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52 – Rosa Cândida e Virgínia Angélica: filhas de Joaquim Antonio de Almeida Gama

logomarca da coluna Trem de História

O Trem de História encerra, com este vagão, a série sobre Joaquim Antonio de Almeida Gama, autor da mais antiga matéria, publicada em 1864, com notícias sobre Leopoldina. Fato que motivou os autores da coluna a dedicarem a este primeiro historiador de Leopoldina os seis últimos textos.

Hoje será abordado um pouco da genealogia das duas últimas filhas: Rosa Cândida e Virgínia Angélica, para cujo estudo foram consultados os livros de batismos 1 a 14 e o 4 de casamentos de Leopoldina, os livros 1 a 3 do Cemitério Nossa Senhora do Carmo, além das edições de 23 de abril de 1899 e 3 de junho de 2009 da Gazeta de Leopoldina.

Rosa Cândida da Gama nasceu dia 11.08.1855 e faleceu dia 01.05.1925. Casou-se com seu primo, João Evangelista de Castro Gama, filho de Caetano José de Almeida Gama e Carlota Teodora Castro, sendo neto paterno de Francisco Antonio de Almeida Gama e Maria Perpétua de Jesus e neto materno de Pedro Moreira de Souza e Feliciana Teodora de Castro.  João Evangelista nasceu por volta de 1851 e faleceu em Leopoldina no dia 11.02.1920. Como já mencionado, Francisco Antonio era irmão de Antonio Francisco, pai de Joaquim Antonio de Almeida Gama.

Rosa Cândida e João Evangelista tiveram, pelo menos, sete filhos:

1) Caetano, nascido dia 31.10.1878 e falecido dia 30.10.1880;

2) Carolina, nascida dia 28.10.1880 e casada em maio de 1899 com Álvaro da Gama Cerqueira, filho de Eduardo Ernesto da Gama Cerqueira e Matilde da Silva Reis, sendo neto paterno de Cesário Augusto da Gama e Emília da Gama Cerqueira. Foram pais de Matilde, nascida dia 25.12.1911, e de Mário da Gama Cerqueira que se casou com Maria da Conceição Gama Lacerda acima citada;

3) Joaquim, nascido em janeiro de 1884 e falecido dia 15.05.1885;

4) Nair da Gama, esposa de Américo de Castro Lacerda acima citado;

5) Rita de Cassia da Gama, nascida aos 30.11.1887 e casada com Lucas de Castro Lacerda, filho de Filomena Josefina Cândida da Gama acima citada;

6) Alcina de Castro Gama, nascida por volta de 1891, casada aos 14.12.1922 com o português Joaquim Teixeira de Carvalho, filho de João Teixeira de Carvalho e de Olinda de Jesus; e,

7) Antonio, nascido aos 07.04.1894.

A outra filha é Virginia Angélica da Gama nasceu dia 16.08.1866 e faleceu dia 23.12.1950. Casou-se no dia 29.07.1888 com Luiz Salgado Lima, nascido aos 24.05.1859 em Pindamonhagaba, SP e falecido dia 25.05.1941. Ele era filho de Francisco Joaquim de Lima e de Francisca de Paula Salgado. Foram encontrados os nascimentos de seis filhos em Leopoldina:

1) Luiz Salgado Gama, nascido no dia 19.04.1889;

2) Clovis, nascido a 14.02.1898 e provavelmente falecido antes de 1906, quando nasceu o irmão que recebeu o mesmo nome;

3) Gilberto Salgado Gama nascido a 19.07.1898 e falecido no dia 19.02.1988;

4) Clóvis Salgado Gama nascido dia 20.01.1906 e falecido em Belo Horizonte no dia 25.06.1978. Casou-se com Lia Portocarrero de Albuquerque, que dá nome ao Conservatório de Música. Clóvis era médico e deixou alguns livros publicados. Sua história de vida é bem conhecida pela atuação política. Segundo o Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro Pós 1930, foi eleito vice-governador do estado de Minas Gerais em 1950, junto com Juscelino Kubitschek, a quem substituiu em março de 1955, quando este se lançou candidato à Presidente do país. Em 1956 assumiu o Ministério da Educação e Cultura. Em 1967 assumiu a Secretaria de Saúde de Minas Gerais e em 1973 a direção da Faculdade de Medicina da UFMG. Empresta seu nome a uma avenida e uma praça em Leopoldina;

