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Expedicionários Leopoldinenses – De Pedro Andrade a Wenceslau

Este texto traz a identificação dos três últimos Expedicionários Leopoldinenses da relação que levantamos nas fontes a que tivemos acesso.

33 – PEDRO REZENDE DE ANDRADE, segundo os arquivos da ANVFEB, em Juiz de Fora (MG) era 1º tenente médico R/2, 4G 67.715. Embarcou para a Itália com o 11º RI em 22.09.44 e retornou com o 6º RI em 17.09.45. Foi reformado como capitão médico. Gentil Palhares(1) informa que ele era o chefe da Seção II do Batalhão do Destacamento de Saúde do 11º RI.Ainda segundo os arquivos da Associação citada, Pedro nasceu em 11.06.1909, em Leopoldina, filho de Antonio Caetano de Andrade e Maria Ilydia Rezende de Andrade. Casou-se com Magda Monteiro de Andrade e deixou os filhos: Pedro Luiz, Marcos, Mônica, Fábio e Rômulo. Após a Guerra residiu em Juiz de Fora onde faleceu no dia 02.10.99.

34 – PEDRO SILVA SANTOS pelos arquivos da ANVFEB, em Juiz de Fora (MG) era soldado 4G 108.666. Embarcou para a Itália com o 11º RI em 22.09.44 e retornou com a mesma unidade, no dia 17.09.1945. Gentil Palhares(2) o relaciona dentre os soldados da 5ª Cia do 11º RI. Pedro nasceu em Leopoldina no dia 28.06.1921 e faleceu em Juiz de Fora em 01.08.2002. Era filho de Pedro Belarmino dos Santos e Antonia Maria da Silva.

35 – WENCESLAU WERNECK está entre os citados no monumento existente na Avenida dos Expedicionários e na relação dos alunos da Escola Estadual Luiz Salgado Lima(3). O Diário de Notícias(4) registra que foi soldado da 7ª Cia, CC-III, do 3º Batalhão do 11º Regimento de Infantaria e desembarcou de volta da Itália no dia 17.09.45. Segundo os arquivos da ANVFEB o cabo 1G 295.187 embarcou para a Itália com o 11º RI em 22.09.44.

Wenceslau(5) nasceu no dia 28.09.1920, em Argirita. Era filho de Romão Pereira Werneck e Marieta Antunes Werneck, proprietários das terras onde está o encontro das rodovias BR 116 e BR 267. Casou-se em Cataguases com Rosa Barroca com quem teve os filhos: Maria do Carmo, José Luiz e Antonio Márcio Barroca Werneck. Em Leopoldina começou trabalhando no armazém do Sr. Chico Gomes. Depois, prestou serviço na Casa Felipe. Mais tarde passou a ser proprietário de loja no ramo de material de construção e tintas. Faleceu em Leopoldina no dia 02.09.90.

Com Wenceslau Werneck completa-se o resultado da pesquisa sobre os Expedicionários Leopoldinenses, proposta no primeiro artigo da série.

Vale observar que a relação final, apresentada a seguir, está acrescida de mais um nome, Luiz Leonel Ignácio da Silva, que surgiu após a placa comemorativa ter sido afixada na Avenida dos Expedicionários, 625, Bairro Bela Vista, no dia 8 de maio de 2015.

Com esta descoberta, elevou-se para 35 o número dos Expedicionários Leopoldinenses aos quais se deve respeito e gratidão pelos serviços prestados à Pátria durante a Segunda Guerra Mundial, que são:

01 – Adilon Machado

02 – Aloísio Soares Fajardo; 03 – Antonio de Castro Medina; 04 – Antonio Nunes de Morais; 05 – Antônio Vargas Ferreira Filho

06 – Aristides José da Silva; 07 – Celso Botelho Capdeville; 08 – Derneval Vargas

09 – Eloi Ferreira da Silva Filho; 10 – Euber Geraldo de Queiroz; 11 – Expedito Ferraz

12 – Felício Meneghite; 13 – Geraldo Gomes de Araújo Porto; 14 – Geraldo Rodrigues de Oliveira

15 – Itamar José Tavares; 16 – Jair Vilela Ruback; 17 – João Esteves Furtado; 18 – João Vassali

