.

Algumas pessoas poderão surpreender-se com tal descrição, por terem se acostumado a ler/ouvir apenas a versão dourada ou cor-de-rosa da história de Minas Gerais. Em nossas pesquisas, de há muito concluímos que a vida na Província era extremamente difícil, facilitando para aquelas famílias a decisão de enfrentar a mata com todos os seus perigos. Aparentemente qualquer coisa seria melhor do que deixar-se levar pela degeneração que atingia fazendas e fazendeiros, faiscadores ou comerciantes. Jovens solteiros empregavam-se, com alguma freqüência, em tropas que demandavam o interior das Gerais, no comércio de gêneros de subsistência. Chefes de família também o faziam, muitas vezes, por verem na tropa o único trabalho que garantiria o sustento de sua prole miúda. E quando um parente distante os vinha visitar, propagando maravilhas das terras que estavam à venda nas “áreas proibidas”, muitos fazendeiros incorporavam-se em alguma tropa que fosse trilhar aquelas paragens. Durante alguns meses vasculhavam o território, analisavam as condições e realizavam a compra. Voltavam, então, ao seu lugar de origem, vendiam os bens impossíveis de serem transportados e empreendiam nova jornada acompanhados da família, escravaria e alguns pertences. Tivemos oportunidade de ler um relato sobre umas dessas jornadas que, infelizmente, não trazia indicação que nos permitisse saber quem foi seu autor e para qual região da mata levou a família. A exemplo de muitos outros registrados em livros de história, aquele grupo se deslocava durante 6 horas por dia, em média, quando então procurava local adequado para “assentar pouso”. Inexistindo algum povoado nas proximidades, os homens montavam frágeis barracas que lhes serviriam de abrigo, por uma noite apenas, e as mulheres cuidavam da alimentação de todos. Dia seguinte recomeçavam a jornada, sempre um pouco antes do nascer do Sol. Algumas vezes desviavam-se do roteiro que nos pareceria mais curto, para encontrarem abrigo em casa de algum parente que tivesse migrado anteriormente. Temos visto casos em que, nestas paradas, acertaram casamento de algum filho com alguém da casa que os hospedava.

Parece-nos que foi essa a trajetória de um dos povoadores de Leopoldina. Até onde nos foi possível apurar, em 1826 ou 27, o “Comendador” Manoel Antônio de Almeida acompanhou uma tropa, que pode ter sido de seu sobrinho Manoel Thomaz Pereira de Almeida, através da hoje conhecida Zona da Mata Mineira. E, nas margens do Feijão Cru, adquiriu as terras onde formou a Fazenda do Feijão Cru Pequeno.

Em setembro de 1828 Manoel Antônio de Almeida levou a família para a nova morada. Parece-nos que, em viagem, teria passado pelo atual município de Astolfo Dutra onde ficou um de seus filhos. Também consta sua assinatura, como testemunha, na Escritura de doação do patrimônio de Santa Rita do Meia Pataca, em maio de 1828, significando, pois, que ele ali estivera no período em que acompanhou a tropa ou que estava organizando a moradia para ir buscar a família. O fato é que, conforme registram alguns historiadores antigos, a vinda dos Almeidas, dos Britos e dos Netos para o Feijão Cru desencadeou uma grande movimentação de parentes, até então radicados na Serra da Ibitipoca. Entre o momento da aquisição das terras e o Primeiro Registro de Terras Públicas – 1856, inúmeras foram as divisões de propriedades realizadas por aqueles primeiros moradores.

O primeiro documento a se referir aos habitantes do Feijão Cru é o Mapa de Habitantes de 1831. Nessa época os Alves de Araújo e os Ribeiro Soares ainda não são identificados por ali. Acreditamos mesmo que os patriarcas destes ramos ainda residiam com suas famílias na região de Ibitipoca, conforme demonstramos para a Zélia, através do Mapa de Habitantes da então Capela da Senhora das Dores do Quilombo, Termo da Vila de Barbacena. Da mesma forma não os pudemos encontrar nos Mapas de Habitantes de 1838 e de 1843, que se referem ao atual território dos municípios de Além Paraíba, Argirita, Cataguases, Guarará, Leopoldina, Mar de Espanha e Santo Antônio do Aventureiro, bem como uma parte de São João Nepomuceno. Ainda estamos analisando as famílias que residiam no distrito da Santíssima Trindade do Descoberto, em 1839, pendente ainda de confirmação de alguns sobrenomes.

