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Sobrenome de antiga família leopoldinense.

107 – Os ascendentes maternos de Paulino Rodrigues

Conforme anunciado no artigo anterior, hoje o Trem de História é dedicado a Mariana Custódia de Moraes, a mãe do personagem principal desta viagem.

Mas, antes, vale um esclarecimento. Na época em que os pais de Paulino se casaram, a Paróquia de São Sebastião da Leopoldina ainda pertencia ao Bispado do Rio de Janeiro. Com isto, muitas fontes eclesiásticas eram para lá encaminhadas e, por razões burocráticas, se encontram indisponíveis para consulta desde o final da década de 1990, como é o caso do processo matrimonial do casal que, ao que se sabe, dependeu de autorização episcopal em virtude de parentesco consanguíneo e de afinidade.

Mariana era filha de José Vital de Moraes, também referido em algumas fontes como Vital Ignacio de Moraes, nascido em Conceição de Ibitipoca por volta de 1822, filho de João Ignacio de Moraes e Anastácia Felisbina de Jesus.

Os pais de Anastácia, Vital Antônio de Oliveira e Maria Narciza de Jesus, casaram-se(1) em Santana do Garambéu no dia 08 de março de 1796. Vital era natural de Conceição de Ibitipoca e Maria Narciza nasceu em Santana do Garambéu, onde seu pai, Bernardo da Costa Mendonça, era proprietário na localidade de Ribeirão dos Cavalos, atualmente pertencente ao município de Ibertioga. Bernardo faleceu(2) em 1811 e é ancestral de vários antigos moradores de Leopoldina, já que foi sogro do “comendador” Manoel Antônio de Almeida.

A mãe de Mariana Custódia de Moraes, Umbelina Cassiano do Carmo, também era natural de Conceição de Ibitipoca, filha de Tereza Maria de Jesus e José Carlos de Oliveira, sendo neta paterna do casal Vital Antonio de Oliveira e Maria Narciza de Jesus acima citado. Portanto, a avó paterna de Mariana, Anastácia Felisbina, era irmã de seu avô materno, José Carlos de Oliveira, dois dos filhos de Vital Antonio, como se verá no quadro genealógico a seguir.

Os avós paternos de Mariana, João Ignacio de Moraes e Anastácia Feslisbina de Jesus foram pais de: 1- Mariana Carolina de Oliveira cc Justino Marques de Oliveira; 2- José Vital de Moraes cc Umbelina Cassiano do Carmo; 3- Joaquim Ignacio de Moura ou de Moraes cc Eufrasia Raimunda de Jesus; 4- Joaquim Candido da Silva cc Rita Carolina de Oliveira; 5- Ana Olina Bibiana cc Antonio Paulino de Faria; 6- Joaquina Flausina de Jesus cc Antonio José Machado; 7- Antonio Romualdo de Oliveira cc Francisca Carolina de Oliveira; 8- Delfina Honoria de Jesus cc José Alexandre da Costa; 9- José Ignacio de Oliveira cc Maria Messias de Almeida; 10- João Gustavo de Oliveira cc Ana Umbelina do Sacramento; 11- Manoel Ignacio de Oliveira cc Rita Carolina de Jesus; 12- Maria Luiza de Jesus cc Antonio Joaquim Vilas Boas e segunda vez com Joaquim Antonio de Almeida Ramos; 13- Rita Ignacia de Moraes cc Antonio Rodrigues da Silva.

Sabe-se que os filhos de nrs 5, 6 e 10 não migraram para Leopoldina, tendo vivido e falecido em Bias Fortes.

Os avós maternos, José Carlos de Oliveira e Tereza Maria de Jesus, foram pais de: 1- Maria Tereza; 2- Justino; 3- Ana; 4- Umbelina Cassiano do Carmo cc José Vital de Moraes; 5- Rita Tereza de Jesus cc Cassiano José do Carmo; 6- Francisca; 7- Mariana Ignacia de Oliveira cc Antônio José de Almeida Ramos; 8- Domingos Marques de Oliveira cc Ana Antonia de Jesus; 9- Victal; 10- Antonio; e, 11- José Carlos de Oliveira Pires cc Ignacia Carolina de Almeida.

A viagem de hoje termina aqui. Na próxima edição o Trem de História trará o ramo paterno de Paulino Augusto Rodrigues. Aguarde!