19 – João Venâncio Filho; 20 – João Zangirolani; 21 – José Ernesto

22 – José Luiz Anzolin; 23 – Lair dos Reis Junqueira; 24 – Lourenço Nogueira

25 – Luiz Leonel Ignácio da Silva; 26 – Mário Castório Fontes Britto; 27 – Moacir Jurandir Barbosa Rodrigues

28 – Nelson Pinto de Almeida; 29 – Orlando Pereira Tavares; 30 – Oscar Nunes Cirino; 31 – Paulo Monteiro de Castro; 32 – Pedro Medeiros

33 – Pedro Rezende de Andrade

34 – Pedro Silva Santos

35 – Wenceslau Werneck

A viagem do Trem de História de hoje fica por aqui. A seguir falará sobre o final e o pós Guerra. Até lá.


Notas:

(1) PALHARES, Gentil Palhares. De São João Del Rei ao Vale do Pó. Rio de Janeiro: Bibliex, 1957. p. 450.

(2) idem, p. 481

(3) PEREIRA, Rodolfo. Leopoldinenses na FEB (1943-1945). Publicado em 20 nov. 2013. Disponível em <http://www.acropolemg.blogspot.com.br/search/label/FEB>. Acesso em 08 mar. 15.

(4) Expedicionários que viajam no “General Meigs”. Diário de Notícias, Rio de Janeiro, primeira seção, p. 6, 14 set. 1945. Disponível em <http://memoria.bn.br/pdf2/093718/per093718_1945_07023.pdf>.  Acesso em 11 jan. 15.

(5) PAMPLONA, Nelson V. A Família Werneck. Rio de Janeiro, particular, 2010. p. 210.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 30  de outubro de 2015

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Expedicionários Leopoldinenses – De Nelson a Pedro Medeiros

O Trem de História de hoje traz algumas informações sobre cinco leopoldinenses que lutaram na Segunda Guerra Mundial.

28 – NELSON PINTO DE ALMEIDA, segundo seu irmão Kléber Pinto de Almeida(1), faleceu antes do embarque para a Itália. Consuelo Machado de Carvalho, amiga da família, lembra que Nelson era filho de Avelino Almeida e Nelsina Pinto de Almeida. Casal que teve pelo menos os filhos: Eliza (1897), Edgard (1898), Dulce (1900), Fausto (1902), Avelino (1905), Galba (1906), Ondina (1908), José (1910), Geraldo (1912), Consuelo (1913), Gerson (1915), Maria de Lourdes (1917). Kleber (1919), Odete (1920), Aurélia e Nelson.

Avelino nasceu em Leopoldina, filho do português Abílio José de Almeida, agente consular interino de Portugal em 1877 e de Mariana Felisbina. Nelsina de Medeiros Pinto era filha do português Viriato da Fonseca Pinto e de Jovita Rodrigues Medeiros.

29 – ORLANDO PEREIRA TAVARES, de acordo com arquivos da ANVFEB, era o soldado 1G 235.979. Embarcou para a Itália com o 1º Regimento de Obuzes Auto-Rebocado – R.O.Au.R. em 02.07.44 e retornou em 18.07.45. Foi reformado conforme Diário Oficial de 19.09.61. Dele, até o momento foram infrutíferas as tentativas de localizar os familiares que pudessem prestar outras informações.

30 – OSCAR NUNES CIRINO consta nos arquivos da ANVFEB como sendo o soldado 1G-314.564 que embarcou para a Itália com o 11º RI, incorporado ao Depósito de Pessoal, no dia 08.02.45 e retornou em 17.09.45, informação que se confirma no Diário de Notícias(2) em que é citado como Praça da 1ª Cia do 1º Batalhão do Depósito de Pessoal que desembarcou de volta da Itália em setembro de 1945. Segundo informações de amigos da família, Oscar nasceu em Argirita em 25.08.1918 e faleceu na mesma cidade em 04 de abril de 2003. Casou-se com Maria Marcelo e deixou pelo menos três filhos, que não se conseguimos localizar até o momento.

31 – PAULO MONTEIRO DE CASTRO é um dos nomes relacionados no monumento existente na Avenida dos Expedicionários e na lista dos pesquisados por alunos da Escola Estadual Luiz Salgado Lima(3). Infelizmente até aqui não foram localizados familiares e nem registros de sua passagem pelas Forças Armadas.