Para a década de 50 dos oitocentos, quando a oralidade familiar informa que já viviam no território do Feijão Cru, estamos comparando os Registros de Terras da Zona da Mata com os da Serra da Ibitipoca, sem ter ainda encontrado alguns deles. Apesar dos livros paroquiais de grande parte da região já terem sido por nós pesquisados, pretendemos fazer uma nova consulta aos que se encontram na Igreja Matriz de Mar de Espanha. Sem determinar o período em que migraram para a região, seria irresponsabilidade nossa manifestar opinião sobre o motivo que os trouxe. Em nossos estudos, temos por hábito analisar a história antiga de Leopoldina dividindo-a em três etapas. Do início do povoamento a 1850, temos a chegada do homem livre e a organização social baseada na empresa familiar, com desmatamento e agricultura diversificada para subsistência. A partir daí e até 1880, observamos o crescimento acelerado da mão-de-obra escrava, na maioria dos casos, em fazendas dedicadas ao plantio do café. No período seguinte, limitando-se à virada para o século XX, a monocultura do café vai sendo paulatinamente substituída por outras atividades produtivas, no mais das vezes, em função do melhor conhecimento demonstrado pelo imigrante no trato com a terra, já que aqueles últimos anos do século XIX veriam aumentar enormemente a população de origem européia na região.

Dessa forma, acreditamos que os ancestrais de nossa amiga Zélia tenham migrado para o Rio Pardo no segundo período, aquele em que a economia do lugar estava em franco crescimento. Não tendo encontrado ali o pouso ideal, continuaram a marcha em busca de lugar mais adequado, encontrando, no sul do Espírito Santo, a conjugação de fatores que os atraiu e os fixou.

Zélia está preparando um livro contando a saga de sua família. Estamos colaborando com dados históricos e genealógicos sobre os que viveram em nosso território. São dois grupos interligados que viveram no Rio Pardo:

1 – João Alves de Araújo casado com Inácia Cândida de Jesus, pais de:

Joaquim Marques de Araújo

Cândido Alves de Araújo

João Alves de Araújo Júnior

João Batista Alves de Araújo nascido por volta de 1852 em Argirita, MG

2 – Antonia Maria de Jesus viúva de José Ribeiro Soares, filhos:

José Ribeiro Soares, filho

Manoel Ribeiro Soares

Vicente Ribeiro Soares

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Tebas nos Recontos de um Recanto

Hoje o tema da coluna é o distrito de Tebas cujo nome, para nós, ainda não está devidamente explicado quanto a sua origem. Vamos falar sobre a terra de uma água especial que, no dizer da jornalista Silvia Fonseca,[i]“quem bebe da água tebana sempre volta à fonte.”

Tebas, Leopoldina, MG

Começamos pelo Relatório da Presidência da Província de Minas Gerais de 1894 que nos informa ter a febre amarela atingido a nossa região de forma alarmante.[ii] Uma epidemia que causou, inclusive, um lapso nas anotações de óbitos da cidade entre agosto de 1894 e janeiro de 1898, embora exista um livro iniciado a 01.01.1896,[iii] onde foram anotados “a posteriori” sepultamentos ocorridos entre agosto/94 e dezembro/1895.

Foi esta epidemia de febre amarela que motivou a mudança temporária da administração municipal para o distrito de Tebas o que, no mínimo, é muito curioso quando se sabe que o distrito de (Piedade) Piacatuba é bem mais antigo.

Mas, como surgiu o nome e o lugar chamado Tebas?

Se consultarmos o dicionário veremos que Tebas pode referir-se à cidade grega, a uma pessoa forte e desembaraçada ou, ao nosso distrito.[iv] Autores existem que registram a origem do topônimo na língua tupi, com o sentido de desembaraçado, forte, graúdo[v]. Outros dizem que distrito herdou o nome de um ribeirão local, sem informar de onde surgiu o nome do tal ribeirão..

Hoje sabemos, no entanto, que existiu por ali um Manoel Joaquim Thebas que, entre outros, foi vizinho da fazenda Feijão Cru, que pertencia a Manoel Antonio de Almeida. E como esta informação sobre este Manoel J. Thebas é de 1856 e a paróquia data de 1881, acreditamos ser possível que o patrimônio tenha sido doado por este senhor e dele surgiu o nome do distrito.

Quanto ao povoado, tudo leva a crer ser ele bem antigo. Francisco de Paula Ferreira Rezende[vi] a ele se refere quando afirma que por ocasião de sua vinda para Leopoldina, pelos idos de 1860 ainda encontrou remanescentes dos Puris na estrada de Tebas para Rio Pardo.