Fontes de Referência:

1 – Igreja de Nossa Senhora da Piedade de Barbacena, livro de casamentos de Conceição de Ibitipoca 1751-1801, pesquisa de Paulo Ribeiro da Luz.

2 – Museu Regional de São João del Rei, inventário caixa 287.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 359  no jornal Leopoldinense de 16 de julho de 2018

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106 – Paulino Augusto Rodrigues: O início

Esta nova viagem do Trem de História será capitaneada por Paulino Augusto Rodrigues, personagem representativo de uma família que chegou ao Feijão Cru em sua primeira década de existência como povoado.

Seus pais, Mariana Custódia de Moraes e João Rodrigues da Silva, viviam na Fazenda dos Purys, formada por seu avô paterno, Manoel Rodrigues da Silva, nas imediações da Fazenda da Onça, que pertenceu a Bernardino José Machado, bisavô paterno de Paulino.

Para melhor compreensão de como tudo se passou, antes de chegar ao ano de 1870 em que Paulino nasceu, é importante recolher a bagagem relativa a alguns fatos e passageiros que lhe antecederam.

No ano de 1831, quando começava a se formar o povoado do Feijão Cru, a Vila de Barbacena abrangia diversos outros distritos também em formação, alguns deles criados em território que antes pertencia a Santa Rita de Ibitipoca. Num daqueles distritos, então identificado apenas como Santo Antônio, morava a família de Bernardino José Machado e Maria Rosa de Almeida (algumas vezes referida como Maria Ribeiro), ambos naturais de Santa Rita de Ibitipoca. Ele, filho(1) de Antonio José Machado e Izabel Corrêa de Moraes. Ela, filha(2) de Francisco Gonçalves Pereira e Ana Teodora de Almeida.

Sabe-se, hoje, que o distrito de Santo Antônio é a origem do atual município de Juiz de Fora e que a família de Bernardino Machado vivia em território entre os atuais distritos de Rosário de Minas e Paula Lima; que ele era identificado como lavrador e proprietário de 13 escravos e que morava com a esposa, 13 filhos e o genro Manoel Rodrigues da Silva.

Pouco tempo depois, Bernardino José Machado transferiu-se para o Feijão Cru, para onde vieram também parentes seus e de sua mulher. Aqui formou a Fazenda da Onça e seu genro Manoel Rodrigues da Silva, a Fazenda Purys(3).

Segundo o Registro de Terras, as duas propriedades ficavam entre a Fazenda do Feijão Cru Pequeno, de Manoel Antônio de Almeida; a Fazenda Paraíso, então pertencente a Antônio José Monteiro de Barros; a Fazenda Floresta, de Joaquim Antonio de Almeida Gama; e, a Fazenda do Desengano, de Maria do Carmo Monteiro de Barros.

Por hoje acrescenta-se apenas que a Leopoldina que viu nascer Paulino Augusto Rodrigues estava envolvida em mudanças econômico-sociais que seriam determinantes na trajetória deste personagem.

Seis anos antes dele nascer, o município contava(4) com 25.009 habitantes sendo que 2.120 deles habilitados a votar. Em 1862, o município era composto pela sede municipal e pelos distritos da Piedade (Piacatuba), Rio Pardo (Argirita), N.S. das Dores do Monte Alegre (Taruaçu), Madre de Deus do Angu (Angustura), São José do Parahyba e Porto Novo do Cunha (Além Paraíba), Conceição da Boa Vista, Conceição do Parahyba e Santana do Pirapetinga (Pirapetinga), Santa Cruz e Dores do Rio Pomba (Itapiruçu), Santa Rita do Meia Pataca (Cataguases), Santo Antônio do Muriaé (Miraí), São Francisco de Assis da Capivara (Palma) e Nossa Senhora da Conceição do Laranjal (Laranjal). Na sede havia duas escolas públicas equivalentes ao atual Ensino Fundamental I, uma para cada sexo, e doze estabelecimentos comerciais. O café se tornou a principal atividade econômica na década de 1860.

Em função do desenvolvimento do município, foi criado um comando(5) da Guarda Nacional, em Leopoldina e a segurança pública era exercida por um Destacamento Policial(6) que, em 1873, contava com 1 oficial, 1 adjunto e 10 soldados. No Censo de 1872, na Paróquia de São Sebastião da Leopoldina, ou seja, na sede do município, foram computados 7.899 moradores(7).