5) Jairo Salgado Gama nascido dia 26.07.1907 e falecido dia 24.07.1970. Era médico respeitado. Foi prefeito de Leopoldina no final da década de 1950. Empresta seu nome ao Parque do CEFET e ao Terminal Rodoviário da cidade. Casou-se com Rita Miranda, com quem teve quatro filhos;

6) Jório Salgado Gama nascido dia 27.08.1909.

Por hoje o Trem de História fica por aqui. A promessa, agora, é que no próximo número ele traga uma outra personalidade leopoldinense. Até lá.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado no jornal Leopoldinense de 16 de julho de 2016

Personagens Leopoldinenses: série Almeida Gama
 
 47 – Pelos 162 Anos da Emancipação Administrativa de Leopoldina: Joaquim Antonio de Almeida Gama 
 
 48 – Joaquim Antonio de Almeida Gama: seus antepassados 
 
 49 – Joaquim Antonio de Almeida Gama: o casamento 
 
 50 – Joaquim Antonio e Maria Josefina Cândida de Jesus 
 
 51 – Filomena Josefina Cândida: a segunda filha de Joaquim Antônio de Almeida Gama 
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50 – Joaquim Antonio e Maria Josefina Cândida de Jesus

logomarca da coluna Trem de História

Como ficou dito na edição anterior, hoje o Trem de História traz um pouco sobre os descendentes de Joaquim Antonio de Almeida Gama e Maria Josefina. Para a realização deste estudo, foram utilizados os livros de registro de batismos números 1 a 6 e de casamentos 1 e 2. Os livros de Atas de Alistamento Eleitoral de Leopoldina de 1897, 1898 e 1900 também foram utilizados para confirmar a filiação de alguns personagens aqui citados. Outra fonte importante foram os livros do Cemitério Nossa Senhora do Carmo, especialmente o mais antigo, de 1880 a 1887, e o seguinte, de 1887 a 1904 e, na ausência de outras fontes, dados foram coletados nas lápides nos túmulos. Alguns personagens desta família foram mencionados em periódicos de Leopoldina, em situações diversas, sendo por isto utilizadas edições do jornal Irradiação (24 julho 1889), O Leopoldinense (31 janeiro 1891) e O Mediador (28 junho 1896).

Joaquim Antonio e Maria Josefina tiveram, pelo menos, os seguintes 13 filhos:

1) Teófilo Antonio de Almeida Gama nascido por volta de 1845 que se casou com Rosa Maria Vitória com quem teve a filha Maria, nascida (1) aos 26.12.1878 em São José das Três Ilhas, Belmiro Braga, MG. Em 1897 foi alistado como eleitor em Leopoldina, declarando ser comerciante;

2) Filomena Josefina Cândida da Gama que nasceu aos 28.12.1847 e faleceu no dia 04.01.1916. Casou-se com Américo Antonio de Castro Lacerda, único filho do casamento de Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda com a primeira esposa (2), Ana Severina de Oliveira Castro.  Filomena e Américo Antonio tiveram dez filhos nascidos em Leopoldina e sua descendência será objeto do próximo Trem de História;

3) João Caetano de Almeida Gama que nasceu por volta de 1852 e em julho de 1889 era 1º suplente de delegado. Casou-se com Sofia Cândida de Lacerda, filha do segundo casamento de Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda com Maria de Nazareth Pereira. O casal teve, pelo menos, oito filhos nascidos em Leopoldina: Américo nascido por volta de 1877, Otávio nascido em julho de 1878, Adalgisa nascida em julho de 1880, Raul nascido em abril de 1883 e falecido em novembro de 1903, Vasco nascido em maio de 1884 e falecido em janeiro de 1885, Maria nascida em fevereiro de 1886 e falecida em julho de 1887, outro Vasco nascido em janeiro de 1888 e, João nascido em outubro de 1889 e falecido em janeiro de 1891;

