Arquivo da tag: O Leopoldinense

Hospedaria de Jacareacanga, Leopoldina

Conforme se verifica no recorte acima, em setembro de 1895 teria sido adquirido o Sítio Jacareacanga, com o nome incorretamente grafado na nota. O objetivo era nele instalar a Hospedaria de Imigrantes de Leopoldina que, segundo outras fontes, funcionou por um curto período de tempo.

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4 – Colunas Literárias

Coluna Trem de História

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado no jornal Leopoldinense de 1 de agosto de 2014

Continuação do estudo sobre A Imprensa em Leopoldina (MG) entre 1879 e 1899

Não foram apenas os dois autores citados no artigo anterior que escreveram colunas literárias publicadas nos antigos jornais de Leopoldina. No jornal O Leopoldinense, havia uma coluna denominada Folhetim, na metade da primeira página.

Na Gazeta de Leopoldina, na edição nº 5 do terceiro ano, foi inaugurada uma seção, também na primeira página, com o título A Gazetinha e o subtítulo Folha Literária.

Em outros jornais da época existiam colunas contendo material semelhante, que no livro “História e Imprensa: Representações Culturais e Práticas de Poder”, organizado por Ariane Ewald e outros, é descrito como crônicas folhetinescas “divulgadoras de uma trama social, de um estilo de vida, de valores que sinalizaram a modernidade no século XIX”. Que equivaliam ao que Nelson Werneck Sodré classificou de “romances e novelas anônimas, fabricadas aos montes para distrair o espírito das sinhazinhas e dos estudantes”.

É o caso, por exemplo, d’O Leopoldinense, que durante o ano de 1881 publicou a tradução feita por Silva Ennes para A Condessa de Talma dividida em várias edições, sem ter sido indicada a nacionalidade ou o nome do autor da obra.

Também eram publicadas traduções e análises críticas de obras europeias. Algumas vezes com conteúdo que surpreende por aparentar certa incompatibilidade com o que o senso comum entende ser característica da sociedade da época. Como a análise da obra “As Mulheres que Votam e as Mulheres que Matam”, de Alexandre Dumas Filho, publicada na primeira página da edição nº 51, de 07.11.1880, d’O Leopoldinense. Anunciada como “correspondência do Leopoldinense”, o texto informa que a primeira parte da obra trata de três mulheres acusadas de terem assassinado os pais de seus filhos, sendo uma delas atriz, a segunda uma serva e a terceira uma senhora casada. Após descrever os processos, o autor dialoga com o leitor declarando que os crimes aconteceram “porque não tendes ânimos de fazer leis que confiram à honra das donzelas as mesmas garantias que à mais grosseira mercadoria”. Já na segunda parte da obra, diz o articulista, o autor defende “o direito que tem a mulher de votar, como o homem”. O texto questiona a diferença entre sexos e declara que as teses advogadas por Dumas Filho passariam por diversas fases como espanto, hábito, experiência, dever e finalmente um bem para a sociedade.

De resto, a apreciação dessas colunas literárias suscita algumas conclusões.

Em primeiro lugar, há uma sensível diferença entre a primeira fase, em que O Leopoldinense era o único periódico e a quarta fase, com vários jornais sendo publicados simultaneamente ou não. Se naquela os autores não puderam ser identificados, nesta houve nomes que permaneceram na lide literária. Enquanto a primeira fase caracterizou-se por romances e novelas anônimas, na última eram publicadas poesias, contos curtos e pequenas crônicas, quase sempre com identificação da autoria. Por outro lado, a quarta fase inaugurou a época das charadas, piadas e colunas de opinião.

De todo modo, não se pode esquecer o alerta do livro de Ariane Ewald de que as “crônicas são fragmentos e, ao mesmo tempo, elementos do social” e que tais “fragmentos da vida no século XIX indicam também os sinais mais públicos e visíveis do projeto da modernidade” que se vivia à época. Ampliando-se a área de alcance destes conceitos para além das crônicas folhetinescas, percebe-se que outras matérias publicadas nos primeiros periódicos leopoldinenses se enquadram na mesma condição de reflexo da vida cotidiana.