Na primeira infância de Paulino, foi criada a Estrada de Ferro Leopoldina que recebeu este nome por ter sua origem na inversão de capitais dos fazendeiros de café do município.

No próximo trecho desta viagem, o Trem de História trará a família materna de Paulino. Até lá!


Fontes de Referência

1- Igreja de Nossa Senhora da Piedade de Barbacena, lv bat 1740-1816, fls 73

2 – Idem, lv bat 1782-1788, fls 267[268] e lv bat 1740-1816, fls 73

3 – Arquivo Público Mineiro, Seção Colonial, TP 114, Registro de Terras da Villa Leopoldina.

4 – MARTINS, Antonio de Assis. Almanak Administrativo, Civil e Industrial da Província de Minas Gerais. 1864 p.311-313; 1865 p.78; 1874 p.451

5 – Diário de Minas, 1873, ed 92 p.1

6 – Diário de Minas, 1873, ed 656, p.2

7 – BRAZIL – Diretoria Geral de Estatística. Recenseamento Geral do Império do Brasil em 1872, p.745

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 358 no jornal Leopoldinense de 1 de julho de 2018

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Agosto de 1918

Nascimentos em Leopoldina;

2 Ago 1918,

Antonieta

pais: Antonio Borges Barcelos e Ana Soares


3 Ago 1918,

Itacy Machado Gouvêa

pais: José Vital de Oliveira e Mariana Custódia de Moraes

cônjuge: Sinval Valverde

Santa Meneghetti

pais: Fortunato Meneghetti e Filomena Bonin


5 Ago 1918,

Pedro

pais: José Cipriano de Carvalho e Adelina Honorata de Brito


9 Ago 1918,

Oswaldo Iennaco

pais: Lorenzo Iennaco e Emma Sparanno


14 Ago 1918,

Carlos

pais: Sebastião Carlos Neto e Laurinda Maria da Conceição

Tereza Fiorenzano

pais: Biagio Fiorenzano e Isabel Dalto

Waldemiro Almeida

pais: Cornélio Antonio de Almeida e Etelvina Caetano de Oliveira


15 Ago 1918,

João

pais: Julio Figueiredo Sabino Damasceno e Francisca Antunes Barbosa

Laerte

pais: Artur Teixeira de Mendonça e Ana de Araújo Porto


16 Ago 1918,

Mauro

pais: José Augusto Monteiro da Silva Filho e Maria da Glória de Aguiar


24 Ago 1918,

Maria de Lourdes

pais: Antonio Mauricio da Silva e Emilia dos Reis Coutinho


25 Ago 1918,

Wanderley

pais: José Antonio Machado e Albertina Zulmira de Moraes


27 Ago 1918,

Maria Bedin

pais: Alessandro Bedin e Celestina Bartoli


28 Ago 1918,

Jorge

pais: Francisco Ferreira de Almeida e Julieta Magdalena de Moraes


30 Ago 1918,

Madalena Rodrigues

pais: Antonio Augusto Rodrigues e Maria Antonia de Oliveira

cônjuge: Odilon Tavares Machado

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104 – Vida e obra de Átila Lacerda da Cruz Machado

Como ficou dito no artigo anterior o Trem de História de hoje prossegue com Átila Lacerda da Cruz Machado que fez seus primeiros estudos em Barbacena e concluiu o curso técnico de Radiotelegrafia no Departamento de Correios e Telégrafos do Distrito Federal, na época, na cidade do Rio de Janeiro – RJ[1]. Em 1931, transferiu-se para Leopoldina onde montou a Estação Radiotelegráfica do Estado de Minas Gerais e nela exerceu sua profissão até aposentar-se.

Quatro anos depois, em 27.02.1935, casou-se[2] com Herondina Domingues da Cruz Machado com quem teve cinco filhos: Helenice, Lincoln, Maria, Raphael e Míriam.

Segundo Mário de Freitas[3], conterrâneo de Átila Lacerda, a mãe dele, Dona Clarieta, era uma educadora de méritos invulgares. Seu irmão, Carlos Mário, professor e oficial categorizado da Escola Preparatória de Cadetes do Ar lecionou, também, no Colégio Leopoldinense.

Átila Lacerda foi funcionário público, professor, idealista, espírita convicto e atuante. Segundo José do Carmo, ajudou na reestruturação do Centro Espírita “Amor ao Próximo”, elaborando seus novos Estatutos, a partir de 05.09.1937. Participou da administração do Centro como secretário, vice-presidente e presidente nos períodos[4] 1947 a 1949, 1958 a 1960 e 1964 – 1973.