4) Rosa Cândida da Gama que nasceu dia 11.08.1855 e faleceu dia 01.05.1925. Casou-se com seu primo, João Evangelista de Castro Gama, filho de Caetano José de Almeida Gama e Carlota Teodora Castro, sendo neto paterno de Francisco Antonio de Almeida Gama e Maria Perpétua de Jesus e neto materno de Pedro Moreira de Souza e Feliciana Teodora de Castro. Ele nasceu por volta de 1851 e faleceu em Leopoldina no dia 11.02.1920. Como já mencionado Francisco Antonio era irmão de Antonio Francisco, pai de Joaquim Antonio de Almeida Gama. Rosa Cândida e João Evangelista tiveram, pelo menos, os sete filhos, que serão trazidos em vagão à parte, no próximo Jornal;

5) Antonio Francisco nascidono dia 03.04.1857;

6) Maria nascida dia 12.02.1858;

7) Luiza Augusta da Gama que nasceu dia 11.07.1860 e se casou dia 19.02.1881 com Joaquim Thomaz de Aquino Cabral, filho de José Thomaz de Aquino Cabral e Maria Benedita de Almeida. Foram pais de Maira da Conceição nascida dia 08.12.1882 e de Castellar, nascido dia 09.08.1886;

8) Carlota nascida no dia 14 de março de 1863;

9) Virginia Angélica da Gama que nasceu dia 16.08.1866 e faleceu dia 23.12.1950. Casou-se no dia 29.07.1888 com Luiz Salgado Lima, nascido aos 24.05.1859 em Pindamonhagaba, SP e falecido dia 25.05.1941. Ele era filho de Francisco Joaquim de Lima e de Francisca de Paula Salgado. Foram encontrados os nascimentos de seis filhos em Leopoldina. Deste casal se ocupará artigo futuro;

10) José Joaquim Cabral da Gama que nasceu em março de 1868. Foi matriculado sob nº 1631 no Colégio do Caraça (3) no dia 13 de março de 1885. Em 1900 foi alistado como eleitor em Leopoldina;

11) Elisa nascida no dia 16 de outubro de 1868;

12) Joaquim nascido no dia 8 de outubro de 1878; e,

13 Ernestina da Gama, cujo batismo não foi encontrado, casou-se aos 24.06.1892 com Francisco Salgado de Lima irmão de seu cunhado Luiz Salgado Lima acima citado. O casal teve, pelo menos, três filhos: Aníbal (1893), Edmundo (1895) e Cyro (1896). Francisco era comerciante e em 1896 anunciou que estava saindo de Leopoldina e vendendo todo o estoque de sua casa comercial.

Como ficou dito, nos próximos números o Trem de História ainda tratará de três filhas do casal Joaquim Antonio e Maria Josefina. Até lá.

———————–

Notas:

(1) Igreja de São José das Três Ilhas, Belmiro Braga, MG, lv 02 bat fls 82verso.

(2) Arquivo do Fórum de Mar de Espanha, ano 1846, inventário de Ana Severina de Oliveira Castro, caixa 1.

(3) Colégio do Caraça <http://www.santuariodocaraca.com.br> Matrícula nr. 1631, Acesso 11 jun. 2006.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado no jornal Leopoldinense de 16 de junho de 2016

Personagens Leopoldinenses: série Almeida Gama
 
 47 – Pelos 162 Anos da Emancipação Administrativa de Leopoldina: Joaquim Antonio de Almeida Gama 
 
 48 – Joaquim Antonio de Almeida Gama: seus antepassados 
 
 49 – Joaquim Antonio de Almeida Gama: o casamento 
  
 51 – Filomena Josefina Cândida: a segunda filha de Joaquim Antônio de Almeida Gama 
 
 52 – Rosa Cândida e Virgínia Angélica: filhas de Joaquim Antonio de Almeida Gama 
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Sequicentenário de nascimento: maio