É certo que a povoação foi elevada a distrito pela lei provincial nº 2675, de 30.11.1880. A confirmação eclesiástica veio com a lei nº 2848 de 25.10.1881 que elevou o distrito a Freguesia. E a lei nº 3113, de 1882, registra o nome do distrito como Santo Antônio de Tebas.

Vale lembrar que a lei que criou o distrito autorizou a câmara municipal de Leopoldina a estabelecer a divisas. Para este fim a câmara nomeou comissão de vereadores que estudaram o assunto e apresentaram parecer conclusivo. E, segundo consta, o parecer desta comissão foi aprovado em plenário com a ressalva apenas de que o nome do lugar passou a ser Santo Antonio dos Thebas, ao invés de Santo Antonio do Monte Alegre como anteriormente era conhecido.

O distrito de Tebas foi constituído por terras antes pertencentes a Leopoldina (sede), Piedade (Piacatuba) e Rio Pardo (atual Argirita). Assim, pela lei nº 2938, de 23.09.1882, algumas fazendas da Piedade foram transferidas para Thebas. Em 06.10.1883 foi a vez de Rio Pardo perder algumas propriedades que passaram para o novo distrito. E em 18 do mesmo mês, através da lei nº 3171, a fazenda de João Pereira Valverde foi transferida de Thebas para a freguesia de Piedade.[vii]

Mas vamos retroagir um pouco e começar nossa busca pela venda de seis alqueires da fazenda Monte Alegre, em julho de 1841.

As terras vendidas localizavam-se na “cabeceira” ou nascente do córrego hoje chamado Tebas e a sede da fazenda era residência de Elias da Silva Espíndola. Os compradores dessas terras foram Honório Alves Ferreira e João Vieira Machado de Freitas. Por esta fazenda passava uma estrada que, vindo de Bom Jesus do Rio Pardo (Argirita), atingiria as terras de Antônio José Monteiro de Barros (fazenda Paraíso).[viii]

Sete meses depois o mesmo Elias da Silva Espíndola vende outros oito alqueires da mesma fazenda para José Miguel Dias da Silva e registra que estas terras limitam-se com as vendidas anteriormente e estão localizadas na serra entre o Rio Pardo e o Rio Pirapetinga.[ix]

Sabe-se que um dos vizinhos da fazenda Monte Alegre era o capitão Felisberto da Silva Gonçalves, um dos primeiros sesmeiros do lugar que, juntamente com sua esposa, Ana Bernarda da Silveira, recebeu duas sesmarias entre os córregos Glória e Fortaleza (nomes que desapareceram da toponímia local). Podemos acrescentar, ainda, que estas duas sesmarias limitavam-se com as terras recebidas, também em novembro de 1813,[x] por seu irmão e cunhada, Domingos Gonçalves de Carvalho e Antonia Rodrigues Chaves. E, segundo consta, uma das fazendas de Felisberto ficava no Monte Redondo, no caminho de Tebas para Argirita.

Entre os vizinhos de Felisberto surge, ainda, o nome de Joaquim Manoel Coimbra, algumas vezes citado como Manoel Joaquim Coimbra, provavelmente ancestral do vereador Antonio da Costa Coimbra que fez parte da comissão que estudou os limites do distrito de Tebas. As terras deste Manoel Coimbra, por sua vez, limitavam-se com o já mencionado Felisberto da Silva Gonçalves, com os Valverdes e com Elias da Silva Espíndola. Em função dessas informações, passamos a suspeitar que a tal fazenda “Campo Alegre” seja a mencionada por Manoel Antônio de Almeida, em 1856, como propriedade dos “herdeiros de Manoel Joaquim Thebas”,[xi] possivelmente um homem destemido e que recebeu dos puris o nome de “teba”.

Vale registrar que pela análise do movimento de compra e venda de bens de raiz no então distrito de Bom Jesus do Rio Pardo, atual Argirita, observa-se que a fazenda Campo Alegre foi citada como local em que o Escrivão realizou diversos registros entre 1841 e 1853.

Para encerrarmos por hoje, registramos que entre 1862 e 1864, os eleitores do distrito de Tebas pertenciam às famílias Almeida, Braga, Carvalho, Coimbra, Cunha, Dias, Dornelas da Costa, Freitas, Gonçalves, Lemos, Moraes, Pereira, Policiano, Reis, Ribeiro, Santos e, Silva.[xii] E dentre os italianos que viveram em Leopoldina um bom número deles residiu temporária ou definitivamente em Tebas, dos quais destacamos os sobrenomes Albertoni, Angeli, Bedin, Ceoldo, Gruppi, Marsola, Meneghetti, Stefani e Zotti.