Luja Machado e o expedicionário Pedro Medeiros

32 – PEDRO MEDEIROS é o único expedicionário de Leopoldina vivo. Soldado 1G 294.223 segundo ele mesmo, servia na 5ª Cia de Fuzileiros do 11º Regimento de Infantaria, de São João Del Rei, sob o comando do capitão Henrique César Cardoso(4). No Rio de Janeiro, na hora da partida, foi incluído num grupo de 140 militares do 11º RI que embarcou para a Itália com o 6º Regimento de Infantaria, de Caçapava (SP), no dia 02.07.44. No campo de batalha foi incorporado ao Pelotão de Mina da Cia de Canhão Anti Caça do 6º RI. Retornou ao Brasil por volta do dia 18.07.45.

Pedro Medeiros nasceu na Vargem Linda, no distrito de Piacatuba, no dia 10.04.21. Filho dos lavradores Antonio José de Medeiros e Idalina Josefa de Abreu, ainda criança foi entregue a uma família residente nas imediações da fazenda Santa Rosa. Casou-se com Irene Venâncio de Medeiros com quem teve as filhas Arlene, Arlete e Eni.

Hoje o assunto encerra por aqui. Continuaremos na próxima edição do Leopoldinense. Até lá.

Notas:

(1) ALMEIDA, Kléber Pinto de. Leopoldina de todos os tempos. Belo Horizonte: s.n., 2002. p.101.

(2) Expedicionários que viajam no “General Meigs”. Diário de Notícias, Rio de Janeiro, primeira seção, p. 6, 14 set. 1945. Disponível em <http://memoria.bn.br/pdf2/093718/per093718_1945_07023.pdf>.  Acesso em 11 jan. 15.

(3) PEREIRA, Rodolfo. Leopoldinenses na FEB (1943-1945). Publicado em 20 nov. 2013. Disponível em <http://www.acropolemg.blogspot.com.br/search/label/FEB>. Acesso em 08 mar. 15.

(4) PALHARES, Gentil. De São João Del Rei ao Vale do Pó. Rio de Janeiro: Bibliex, 1957. p.412.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 16 de outubro de 2015

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Expedicionários Leopoldinenses – De José Luiz a Lourenço

Logomarca da colubna Trem de História

Como ficou dito no artigo anterior, o Trem de História segue a sua viagem trazendo mais três Expedicionários Leopoldinenses que estiveram na Itália.

22 – JOSÉ LUIZ ANZOLIN é o primeiro deles. Segundo os arquivos da ANVFEB, o soldado 4G 53.765, embarcou para a Itália com o 11º RI em 22.09.44 e retornou em 20.01.45. Palhares(1) o relaciona dentre os soldados da 2ª Cia do 11º RI.

Nascido(2) em 26.07.1915, era filho de Basílio Anzolin e Antonia Ramanzi. Casou-se em 27.09.45 com Olívia Lorenzetto. Segundo familiares, ao retornar da Guerra, José Luiz passou por seguidos e longos períodos de tratamento no Hospital Central do Exército, no Rio de Janeiro, para se recuperar de problemas nas pernas, possivelmente provocados pelo fato de ter permanecido longo tempo em trincheira sob frio intenso e coberto por neve. Acreditam estes familiares que talvez estes problemas tenham contribuído para o seu falecimento em 15.10.65, em decorrência de choque operatório e enfarte de mesentério. José Luiz deixou quatro filhos: Antonia Eulália, Terezinha Maria, José Osvaldo e Sebastião Basílio.

23 – LAIR DOS REIS JUNQUEIRA embarcou para a Itália em 02.07.44 junto a um efetivo de 5.075 homens, segundo o Diário de Notícias(3). Foi soldado da 1ª Cia, do 1º Batalhão do Depósito de Pessoal do 11º RI e retornou ao Brasil em 17.09.45. Seu O Certificado(4) de Reservista de 1ª Categoria nº 19780, emitido pela FEB, informa que o soldado 4G 115.691 serviu na Itália entre 07.12.44 e 04.09.45, tendo recebido a Medalha de Campanha(5). Lair licenciou-se do serviço ativo em 03.10.45.

Nascido(6) a 10.07.17 no distrito de Santa Izabel, atual Abaíba, em Leopoldina, casou-se com Elys Junqueira de Castro e com ela teve quatro filhos. Era filho de Tomé de Andrade Junqueira e Iria dos Reis Junqueira. Faleceu em 19.05.2007, em Leopoldina, onde residia.