Há 150 anos nasceram em Leopoldina:

3 mai 1866

Altina Maria de Jesus filha de Antonio José Lisboa e de Maria Magdalena de Souza

3 mai 1866

Antonio filho de João Vidal Leite Ribeiro e de Maria da Conceição Monteiro

6 mai 1866

Américo Augusto Montes filha de Antonio Rodrigues Montes e de Maria Gabriela Moreira

7 mai 1866

Arminda filha de Venâncio José de Almeida e Costa e de Ana Paula de Sena

7 mai 1866

Delmira de Souza Werneck filha de Joaquim de Souza Werneck e de Maria Felicidade de Jesus

8 mai 1866

Venâncio José de Souza filho de José Egito de Souza e de Custódia Maria Rosada

11 mai 1866

Maria Rita de Andrade filha de Antonio Silvano do Espírito Santo e de Bernardina Dionízia de Andrade

16 mai 1866

Felisbina filha de José Bernardino Machado e de Ana Rosa de Jesus

16 mai 1866

José filho de Galdino José Rodrigues Carneiro e de Bernardina Isabel de São José

22 mai 1866

Olímpio Vargas Corrêa filho de Francisco de Vargas Corrêa [filho] e de Venancia Esméria de Jesus

29 mai 1866

Maximiana filha de José Maria Neves e de Candida Rosa de Jesus

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Centenário de Nascimento

Nasceram no município de Leopoldina, em janeiro de 1913:

Dia 4 – MARIA JOSÉ, filha do italiano Paolo Samori e de Carolina Honória de Jesus

Dia 7 – ABÍLIO, filho de Antonio Borges Barcelos e Ana Soares

Dia 8 – LATIFE, filho de Jorge Elmaes e Rosaria Maiello e RAFAEL, filho de Domenico Zamboni e Assunta Campana

Dia 12 – OLINDA, filha de Guilherme Pereira de Castro e Maria de Vargas Ferreira Brito e ANA, filha de Pietro Sangirolami e Paschoa Bonini

Dia 15 – Honorina, filha de Lauro Teixeira Lopes Guimarães e Marieta

Dia 17 – OTONIEL, filho de Virgilino Garcia de Matos e Geralcina de Oliveira Barbosa

Dia 18 – ANGELINA, filha de Giovanni Trentino Ziller e Luigia Gazzoni

Dia 20 – SEBASTIÃO, filho de Giuseppe Fofano e Maria Rosa Marcatto

Dia 21 – NORIVAL, filho de Egidio Gomes Moreira e Maria Antonia de Mesquita

Dia 23 – LUIZ GERALDO, filho de Eugenio Codo e Alexandrina Maragna e OLÍVIO, filho de Giuseppe Meneghetti e Amalia Fofano

Dia 31 – PEDRO, filho de Luiz do Amaral Lisboa e Maria da Conceição Garcia.

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Igreja do Divino Espírito Santo

Sob a invocação do Divino Espírito Santo, em meados dos anos 1800, foi construída a primeira capela de pau-a-pique e, certamente em torno dela, surgiu o arraial do Empoçado, hoje Cataguarino.

Em 6 de novembro de 1869, quando ainda pertencia ao município de Leopoldina, o povoado foi elevado a Distrito de Paz pela Lei 1.623, com a denominação de Espírito Santo do Empoçado, passando a Paróquia em 1º de dezembro de 1873.

Igreja do Espírito Santo do Empoçado

Uma bela Igreja, em estilo colonial, foi construída no mesmo local da primeira capela, sendo capelão do distrito, em 1874, o Reverendo Padre Mariano.Nesta época, aqui já residiam as famílias Pereira de Souza, Teixeira de Siqueira, Souza Lima, Afonso Rodrigues, Cardoso Abranches, Silva Spíndola, Gomes de Santana, Andrade, Silva Pinto,  Fialho Garcia, Lopes Nascimento, Henriques, Assis, Gomes de Barros, Moreira da Silva, Azevedo, Pinto, Cardoso, Medeiros, Marlière, Oliveira Brasil, Alves Ferreira, Ferreira dos Santos, Miranda, Ribeiro da Silva, Fernandes Vieira, Barros, Soares, Ribeiro do Vale, Lopes de Faria, Barroso, Serrotinho, Vieira, Souza Reis, Barroso, Esteves dos Santos, Fonseca Viana, Rodrigues Nascimento, Pereira, Rodrigues, Silva, Marques de Oliveira, Ferreira, Vieira de Souza, os italianos Aliano e Spina, dentre outras.

