Arquivo da tag: Ouro Preto

Cidade Histórica de Minas Gerais, tendo sido sua capital.

98 – Costa Cruz – Cecília, Francisco e Ana Tereza Martins da Costa Cruz

Este vagão do Trem de História traz algumas informações de mais três filhos de Joaquim José e Ana Joaquina. Lembrando que ainda permanecem, quanto a alguns dos filhos do casal, lacunas que se espera sejam preenchidas com o caminhar das pesquisas. Mas para que não se percam os dados apurados, ficam aqui registrados.

Cecília Martins da Costa Cruz, a sexta filha do casal nasceu em 1859, em Leopoldina[1]. Casou-se com Luiz Bueno e, após enviuvar-se, em segundas núpcias, em 13.01.1883, casou-se com Luiz de França Viana[2], filho de Felicíssimo de Souza Viana e Maria.

Sobre ela pouco se conseguiu reunir além de uma história triste, contada por Mário de Freitas no seu livro “Leopoldina do Meu Tempo”, páginas 41 e 42. Conforme o autor, no segundo casamento Cecília teve uma filha de nome Anita que morava no Rio de Janeiro e teria cometido suicídio, em decorrência de problemas no casamento com um médico da Marinha. Quando a avó, Cecília, foi buscar os netos, filhos de Anita, encontrou os dois deitados ao lado do corpo da mãe e um deles estava morto, provavelmente por falta de alimentação já que o pai estava foragido.

Ana Tereza Martins da Costa Cruz é o nome da sétima filha do casal Joaquim José e Ana Joaquina, indicada por diversos pesquisadores como tendo nascido em Leopoldina na década de 1860. Seu batismo não foi localizado, nem tampouco o casamento com seu primo Joaquim Martins da Costa Cruz. Desta forma, não foi possível identificar qual dos sobrinhos de Joaquim José teria sido, também, seu genro.

Francisco Martins da Costa Cruz, o oitavo filho do casal Joaquim José e Ana Joaquina, nasceu em Leopoldina[3] em 1862. Em julho de 1889 foi nomeado[4] 2º suplente de delegado de sua terra natal. Em 1892 era eleitor em Leopoldina e três anos depois se transferiu para Cataguases[5]. Em Leopoldina do Meu Tempo, página 42, Mário de Freitas a ele se refere como Nhô Chico.

Vale ressaltar que as terras da família Costa Cruz eram às margens do Rio Pomba, próximas de Cataguases, razão pela qual parte da família naturalmente acabou por fixar residência na cidade vizinha. Da mesma forma que os habitantes de Vista Alegre, que estão do outro lado do rio, em função do ramal da estrada de ferro e a menor distância, em boa parte se ligaram a Leopoldina.

Francisco Martins casou-se com Olímpia Figueira com quem teve os filhos:

1 – Joaquim, nascido[6] em Leopoldina em 1884, foi casado com Maria da Glória Martins dos Santos e em segundas núpcias com Zenar Macedo. Joaquim estudou em Ouro Preto[7] e foi promotor público em Cataguases[8].

2 – Placidina nasceu[9] em Leopoldina em 1885 e faleceu[10] em 1970. Segundo Pedro Vidigal, casou-se com Edelberto Figueira nascido em Valença, RJ e falecido em Além Paraíba, MG. Ele era filho de Francisco Bernardo da Figueira e de Brígida Maria. O casal foi pai de Emília Costa Cruz Figueira, nascida[11] em 1909 e que se casou João Moojen de Oliveira. Ele, nascido em 1904 em Leopoldina e falecido em 1985 no Rio de Janeiro, era filho de Luiz Carlos de Oliveira e Julieta Moojen. Segundo Fernando Dias Ávila Pires, no texto Personagens e Pioneiros da Universidade Federal de Viçosa, João Moojen, que não usava o sobrenome de Oliveira e dispensava o título de Professor Doutor, foi figura marcante na zoologia brasileira do século XX. O autor informa, ainda, que o cientista J. M. Oliveira deixou quatro filhos, nascidos em Leopoldina, doze netos e dois bisnetos.

3 – Dalila (n.1892)[12], casou-se com José Ribeiro Viana.

