Arquivo da tag: Revista Patrimônio e Memória

Publicação da Faculdade de Ciências e Letras da UNESP.

O estrangeiro na obra de Plínio Salgado

“Plínio foi muito influenciado pelos debates daquele momento [década de 1920], particularmente, pelo movimento modernista, questão nacionalista e proposta da eugenia paulista, era o solo fértil de que o autor necessitava para se aprimorar intelectualmente, apropriando-se destas matrizes que foram acrescidas às de sua formação, em São Bento do Sapucaí.”

Artigo de Maria Izilda Santos de Matos e Leandro Pereira Gonçalves publicado na Revista Patrimônio e Memória, São Paulo, Unesp, v. 10, n. 1, p. 157-182, janeiro-junho, 2014

Resumo

Plínio Salgado é conhecido como líder e mentor do movimento integralista, todavia, a sua atuação literária teve grande destaque no cenário cultural brasileiro e português. Na sua ampla produção, merece menção o romance O estrangeiro (1926), no qual destaca a figura do imigrante no desenvolvimento da nação e aprofunda a crítica à sociedade de então, refletindo sobre o modelo nacionalista a ser empregado no Brasil. Esta pesquisa buscará analisar esta obra em interface com as propostas dos eugenistas paulistas sobre a questão da imigração.

Leia o artigo neste endereço.

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Fotografia, Bens Culturais e Inventário

Ensaio de Luiz Flávio de Carvalho Costa publicado na Revista Patrimônio e Memória jul-dez 2013

Resumo: Este pequeno ensaio trata da fotografia em uma perspectiva metodológica de duplo sentido. Primeiramente, tais documentos são considerados como bens culturais consolidados, integrantes dos acervos privados familiares das fazendas, que podem ser mobilizados quando se lida com o passado em busca de informações e significações. Em um segundo momento, a fotografia será vista como um recurso de pesquisa voltado para o registro, a identificação e o inventário do conjunto de bens de valor cultural das unidades rurais.

Leia o texto na íntegra.

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Um solar de Memórias

Com o subtítulo “guardadores de papéis e iconografias da intimidade, no artigo publicado na Revista Patrimônio e Memória jul-dez 2013 a autora Silvana Moreli Vicente Dias propõe “guardadores” como termo “para designar a atividade assistemática e informal” dos amadores que formam coleções de objetos como “bilhetes, telegramas, cartões-postais, cartões de Natal, cartoes de visita e fotografias”.

Resumo: No diálogo epistolar entre Gilberto Freyre e Manuel Bandeira, suportes paralelosàs suas cartas, tais como cartões-postais, imagense mesmo um livro de autógrafos,apresentam particular interesse. Ao lado da leiturade uma parte desse material, sãoanalisadas práticas informais de preservação de objetos relacionados a círculos restritos deamigos e familiares, focando, também, aspectos ligados à formação de arquivos pessoais,que podem eventualmente ser disponibilizados ao público. Por fim, será possível discutir adinâmica da sociabilidade do período e sua relaçãocom o processo modernizador em cursono Brasil da primeira metade do século XX,quando, a despeito do aceleradodesenvolvimento econômico e das mudanças políticas, as fronteiras das esferas pública eprivada ainda eram evidentemente misturadas.

Leia o artigo completo neste endereço.

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O Escrupuloso Iluminador da História do Brasil

Artigo de Renilson Rosa Ribeiro publicado na Revista Patrimônio e Memória, da Unesp, volume 7, número 2, dezembro de 2011, tem como subtítulo: Os enredos cronológicos e temáticos da 1ª edição da Historia Geral do Brazil, de Francisco Adolfo Varnhagen (1854-1857)

Acreditamos que a melhor apresentação seja mesmo o Resumo apresentado pelo autor.

“Este ensaio desenvolve um estudo sobre a construção da ideia de Brasil Colônia fabricada no Brasil Imperial, a partir da análise da primeira edição da Historia geral do Brazil (1854/1857), do historiador e diplomata Francisco Adolfo de Varnhagen (1816-1878) – no contexto de sua atuação junto ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), durante processo de produção de uma memória nacional no Segundo Reinado. Neste sentido, procura-se identificar os enredos cronológicos e temáticos forjados por Varnhagen para sua história geral, e atrelá-los à lógica da cultura e da identidade essencializadas e fixas, que buscam delimitar a nação como uma entidade unívoca e hegemônica e, mais ainda, como uma necessidade para o futuro da humanidade. Entender os mecanismos como os germens e alicerces da nação foram buscados no passado colonial brasileiro constitui o norte da bússola de navegação pelas seções da Historia geral do Brazil. Tentar decifrar este discurso, da fabricação da nação como verdade, passa pela procura das relações de poder e saber que a instituiu por meio da escrita do visconde de Porto Seguro.”

Texto disponível neste endereço.

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Literatura de Viagem: outro enfoque

Prosseguindo na leitura das publicações científicas semestrais, retomo a Revista Patrimônio e Memória, da Unesp, volume 7, número 2, dezembro 2011.

O artigo de Magda Sarat, com o subtítulo Olhares sobre o Brasil nos Registros dos Viajantes Estrangeiros, menciona as características da documentação referenciada como Literatura de Viagem e alerta para os limites desta fonte e a necessidade de observar que em “alguns textos, foram encontrados exemplos de generalização explícita e não percebida pelo viajante. Cita, como exemplo, o viajante James Cook que esteve no Rio em 1768 e escreveu:

“As mulheres das colônias espanhola e portuguesa da América meridional concedem seus favores mais facilmente do que aquelas dos países civilizados. No Rio de Janeiro, algumas pessoas chegam a afirmar que na cidade não há uma única mulher honesta”.

Considerando-se os cuidados necessários, Magda Sarat baseia-se em Ginzburg para declarar que esta literatura é um material importante para conhecer o olhar dos estrangeiros sobre a realidade de uma época, ou seja, que podem mencionar os pormenores [não] negligenciáveis citados por Ginzburg.

Leia o artigo neste endereço.

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Nova edição da Revista Patrimônio e Memória

O volume 7, nr. 2, dezembro de 2011 desta revista já está disponível neste endereço.

Gostei muito do artigo Uma austríaca visita o Rio de Janeiro de 1847, de Luiz Barros Montez. Com o subtítulo Exame do Relato de Ida Pfeiffer sob uma ótica transcultural, o autor desenvolve o texto sob o seguinte viés:

“os relatos de viajantes vão sendo percebidos como ações discursivas que, tendo sido concebidas, postas em circulação e absorvidas em contextos históricos particulares, consubstanciaram estratégias de poder, ou seja, representaram práticas sociais relevantes que, ao contrário do que algumas pessoas pensam, não se encerraram num passado histórico considerado extinto, mas se projetam discursivamente na contemporaneidade.”

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