A Comissão Eclesiástica, encarregada das obras, era composta pelos Srs. José Joaquim de Oliveira, comerciante, Antonio Carlos de Mello e Antonio José Pinto, ambos fazendeiros, todos residentes no distrito.

A Assembléia da Província de Minas Gerais, sediada em Ouro Preto, fez a doação de 2.500$000 (dois contos e quinhentos mil réis) para a conclusão das obras, valor equivalente, na época, a 52 alqueires de terras na região.

Com esta verba, o oficial Antonio Fernandes Ramos, residente no distrito de Meia Pataca, hoje Cataguases, foi contratado para construir o altar, conforme a escritura pública de contrato, assinada em 23 de outubro de 1874, que previa:

“fazer um altar mor lizo porem com alguma talha no Sacrario, Tarja e capulus, colunnas xatas e degraus do trono lizo e guarnecido, e levantar o lugar do biobiterio e formar escada de entrada, e forrar o tecto da capella mór, e uma semalha por dentro abacho do fôrro ”

Das matas virgens então existentes no distrito do Empoçado, sairam, por certo, as madeiras para a construção, madeiras estas que já se achavamtiradas e lavradas, e parte serradas”, conforme cita o referido contrato.

Sob este altar foram enterrados os corpos de João José de Souza Lima, fazendeiro, falecido em 27 de abril de 1874; de Carlota Rachel de Souza Lima, viúva de João José, fazendeira, falecida aos 54 anos, em 06 de dezembro de 1894, e o de José Fabiano de Souza, o comerciante e vereador Zeca Fabiano, falecido em 19 de outubro de 1904.

As primeiras cerimônias realizadas na nova Igreja, até agora conhecidas, são:

  • o batismo de João, filho de João Lourenço da Silva e Rita Maria de Jesus, realizado em 09 de julho de 1876 pelo padre Antonio Augusto da Silva Lagoa, cujos padrinhos foram os avós maternos Candido José Coelho e Germana Pereira de Souza;

  • o casamento do português Manoel José dos Santos com Carlota de Souza, em 02 de fevereiro de 1880, celebrado pelo padre Luiz Pereira Gonçalves Araújo, sendo a noiva filha de João Antonio Henriques e de Carolina Maria Joaquina, esta da família Pereira de Souza. O noivo era filho de Agostinho José dos Santos e Maria Isabel de Jesus.

A celebração de batizados e casamentos em oratórios particulares, prática comum na época, justifica estes registros tardios.

A bela igreja colonial serviu à comunidade de Cataguarino até 1965, quando foi demolida para a construção de uma outra, no mesmo local.

O majestoso altar foi guardado, por quarenta anos, no porão da casa do então Coordenador da igreja, Sr. Sebastião Rodrigues Pinto, e sua esposa,  Maria Nascimento Rodrigues, até que, em outubro de 2005, a partir das informações de Marcelino Abritta Pinto, que primeiramente identificou as peças, e da professora Célia Abritta, esta por muitos anos dedicada catequista, o altar foi localizado por Maria Joana Neto Capella e a comunidade, então, conhecedora do fato, se mobilizou para que o mesmo fosse recuperado, de forma que retornasse à Igreja.

Antigo Altar da Matriz de Cataguarino

De destacar a orientação e o apoio recebidos do Padre Antonio Luiz da Silva, na época Pároco da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário, à qual está subordinada a Igreja do Divino Espírito Santo, possibilitando a volta do antigo e belo altar ao seu lugar de origem para orgulho da comunidade de Cataguarino.