Durante sua administração, criou naquela Casa a Escola de Evangelização “Bezerra de Menezes”, para crianças e, a Mocidade Espírita “Dias da Cruz”, para jovens. Fundou, com outros abnegados irmãos de crença, o Albergue Noturno “Major Zeferino”, notável obra social que se localiza na Rua Santa Filomena, em Leopoldina.

Elizabeth Montenari[5] declarou que “por muitos anos o Sr. Atila, inspirado poeta e possuidor de vasta cultura filosófica e religiosa, presidiu o Amor ao Próximo” e foi “um dos baluartes da Casa.” Durante 49 anos dedicou-se à causa do Espiritismo com Jesus, levando a todos a palavra esclarecedora e o conselho amigo, no seu dia-a-dia ou, nas tribunas espíritas para exposições da Doutrina, em Leopoldina ou em cidades vizinhas.

Átila Lacerda da Cruz Machado ajudou a fundar o Rotary Clube de Leopoldina e, rotariano entusiasta, realizou, durante 27 anos, várias conferências rotárias, nacionais e internacionais, no próprio Clube e em diversos outros. Recebeu o título de “Sócio Honorário de Rotary”.

Oriundo da Loja Maçônica “Regeneração Barbacenense”, fundou a Loja Maçônica “27 de Abril” de Leopoldina, na qual foi Venerável durante os três primeiros anos e ocupou, mais tarde, outros postos. Recebeu do Grande Oriente do Brasil o título de “Maçon Emérito”.

Em 1958, eleito vereador e líder da Câmara Municipal de Leopoldina, na administração do Dr. Jairo Salgado Gama teve oportunidade de prestar vários serviços à cidade.

Em 1977, foi-lhe outorgado o título de “Cidadão Leopoldinense”. E desde 23.04.92, de acordo com a Lei nº 2397, empresta seu nome à praça existente, ao lado da Praça Félix Martins, no início da Rua Manoel Lobato[6].

É ainda de José do Carmo Rodrigues a informação de que publicou trabalhos de cunho rotário, político, poético e religioso nos periódicos Gazeta de Leopoldina, Jornal Ilustração, O Roteiro, Revista Rotária e no Jornal do Rotary Clube de Leopoldina.

Em 1954, participou ativamente da fundação do Conservatório Estadual de Música Lia Salgado[7], instituição da qual sua filha Helenice foi ativa diretora.

Para a Revista Acaiaca[8], escreveu em 1961 o poema Cidade Menina, posteriormente publicado em prospecto independente e distribuído pela cidade. Escreveu com o coração, deixando espelhar em sua obra, uma vida marcada pela preocupação com a elevação espiritual do homem e o Amor a Deus e à Criatura, segundo o site Amor ao Próximo.

Átila Lacerda da Cruz Machado, foi carinhosamente apelidado pelos rotarianos leopoldinenses como “A Patativa de Caxambu”, em virtude de memorável alocução sua naquela cidade. Teve o seu desenlace em 26.12.1980, rodeado pelo amor e o carinho da esposa, filhas, genros e netos.

Por hoje o Trem de História fica por aqui. Na próxima edição a viagem contará com a presença do mesmo personagem para contar um pouco sobre a família da sua consorte. Até lá.


Fontes consultadas:

[1] RODRIGUES, José do Carmo. Átila Lacerda da Cruz Machado. Disponível em <josedocarmo.blogspot.com/2010/02/atila-lacerda-da-cruz-machado.html> Acesso 31 out. 2016

[2] idem

[3] FREITAS, Mário de. Leopoldina do meu Tempo. Leopoldina: do Autor, 1985. p. 222.

[4] Centro Espírita Amor ao Próximo. Disponível em <http.//amoraoproximo-104anos.webnode.com.br/álbum> Acesso 8 out. 2016

[5] Almanack do Arrebol nº 06, outubro/85, texto Movimento Espírita Leopoldinense.

[6] RODRIGUES, José Luiz Machado e CANTONI, Nilza. Nossas Ruas, Nossa Gente. Rio de Janeiro: do autor, 2004. p. 38.

[7] Conservatório Estadual de Música Lia Salgado, 55 anos. Leopoldina, MG: Kalon Moraes, 31.10.2009, p. 3.

