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Vulgarização: outra história para a História

A Revista Expedições: Teoria da História e Historiografia, volume 4, 2014, traz um artigo com este título, de Mary del Priore, que despertou a lembrança de outras discussões sobre o assunto. Apresentado como “uma pensata sobre as origens e a difusão da ‘divulgação científica’ e sua presença no Brasil do século XIX aos dias de hoje” o texto passeia por vários momentos do processo de vulgarização, antes de abordar a o conhecimento histórico propriamente dita.

Convidamos nossos leitores para esta leitura em que a autora nos lembra que “a história possui uma função social: a da manutenção da memória de uma nação ou de um grupo”. E ressalta:

“…os historiadores têm uma missão que é a construção da consciência histórica. Para tal, eles devem enfrentar duas tarefas contraditórias: por um lado, desmistificar os mitos consolidados pela memória coletiva, inscritos nos documentos, nos textos oficiais e na língua falada, enfim, nas construções sociais que, a sua volta, constituem a consciência comum. E por outro, participar à construção mesma desta mesma memória, ao produzir um saber que serve de referência e forma a consciência histórica dos seus contemporâneos…”

Leia o texto na íntegra, aqui.

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Viagem Proibida: um livro interessante

No início de dezembro li A Viagem Proibida: nas trilhas do ouro, de Mary del Priore. Trata-se de um conto infanto juvenil que a editora Planeta publicou em 2013,  coleção Aventuras na História. Gostei tanto que resolvi comprar para presentear um pré-adolescente daquele tipo que os pais dizem não saber mais como controlar. Agora, ao receber mensagem do garoto, resolvi comentar aqui no blog porque de vez em quando recebo pedidos de sugestão de livros.

A Viagem Proibida: nas trilhas do ouroChamou a minha atenção a relativa velocidade com que o menino decidiu folhear o livro. Foi um presente de natal mas a família viajou logo em seguida, retornando no último dia 20. Até onde eu saiba, o presenteado não é propriamente um leitor e eu dei o livro justamente pensando em estimular o interesse. Mas a tia foi logo dizendo que ele nem abriria o presente.

Também me surpreendi com o comentário de que não encontrou outra coisa interessante na Bibliografia. Oras, eu não imaginava que alguém de 12 anos iria procurar algo mais na lista de obras utilizadas pela autora. Depois entendi que ele estava procurando outras obras da mesma coleção.

Disse-me o amiguinho que não quer falar nada no “face” porque os colegas vão “pilhar de besta”. Mas que eu tinha que saber que ele gostou muito. E acrescentou: “livro de história não é chato sempre, né?”

Sendo assim, deixo aqui meu recado: quando você estiver pensando em presentear alguém, não hesite em passar por uma livraria.

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