Para tanto, foi formada  a Comissão de Restauração, encarregada de coordenar os trabalhos e buscar os recursos necessários à obra, composta por Diorcélio da Silva, João do Carmo Rodrigues, Marlene Aparecida de Paula Pinto, Maria Aparecida Abritta, Marcos Antonio Henriques Teixeira, Maria Joana Neto Capella e Seleste Gonçalves de Barros Rodrigues.

Além do altar, foram restauradas a centenária Pia Batismal, em pedra sabão, e a imagem, em madeira, do Padroeiro, o Divino Espírito Santo. Com a colaboração e apoio do Conselho da Igreja, presidido por Marcos Antonio Henriques Teixeira, dos moradores de Cataguarino e, sobretudo, de pessoas, famílias, empresas, institutos e fundações de Cataguases, sua restauração foi realizada sob a orientação da renomada restauradora Laiz de Assis Teixeira, do Rio de Janeiro.

 

O trabalho de marcenaria, que utilizou madeiras de lei (cedro e vinhático) para recompor as peças danificadas, coube às seguintes empresas:

– Fábrica de Móveis Duarte, dirigida pelos irmãos Manoel Pereira Boia e Welington Pereira Boia, sendo os serviços executados pelos competentes artesãos Milton Gomes de Oliveira e João Batista de Oliveira;

– Nagimerito Móveis e Esquadrias, de propriedade de Márcio José Duarte, cuja execução ficou a cargo de sua equipe, composta dos habilidosos profissionais Aloísio Cláudio Rios Rodrigues, Luis Alvino Fontoura e Leandro de Souza Andrade.

A instalação foi um trabalho de arte dos marceneiros Alexandre da Costa Martins e Célio de Souza Landes, gentilmente cedidos pela Prefeitura Municipal de Cataguases.

O trabalho de base da pintura foi de José Luiz Eugênio Monteiro e Gérson Bento Rodrigues.

A pintura de arte e sua delicada douração, na forma original, foram realizadas por Laiz de Assis Teixeira e o acabamento na douração da mesa e dos vasos foi um trabalho gracioso de Maria Antonia Rodrigues Correia.

O projeto de ambientação, de forma que a Igreja ficasse mais condizente com o altar restaurado, foi graciosamente realizado pela conceituada decoradora cataguasense, Maria Heliana Lourenço Machado, atualmente radicada em Belo Horizonte.

As obras do piso ficaram a cargo de João Batista Justino e seu ajudante, Joel Gonçalves Marques.

O projeto de reforma do telhado para a instalação do altar, cuja altura excedia à do antigo telhado, foi elaborado pela equipe do Programa de Arquitetura Pública, sob a coordenação do arquiteto Paulo Henrique Alonso, através do convênio entre a Universidade Federal de Minas Gerais, Prefeitura Municipal de Cataguases e o Instituto Cidade de Cataguases.

A execução da obra coube à empresa Empreendimentos CATAUÁ Ltda, sob a direção de César Ferreira da Cruz.

Hoje, 136 anos após o início de sua construção, sob as bençãos do Bispo Dom Dario Campos, do atual pároco Monsenhor Alexandre dos Santos Ferraz, do Padre Antonio Luiz da Silva e do Padre José Carlos Ferreira Leite, o imponente altar, novamente instalado, constitui o  patrimônio cultural  maior da  comunidade de Cataguarino.

Nosso profundo agradecimento a todos que trabalharam neste projeto, bem como àqueles que, de alguma forma, contribuíram para a sua realização.

a) Comissão de Restauração.

Cataguarino, 30 de outubro de 2010.

Altar da Matriz de Cataguarino restaurado em 2010

Pesquisa de Maria Joana Neto Capella

Revisão: Dilson Martins de Freitas

Fontes Textuais:

Livros de Notas 1870 a 1910, distrito de Espírito Santo do Empoçado.

Livros Paroquiais 1875  a 1895,  Matriz de Santa Rita de Cataguases.

MARTINS, Antonio de Assis. Almanaque Administrativo, Civil e Industrial da Província de  Minas Gerais – 1875. Ouro Preto: Imprensa Oficial, 1864-1875.

