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123 – Fontes das Informações

Resgatar a história da cidade e, por via de consequência, a Imigração Italiana em Leopoldina, tem sido um trabalho prazeroso. Principalmente quando se olha para o conhecimento sobre a população leopoldinense que se conseguiu ordenar e disponibilizar para pessoas que quase nada sabiam sobre o passado da cidade e das famílias que aqui se instalaram.

Mas hoje o Trem de História quer fazer um registro importante. Quer deixar claro que é reconhecida a impossibilidade de se retratar fielmente todo o passado, uma vez que, por mais que se controle a análise dos documentos, ela é sempre orientada pelo presente, ou seja, pela interpretação que o pesquisador é capaz de fazer dos vestígios que consegue recuperar. Está sempre sujeita a novas descobertas e interpretações.

Como recorda o mestre francês Marc Bloch[1], “o conhecimento do passado é uma coisa em progresso, que incessantemente se transforma e aperfeiçoa”.

Através de pistas fornecidas pelos colaboradores, foi possível fazer uma comparação entre as citações encontradas nas fontes. Inclusive, e isto é de enorme importância, entrevistas indicaram caminhos para se identificar transformações sofridas por grande número de sobrenomes.

Nunca será excessivo mencionar dois exemplos clássicos encontrados nos documentos pesquisados. Num deles, um italiano aparece no registro de estrangeiros com o nome de Severino Terceira, nome que dificilmente seria original. O outro exemplo é o de Sancio Maiello que noutras fontes se transformou em Francisco Ismael.

Além disso, nos últimos oito anos foi possível ter acesso a documentos italianos que apresentam grafia diferente para nomes e sobrenomes registrados em outras fontes também produzidas no país de origem do imigrante, confirmando que a divergência de grafia existiu tanto lá quanto cá.

De qualquer forma, permanece em vigor a determinação metodológica, do início da pesquisa, de utilizar a grafia encontrada na fonte mais antiga e estendê-la a todos os membros do grupo familiar. Isto se deve à total impossibilidade de manter todas as variações num universo tão amplo de pessoas. Afinal, o trabalho intenta abordar os imigrantes que chegaram a Leopoldina entre 1860 e 1930, identificados nas fontes disponíveis.

É certo que não foram poucos os casos em que um mesmo personagem apareceu com diversas formas de nomes. E somente após inúmeras comparações foi possível reuní-los sob um único sobrenome. Provavelmente mais ainda o serão, quando outros estudiosos se dedicarem ao assunto.

Por outro lado, muitos leitores se surpreendem com algumas ocorrências frequentes. Na maioria das vezes resultado do anacronismo, ou seja, de se olhar o passado sob a ótica atual. As pessoas não compreendem que o registro civil, seja de nascimento, casamento ou óbito, não é a melhor fonte para o período estudado. Há inúmeros casos em que a data de nascimento no registro civil é posterior à data do batismo, como se fosse possível batizar a criança no ventre da mãe ou até mesmo antes de ser gerada. Diversos, também, são os casos de casamento civil muitos anos após o nascimento dos filhos, como se os pais fossem solteiros. E pessoas se manifestam de forma pouco cortês quando não encontram o registro de óbito no cartório da localidade onde ocorreu a morte.

Mas há justificativas para os três casos, como se verá.

Sobre o registro civil de nascimento, basta lembrar que até fevereiro de 1931 havia cobrança de multa por atraso. É fácil concluir que, para evitar o pagamento da multa, era comum alterar a data do nascimento.

Com o Decreto Lei 1.116, de 24 de fevereiro de 1931, ficou estabelecido em seu Art. 1º que “Os nascimentos ocorridos no país desde 1º de janeiro de 1879 e não registados no tempo próprio deverão ser levados a registo até 31 de dezembro do corrente ano”.

Este decreto esclarece, de uma só vez, duas situações. A primeira, que o registro civil no Brasil não foi implantado com a República. E que os registros realizados a partir deste normativo poderiam conter enganos de data e local, já que eram feitos com base em informações orais.