4 – Nadia (n.1895)[13], casou-se com João Batista de Souza Lima.

5 – Francisco (n1901)[14], casou-se com Maria Leitão de Sá.

6 – Angelo (n.1903)[15], casou-se com Maria Helena Ladeira Campos.

Por hoje o Trem de História fica por aqui. No próximo número virão os dois últimos filhos de Joaquim José e Ana Joaquina. Até lá.


Fontes Consultadas:

[1] Arquivo da Diocese de Leopoldina, lv 01 bat fls 44 termo 235.

[2] idem, lv 1 cas fls 79 termo 225.

[3] idem, lv 01 bat fls 92 termo 498

[4] Irradiação (Leopoldina, MG), 24 julho1889, ed 74 p 3.

[5] Alistamento Eleitoral de Leopoldina século XIX, Atas de Eleição.

[6] Arquivo da Diocese de Leopoldina, lv 02 bat fls 115 termo 1088.

[7] O Pharol (Juiz de Fora), 4 jan 1903 ed 465 p 1.

[8] VIDIGAL, Pedro Maciel. Os Antepassados. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1979 e 1980. v 2 tomo 2 1ª parte p 941.

[9] Arquivo da Diocese de Leopoldina, lv 02 bat fls 156v termo 1500.

[10] VIDIGAL, obra citada, v 2 tomo 2 1ª parte p 943

[11] idem, v 2 tomo 2 1ª parte p 943

[12] Arquivo da Diocese de Leopoldina, lv 04 bat fls 79 termo 937.

[13] idem, lv 05 bat fls 79v termo 323.

[14] VIDIGAL, obra citada, v 2 tomo 2 1ª parte p 949

[15] Arquivo da Diocese de Leopoldina, lv 10 bat fls 6v termo 59.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 351 no jornal Leopoldinense de 15 de março de 2018

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71 – Martins de Almeida – Seus antepassados – I

Como prometido no artigo anterior, a viagem continua pela família de Martins de Almeida. Hoje, para lembrar os seus antepassados.

Conforme já foi dito anteriormente, Francisco Martins de Almeida era filho do magistrado Dr. Antonio Francisco de Almeida e de Georgina Martins de Almeida, e nasceu em Leopoldina em 07 de janeiro de 1903. A partir do convite para o seu sepultamento[1] no Cemitério de São João Batista, no Rio de Janeiro (RJ), no dia 30 de julho de 1983, é de se supor que tenha falecido na condição de solteiro. E considerando que a missa de 7º dia foi celebrada na Matriz de N. S. de Copacabana, provavelmente continuava morando na Rua Hilário de Gouvêa, endereço citado nas atas da Comasa – Construtora Martins de Almeida, empresa de engenharia da qual participava com irmãos e outros familiares.

Embora não se tenha encontrado o registro de casamento dos pais de Martins de Almeida – Georgina e Antonio Francisco, uma notícia publicada[2] em 1899 faz crer que o noivado do casal teria sido breve e o casamento se realizara em fevereiro daquele ano. Dois anos depois, o nome do marido aparece ao lado do nome do pai de Georgina na lista de acionistas do Banco de Leopoldina.

Mas a homonímia não nos permite afirmar que Antonio Francisco tenha sido o jovem que recebeu o grau[3] de bacharel em ciências jurídicas e sociais em 1894 e que no ano seguinte foi nomeado[4] promotor de justiça da comarca de Ouro Preto. Entretanto esta informação respalda a notícia do noivado dando conta de que ele era Secretário de Polícia em 1898 e posteriormente foi nomeado para substituir o promotor Francisco de Castro Rodrigues Campos que esteve lotado em Leopoldina até por volta de 1900 sem ter assumido efetivamente o cargo.

O fato é que Georgina Martins Ferreira e Antônio Francisco de Almeida passaram a residir na Fazenda Araribá onde nasceram, pelo menos, dois de seus filhos: Félix Martins de Almeida em 20 de fevereiro de 1902 e Francisco Martins de Almeida em 07 de janeiro de 1903, ambos registrados no Cartório de Providência. E é possível que um filho mais velho, homônimo do pai, também tenha nascido em Providência, da mesma forma que outros quatro: José (1904), Maria Eugênia (1905), Heloisa (1906) e Elza (1907). Poderíamos acrescentar, ainda, Liana Martins de Almeida que aparece em convites fúnebres da família, publicados em jornais do Rio de Janeiro na década de 1980.

