Arquivo da tag: Marsola

Sobrenome de família imigrante que viveu em Leopoldina.

Abril de 1916

Há 100 anos, nasceram em Leopoldina:

4 abr 1916

Geralda Gadas

filha de Pedro Gadas e de Engracia Marsola

8 abr 1916

José

filho de Adolfo Ferreira de Amorim e de Filomena Carlota de Matos

16 abr 1916

Ilka Machado Gouvêa

filha de José Vital de Oliveira e de Mariana Custódia de Moraes

18 abr 1916

Celina

filha de Custódio de Freitas Lima e de Tereza Martins Vargas

22 abr 1916

Alvaro

filho de Marcelino Pacheco de Lima e de Alzira Poyares

25 abr 1916

Geraldo

filho de Benedito Heitor Jendiroba e de Zulmira de Oliveira Rodrigues

29 abr 1916

Maria

filha de Antonio Zeferino da Silva e de Antonia Maria da Conceição

  • Share on Tumblr

Há 100 anos

Leopoldinenses nascidos em outubro de 1914

Risoleto José Dorigo 4-out filho de Arturo Ilario Dorigo e de Virginita Anacleto de Alcântara
Aristotelina 5-out filha de Jerônimo Botelho Falcão e de Clotilde Eucheria de Jesus
Maria da Conceição 7-out filha de Antonio Lorenzetto e de Maria Amélia Alencar
Orlando Marinato 10-out filho de Paschoal Celeste Marinato e de Eugenia Nogueira dos Anjos
Maria 12-out filha de Josué de Vargas Ferreira e de Luciana Rodrigues Lacerda
Maria de Lourdes Gadas 14-out filha de Pedro Gadas e de Engracia Marsola
Edson 14-out filho de José Antonio dos Santos e de Maria Pereira de Alencar
Sebastião Marinato 16-out filho de Riccardo Antonio Marinato e de Oliva Palmira Carraro
Dinorah 20-out filha de Olimpio Machado de Almeida e de Maria da Conceição Almeida
Urcemilino 21-out filho de Aristides de Freitas Vale e de Maria Madalena
Francisco 22-out filho de Leonel Ignacio de Oliveira e de Castorina Ignacia de Bem
Geraldo 22-out filho de Benedito Heitor Jendiroba e de Otilia Costa
Maria de Lourdes 24-out filha de Salvador Rodrigues Y Rodriguez e de Maria Tereza de Jesus
Maria Izabel dos Reis 29-out filha de José Custódio e de Maria José das Dores
Maria de Lourdes 31-out filha de Pedro de Oliveira Barbosa e de Maria Monteiro de Castro
  • Share on Tumblr

130 anos da Imigração Italiana em Leopoldina

Continuamos hoje a responder nosso leitor que consultou sobre imigrantes italianos em Providência. E acrescentamos uma informação: a definição de 130 anos da Imigração em Leopoldina baseou-se na análise dos livros paroquiais. No ano de 1880 começam a aparecer os registros de italianos, sendo que os mais antigos remetem ao distrito de Campo Limpo, hoje Ribeiro Junqueira, como os De Marchi, os Rossi e Tambasco.
  • Binato, Doroteo  – nascido em Além Paraíba, casou-se em 1929, em Leopoldina, com Olga Gadas. Ela era natural do Egito e seu pai radicou-se no distrito de Ribeiro Junqueira depois de casar-se, em Providência, com a italiana Engracia Marsola.
  • De Marchi, Giovanni – radicado em Ribeiro Junqueira desde a chegada ao Brasil, em 1888, uma de suas filhas permanecia naquele distrito em 1942. Mas há um Marcelino de Marchi que chegou da Italia no mesmo ano e que pode ter vivido em Providência. Não era parente de Giovanni.
  • De Vitto, Michele  – casou-se em Leopoldina, em 1897, com a também italiana Angela Iborazzatti. Não sabemos onde residia.
  • Detabian, Giudetta Enricheta  – chegou a Leopoldina em 1888, casada com Domenico Zotti. Faleceu na sede municipal em 1911. Seus descendentes migraram para Simonésia, MG.
  • Fortunata, Alba  – casada com Daniele Locci, chegou em 1897 e foi morar em São Martinho, Providência.
  • Grace, Rosa  – italiana, em 1942 residia em Ribeiro Junqueira. Foi casada com Abrahão Miguel, provável imigrante sírio que mascateava em Providência por volta de 1910.
  • Share on Tumblr

A moradia dos colonos

La Sicilia nel 1876, obra de Leopoldo Franchetti e Sidney Sonnino, é leitura muito interessante para compreender as condições de vida dos imigrantes que se dispuseram a deixar a terra natal em busca de melhores condições de vida.