Registra-se que os arquivos da ANVFEB, diferentemente de outros documentos consultados, informam o embarque de Lair como tendo ocorrido no dia 23.11.44, o retorno em 17.09.45 e o nascimento no dia 06.06.1917.

24 – LOURENÇO NOGUEIRA é o terceiro do trio de hoje. O Diário de Notícias(3) registra que o soldado, 4G 110.755, da 7ª Cia do 5º BTI, esteve incorporado ao Centro de Recompletamento do Pessoal da FEB. Retornou ao Brasil em 17.09.45. Recebeu Certificado de Operações da Itália em 01.10.45. Os arquivos da ANVFEB registram que embarcou para a Itália no dia 08.02.45.

Lourenço nasceu 03.06.1921 e faleceu em 23.10.78 em Leopoldina. Era filho de Jerônimo Joaquim Nogueira. Quando foi convocado para a Guerra, já estava casado com Maria da Conceição com quem teve os filhos: Antonio Fernando, Rosa Maria, Luiz Paulo, Claudio José, José Maria e Angelus. Do segundo casamento, com Maria Elisa Lima, são os filhos: Ramil Rogel, Rosângela Aparecida e Rosana Maria. Trabalhou na Cooperativa de Leite – LAC, por onde se aposentou. Trabalhou também, por um curto período, em unidade do Exército, em Juiz de Fora.

Assim o vagão de hoje se completa. Mas a viagem vai continuar no próximo Jornal. Aguardem.

Notas:

(1) PALHARES, Gentil. De São João Del Rei ao Vale do Pó. Rio de Janeiro: Bibliex, 1957. p. 472.

(2) Arquivo da Diocese de Leopoldina, Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, livro 16 batismos fls 97 termo 422.

(3) Expedicionários que viajam no “General Meigs”. Diário de Notícias, Rio de Janeiro, primeira seção, p. 6, 14 set. 1945. Disponível em <http://memoria.bn.br/pdf2/093718/per093718_1945_07023.pdf>.  Acesso em 11 jan. 15.

(4) Certificado do Ministério da Guerra, Força Expedicionária Brasileira.

(5) Ministério da Guerra, diploma  emitido em 26.10.49.

(6) CASTRO, Luiz Fernando Hisse de. Família Vasques de Miranda. Os Vasques de Miranda de Água Viva. Publicado em 23 setembro 2012. Disponível em <http://luizfernandohissedecastro.blogspot.com.br/2012/09/vasques-de-miranda_23.html>. Acesso em 02 jan. 15.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 16 de setembro de 2015

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Expedicionários Leopoldinenses – De João Venâncio a José Ernesto

Logomarca da coluna Trem de História

A viagem do Trem de História segue hoje contando a vida de mais três conterrâneos que estiveram na Itália.

19 – JOÃO VENÂNCIO FILHO, que segundo os arquivos da ANVFEB era  soldado cozinheiro identidade nº 1G 290.367, embarcou para a Itália com o 11º RI em 22.09.44 e retornou com o mesmo Regimento em 17.09.45. Palhares(1) o relaciona dentre os soldados da 3ª Cia do 11º RI. Sua ficha na Associação informa que nasceu em Leopoldina em 02.04.21. Era filho de João Venâncio de Brito e Bernardina Silvana de Brito. Casou-se com Iracema Carvalho de Brito, nascida em 11.01.27. Faleceu em 03.12.99. Nesta mesma ficha não consta que tenha deixado descendente.

20 – JOÃO ZANGIROLANI foi soldado do 6º Regimento de Infantaria adido ao Batalhão de Guardas, conforme Provisão(2) exarada nos termos do Decreto de 29.05.47 da Presidência da República. Ferido em combate onde perdeu uma das pernas, foi julgado definitivamente incapaz para o serviço do Exército e recebeu a graduação de 3º Sargento.  Foi condecorado com a Medalha Sangue do Brasil em 15.04.45. Em junho de 1947 recebeu a comenda(3) da Cruz de Combate por ter se destacado entre os homens de seu pelotão da 8ª Cia do 6º RI durante o ataque à Montese, na Itália. Ao reformar-se, galgou o posto de tenente. Os arquivos da ANVFEB, em Juiz de Fora (MG) registram que o soldado 4G 79.994 ou, 1G 294.485 embarcou para a Itália com o 6º RI em 02.07.44. Foi reformado conforme o Diário Oficial de 14.06.47. Segundo o Diário de Notícias(4), João desembarcou do navio Cantuaria, no porto do Rio de Janeiro, em 08.11.46 “após permanecer um longo período internado em hospitais norte-americanos em tratamento e cumprindo período de readaptação”.

