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Sobrenome de família imigrante que viveu em Leopoldina.

Colônia Agrícola da Constança: 108 anos

Lotes da Colônia Agrícola da Constança
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Novembro na Colônia Agrícola da Constança

O dia 25 de novembro marca a posse de #colonos em 1910 e 1911.

Há 99 anos José Manoel da Costa assinou o contrato de aquisição do lote número 40. Um ano depois, ou seja, há 98 anos, foi a vez de Manoel Gomes Pardal (2 e 63), Vittorio Carraro (7) e Fortunato Bonini (23).

À excecão de José Manoel, de quem nada conseguimos apurar, os outros colonos marcaram a vida da comunidade. O português Manoel Gomes Pardal com a esposa Maria Ilidia deixou grande descendência em Leopoldina. Os italianos Carraro e Bonini são até hoje mencionados em qualquer conversa sobre a Colônia. São famílias que contribuíram para o desenvolvimento da agricultura de subsistência em nossa cidade e deixaram descendentes atuando nas mais diferentes profissões.

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A evolução da Colônia nos primeiros anos

Inicialmente foram demarcados 60 lotes. No ano seguinte contavam-se 65 e, em 1911, o número aumentou para 68. Com a aquisição da fazenda Palmeiras, a colônia passou a somar 73 lotes. Destes, ao final do exercício de 1912, apenas 64 estavam ocupados, sendo apenas um por título definitivo.
Devidamente cercados e com uma casa de morada coberta de telhas, os lotes foram vendidos principalmente aos imigrantes que ali passaram a cultivar toda sorte de produtos, a maioria deles para serem vendidos na cidade ou, na “venda de secos e molhados”, que ficava na entrada da Boa Sorte e que se transformou num verdadeiro entreposto comercial para uma vasta região.
As casas da Colônia tiveram como modelo (planta) as da Colônia Vargem Grande, uma colônia que já existia nas proximidades de Belo Horizonte.
Sabemos que entre novembro e dezembro de 1909, com 15 lotes preparados, foram instaladas na Constança onze famílias, sendo 8 alemãs (38 pessoas), 1 austríaca (7), 1 portuguesa (3) e 1 brasileira (8 pessoas). Essa população era formada por 31 pessoas do sexo masculino e 25 do feminino.
A Gazeta de 17.04.1910 informa que no mesmo mês da criação da Colônia foram deferidos os pedidos de lotes dos colonos Friederich (Fritz) Zessin, August Kraucher (Krauger), Karl Thiers, Franz Havier, August Schill, João Gerhim, Hermann Richter, Bruno Troche, Hermann Kunse (Krause) e Erust (Ernest) Lang. Informa ainda que o lote nº 41 foi cedido a Augusto Mesquita, que João Carminatti pretendia os de números 58 e 59 e que o lote 64 havia sido adquirido por Manoel Gomes Pardal.
Dos 16 colonos assentados no primeiro ano, 7 a abandonaram, tendo sido inscritos como devedores. Outros dois abandonaram a Colônia no ano seguinte.
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