De certo modo foi o que se observou, por exemplo, na crônica publicada na edição de 30.01.1896 da Gazeta de Leopoldina, assinada por J. Lorbela, provável pseudônimo. Após uma introdução bastante rebuscada em elogios ao distrito de Conceição da Boa Vista, o autor usa de fina ironia para denunciar “esse ninho de águias” que seria o Conselho Distrital e fazer provocações sobre a falta de água, de iluminação e de prédio para a escola. No prosseguimento, declara que não houve eleição no distrito porque “na forma do costume, os eleitores deixaram-se ficar no seu dulce far niente”, abstendo-se de participar do pleito. E encerra o texto pedindo ao fiscal distrital para por “termo às infrações ao estatuto municipal, tão desrespeitado por indivíduos menos ocupados que se divertem dia e noite a alvejar as suas armas, pondo em sobressalto crianças e famílias”. Pela leitura das crônicas deste articulista durante boa parte do ano de 1896 é possível acompanhar o cotidiano do distrito de Conceição da Boa Vista.

Dá até vontade de continuar nesta toada. Mas o Trem de História soou o apito indicando que é chegada a vez do vagão que vai explicar as razões para Leopoldina ter tido tantos periódicos em tão pouco tempo. Aguardem.

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3 – Influências e Financiamento

Logomarca da coluna Trem de História

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 16 de julho de 2014

Terceira parte do trabalho A Imprensa em Leopoldina (MG) entre 1879 e 1899

Neste tempo de muito falar sobre financiamento de campanha e contabilidade criativa para que a grana não saia dos trilhos, o Trem de História conta um pouco sobre os caminhos percorridos para o financiamento dos periódicos e as influências que exerciam sobre a linha editorial de um jornal.

E o ponto de partida para a viagem de hoje é a edição nº 40 do ano 3, de 25.05.1882, d’O Leopoldinense, que na primeira página traz um aviso com os preços cobrados para veicular declarações, publicações solicitadas, avisos e anúncios, esclarecendo-se que “adotamos os preços moderadíssimos do Diário do Brasil”, de onde se extrai primeira constatação interessante.

A notícia em si, indicando uma das formas de financiamento do jornal, pouca novidade tem. Mas nela o editor do Leopoldinense deixou entrever que seu jornal acompanhava o Diário do Brasil, periódico publicado na Corte, que foi incluído por Nelson Werneck Sodré, em A História da Imprensa no Brasil, entre os órgãos da pequena imprensa que se isolou no apoio ao manifesto de Carl von Koseritz, em 1883, de incentivo à imigração germânica. O Diário do Brasil era um informativo classificado pelo jornalista francês Max Leclerc entre os que “exerciam grande influência na opinião” e, como se vê, servia de parâmetro para O Leopoldinense. Isto faz crer, com boa margem de segurança, que não teria sido por mero acaso que O Leopoldinense se colocou, em diversas oportunidades, a favor da substituição da mão de obra escrava por colonos estrangeiros.

Recorde-se que o tema da imigração foi estudado pelos autores deste Trem de História em projeto desenvolvido há alguns anos sobre a Colônia Agrícola da Constança. Naquela oportunidade afirmou-se mais de uma vez que os fazendeiros leopoldinenses adotaram a ideia da contratação de colonos estrangeiros a partir do início da década de 1880 e a substituição da mão de obra foi um processo crescente, não se justificando a visão de que o 13.05.1888 desestruturou todas as propriedades agrícolas do município.

Recorde-se, ainda, que entre outras fontes utilizadas naquele estudo estão as matérias publicadas em jornais, especialmente as colunas d’O Leopoldinense e da Gazeta de Leopoldina que divulgavam a chegada de imigrantes na Hospedaria Horta Barbosa, em Juiz de Fora.

Voltando à fonte de financiamento do primeiro periódico leopoldinense, vale observar que ela traz um indicador importante. Analisando a denominada Seção Livre, observa-se que o jornal publicava matérias relativas a diversos municípios que não faziam parte da área de influência de Leopoldina, o que indica uma boa receptividade do jornal numa região mais vasta.

