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Sobrenome de família imigrante que viveu em Leopoldina.

O colono Leopoldo Abolis

No mês em que comemoramos um importante evento a respeito da imigração em Leopoldina, que foi a criação da Colônia Agrícola da Constança em 1910, vamos atualizar algumas informações sobre famílias abordadas em nosso trabalho publicado naquela época.

Leopoldo Battista Abolis era natural do Trentino Alto-Adige que, na época, era território da Áustria. Chegou ao Brasil solteiro, em 1895, desembarcando em Santos. Estabeleceu-se em Araraquara, SP, onde se casou com a também italiana Camila Locattelli, com a qual teve dois filhos. Voltou para a Áustria onde nasceram mais cinco filhos. E no dia 1 de dezembro de 1910 desembarcou novamente no Brasil, sendo registrado dois dias depois da Hospedaria da Ilha das Flores, de onde saiu com destino a Minas. Aos 11 de janeiro de 1911, tomou posse do lote nr 28 da Colônia Agrícola da Constança.

No relatório da Colônia Agrícola da Constança para o ano de 1918, informa-se que naquele ano o colono Leopoldo Abolis abandonou o núcleo, deixando uma dívida com o Estado de 233$620.

Como era proprietário do maior lote no início da implantação da Colônia, é necessário analisar a possibilidade de sua propriedade ter sido redividida e, por esta razão, Antonio Montagna também aparecer como proprietário do lote 28.

Com a colaboração de netos e bisnetos de Camila e Leopoldo, obtivemos os nomes dos demais filhos do casal, nascidos depois que deixaram Leopoldina com destino ao Espírito Santo.

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Leopoldinense nascidos em Maio de 1913

Dia 6

João Marinato filho de Vincenzo Sante Marinato e de Maria Francisca de Jesus

Dia 8

Miguel Arcanjo filho de Antonio Ramos e de Amalia Lorenzetto

Dia 11

Emilio Conti filho de Giuseppe Conti e de Aristea Regina Meneghelli

Dia 12

Antonio Anzolin filho de Basilio Anzolin e de Antonia Ramanzi

Maria Meneghetti filha de Domenico Meneghetti e de Arminda Gesuína Barbosa

Dia 15

Francisco filho de Galdino Cipriano de Carvalho e de Maria Silvana Soares

Dia 20

Wantuil filho de Otacílio de Lacerda Werneck e de Maria José Lacerda Moraes

Virginia Montagna filha de Antonio Montagna e de Josefina da Silva

Dia 22

Maria filha de Oscar Alves de Almeida e de Rozalina de Oliveira Pires

Dia 25

Maria Madalena filha de Joaquim Baptista da Silva e de Margarida Duana

Dia 27

Nair filha de Izolino de Macedo Freire e de Maria Cipriana de Carvalho

Rubens Monteiro de Barros filho de Marco Aurélio Monteiro de Barros e de Laura Monteiro da Silva

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João Batista e Sebastião: centenário de nascimento

No dia 18 de janeiro de 1911 nasceram em Leopoldina:
João Batista, filho de Antonio Montagna e Josefina da Silva
Sebastião, filho de Silvestre João Gonçalves e Tecla Maria do Carmo

Interessante notar que o ano de nascimento de Sebastião pode não ter sido lançado de forma correta, uma vez que sua irmã Carmen teria nascido no dia 17 de março de 1911.

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Migrações internas: A família Farinazzo