Quanto ao casamento, foi observado que o registro civil acontecia nos casos em que os noivos residiam próximo ao cartório ou, em casos menos frequentes, quando o oficial se deslocava até alguma fazenda e ali registrava vários eventos no mesmo momento.

Há, ainda, relatos de que os trabalhadores não podiam arcar com os custos cobrados pelos cartórios, o que também justificaria a inexistência ou demora no registro.

Já para a falta de registro de óbito, diversos oficiais de cartório informam a ausência deles para um período relativamente longo. Há várias explicações possíveis, entre elas as mortes e sepultamentos ocorridos longe das áreas urbanas.

De todo modo, e ainda reforçando a metodologia definida desde o início da pesquisa, foi dada prioridade aos assentos paroquiais relativos a eventos ocorridos no Brasil. Para os italianos, sempre que possível se recorreu aos Archivi di Stato, instituições que guardam os registros de nascimento, casamento e óbito em solo italiano, entre outros documentos.

E que fique claro: nenhuma das distorções justificaria abandonar a ideia de continuar com o resgate da história.

Por hoje o Trem de História fica por aqui. Na próxima edição ele trará algumas informações sobre a movimentação dos imigrantes dentro de Leopoldina e, também, para fora dela. Até lá!


Nota 1: BLOCH, Marc Leopold Benjamin. Apologia da História. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001. p.75

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 376 no jornal Leopoldinense de 16 de março de 2019

 

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121 – Imigrantes Italianos em Leopoldina – O início do estudo

Hoje o Trem de História inicia uma nova viagem, em cuja estação de embarque são recolhidas informações publicadas pelos autores nos últimos vinte anos, as quais servirão de guia para uma nova série de artigos.

Sabe-se que pesquisar é buscar resposta para uma questão que surge no contato com um tema. De modo geral, o processo tem início quando, ao procurar conhecimento sobre um assunto, o leitor se sente atraído por um aspecto não abordado nas obras disponíveis. No caso de pesquisas historiográficas relativas ao resgate da memória de uma cidade, como é o caso deste trabalho sobre a imigração em Leopoldina, isto se torna mais claro por não sido encontrada uma fonte suficiente para esclarecer o assunto.

A convivência com descendentes de naturais de outros países que aqui se estabeleceram desde o século XIX, acrescida mais tarde da pesquisa em fontes documentais, da leitura de obras sobre o tema e de entrevistas com descendentes e especialistas, resultou numa parceria que vem produzindo diversos trabalhos, seja para publicar no jornal da cidade ou para apresentação em seminários.

Um deles foi “A Imigração em Leopoldina vista através dos Assentos Paroquiais de Matrimônio”, cuja primeira versão data de 1999. Nele ficou demonstrado que 10% dos noivos que se casaram em Leopoldina no período de 1890 a 1930 eram imigrantes, sendo 9% italianos e os demais vieram de Portugal, Espanha, Síria, Açores, França, Ilhas Canárias e Egito.

Registre-se que, num primeiro momento, parte destes casais ficou sem definição do país de origem. Mais tarde, através de assentos paroquiais de batismo, foi acrescentada a origem germânica de alguns casais que aqui viviam no período.

Naturalmente, uma questão se impôs logo no início da pesquisa: quem eram aqueles imigrantes? Questão que se tornou a justificativa primeira para realizar a busca delineada.

Embora o senso comum reconheça que o centro urbano é habitado por grande número de descendentes de italianos, eram desconhecidas iniciativas de valorização de tal comunidade. A exceção era a representação anual na Feira da Paz, evento dos clubes de serviço com atividades festivas de congraçamento.

Assim, logo se viu que a busca por informações se mostrava infrutífera, já que as pessoas consultadas nada sabiam sobre a chegada dos primeiros imigrantes nem sobre a trajetória das famílias. Mas para quem já se dedicava há tantos anos a buscar conhecimento sobre Leopoldina, uma certeza já se fixara ali.

Sabia-se que a ordenação de informações resultaria em benefício para os moradores, na medida em que conhecer a própria origem dá ao ser humano a oportunidade de reconhecer-se no tempo e no espaço, realimentando sua própria identidade e abrindo um novo olhar para o mundo.