[8] ALMEIDA, Kleber Pinto de. Leopoldina de todos os tempos. Belo Horizonte: s.n., 2002; p.11-12.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 356 no jornal Leopoldinense de 1 de junho de 2018

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103 – Átila Lacerda da Cruz Machado – Antepassados

O Trem de História traz do passado mais um personagem que se destacou em Leopoldina: Átila Lacerda da Cruz Machado.

E neste primeiro vagão de uma composição de três carros, pretende falar sobre este cidadão que nascido em Barbacena (MG) a 22.12.1911, durante quase cinquenta anos viveu, criou a sua família e prestou relevantes serviços à comunidade leopoldinense. Um cidadão que, no dizer de Mário de Freitas, destacava-se

“pela distinção das maneiras e nobreza de espírito. Nobre sim, porque a verdadeira nobreza é ter-se um bom coração e um caráter íntegro – qualidades essas que lhe não faltavam. Era um cidadão de bondade ampla, sem afetação. Sendo modesto, aparentava aristocrática maneira e sóbria elegância, grangeando na sociedade local um conceito que muito o recomendava. Outra virtude sua era, quando requisitado, espargir nos corações a luz da concórdia e do amor, mormente aos deserdados da sorte. Como verdadeiro rotariano, outra cousa não fez na vida senão servir, o que foi uma constante aqui na terra. A essas pessoas, meus amigos, é que se dá, lá em cima, a incumbência de acender as estrelas.”

Átila Lacerda da Cruz Machado era filho de Clariêta (de Araújo) Lacerda da Cruz Machado e de Átila Brandão da Cruz Machado. Pelo lado paterno, era neto de Arthur Carneiro da Cruz Machado, um dos filhos de Antonio Cândido da Cruz Machado, o Visconde de Serro Frio.

Clariêta de Araújo Lacerda era filha de Modesto de Araújo Lacerda (1859 – 1916) e Maria Amélia Dias de Toledo. Neta paterna de Manuel Francisco de Araújo e Maria Inocência de Lacerda. Segundo o mesmo Freitas, era uma educadora de méritos invulgares e pedagoga respeitada.

Átila Brandão, um barbacenense nascido em 1888, faleceu em 1921, aos 33 anos incompletos, na sua cidade natal, vítima de um surto da gripe espanhola. Era Filho do médico, Dr. Artur Carneiro da Cruz Machado nascido no Serro (MG) em 1853 e falecido em Barbacena em 1925 e de Maria Amélia da Silva Brandão, nascida em Itaguaí (RJ) em 1860 e falecida em Barbacena em 1925.

Era cirurgião-dentista formado pela Escola Americana d’O Granbery, em Juiz de Fora (MG) e foi preparador das cadeiras de Física, Química e Ciências Naturais no Colégio Militar da sua Barbacena (MG).

Átila Brandão e Clariêta Lacerda tiveram cinco filhos, todos nascidos em Barbacena (MG): 1) Moacyr Lacerda da Cruz Machado (*1909 – +2000), que foi juiz de direito no Rio Grande do Sul; – 2) Jayr Lacerda Cruz Machado (1910), pai do genealogista e Coronel Médico, Attila Augusto Cruz Machado; 3) Átila Lacerda da Cruz Machado, personagem central deste trabalho; 4) Oswaldo Lacerda Cruz Machado (*1914 – +1992), que serviu ao Exército Brasileiro, na então aviação militar, como cabo telegrafista de vôo e, com a criação do Ministério da Aeronáutica, migrou para a Força Aérea no posto de 3º sargento telegrafista; e, 5) Carlos Mário Lacerda Cruz Machado (*1915 – +2000), major-farmacêutico da Aeronáutica, professor e oficial categorizado da Escola Preparatória de Cadetes do Ar em Barbacena (MG), professor da Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro e do Colégio Leopoldinense, atual Colégio Estadual Professor Botelho Reis.

Ajustando o foco para o personagem leopoldinense que se pretende estudar neste trabalho, registra-se que em 27.02.1935 ele se casou com Herondina Domingues da Cruz Machado, com quem teve cinco filhos: Helenice, Lincoln, Maria, Raphael e Míriam.

Herondina, nascida em 07.09.1916, era filha de Idalina Narcisa Gomes Domingues e Raphael Domingues, um destacado comerciante português estabelecido na esquina da Rua Plóbio Cortes de Paula com a Praça General Osório. Sobre a família de Herondina se ocupará um artigo futuro.