Embora não tenha sido possível identificar com precisão todo o universo dos assinantes do jornal, pode-se concluir, por hipótese, que além dos moradores de localidades próximas os houvesse em diferentes pontos das províncias de Minas e Rio, além da Corte, o que por si só amplia bastante a sua possibilidade de financiamento através das assinaturas. E esta ampliação pode ser observada em anúncio na primeira página da edição de 19.11.1881 informando que as assinaturas poderiam ser pagas num endereço na capital do Império – Rua da Quitanda 84-B, onde se estabelecia a empresa Portella & C. que recebia, também, assinaturas tomadas por moradores de outras cidades. Segundo o próprio jornal era possível, também, pagar a assinatura diretamente, através de remessa de vale postal, como fez um padre de Valença, RJ, em 1881.

Uma fonte importante de financiamento, não só para O Leopoldinense, sempre foi a proveniente das publicações oriundas da administração municipal e do poder judiciário. Neste ponto é importante lembrar que as receitas destas publicações algumas vezes traziam consigo seus prós e contras. Assim, em alguns casos, pareciam constituir-se na razão para a existência de uma folha informativa. Noutros, agraciados com maior ou menor volume de recursos, podiam ser confundidos com algum favor concedido ou negado devido à cor da bandeira partidária assumida por seu editor.

Outra forma de financiamento dos periódicos eram as colunas com noticiário religioso. Segundo consta em alguns dos “papeizinhos” do Padre Julio Fiorentini, que estava à frente da Paróquia de São Sebastião nos últimos anos do século XIX, eram feitas arrecadações específicas pelas irmandades para publicação de anúncios no jornal. Esclareça-se que tais papeizinhos foram encontrados dentro de livros de assentos paroquiais de batismo transcritos pelo Padre José Ribeiro Leitão em dezembro de 1958, não estando organizados ou arquivados de forma a permitir sua referenciação.

Completando-se o rol de meios para obtenção de fundos para financiamento dos periódicos, há a indicação de venda avulsa realizada por “moleques” esporadicamente mencionados. Contudo, apesar do preço da assinatura ser informado sempre na primeira página, no caso d’O Leopoldinense não foi encontrado o valor para venda avulsa.

Conhecidas as fontes de influência e financiamento dos periódicos o próximo vagão promete falar de literatura, jornalismo e política. Aguardem. Ele vem puxado pela Maria Fumaça, mas é rapidinho.

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2 – O Público Alvo dos Periódicos

Logomarca da coluna Trem de História

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 1 de julho de 2014

Continuação do trabalho A Imprensa em Leopoldina (MG) entre 1879 e 1899

Como foi dito no artigo anterior, o trem de história traz hoje o vagão da pesquisa sobre o público alvo dos periódicos. Isto é, o pessoal que devia sentar no banco do trem, na espreguiçadeira do alpendre ou, na cadeira da sala para ler o jornal. E começa pelo mais antigo jornal da cidade que se chamou “O Leopoldinense”.

Este periódico teve como seu primeiro editor e gerente o Alferes Francisco da Costa Sobrinho. Sua primeira edição data de 01.01.1879 mas só existem em arquivo os números publicados a partir de novembro de 1880. Era “propriedade de uma sociedade anônima” cujos membros podem apenas ser suspeitados, já que não se encontraram fontes que os identificassem. Apresentava-se como “Folha Comercial Agrícola Noticiosa”, trazendo o subtítulo “Consagrado aos Interesses dos Municípios de Leopoldina e Cataguases”, o seu público alvo declarado.

Abra-se aqui um parêntese. O subtítulo acima se confirma pelo fato de que a publicação surgiu quando havia apenas três anos e dois meses que Cataguases se emancipara de Leopoldina e somente um ano e quatro meses da instalação daquele município. Registre-se, ainda, que é possível constatar, em matérias publicadas no jornal e em documentos do Arquivo da Câmara Municipal de Leopoldina, como os livros dos cartórios de notas, que por esta época Cataguases ainda mantinha certo nível de dependência em relação a Leopoldina e que, além disso, ali a imprensa periódica só apareceu cinco anos depois, em 1884, conforme Xavier da Veiga.