Localizar a chegada de imigrantes não é tarefa simples. Mesmo com informações bastante precisas, nem sempre é possível encontrar a entrada da embarcação no Rio de Janeiro, nem tampouco o registro nas hospedarias. Uma das dificuldades é a data de chegada que, mesmo sendo extraída do carimbo aposto no passaporte do imigrante, não corresponde aos respectivos registros.
Um exemplo desta situação ocorreu com a família Farinazzo. Segundo o mencionado carimbo, teriam sido registrados na Hospedaria da Ilha das Flores no dia 19 de janeiro de 1887. Isto significaria que desembarcaram no Porto do Rio naquele dia ou na véspera, e dali teriam sido transferidos em embarcação menor para a hospedaria, onde ficariam aguardando definição do destino final. Entretanto, observamos que naqueles dias o movimento apresentou características variáveis.
Num dos casos, 459 imigrantes italianos chegaram pelo vapor Adria, no dia 13 de janeiro de 1887, ao Lazareto da Ilha Grande. No dia 16 foram transferidos, pelo paquete Rio Apa para o Porto do Rio. A listagem de passageiros do Rio Apa informa que aportou no Rio no dia 25 de janeiro, transportando imigrantes chegados da Europa em diversos vapores. Observamos que contém 53 nomes destinados à província de Minas Gerais. Donde perguntamos: o paquete era realmente pequeno e não transportou todos os passageiros do Adria? Ou a listagem é apenas dos chegados em outras embarcações? Ou o Adria deixou na Ilha Grande somente os passageiros destinados a Minas e seguiu com os demais para outro porto ao sul do país?
Perguntas até o momento sem as respostas que poderiam esclarecer o motivo pelo qual não encontramos o vapor San George aportando no Rio aos 19 de janeiro de 1887, conforme indica o carimbo aposto no passaporte da família de Luigi Giuseppe Farinazzo. É possível que a embarcação tenha sido uma das que deixou passageiros no Lazareto da Ilha Grande e seguiu viagem com os imigrantes que se estabeleceriam na Colônia Imperial do Grão Pará, atual município de Orleans, SC. Isto ocorreu com diversos imigrantes que mais tarde se estabeleceram em Leopoldina.
A hipótese dos Farinazzo terem tido a primeira residência brasileira em Santa Catarina baseia-se em informações sobre outros grupos que lá estiveram. A primeira delas refere-se a Angela Rinaldi, procedente de Casale di Scodosia, Montagnana, província de Padova, no Veneto. Em 15 de junho de 1889, casou-se em Tubarão, SC, com Giuseppe Lorenzetto, procedente do mesmo comune. Um ano depois o casal estava em Leopoldina. Da mesma forma, a família Pedroni passou ao Brasil em 1877, estabelecendo-se na Colônia Grão Pará em 1883 e em novembro de 1890 havia se transferido para Leopoldina.
Em 1885 foi a vez de chegar àquela colônia catarinense a família de Fortunato Bonini que também estava em Leopoldina em 1890. Observando as relações de compadrio nos assentos paroquiais de Leopoldina, temos os Bonini ampliando a relação de imigrantes que fizeram o mesmo trajeto. Acrescente-se os casamentos realizados dentro deste grupo e os Farinazzo são inseridos nesta hipótese.
Segundo Jucely Lottin, autor do livro Colônia Imperial de Grão-Pará, com quem trocamos correspondências no decorrer de nossas buscas, o modelo daquela organização deixa entrever um planejamento cuidadoso e uma visão de futuro que faltou a outras colônias brasileiras. Localizada às margens de uma estrada de ferro que ligaria minas de carvão ao porto, a Grão Pará forneceria seus produtos agrícolas para consumo dos trabalhadores das minas, garantindo renda aos imigrantes que seriam recrutados em seus países sem quaisquer despesas de transporte.
Acompanhados durante toda a viagem, ao chegarem ao lote colonial escolhido esses imigrantes encontravam um rancho que lhes permitia começar a nova vida. Além disso, “havia um barracão para abrigo coletivo, parte dos lotes já desmatados, alguns possuíam culturas básicas plantadas” e ainda recebiam assistência médica, sementes para o plantio e algum dinheiro para as necessidades urgentes. E, assim como o sistema de financiamento dos lotes da Colônia Agrícola da Constança, de Leopoldina, os gastos antecipados e adiantamentos fornecidos seriam compensados com a produção.
Mas veio o 15 de novembro de 1889 e foi desfeita a Empresa Colonizadora dos Príncipes Imperiais, sendo substituída pela Empresa Colonizadora do Brasil que “suspendeu aquele certo paternalismo implantado no regime monárquico e substituiu o comando sem manter boa parte de seus compromissos”, arremata Lottin. E nós concluímos: seria muito penoso viver numa colônia em formação, longe de um centro urbano já estabelecido, sem contar com o que o autor chamou de paternalismo. Voltando nossos olhos para a Colônia Agrícola da Constança, reconhecemos aí uma de suas vantagens: a poucos quilômetros da estação ferroviária e a meio caminho entre o distrito de Tebas e a cidade de Leopoldina, a Constança oferecia condições satisfatórias para os imigrantes.