Registre-se que o problema para a identificação correta desse grupo familiar advém das diversas mudanças de localização da família. Se na primeira década dos novecentos encontramos referências no Registro Civil do distrito de Providência, em Leopoldina, na década seguinte um dos filhos, Félix, estudava[5] em Barbacena, MG, mas não sabemos se toda a família ali residia. Já nos anos de 1920, a filha Elza estudava[6] no Colégio Granbery, em Juiz de Fora, e em 1924 o endereço[7] da família era Muzambinho, MG.

Depois da passagem por Belo Horizonte, fomos encontrar Francisco Martins de Almeida no Rio de Janeiro, como advogado e sócio fundador da COMASA – Construtora Martins de Almeida, constituída[8] em 25 de fevereiro de 1946 pelos irmãos, com a participação de cunhados e alguns outros parentes.

Esta viagem se tornou exaustiva em razão destas seguidas mudanças, o que obriga o Trem de História a fazer mais uma parada. Mas, fique tranquilo o leitor. Na próxima edição ela prosseguirá com a família Martins de Almeida. Até lá!


Fontes Consultadas:

[1] Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, RJ, 30 jul 1983, ed 113 p.14.

[2] Gazeta de Leopoldina, Leopoldina, MG, 14 fev 1899 p.3

[3] O Estado de Minas Geraes, Ouro Preto, MG, 15 jul 1894 ed 403, p.1.

[4] O Estado de Minas Geraes, Ouro Preto, MG, 6 mar 1896 ed 426 p.3.

[5] O Pharol, Juiz de Fora, MG, 28 abr 1914 ed 98 p.2.

[6] O Pharol, Juiz de Fora, MG, 11 nov 1925 ed 1064, página 4.

[7] Correio da Semana, Queluz [Conselheiro Lafaiete], MG, 25 set 1924 ed 492 p.3.

[8] Correio da Manhã, Rio de Janeiro, RJ, 29 mar 1946 ed. 15767 p.6.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 326 no jornal Leopoldinense de 1 de março  de 2017

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1ª Festa Italiana de Ouro Preto

1ª  FESTA ITALIANA DE OURO PRETO

“Este evento tem por objetivo resgatar a história das famílias italianas que chegaram a Ouro Preto no fim do Século XIX e início do Século XX, e de sua trajetória até o presente. Os seus vínculos com a cidade são férteis e profundos, tendo o reconhecimento em várias áreas de atividades destacando o comércio, as artes e a universidade.

Comemorar com a cidade e seus moradores, visitantes e turistas, de modo festivo é uma maneira de prestar uma justa homenagem as gerações passadas e seus descendentes, inserindo um novo capítulo na vida cultural de Ouro Preto. A Festa que acontecerá na Rua São José, que desde o primeiro momento recebeu a adesão e participação do comércio situado nesta via. De forma inusitada os restaurantes decidiram colocar suas mesas na calçada da rua que será fechada, dando um tom mais italiano, somado ao belo cenário colonial.”

 

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Profissões, atividades produtivas e posse de escravos em Vila Rica ao alvorecer do século XVIII

Artigo de Francisco Vidal Luna e Iraci del Nero da Costa
“Parece-nos necessário, antes de abordarmos o tema em foco, esboçar o perfil de Vila Rica, como se revelava no início do século XIX. Para tanto, servir-nos-emos das crônicas de quatro viajantes europeus: Auguste de Saint-Hilaire (visitou-a em dezembro de 1816); John Mawe (ali esteve por volta de 1809); João Maurício Rugendas (a conheceu nos primeiros anos do segundo quartel do século XIX); e, finalmente, W. L. Eschwege (chegou a Minas em 1811, residiu por vários anos em Vila Rica e a deixou em abril de 1821 para encetar viagem de retorno à Europa).”

Texto disponível em:
ar19.pdf (objeto application/pdf)

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