Mas obedecendo ao sinal de aproximação do limite do espaço do Jornal, o Trem de História faz uma parada para imaginário reabastecimento, prometendo seguir a viagem na próxima edição do Leopoldinense, contando um pouco sobre a vida e obra de Átila Lacerda da Cruz Machado. É só aguardar um pouquinho.


Fontes Consultadas:

Colégio Brasileiro de Genealogia, Áttila A. Cruz Machado, Carta Mensal 109, ago-set/2012, p. 05 a 07.

Leopoldinense – GLN Grupo Leopoldinense de Notícias. Leopoldina, MG: 2003, ano 1 nr 15 pag 3.

MACHADO, Áttila A. Cruz, Revista Aeronáutica nº 254, jan-fev/2006, p. 17. Disponível em <http://www.caer.org.br/portal/phocadownload/userupload/revistas/revista254/revcaer254.pdf>. Acesso em 09 out. 2016

RODRIGUES, José do Carmo. Átila Lacerda da Cruz Machado. Disponível em <josedocarmo.blogspot.com/2010/02/atila-lacerda-da-cruz-machado.html>. Acesso em 31 out. 2016.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 355 no jornal Leopoldinense de 16 de maio de 2018

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Março de 1918

Nascimentos em Leopoldina

10 Mar 1918,

Alice

pais: Teodorico Joaquim Barbosa e Maria da Conceição


11 Mar 1918,

José

pais: Vitorino Nogueira de Castro Penido e Maria Ferreira Pires


15 Mar 1918,

Dinah

pais: Olimpio Machado de Almeida e Maria da Conceição Almeida

Osvaldo

pais: Joaquim Dias Neto e Rosa Lazzaroni


24 Mar 1918,

Emilio Lustosa

pais: Custódio de Almeida Lustosa e Maria das Dores de Freitas


27 Mar 1918,

Geraldo Ponticelli

pais: Vicente Ponticelli e Josina Maria de Cerqueira

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Janeiro de 1918

Nasceram em Leopoldina:

3 Jan 1918,

Helena Meneghetti

pais: Giuseppe Meneghetti e Amalia Fofano


5 Jan 1918,

Maria das Dores

pais: Pedro da Cruz Nogueira e Carolina Maria Cazzarini


11 Jan 1918,

Joaquim

pais: Sérgio Teixeira Dutra e Georgina Teixeira Cortes


13 Jan 1918, Ribeiro Junqueira,

Jacira Lammoglia

pais: Francisco Alves Lammoglia e Luiza Guerzoni

cônjuge: Sebastião Bedin


19 Jan 1918,

Sebastião Bedin

pais: Giovacchino Bedin e Angelina Sardi

cônjuge: Jacira Lammoglia

Sebastião Machado Dias

pais: Pedro Machado Dias e Maria Garcia de Matos

cônjuge: Maria José Almeida

Azilda Freire

pais: Izolino de Macedo Freire e Maria Cipriana de Carvalho


20 Jan 1918,

Maria da Gloria

pais: João Evangelista Ferreira Neto e Francisca Ramos de Melo

cônjuge: Waldelino Jacob Clemente

Sebastião Machado Neto

pais: Antonio Izidoro Vargas Neto e Rita de Cássia Machado


21 Jan 1918,

Antonio Santo Gallito

pais: Pedro Gallito e Maria Meneghetti


23 Jan 1918,

Joana

pais: Joaquim Mariano e Albertina Guarda


25 Jan 1918,

Nelson Sobrino

pais: José Maria Alonso e Serafina Sobrino Rodrigues


26 Jan 1918,

João Zenobi

pais: Ramiro Zenobi e Maria de Jesus Pereira Barbosa


30 Jan 1918,

Pedro Rodriguez

pais: Rafael Rodrigues Y Rodriguez e Maria Gottardo

Cônjuge: Amélia1

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Maria das Dores Neto: 150 anos

No dia 13 de novembro de 1867 nasceu Maria das Dores Neto, filha de Maria Luiza ou Bernarda da Silva e de Pedro Machado Neto, neta paterna de Joaquim Machado Neto e Ana Tereza de Jesus.

Seu pai era proprietário de lote nas proximidades de onde mais tarde foi construída a Capela de Santo Antonio de Pádua, ou Capela da Onça, sede da Colônia Agrícola da Constança.