Um outro fato levantado por Jucely Lottin foi determinante para a saída de alguns imigrantes. Segundo Relatório daquela Colônia, no ano de 1888 os índios mataram um velho italiano de sobrenome Baschiroto e alguns meses depois foi a vez de um Meneghetti, também desarmado, ser assassinado. Com isto, diz o relatório, 40 famílias italianas fugiram do local.
Mas a Colônia Agrícola da Constança ainda não tinha sido formada. Os imigrantes abandonaram seus lotes em Santa Catarina e, em Leopoldina, tinham a opção de contrato com um fazendeiro ou se instalarem na Colônia Municipal Santo Antônio, cuja história ainda não está bem esclarecida.
Mesmo não contando com informações detalhadas sobre o novo destino desses colonos, acreditamos que a decisão de vir para Leopoldina pode ter sido tomada a partir de referências obtidas com outros companheiros de jornada ou através de orientação obtida nos postos de acolhimento de imigrantes em Santos e no Rio de Janeiro, locais onde fizeram escala.
Seja qual for o pretexto ou o motivo da mudança, a verdade é que logo depois do fim do regime monárquico algumas famílias italianas inteiras, ou apenas descendentes delas, empreenderam uma longa viagem para Leopoldina. São os familiares dos Albertoni, Bonini, Crema, Farinazzo, Lorenzetto, Montagna, Pavanello, Pedroni, Precisvale, Rinaldi, Volpato e Zini.
Luigi Giuseppe Farinazzo nasceu por volta de 1838 em Casale di Scodosia. Em dezembro de 1886 obteve passaporte em Montagnana, para viajar ao Brasil com a família. Em abril de 1897 era funcionário da fazenda Paraíso, em Leopoldina, onde dedicava-se ao cultivo do café, conforme se vê no livro caixa daquela propriedade.
Era casado com Giovanna Giacomelle, cujo sobrenome aparece em família imigrada em 1888 e estabelecida em Mar de Espanha. Giovanna faleceu em Leopoldina no dia 21 de fevereiro de 1918.
Luigi e Giovanna tiveram, pelo menos, 4 filhos: Giuseppe, Giovanni, Maria e Giacomo. O mais velho nasceu aos 7 de maio de 1869 em Casale di Scodosia e em Leopoldina casou-se com Stella Lorenzetto, no dia 27 de setembro de 1894. Giovanni Farinazzo, nascido a 27 de setembro de 1872 em Casale di Scodosia, casou-se em Leopoldina, aos 6 de janeiro de 1893, com Teresa Pedroni. A terceira filha, Maria, casou-se aos 3 de fevereiro de 1894, em Leopoldina, com Emilio Carraro. Finalmente, Giacomo Farinazzo, nascido em 1878, casou-se em Leopoldina com Elisabetta Saggioro, no dia 10 de setembro de 1904.
Os primeiros tempos em Leopoldina foram passados na fazenda Paraíso. Mais tarde, quando se organizou a Colônia Agrícola da Constança, alguns filhos de Luigi Farinazzo lá se estabeleceram. Embora nenhum deles tenha conseguido comprar um lote no primeiro momento, viveram como agregados nas propriedades de seus compatriotas. Um deles, Giuseppe Farinazzo, participou ativamente do movimento que arrecadou fundos para comprar um pedaço de terra e nele edificar a Capela de Santo Antônio de Pádua.
Giuseppe Farinazzo e Stella Lorenzetto deixaram numerosa descendência em Leopoldina, através de seus filhos: Carolina casada com Giuseppino Cucco, Natal casado com Sebastiana Regina Pengo, Antonio casado com Porcina Antonio de Oliveira e Santina casada com Pedro Emilio Campana. Além destes, o casal teve também os filhos Luiz José, Maria Magdalena, Jacinto, Angela e Ana Teresa.
Giovanni Farinazzo e Teresa Pedroni tiveram 10 filhos nascidos em Leopoldina entre 1894 e 1915. Mas apenas da mais velha, Josefa Farinazzo, encontramos descendentes de seu casamento com João Marinato. Quanto aos demais, informações orais dão conta de que, não tendo conseguido um pedaço de terra em Leopoldina, migraram para o estado do Rio.
Situação semelhante ocorreu com alguns filhos de Maria Farinazzo e Emilio Carraro. Dos 10 filhos nascidos em Leopoldina entre 1895 e 1913, encontramos descendentes apenas de Antonio Carraro casado com Ana Cunegundes Gonçalves, de José Carraro casado com Rosalina Olivia Fofano e de Joana Carraro casada com Miguel Arcanjo Ceoldo. Entretanto, é possível que os filhos de Maria não tenham saído da região, conforme indicam alguns parentes.
O filho mais novo de Luigi Giuseppe Farinazzo e Giovanna Giacomelle foi Giacomo Farinazzo. De seu casamento com Elisagetta Saggioro localizamos 4 filhos nascidos em Leopoldina entre 1905 e 1914. A mais velha, Joana Maria, nascida na fazenda Paraíso em 1905, casou-se com Sante Lorenzetto em 1922. Vitorio Emanuel Farinazzo, nascido no dia 16 de setembro de 1907, parece ter se transferido para o norte do estado do Rio. O mesmo teria ocorrido com Pedro Farinazzo, nascido aos 19 de maio de 1910. Não temos notícias da mais nova, Rosa, nascida em Leopoldina dia 6 de dezembro de 1914.
Agradecemos a colaboração de Annaroza Farinazzo, de Padova, bem como dos descendentes brasileiros Giarlane Farinazzo, José Raymundo Sobrinho, Larissa Farinazzo, Luiz Farinazio Lacerda, Marco Aurelio Assis Davis, Maria da Conceição Pedroni e Marilia Aparecida de Souza Campana.
 