João(5) nasceu em 05.04.21, em Leopoldina. Era filho do imigrante italiano Gildo(6) Sangirolami (1891- 1964) e de Perina Borella (1893 – 1972), casal que residiu na Fazenda Paraíso e teve treze filhos(6). Casou-se com Sebastiana Idalina Farinazzo, filha de Natal Farinazzo e Sebastiana Regina Pengo. João faleceu a 06.06.86 (7), aos 65 anos, deixando viúva e os filhos Moacir, Jaci, Darci e Jane.

21 – JOSÉ ERNESTO é o terceiro nome do vagão de hoje. Segundo se pode apurar nos arquivos da ANVFEB e na obra de Palhares(1), José Ernesto embarcou para a Itália como soldado 4G 21.223, da 7ª Cia o 11º RI em 22.09.44. Reformou-se como cabo. O Diário de Notícias(8) informa que o seu desembarque do navio General Meigs, no Porto do Rio de Janeiro, ocorreu no dia 17.09.45. O arquivo da citada Associação informa ainda que José Ernesto nasceu em Leopoldina no dia 18.04.1919, filho de Belarmino Pacífico e Leodora Maria da Conceição. Residiu durante algum tempo em Além Paraíba (MG).

O vagão de hoje está completo, mas o assunto não acabou. No próximo virão outros Expedicionários. Até lá.

Notas:

(1) PALHARES, Gentil Palhares. De São João Del Rei ao Vale do Pó. Rio de Janeiro: Bibliex, 1957. p. 472.

(2) Provisão do Diretor de Recrutamento do Exército Brasileiro.

(3) Diploma do Ministério da Guerra datado de 15.06.47.

(4) Chegou ontem o Cantuária e o North King. Diário de Notícias, Rio de Janeiro, segunda seção, p.9, 4 dez. 1946, Disponível em <http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=093718_02&PagFis=30843>.  Acesso em 18 set. 2014.

(5) Cópias de documentos e dados complementares fornecidos pelo seu filho Jaci.

(6) Grafia da Certidão de Óbito do Registro Civil das Pessoas Naturais, de Leopoldina, livro nº 16-C, fls. 27-v, termo 1093, emitida em 11.05.2001. A certidão de Registro de Estrangeiros da Policia do Estado de Minas Gerais, livro nº 02, reg. nº 103, de 23.01.42, traz o nome como EGILDO. Documento do Archivio storico del Distretto Militare di Padova, Leva Militare delle province di Padova e Rovigo 1846 – 1902 informa que o nome era Egidio Sangirolami, filho de Giovanni Battista Sangirolami e de Modesta Carmelim.

(7) Obituário. Gazeta de Leopoldina, julho de 1986, s.d.t.

(8) Expedicionários que viajam no “General Meigs”. Diário de Notícias, Rio de Janeiro, primeira seção, p. 6, 14 set. 1945. Disponível em <http://memoria.bn.br/pdf2/093718/per093718_1945_07023.pdf>.  Acesso em 11 jan. 15.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 1 de setembro de 2015

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Expedicionários Leopoldinenses – De Itamar a João Vassali

Logomarca da coluna Trem de História

15 – ITAMAR JOSÉ TAVARES Segundo o Diário de Notícias(1) e Gentil Palhares (2), foi soldado da 9ª Cia do 3º Batalhão do 11º Regimento de Infantaria.

Chegou de volta da Itália no dia 17.09.45. Os arquivos da ANVFEB registram que o soldado 1G 293.090 embarcou com o 11º RI em 22.09.44. O mesmo arquivo informa ainda que ele teria falecido em 08.08.75. Familiares declaram que Itamar nasceu em 05.03.1919 e faleceu em 09.08.75, em Leopoldina. Era comerciário em Tebas e servia ao Exército, em Juiz de Fora, quando foi recrutado para a Guerra. Foi casado com Ocirema Ávila Tavares. Segundo seu filho José Aparício, Itamar não tinha irmão com o nome de Orlando, conforme afirma Kléber Pinto de Almeida.