Os autores realizaram extensa pesquisa para escrever sobre as condições políticas e administrativas da Sicilia. Em muitos momentos, chama a atenção a opinião manifesta sobre o tipo de moradia que acreditamos poder resumir com o seguinte trecho (pág. 312-313):

La questione delle abitazioni della classe povera e che vive del lavoro delle sue braccia, è una delle più gravi dell’epoca nostra, e che in Sicilia ha una urgenza speciale.

Aliás, todo o capítulo II é muito esclarecedor. Sob o título Abitazioni Rurali, os autores nos fazem refletir sobre os sonhos que possam ter nascido entre aqueles que, não podendo oferecer um mínimo de conforto aos seus familiares, optaram por um país chamado Brasil, tão distante e do qual provavelmente pouco sabiam.

Quando resumimos nossos estudos sobre a moradia na Colônia Agrícola da Constança, para publicar uma coluna a respeito, não poderíamos nos estender como gostaríamos. Entretanto, acreditamos que todos quantos se dedicam ao estudo da imigração italiana para o Brasil já tiveram oportunidade de considerar que nossas Colônias Agrícolas ofereciam mais conforto para aqueles italianos.

Em Leopoldina temos referência à família Marsola, da Sicilia, provavelmente radicada no distrito de Ribeiro Junqueira. Embora pouco saibamos sobre eles, queremos crer que tenham encontrado em nossa cidade uma “habitação conveniente” como queriam Franchetti e Sonnino.

  • Share on Tumblr

Tebas nos Recontos de um Recanto

Hoje o tema da coluna é o distrito de Tebas cujo nome, para nós, ainda não está devidamente explicado quanto a sua origem. Vamos falar sobre a terra de uma água especial que, no dizer da jornalista Silvia Fonseca,[i]“quem bebe da água tebana sempre volta à fonte.”

Tebas, Leopoldina, MG

Começamos pelo Relatório da Presidência da Província de Minas Gerais de 1894 que nos informa ter a febre amarela atingido a nossa região de forma alarmante.[ii] Uma epidemia que causou, inclusive, um lapso nas anotações de óbitos da cidade entre agosto de 1894 e janeiro de 1898, embora exista um livro iniciado a 01.01.1896,[iii] onde foram anotados “a posteriori” sepultamentos ocorridos entre agosto/94 e dezembro/1895.

Foi esta epidemia de febre amarela que motivou a mudança temporária da administração municipal para o distrito de Tebas o que, no mínimo, é muito curioso quando se sabe que o distrito de (Piedade) Piacatuba é bem mais antigo.

Mas, como surgiu o nome e o lugar chamado Tebas?

Se consultarmos o dicionário veremos que Tebas pode referir-se à cidade grega, a uma pessoa forte e desembaraçada ou, ao nosso distrito.[iv] Autores existem que registram a origem do topônimo na língua tupi, com o sentido de desembaraçado, forte, graúdo[v]. Outros dizem que distrito herdou o nome de um ribeirão local, sem informar de onde surgiu o nome do tal ribeirão..

Hoje sabemos, no entanto, que existiu por ali um Manoel Joaquim Thebas que, entre outros, foi vizinho da fazenda Feijão Cru, que pertencia a Manoel Antonio de Almeida. E como esta informação sobre este Manoel J. Thebas é de 1856 e a paróquia data de 1881, acreditamos ser possível que o patrimônio tenha sido doado por este senhor e dele surgiu o nome do distrito.

Quanto ao povoado, tudo leva a crer ser ele bem antigo. Francisco de Paula Ferreira Rezende[vi] a ele se refere quando afirma que por ocasião de sua vinda para Leopoldina, pelos idos de 1860 ainda encontrou remanescentes dos Puris na estrada de Tebas para Rio Pardo.

É certo que a povoação foi elevada a distrito pela lei provincial nº 2675, de 30.11.1880. A confirmação eclesiástica veio com a lei nº 2848 de 25.10.1881 que elevou o distrito a Freguesia. E a lei nº 3113, de 1882, registra o nome do distrito como Santo Antônio de Tebas.

Vale lembrar que a lei que criou o distrito autorizou a câmara municipal de Leopoldina a estabelecer a divisas. Para este fim a câmara nomeou comissão de vereadores que estudaram o assunto e apresentaram parecer conclusivo. E, segundo consta, o parecer desta comissão foi aprovado em plenário com a ressalva apenas de que o nome do lugar passou a ser Santo Antonio dos Thebas, ao invés de Santo Antonio do Monte Alegre como anteriormente era conhecido.