FONTES:
 
Alistamento Eleitoral em Tebas, 1904, fls 18.
Archivio storico del Distretto Militare di Padova, Leva Militare delle province di Padova e Rovigo 1846 – 1902.
Arquivo Nacional, Manifesto do vapor Sud America, 1877, passageiros números 221 a 224.
Assentos Paroquiais de Leopoldina:
Livro 2 cas fls 100 reg. 113, fls 102-v nr 128, fls 111v reg. 187;
Livro 3 cas fls 28 nr 56;
Livro 5 cas fls 399 termo 6.
Livro 6 cas termo 10 fls 27v, termo 58 fls 45, termo 65 fls 46v, termo 82 fls 97v;
Livro 7 cas fls 30 termo 41.
Livro 4 bat fls 35, fls 224 termo;
Livro 5 bat fls 40 reg. 85,
Livro 6 bat fls 110-verso nr. 120.
Livro 7 bat bat fls 57 nr. 1318.
Livro 8 bat fls 7v termo 69, fls 67, fls 81 nr 329,.
Livro 9 bat fls 45 e 48 termo 381, fls 85 nr. 264, fls 91termo 333, fls 100termo 15;
Livro 10 bat fls 55 nr. 238, fls 74-v nr 323, fls 86 nr. 114, fls 96 nr 216:
Livro 11 bat fls 13 nr 383, 11 bat fls 25-v nr 75, fls 45 nr 262, fls 86v termo 329;
Livro 12 bat fls 12 nr. 208, 25-v nr 335, fls 26-v nr 4, fls 88-v nr 265;
Livro 13 bat bat fls 61-v nr 412, fls 45v termo 250, fls 45-v termo 251;
Livro 14 bat fls 75 nr 272;
Livro 15 bat fls 2v termo 18, fls 15-v nr 148, fls 57-v nr 26;
Livro 16 bat fls 4-v nr 498, fls 72v termo 91;
Livro 17 bat fls 13 nr 509, fls 26. termo 127;
Livro bat 1896-97, fls 125v termo 230, fls 147, termo 404, fls 154v, termo 462.
 
Carteira de Identidade, RG 04480674-3, emitida em 30.04.1984, IFP.
Cartório de Registro Civil de Barra Mansa, RJ, Livro B-083 de Casamentos, fls 87, termo 6427.
Cartório de Registro Civil de Leopoldina, MG
Livro 10 cas fls 26 termo 12, fls 89 termo 61;
Livro 11-B cas fls 3 e v, termo 2784, fls 220-221, termo 88;
Livro 3 cas fls 168 termo 13;
Livro 31-A de Nascimentos, fls 64, termo 3741;
Livro 5 cas fls 79-v termo 42;
Livro 6 cas fls 82 termo 5, fls 84 termo 7, Livro 6-C fls 78-v termo 6290;
Livro 7 cas fls 71 e v termo 8;
Livro 8 cas fls 159 termo 40;
Livro 9 cas fls 40-v termo 53.
Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG, Livro 2 fls 14 sep. 346 3º plano, fls 57 nr 287, fls 79 nr 114, fls 83 sep. Paraíso.
Certificato di Famiglia, Carraro, Emitido em Pianiga, 22.07.2000.
Emigrazione Veneta, http://www.emigrazioneveneta.com/secondo.php acesso 23out08.
Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias
Microfilme 1.285.227 Leopoldina, item 2 bat fls 70 reg. 487, fls 78verso reg. 16, fls 78verso reg. 17.
Microfilme 1.285.228 Leopoldina, item 4 fls 122 reg. 7, fls 176 reg. 7, fls 311 nr 88 e fls. 313 nr 92, 347 nr 68.
Livros da Hospedaria Horta Barbosa (Arquivo Público Mineiro), SA-910 fls 98 e SA 920 fls 62.
Passaporte Italiano, Farinazzo, 06.11.1886.
Registros de Estrangeiros de 1942.
 