Fontes Iconográficas:

Acervo de Teócrito Abritta

Acervo de Célia Abritta.

Laiz de Assis Teixeira

Maria Joana Neto Capela

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Principais moradores da Piedade em 1875

No tempo do Império, de acordo com as Leis que regiam a administração municipal, cada freguesia encaminhava ao governo provincial as listagens de seus moradores, identificando-os de acordo com os padrões de avaliação próprios da época. De modo geral, as informações eram extraídas dos livros de arrecadação fiscal de cada distrito, e reunidas no conjunto da freguesia. No ano de 1875, o distrito da Piedade encaminhou a relação a seguir.

 


Juizes de Paz:

1º  Francisco Esmério de Paiva Campos

2º  Francisco Soares Valente Vieira

3º  José da Costa Matos

4º  José Fajardo de Melo

Senhores de Engenho:

  • Álvaro José Antônio
  • Custódio Dias Moreira

Criador de gado:

  • Wenceslau Martins Pacheco Filho

Carpinteiros:

  • Francisco José Barbosa
  • José Alexandre da Costa

Sapateiro:

  • Manoel Ferreira Marques

Fazendeiros de Café:

  • Anselmo Alves Ferreira
  • Antônio de Souza Almada
  • Antônio de Souza Almada Filho
  • Antônio Lopes Ferreira
  • Antônio Maurício Barbosa
  • Antônio Pereira da Silva
  • Antônio Pereira de Medeiros
  • Antônio Pereira Valverde
  • Antônio Romualdo de Oliveira
  • Belisário Alves Ferreira
  • Camilo Alves Ferreira
  • Cassiano José do Carmo
  • Claudino Vieira da Silva
  • Cláudio José Barbosa de Miranda
  • David Alves Ferreira
  • Domingos Henriques de São Nicácio
  • Francisco da Costa e Souza
  • Francisco Dias Ferraz
  • Francisco Esmério de Paiva Campos
  • Francisco Henriques Pereira
  • Francisco José Barbosa de Miranda
  • Francisco Soares Valente Vieira
  • João Antônio da Costa Coimbra
  • João Antônio da Silva
  • Joao Antônio de Araújo Porto
  • João Batista da Silva
  • João Dutra Nicácio
  • João Francisco Coelho
  • João Pereira Valverde
  • João Vieira da Silva
  • Joaquim da Silva Tavares
  • Joaquim Honório de Campos
  • Joaquim Inácio de Oliveira
  • Joaquim Pinheiro de Faria
  • José Alves Ferreira
  • José Dias Moreira
  • José Evangelista do Carmo
  • José Fajardo de Melo
  • José Francisco de Paiva Campos
  • José Furtado de Mendonça
  • José Henriques da Mata
  • José Maria Gonçalves Coelho
  • José Martins Pacheco
  • Justino Marques de Oliveira
  • Manoel Benedito de Freitas
  • Manoel Dias Ferraz
  • Manoel Ferreira Ribeiro
  • Manoel Francisco Coelho
  • Manoel Jacinto de Oliveira
  • Manoel José Ferraz
  • Manoel Rodrigues do Nascimento
  • Maria Luiza de Miranda
  • Mariana de Jesus
  • Máxima Ferreira Braga
  • Narciso Marques Braz
  • Nicolau Alves Ferreira
  • Pedro Antônio Furtado de Mendonça
  • Rafael Teixeira de Souza
  • Vital Inácio de Moraes
  • Vital Rodrigues de Oliveira
  • Wenceslau Martins Pacheco
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Eleitores residentes na Piedade em 1882

Relação dos moradores da Piedade inscritos como eleitores conforme o livro de Alistamento Eleitoral de Leopoldina relativo ao ano de 1882.