O distrito de Tebas foi constituído por terras antes pertencentes a Leopoldina (sede), Piedade (Piacatuba) e Rio Pardo (atual Argirita). Assim, pela lei nº 2938, de 23.09.1882, algumas fazendas da Piedade foram transferidas para Thebas. Em 06.10.1883 foi a vez de Rio Pardo perder algumas propriedades que passaram para o novo distrito. E em 18 do mesmo mês, através da lei nº 3171, a fazenda de João Pereira Valverde foi transferida de Thebas para a freguesia de Piedade.[vii]

Mas vamos retroagir um pouco e começar nossa busca pela venda de seis alqueires da fazenda Monte Alegre, em julho de 1841.

As terras vendidas localizavam-se na “cabeceira” ou nascente do córrego hoje chamado Tebas e a sede da fazenda era residência de Elias da Silva Espíndola. Os compradores dessas terras foram Honório Alves Ferreira e João Vieira Machado de Freitas. Por esta fazenda passava uma estrada que, vindo de Bom Jesus do Rio Pardo (Argirita), atingiria as terras de Antônio José Monteiro de Barros (fazenda Paraíso).[viii]

Sete meses depois o mesmo Elias da Silva Espíndola vende outros oito alqueires da mesma fazenda para José Miguel Dias da Silva e registra que estas terras limitam-se com as vendidas anteriormente e estão localizadas na serra entre o Rio Pardo e o Rio Pirapetinga.[ix]

Sabe-se que um dos vizinhos da fazenda Monte Alegre era o capitão Felisberto da Silva Gonçalves, um dos primeiros sesmeiros do lugar que, juntamente com sua esposa, Ana Bernarda da Silveira, recebeu duas sesmarias entre os córregos Glória e Fortaleza (nomes que desapareceram da toponímia local). Podemos acrescentar, ainda, que estas duas sesmarias limitavam-se com as terras recebidas, também em novembro de 1813,[x] por seu irmão e cunhada, Domingos Gonçalves de Carvalho e Antonia Rodrigues Chaves. E, segundo consta, uma das fazendas de Felisberto ficava no Monte Redondo, no caminho de Tebas para Argirita.

Entre os vizinhos de Felisberto surge, ainda, o nome de Joaquim Manoel Coimbra, algumas vezes citado como Manoel Joaquim Coimbra, provavelmente ancestral do vereador Antonio da Costa Coimbra que fez parte da comissão que estudou os limites do distrito de Tebas. As terras deste Manoel Coimbra, por sua vez, limitavam-se com o já mencionado Felisberto da Silva Gonçalves, com os Valverdes e com Elias da Silva Espíndola. Em função dessas informações, passamos a suspeitar que a tal fazenda “Campo Alegre” seja a mencionada por Manoel Antônio de Almeida, em 1856, como propriedade dos “herdeiros de Manoel Joaquim Thebas”,[xi] possivelmente um homem destemido e que recebeu dos puris o nome de “teba”.

Vale registrar que pela análise do movimento de compra e venda de bens de raiz no então distrito de Bom Jesus do Rio Pardo, atual Argirita, observa-se que a fazenda Campo Alegre foi citada como local em que o Escrivão realizou diversos registros entre 1841 e 1853.

Para encerrarmos por hoje, registramos que entre 1862 e 1864, os eleitores do distrito de Tebas pertenciam às famílias Almeida, Braga, Carvalho, Coimbra, Cunha, Dias, Dornelas da Costa, Freitas, Gonçalves, Lemos, Moraes, Pereira, Policiano, Reis, Ribeiro, Santos e, Silva.[xii] E dentre os italianos que viveram em Leopoldina um bom número deles residiu temporária ou definitivamente em Tebas, dos quais destacamos os sobrenomes Albertoni, Angeli, Bedin, Ceoldo, Gruppi, Marsola, Meneghetti, Stefani e Zotti.

Até a próxima edição, com novos recontos.

__________

Fontes utilizadas:

[i] Jornal O Globo, 16.02.1989.

[ii] Mensagem do Presidente da Província de 1895, p. 10

[iii] Arquivo da Prefeitura Municipal de Leopoldina, livros do Cemitério Público.

[iv] Novo Dicionário da Língua Portuguesa, Aurélio Buarque de Holanda Ferreira.

[v] Toponímia de Minas Gerais, Joaquim Ribeiro Costa.

[vi] Minhas Recordações, p. 386.

[vii] Artigo da Gazeta de Leopoldina, de 1922, assinado por J. Botelho Reis.

[viii] Livro 1 de Compra e Venda de Bens de Raiz de Bom Jesus do Rio Pardo, fls. 8 v.

[ix] Livro 1 de Compra e Venda de Bens de Raiz de Bom Jesus do Rio Pardo, fls. 11.

[x] Cartas de Sesmarias emitidas pelo Presidente da Província.

[xi] Registro de Terras de Leopoldina, TP 114, número 18.

[xii] Alistamento Eleitoral de Bom Jesus do Rio Pardo, 4º quarteirão.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
  • Share on Tumblr