LOTTIN, Jucely. Colônia Imperial de Grão-Pará 120 anos. Grão-Pará, SC: Elbert, 2002
RODRIGUES, José Luiz Machado e CANTONI, Nilza. Nossas Ruas, Nossa Gente. Rio de Janeiro: Fábrica de Livros, 2004.
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17 de janeiro na Colônia Agrícola da Constança

Em 1911, o imigrante italiano Antonio Montagna tomou posse do lote 28 da Colônia Agrícola da Constança, no dia 17 de janeiro. Procedente de Rovigo, a família deste colono já vivia no município de Leopoldina bem antes da fundação da Colônia, como pode ser visto aqui.


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Ancestrais de Antonio Montagna

Leitor de recente coluna no jornal Leopoldinense sobre os Montagna, pede para publicarmos os nomes de seus ancestrais.

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Os proprietários dos lotes da Colônia Agrícola da Constança

No momento em que os moradores de Leopoldina se movimentam para comemorar o Centenário da Colônia Agrícola da Constança, estamos recebendo diversas consultas sobre os proprietários dos lotes.

Sabemos que a área de 17.437.500,00 metros quadrados foi inicialmente dividida em 60 lotes, com cerca de 25 hectares cada um, além de um logradouro público. Posteriormente alguns lotes foram redivididos, atingindo um total de 72 unidades produtivas. Conseguimos identificar os proprietários de 64 lotes, sendo que em alguns casos encontramos também o nome do segundo comprador.

A relação a seguir foi organizada pelo número dos lotes que, quando repetidos, indicam os nomes dos primeiro e do segundo proprietários.

Lote Colono
1 Paula, João Baptista de Almeida
2 Passos, Manoel José dos
2 Pardal, Manoel Gomes
3 Macedo, Francisco Carneiro de
4 Lomba, Jesus Salvador
5 Lorenzi, Demetrio de
5 Meccariello, Carlo
6 Campagna, Felice Antonio
7 Carraro, Victorio
8 Fofano, Paschoal Domenico
9 Meneghetti, Felice
10 Santos, Augusto
11 Balbini, Pietro
12 Colle, Francesco
13 Pittano, Giuseppe
14 Sampieri Giovanni
15 Pumpemayer, Modesto
16 Montes, Auriel de Rezende
17 Reiff Júnior,Francisco Antonio
18 Silva, Jeronymo José da
19 Carvalho, João Pacheco de
20 Marcatto, Luigi
21 Bucciol, Angelo
21 Abolis, Francesco
22 Raipp, João Simão
22 Rodrigues, Antonio Augusto
23 Bonini, Fortunato
24 Travain, Eugenio
25 Meneghetti, Viúva de Luiz
26 Gottardo, Giovanni Baptista
27 Fofano, Carlo Batista
28 Abolis, Leopoldo
28 Montagna, Antonio
29 Boller, Giovanni
30 Mihe, Henrique
30 Lupatini, Giovanni
31 Krause, Herman
31 Boller, Luigi
32 Troche, Bruno
32 Boller, Giuseppe
33 Zessin, Fritz
34 Stefani, Eugenio
35 Casadio, Giuseppe
36 Ferreira, Francisco Dias
37 Cartacho, Manoel da Cruz
38 Secanelli, Angelo
39 Lupatini, Giovanni
40 Costa, José Manoel da
41 Mesquita, Augusto
42 Ferrari, Paschoal
44 Schaden, Franz
44 Rottemberg, Rudolf
45 Schill, August
45 Fischer, Gustav
46 Ketterer, Franz
47 Figueiredo, Julio Teixeira
48 Negedlo, Franz
48 Klaiber, João Jorge
49 Zessin, Wilhelm
50 Krauger, August
50 Beatrici, Pietro
51 Lang, Ernest
52 Hensul, Mathias
53 Thier, Karl
53 Beatrici, Felicio
54 Richter, Hermann
55 Anzolin, Giovanni Ottavio
56 Giuliani, Candido
57 Anzolin, Basilio
58 Carminatti, João
59 Carminatti, João
59 Pedroni, Angelo
60 Sellani, Sante
61 Brando, Braz
62 Carvalho, Pedro Pacheco de
63 Pardal, Manoel Gomes
64 Pardal, Manoel Gomes
66 Rodrigues, Antonio Augusto

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