  • Adolfo Gustavo Guilherme Hufnagel
  • Agostinho de Souza Campos
  • Antônio Alves Tavares
  • Antônio da Silva Tavares
  • Antônio David Alves Ferreira
  • Antônio de Souza Almada
  • Antônio Fajardo de Melo
  • Antônio Gonçalves de Castro
  • Antônio Gonçalves Filgueiras
  • Antônio Joaquim de Nazareth
  • Antônio Maurício Barbosa
  • Antônio Pereira Valverde
  • Antônio Pinto de Carvalho
  • Antônio Pires Veloso de Sá
  • Antônio Romualdo de Oliveira
  • Antônio Teixeira de Mendonça
  • Antônio Teixeira Reis
  • Antônio Vieira da Silva
  • Bernardo Tolentino Cisneiros da Costa Reis
  • Camilo Alves Ferreira
  • Cândido José Batista
  • Custódio Dias Moreira
  • David Alves Ferreira
  • Domingos Henriques Porto Maia
  • Domingos José Barbosa de Miranda
  • Domingos Vieira da Silva
  • Eleotério Gonçalves Pereira
  • Elias Gonçalves Filgueiras
  • Francisco Antônio Nogueira
  • Francisco Casemiro da Costa Filho
  • Francisco de Paula Ladeira
  • Francisco Esmério de Paiva Campos
  • Francisco Fajardo de Melo
  • Francisco Henriques Porto Maia
  • Francisco José Barbosa de Miranda
  • Francisco Luiz Pereira
  • Francisco Martins Pacheco
  • Francisco Soares Valente Vieira
  • Higino Dutra de Rezende
  • Jacob Antôno Furtado de Mendonça
  • João Antônio da Costa Coimbra
  • João Antônio de Araújo Porto
  • João Antônio Valverde
  • João de Souza Almad
  • João Desidério da Silva Durães
  • João Francisco Vieira da Silva
  • João Henrique da Costa Ramos
  • João José Alves Ferraz
  • João Paulino Barbosa
  • João Pereira Valverde
  • João Rodrigues Gomes
  • Joaquim Constâncio Loures
  • Joaquim de Souza Almada
  • Joaquim Fajardo de Melo
  • Joaquim Fidélis Marques
  • Joaquim Gomes de Araújo Porto
  • Joaquim José Medina
  • Joaquim Rodrigues Gomes Corujinha
  • Joaquim Vieira da Silva
  • Joaquim Wenceslau de Campos
  • José Carlos de Oliveira Pires
  • José de Rezende Montes
  • José Fajardo de Melo
  • José Fajardo de Melo Júnior
  • José Fernandes da Silva
  • José Francisco de Paiva Campos
  • José Francisco Vieira
  • José Furtado de Mendonça
  • José Henriques da Mata
  • José Joaquim Furtado de Mendonça
  • José Justino de Carvalho
  • José Martins Pacheco
  • José Maximiano de Moura e Silva
  • José Rodrigues Barbosa de Miranda
  • José Rodrigues Carneiro de Souza
  • José Rodrigues Gomes
  • José Teixeira de Oliveira Guimarães
  • José Vieira da Silva
  • Laurindo Gonçalves de Castro
  • Luiz Teixeira Machado
  • Manoel Antônio da Mota
  • Manoel Antônio Dutra
  • Manoel Ferreira Ribeiro
  • Manoel Ferreira Ribeiro Filho
  • Manoel Henriques Porto Maia
  • Manoel Henriques Porto Maia Filho
  • Manoel Luiz Pereira
  • Manoel Muniz de Azevedo Coutinho
  • Manoel Rodrigues de Oliveira
  • Mariano Henriques Pereira
  • Olímpio Rodrigues de Mendonça
  • Olímpio Sinfrônio de Souza
  • Pedro Antônio Furtado de Mendonça
  • Pedro Rodrigues Gomes
  • Roberto de Souza Almada
  • Silvério Gomes Filgueiras
  • Silvério José Barbosa de Miranda
  • Teotônio Joaquim de Araújo Porto
  • Urbano Otoni de Andrade Rezende
  • Vicente Alves Ferreira
  • Vital Inácio de Moraes
  • Vital Rodrigues de Oliveira
  • Wenceslau José de Campos
  • Wenceslau Martins Pacheco Filho
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