Itamar José Tavares, à direita

16 – JAIR VILELA RUBACK aparece no Diário de Notícias(1) e em Palhares(3) com a informação de que foi soldado da 6ª Cia e desembarcou no porto do Rio de Janeiro no dia 17.09.45. Nesta viagem, conforme publicado no mesmo jornal, o navio trouxe para o Brasil 5.312 homens. Palhares relaciona Jair Vilela Ruback entre os soldados da 6ª Cia do 11º RI.

Jair era filho de Frederico Ruback e Cândida Vilela Ruback. Casou-se com sua prima Nair Vilela Ruback com quem teve pelo menos os filhos: Ivan, Ivo, Rui, Terezinha, Maria Isabel e Fernando. Residiu durante muito tempo na Rua Dr. Oswaldo Vieira, em Leopoldina.

17 – JOÃO ESTEVES FURTADO, segundo o Diário de Notícias(1), foi soldado da 2ª Cia do 1º Batalhão do Depósito de Pessoal do 11º RI, tendo desembarcado de volta da Itália no dia 17.09.45. Os arquivos da ANVFEB informam que o 3º Sargento 4G 925.542 embarcou com o Centro de Recompletamento de Pessoal/FEB em 08.02.45.

Certidão de nascimento emitida pelo Serviço de Registro Civil e Notas de Argirita informa que era natural daquela cidade e nasceu no dia 08.08.1923. Filho de Misael Furtado de Souza e Maria Roza Esteves Furtado, pelo lado do pai era neto de José Maria Furtado de Souza e Maria Misael Furtado e, por parte da mãe, descendia de Francisco Esteves e Maria Grazia Liotti. Casou-se com Maria Lopes Furtado e deixou descendente. Faleceu em Juiz de Fora no dia 23.06.97.

18 – JOÃO VASSALI foi incluído no monumento existente na Avenida dos Expedicionários e na relação dos alunos da Escola Estadual Luiz Salgado Lima(4). Segundo dados do arquivo da família e da ANVFEB, foi o soldado 4G 110362 do 11º RI. Embarcou para a Itália no dia 23.11.44 e retornou em 22.08.45 com o Batalhão do Depósito do Pessoal. Recebeu o Certificado e Medalha de Campanha. Como inativo, galgou o posto de 2º tenente.

João nasceu em 26.08.1921. Filho de Vicente Vassali e Maria Vassali. Casou-se em 28.02.46 com Maria Augusta Favero com quem teve os filhos: Gilson, José Luiz, Juarez, Maria do Carmo e Rosa Maria Vassali. Faleceu em 17.09.79.

Da sua vida após a Guerra sabe-se que, no final dos anos de 1950, residia na esquina da Rua Santa Filomena com a Praça Professor Ângelo e possuía um comércio de bebidas na Avenida Getúlio Vargas, no prolongamento da Rua Francisco Andrade Bastos, ao lado do antigo campinho do Cocota.

O sobrenome Vassalli, segundo Ciro Mioranza(5) é a forma plural de Vassallo, homem livre que, na sociedade feudal, se submetia ao senhor feudal em troca de proteção.

O vagão de hoje está cheio. Ainda temos mais João. Mas fica para o próximo. Aguardem.

Notas:

(1) Expedicionários que viajam no “General Meigs”. Diário de Notícias, Rio de Janeiro, primeira seção, p. 6, 14 set. 1945. Disponível em <http://memoria.bn.br/pdf2/093718/per093718_1945_07023.pdf>.  Acesso em 11 jan. 15.

(2) PALHARES, Gentil. De São João Del Rei ao Vale do Pó. Rio de Janeiro: Bibliex, 1957. p.492.

(3) PALHARES, obra citada, p.484.

(4) PEREIRA, Rodolfo. Leopoldinenses na FEB (1943-1945). Publicado em 20 nov. 2013. Disponível em <http://www.acropolemg.blogspot.com.br/search/label/FEB>. Acesso em 08 mar. 15.

