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108 – Ascendentes paternos de Paulino Augusto Rodrigues

O vagão do Trem de História de hoje carrega os antepassados de Paulino pelo lado de seu pai, João Rodrigues da Silva, que foi casado com Mariana Custódia de Moraes.

Por este ramo, Paulino era neto de Manoel Rodrigues da Silva e Ana Bernardina de Almeida, casal que teve ao menos seis filhos: 1) Ana Rita de Almeida c/c Manoel Lopes da Rocha; 2) João Rodrigues da Silva c/c Mariana Custódia de Moraes; 3) Antonio Rodrigues da Silva c/c Rita Ignacia de Moraes; 4) José Rodrigues da Silva Neto c/c Joaquina Maia de Jesus; 5) Inácio Rodrigues da Silva c/c Maria Custódia de Jesus e, em segundas núpcias, com Zeferina Jerônima do Carmo; e, 6) Eduardo Rodrigues da Silva c/c Augusta Tereza da Anunciação.

Registre-se que o casamento de João Rodrigues da Silva e Mariana Custódia de Moraes foi um dos ocorridos entre descendentes de Manoel Rodrigues da Silva e João Ignacio de Moraes, outro morador da Serra da Ibitipoca que teve filhos migrados para Leopoldina e personagem que será abordado em artigo posterior.

De Manoel Rodrigues da Silva pouco ainda se conseguiu apurar além do fato de ter sido o proprietário da Fazenda Purys[1], que fazia divisa com as terras da fazenda da Onça, pertencentes a seu sogro, Bernardino José Machado casado com Maria Rosa (ou, Ribeiro) de Almeida, pais da esposa de Manoel, Ana Bernardina.

De Bernardino José Machado sabe-se que nasceu[2] por volta de 1786 em Santa Rita de Ibitipoca (MG) e que em 1843 já residia[3] no Feijão Cru. Era filho de Antonio José Machado, nascido por volta de 1730 na freguesia de São Pedro de Serva, arcebispado de Braga, Portugal e de Izabel Correa de Moraes, natural da Vila de São José del Rei, hoje Tiradentes. Neto paterno dos portugueses Martinho Jorge e Serafina Gaspar. E neto materno do português Domingos Lopes Chaves, natural de São Tiago, arcebispado de Braga e da mineira Anna Correia de Moraes.

Sua esposa, Maria Rosa, nasceu em Santa Rita de Ibitipoca (MG) onde foi batizada[4] aos 15 de agosto de 1786. Era filha de Francisco Gonçalves Pereira e Ana Teodora de Almeida, sendo sobrinha do lendário Manoel Antonio de Almeida, um dos povoadores do Feijão Cru.

Antes de se transferir para o Feijão Cru, Bernardino, Maria Rosa, filhos e genro foram recenseados[5], em 1831, na paróquia de Santo Antônio que mais tarde deu origem ao município de Juiz de Fora.

O quadro a seguir resume os antepassados de Paulino pelo ramo familiar de seu pai.

Sobre a ascendência do Paulino Augusto Rodrigues ainda se falará um pouco mais no próximo Jornal. Mas uma pausa se faz necessária para melhor organizar as informações para a próxima viagem do Trem de História. Aguardem!


Fontes de Referência:

[1] Registro de Terras de Leopoldina, termo 54

[2] Igreja de N. S. Piedade de Barbacena, lv bat 1740-1816, transcrição na folha 73

[3] Mapa da População do Feijão Cru, 1843, fam 26

[4] Igreja de N. S. Piedade de Barbacena, lv bat 1782-1788, fls 267/268 e lv bat 1740-1816, transcrição na folha 73

[5] Mapa da População de Santo Antônio, 1831, fam 16

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 360  no jornal Leopoldinense de 1 de agosto de 2018

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