Até a próxima edição, com novos recontos.

__________

Fontes utilizadas:

[i] Jornal O Globo, 16.02.1989.

[ii] Mensagem do Presidente da Província de 1895, p. 10

[iii] Arquivo da Prefeitura Municipal de Leopoldina, livros do Cemitério Público.

[iv] Novo Dicionário da Língua Portuguesa, Aurélio Buarque de Holanda Ferreira.

[v] Toponímia de Minas Gerais, Joaquim Ribeiro Costa.

[vi] Minhas Recordações, p. 386.

[vii] Artigo da Gazeta de Leopoldina, de 1922, assinado por J. Botelho Reis.

[viii] Livro 1 de Compra e Venda de Bens de Raiz de Bom Jesus do Rio Pardo, fls. 8 v.

[ix] Livro 1 de Compra e Venda de Bens de Raiz de Bom Jesus do Rio Pardo, fls. 11.

[x] Cartas de Sesmarias emitidas pelo Presidente da Província.

[xi] Registro de Terras de Leopoldina, TP 114, número 18.

[xii] Alistamento Eleitoral de Bom Jesus do Rio Pardo, 4º quarteirão.

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Principais moradores da Piedade em 1875

No tempo do Império, de acordo com as Leis que regiam a administração municipal, cada freguesia encaminhava ao governo provincial as listagens de seus moradores, identificando-os de acordo com os padrões de avaliação próprios da época. De modo geral, as informações eram extraídas dos livros de arrecadação fiscal de cada distrito, e reunidas no conjunto da freguesia. No ano de 1875, o distrito da Piedade encaminhou a relação a seguir.

 


Juizes de Paz:

1º  Francisco Esmério de Paiva Campos

2º  Francisco Soares Valente Vieira

3º  José da Costa Matos

4º  José Fajardo de Melo

Senhores de Engenho:

  • Álvaro José Antônio
  • Custódio Dias Moreira

Criador de gado:

  • Wenceslau Martins Pacheco Filho

Carpinteiros:

  • Francisco José Barbosa
  • José Alexandre da Costa

Sapateiro:

  • Manoel Ferreira Marques

Fazendeiros de Café:

  • Anselmo Alves Ferreira
  • Antônio de Souza Almada
  • Antônio de Souza Almada Filho
  • Antônio Lopes Ferreira
  • Antônio Maurício Barbosa
  • Antônio Pereira da Silva
  • Antônio Pereira de Medeiros
  • Antônio Pereira Valverde
  • Antônio Romualdo de Oliveira
  • Belisário Alves Ferreira
  • Camilo Alves Ferreira
  • Cassiano José do Carmo
  • Claudino Vieira da Silva
  • Cláudio José Barbosa de Miranda
  • David Alves Ferreira
  • Domingos Henriques de São Nicácio
  • Francisco da Costa e Souza
  • Francisco Dias Ferraz
  • Francisco Esmério de Paiva Campos
  • Francisco Henriques Pereira
  • Francisco José Barbosa de Miranda
  • Francisco Soares Valente Vieira
  • João Antônio da Costa Coimbra
  • João Antônio da Silva
  • Joao Antônio de Araújo Porto
  • João Batista da Silva
  • João Dutra Nicácio
  • João Francisco Coelho
  • João Pereira Valverde
  • João Vieira da Silva
  • Joaquim da Silva Tavares
  • Joaquim Honório de Campos
  • Joaquim Inácio de Oliveira
  • Joaquim Pinheiro de Faria
  • José Alves Ferreira
  • José Dias Moreira
  • José Evangelista do Carmo
  • José Fajardo de Melo
  • José Francisco de Paiva Campos
  • José Furtado de Mendonça
  • José Henriques da Mata
  • José Maria Gonçalves Coelho
  • José Martins Pacheco
  • Justino Marques de Oliveira
  • Manoel Benedito de Freitas
  • Manoel Dias Ferraz
  • Manoel Ferreira Ribeiro
  • Manoel Francisco Coelho
  • Manoel Jacinto de Oliveira
  • Manoel José Ferraz
  • Manoel Rodrigues do Nascimento
  • Maria Luiza de Miranda
  • Mariana de Jesus
  • Máxima Ferreira Braga
  • Narciso Marques Braz
  • Nicolau Alves Ferreira
  • Pedro Antônio Furtado de Mendonça
  • Rafael Teixeira de Souza
  • Vital Inácio de Moraes
  • Vital Rodrigues de Oliveira
  • Wenceslau Martins Pacheco
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