Aos 15 anos Maria das Dores casou-se com José Gonçalves da Fonseca, filho de Severo José Galdino da Fonseca e Ana Custódia Tereza de Jesus, sendo neto paterno de Bernardo José da Fonseca, o povoador que formou a Fazenda da Grama, ao sopé do Morro do Cruzeiro. Pela avó paterna Ana de Souza da Guarda, José Gonçalves era bisneto de Ana e Alvaro Pinheiro Corrêa de Lacerda, ancestrais de muitos leopoldinenses.

Embora tenha sido encontrado um batismo de filho de Maria das Dores e José Gonçalves, ao que tudo indica o menino de nome Estêvão, nascido em setembro de 1883, faleceu antes de setembro de 1887 quando Maria das Dores casou-se pela segunda vez. Seu marido, Julius Dietz, nascido em Petrópolis em dezembro de 1860, era filho dos alemães Philipp Dietz e Philippina Katharina Deubert, proprietários de um sítio cortado pelo então caminho que levava ao distrito de Tebas, onde Philipp tinha uma oficina de ferreiro. Julius faleceu nove anos depois, sem deixar geração.

Por volta de 1898, Maria das Dores casou-se pela terceira vez, com Lino Gonçalves, nascido em 1873 em El Rozal, Pontevedra, Espanha, filho de Francisco Gonçalves e Maria Tereza Alvarez.  Residiram numa divisão da Fazenda Purys que, segundo a escritura de venda feita em 1924, foi a herança que Maria das Dores recebeu do segundo marido, Julius Dietz. Deste terceiro casamento também não houve geração.

Após vender as terras que a esposa herdara, Lino estabeleceu-se no Alto da Ventania, onde ajudou muitos imigrantes que passavam por dificuldades. Com o arruamento surgido em sua propriedade, o local passou a ser conhecido como Bairro Lino Gonçalves, mais tarde pertencente ao Bairro Praça da Bandeira. A Lei Municipal nr 948, de 17/10/1973, dá o nome de Lino Gonçalves à uma rua que liga a Rua Marechal Deodoro da Fonseca à Rua Antonio de Almeida Ramos, no Bairro Praça da Bandeira.

 

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Leopoldinenses nascidos em setembro de 1917

Dia 2

Abilio de Andrade Machado, filho de Américo José Machado e Altina de Andrade Neto

Wilsonina Vargas Neto, filha de Guilherme de Vargas Neto e Maria Constância da Conceição

Dia 3

Alvaro, filho de Alvaro Bastos de Faria Freire e Januária Nogueira

Dia 9

Antonio Marinato, filho de João Marinato e Josefa Farinazzo

Dia 10

Sebastião, filho de Teófilo Otoni Machado e Albertina Rodrigues Martins

Dia 13

Aristeu Vargas de Lacerda, filho de Antonio Augusto Ferreira Lacerda e Porcina Maria Vargas

Vicente Dietz de Almeida, filho de Carlos José de Almeida e Guilhermina Dietz

Dia 15

Mario, filho de Manoel Bibiano Pereira e Maria Viana de Sá

Dia 16

Adeodato, filho de Emilio Carlos de Oliveira e Querina Matilde de Oliveira Montes

Dia 22

Antonio, filho de Antonio José de Andrade e Cecilia Vieira Ramos

Dia 27

Carmosinda, filha de Luiz do Amaral Lisboa e Maria da Conceição Garcia

Climene de Aguiar, filha de José Alexandre de Aguiar e Umbelina Machado de Almeida

 

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Leopoldinenses nascidos em agosto de 1917

4 de agosto

Antonio Fontanella, filho de Alfredo Fontanella e Olivia Eulália de Oliveira

5 de agosto

Orlando Codo, filho de Eugenio Codo e Alexandrina Maragna

9 de agosto

Waldemar Tavares Machado, filho de Severino José Machado e Afrânia Dietz Tavares

13 de agosto

Francisco Giuliani, filho de Luigi Giuliani e Teresa Ermini

15 de agosto

José, filho de Plautino Dias Soares e Carmelita Tavares Pinheiro

23 de agosto

Wilson Izidoro Carvalho Neto, filho de João Izidoro Gonçalves Neto e Ambrosina Rodrigues de Carvalho

29 de agosto

João Batista Moroni, filho de Giuseppe Raffaele Moroni e Santina Lupatini

30 de agosto

Altair, filho de Lindolfo Augusto Tavares Lacerda e Guiomar de Lacerda

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