Seria, entretanto, uma simplificação perigosa afirmar que O Leopoldinense tinha como público alvo apenas os moradores de Leopoldina e Cataguases. Até porque as divisões administrativas nem sempre correspondem ao que se observa na realidade. O público do jornal poderia ser constituído pelos 59.390 habitantes da área imediata de influência de Leopoldina e não somente dos que residiam no território então pertencente ao município.

E para entender esta ampliação do público alvo basta lembrar o fato de que alguns dos distritos emancipados estavam subordinados a municípios onde ainda não havia imprensa periódica. Porque além de Cataguases, já mencionado, este é o caso dos distritos que foram transferidos para Mar de Espanha, Muriaé e São João Nepomuceno, como pode ser deduzido da obra de José Xavier da Veiga, quando mostra que o primeiro jornal de Mar de Espanha é de 1882 e informa que em Muriaé e São João Nepomuceno os primeiros apareceram somente em 1887.

Importante destacar que, do total de moradores (59.390) apurado em 1872, apenas 65,54% deles eram cidadãos livres, o que poderia levar à conclusão de que o mercado do jornal seria de 38.924 pessoas, das quais apenas 9.010 eram alfabetizadas. Entretanto, o baixo índice de alfabetização não se torna totalmente excludente por conta de notas encontradas em vários jornais consultados, as quais confirmam a opinião de Walmir Silva, em A Imprensa e a Pedagogia Liberal na Província de Minas Gerais, que citando Gramsci afirma que: “o referido público não se resumia a letrados, sendo condição da pedagogia liberal alcançar os simples”. E conforme o mesmo autor, a oralidade teve grande importância num ambiente de baixa alfabetização: “a circulação dos periódicos e sua leitura pública alimentavam uma elite intelectual moderada, em sentido amplo”.

No mesmo sentido coloca-se Marcus J. M. de Carvalho, em A Imprensa na Formação do Mercado de Trabalho Feminino no Século XIX, ao mencionar a leitura em voz alta e também a frequência aos locais de concentração de pessoas como osmeetings e clubs, para ter acesso à informação. Aliás, Carvalho referiu-se a uma expressão interessante ao declarar que as novidades chegavam através das conversas com agregados, com os escravos de dentro de casa ou com vizinhos. Afirmou ele: “vestidos e ideias francesas vinham na mesma embalagem” cuja ideia central remete ao processo da Inconfidência Mineira, de inspiração francesa.

E para sintetizar as referências à influência dos costumes da França na sociedade brasileira, presentes em inúmeras obras, cita-se aqui a Revista Gragoatá, da Universidade Federal Fluminense, volume 10-13, de 2001, com um artigo intitulado “As ideias francesas [chegaram ao Brasil] nos movimentos preparatórios da Independência”.

Este aspecto foi observado, nos jornais de Leopoldina analisados para este trabalho, em situações tais como citações naquela língua, anúncio de livros de autores franceses e comentários sobre a moda parisiense. Presume-se, portanto, que o francesismo era sinal distintivo e o público leitor estava a ele habituado. Adicionalmente, a análise de anúncios de cursos livres ou regulares na cidade demonstra que havia interesse pelo aprendizado da língua de Rousseau.

Fechando o artigo de hoje, resta dizer que em fevereiro de 1881 o subtítulo do Leopoldinense passou a ser “Dedicado à Causa Pública e Social”, embora não se tenha observado mudança editorial ou de público nos exemplares posteriores. Em maio de 1882 ocorreu uma significativa alteração no jornal ao ser desfeita a sociedade Costa Sobrinho & C, ficando todo o ativo e passivo da tipografia, bem como a casa de negócio situada à Rua do Rosário nº 37, a cargo do sócio Francisco da Costa Sobrinho, conforme nota publicada na primeira página da edição nº 39, de 21 de maio daquele ano. Quanto à linha editorial, estrutura do periódico e público alvo, as edições subsequentes não trazem modificações.

No próximo número o Trem da História seguirá a sua viagem.