(5) MIORANZA, Ciro. Dicionário dos Sobrenomes Italianos. São Paulo: Escala, 1997. p. 315.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 16 de agosto de 2015

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Expedicionários Leopoldinenses – De Felício a Geraldo Rodrigues

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12 – FELÍCIO MENEGHITE. A certidão passada pela Secretaria Geral do Exército em 26.08.67 informa que este soldado foi incluído como voluntário em 01.03.42 e permaneceu no 12º Batalhão de Caçadores até 23.01.45.

Participou de comboio marítimo a bordo do navio Itapura entre os portos de Vitória (ES) e Caravelas (BA). Pela mesma certidão, de acordo com o aviso nº 972, de 16.11.43, esteve a serviço no Arquipélago de Fernando de Noronha. Informações verbais de familiares dão conta de que Felício esteve na Itália, no final da Guerra, embora não se tenha logrado êxito nas buscas de documentos que comprovassem essa viagem.

Registre-se que o sobrenome de Felício no Certificado de Reservista de 1ª categoria nº 173764, do Ministério da Guerra, 4ª Região Militar, 12º Batalhão de Caçadores, emitido em Vila Velha (ES) em 31 de janeiro de 1945 consta como sendo Meneguite.

Felício era um dos filhos do casal Ermenegildo Meneghetti, nascido em Campolongo Maggiore (Itália) em 28.07.1881 e Genoveffa Calzavara, filha de Giuseppe Calzavara e Ana Scantabulo. Por parte de pai era neto dos imigrantes italianos Sante Meneghetti e Regina Formenton, casal cujo filho mais velho, de nome Felice Augusto, foi proprietário do lote nº 09 da Colônia Agrícola da Constança.

13 – GERALDO GOMES DE ARAÚJO PORTO. O nome deste Expedicionário aparece no Diário de Notícias(1) com a informação de que foi soldado da 6ª Cia do 2º Batalhão do 11º Regimento de Infantaria e desembarcou no porto do Rio de Janeiro (RJ) no dia 17.09.45 do navio General Meigs. Ainda no mesmo jornal consta a informação de que nesta viagem, procedente de Francoline, na Itália, o navio trouxe 5.312 homens. Gentil Palhares também o relaciona dentre os soldados da 6ª Cia do 11º RI. E nos arquivos da ANVFEB, o soldado 1G 292.445 está entre os que embarcaram para a Itália com o 11º RI em 22.09.44. Infelizmente não foi possível coletar até agora outros dados pessoais, uma vez que não foram localizados os seus familiares.

14 – GERALDO RODRIGUES DE OLIVEIRA. Sabe-se por documentos do arquivo da família que Geraldo Rodrigues de Oliveira foi convocado para a Guerra em 09.04.43. No Exército chegou ao posto de 3º sargento e participou do grupo de Artilharia de Dorso que patrulhou a costa brasileira. A bordo do navio Itaquera partiu do Rio de Janeiro (RJ) para Caravelas (BA) onde permaneceu até 30.08.45, conforme certidão reg. nº 53739/99-DIP, do Ministério da Defesa – Exército Brasileiro, datada de 20.09.99.

Geraldo nasceu a 16.06.1921 no Sítio Puris, no Bairro da Onça, propriedade da família desde os tempos do seu avô. Foi contabilista, bancário, securitário, pecuarista e participou ativamente da vida social da cidade. Era casado com Dalva Rodrigues de Oliveira com quem teve os filhos: Elisabete, Roberto, Pedro Paulo, Maria Leonor, Fernando e Carlos. Faleceu em 15.06.1995, no Rio de Janeiro (RJ) e foi sepultado em Leopoldina.

Como curiosidade, vale registrar que os arquivos da ANVFEB registram a existência de um soldado, também de Minas Gerais, homônimo do sargento Geraldo Rodrigues de Oliveira, que participou da Segunda Guerra.

O Trem de História de hoje fica por aqui. No próximo vagão ele trará Itamar José, João Esteves e João Vassali. Até lá.

Itamar José Tavares, o penúltimo à direita, na última fila.

Notas:

(1) Expedicionários que viajam no “General Meigs”. Diário de Notícias, Rio de Janeiro, primeira seção, p. 6, 13 set. 1945. Disponível em <http://memoria.bn.br/pdf2/093718/per093718_1945_07022.pdf>.  Acesso em 08 jan 15.

(2) PALHARES, Gentil. De São João Del Rei ao Vale do Pó. Rio de Janeiro: Bibliex, 1957. p.484.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 1 de agosto de 2015

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