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Posturas Municipais

Há 133 anos o Fiscal Municipal de Leopoldina publicava o anúncio abaixo no jornal O Leopoldinense. Além de informar sobre o prazo para calçamento das testadas das casas, alertava sobre atividades proibidas na área urbana, como cortume e chiqueiro.

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Teatro no Largo da Grama

Em 1882 Leopoldina recebia grupos de teatro que se apresentavam ao ar livre, à exemplo do espetáculo anunciado no recorte a seguir:

Teatro Largo da GramaNo anúncio informa-se que serão representadas algumas comédias, o que pode ser adaptado para a linguagem atual com o sentido de esquetes humorísticos.

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Ensino do Francês no século XIX

Um leitor deste blog pediu informações sobre o uso da língua francesa em Leopoldina no século XIX. Fornecemos o recorte abaixo, do jornal O Leopoldinense de 5 de maio de 1895, página 2. Ao agradecer ele informou ser a primeira vez que encontra uma demonstração tão clara como esta e que consideraria utilizar, a partir de agora, a imprensa periódica como fonte para seus trabalhos.

Será que esta fábula ainda é contada para as nossas crianças?

Uma fábula em Francês

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Cuidados com a Infância

Duas notícias publicadas na mesma página do jornal O Leopoldinense, há 132 anos, indicam preocupação com o bem estar das crianças e cobrança de medidas das autoridades.

Notícias do jornal O Leopoldinense

Por um lado, Francisco de Paula Pereira Pinto e Joaquim de Azevedo doavam selos servidos para a campanha de proteção da infância, muito comum naqueles idos de 1882. Por outro, cobrava-se de um político uma solução para a falta de professores de instrução primária.

Estas notícias chamaram a atenção pelo fato de que, naquela época, a concepção de infância não era muito diferente do que ocorria no século XII, conforme defendeu Philippe Ariès em História Social da Infância e da Família (Rio de Janeiro: LCT, 1978). Para este autor, os problemas sociais que afetavam as crianças e adolescentes pobres da Idade Média permaneciam, de alguma forma, no século XIX.

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A Igreja do Rosário em imagens externas

O entalhador, escultor e pintor português Ignacio de Castro Buena Flor, que viveu em Leopoldina a partir da década de 1870 e ali faleceu em 1920, deixou na cidade diversos exemplares de sua arte que, infelizmente, foram destruídos pelo descaso e a incúria dos dirigentes. Uma de suas obras, segundo Barroso Júnior, no livro Leopoldina e seus Primórdios, página 22, foi o Altar Mor da Igreja do Rosário, bem como os púlpitos e florões ornamentais do templo. O interior da Matriz estaria em construção no ano de 1882, conforme indica a doação de Tobias Lauriano Figueira de Mello abaixo anunciada.

Donativo para as obras da Igreja do Rosário, Leopoldina, MG

A Igreja do Rosário passou por diversas reformas, como pode ser observado nas fotografias abaixo. Não foram localizadas imagens antigas de seu interior.

Igreja do Rosário de Leopoldina, provavelmente na década de 1890

Igreja do Rosário no início do século XXIgreja do Rosário, Leopoldina, MGIgreja do Rosário, Leopoldina, MG

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Banco de Leopoldina

A história do Banco de Leopoldina ainda está para ser escrita. Para quem se interessa pelo desenvolvimento econômico da região, faz falta conhecer os meandros da formação da mais antiga casa bancária da cidade, que teve vida breve mas abriu caminho para que outra instituição do gênero viesse atuar no município. Segundo o jornal O Leopoldinense de 4 de abril de 1895, naquele momento os acionistas estavam sendo convocados para uma assembleia extraordinária que trataria da liquidação do Banco de Leopoldina.

Conforme se verifica na convocação acima, eram diretores do Banco de Leopoldina os senhores Francisco Ferreira Neto, Augusto de Souza Lobo e Francisco Olympio do Carmo. Faziam parte do conselho fiscal: Bernardino Coelho da Rocha, João Izidoro Gonçalves Neto e José Teixeira da Silva.

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