Sendo assim, ficou decidido que seria feita uma análise daquela sociedade a partir de um de seus elementos constitutivos – os imigrantes, com o objetivo de oferecer aos conterrâneos uma informação cultural até então pouco discutida, qual seja o reconhecimento da presença dos descendentes em todas as atividades locais.

Ao ser esboçado o projeto, foi feito um levantamento das fontes passíveis de serem consultadas. Decidiu-se que os dados obtidos no levantamento dos livros paroquiais seriam comparados com os registros de entrada de estrangeiros; processos de registro dos que viviam no município por ocasião do Decreto 3010 de 1938 [1]; livros de sepultamento; pagamento de impostos e tributos municipais; escrituras de compra e venda de imóveis; e notícias na imprensa periódica.

Como se sabe, é fundamental estabelecer um recorte temporal para tornar viável o empreendimento, bem como o objetivo da pesquisa. No caso em pauta, por ser um primeiro trabalho sobre o universo estudado, era aconselhável restringir também o número de pessoas a serem estudadas. Entretanto, levantou-se a hipótese de variações em torno da lista de nomes identificados nos livros paroquiais. E em razão disto ficou estabelecido que seriam acrescentados os nomes que surgissem nos demais documentos disponíveis e que a citação em mais de uma fonte seria tomada como base para o reconhecimento do imigrante como residente em Leopoldina. Determinou-se, a partir daí, que o período de análise corresponderia à segunda fase da história de Leopoldina, o que se verá nos artigos seguintes.

Por hoje, com os cumprimentos às centenas de descendentes de italianos que vivem em Leopoldina, pela passagem do Dia Nacional do Imigrante Italiano no próximo dia 21, o Trem de História dá uma parada para embarque da carga que seguirá viagem na próxima edição do jornal. Até lá!


Nota 1 – Este Decreto, promulgado por Getúlio Vargas, determinava que todo imigrante residente em território nacional deveria preencher um requerimento a ser encaminhando para controle pelo Departamento de Polícia Marítima, Aérea e de Fronteiras, com dados de identificação pessoal e de sua imigração.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 374 no jornal Leopoldinense de 16 de fevereiro de 2019

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Assentos Paroquiais de Matrimônio em Leopoldina

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Os Italianos

Estudo realizado no decorrer do projeto de pesquisa sobre a imigração em Leopoldina, este é o capítulo 4 do livro publicado em 2010, por ocasião das comemorações do Centenário da Colônia Agrícola da Constança e dos 130 anos da Imigração Italiana em Leopoldina.

RODRIGUES, José Luiz Machado e CANTONI, Nilza. Imigração em Leopoldina: história da Colônia Agrícola da Constança. Leopoldina, MG: edição particular, 2010.

4. Os italianos

Pesquisar é buscar resposta para uma questão que surge no contato com um tema. De modo geral o processo tem início quando, ao procurar conhecimento sobre um assunto, o leitor se sente atraído por um aspecto não abordado pelas obras disponíveis. No caso de pesquisas historiográficas relativas ao resgate da memória de uma cidade, isto se torna mais claro porque o pesquisador resolve fazer a busca por não ter encontrado uma fonte suficiente para esclarecê-lo. Entretanto, nem sempre se percebe que o trabalho já começou. E a falta de um esboço pode acarretar uma desistência, já que não é possível prosseguir num trabalho de pesquisa sem haver clareza do problema, do objetivo, da justificativa e da metodologia que será utilizada.

Em outros momentos já foi declarado que o interesse pela imigração em Leopoldina surgiu no decorrer de estudo sobre as famílias que ali viveram no primeiro século de sua existência. Ao realizar um levantamento nos livros paroquiais, observou-se grande número de sobrenomes não portugueses entre os pais das crianças batizadas, os noivos e os padrinhos dos eventos ocorridos na paróquia entre 1872 e 1930. Quando encerrado aquele estudo, um outro foi iniciado e resultou no texto A Imigração em Leopoldina vista através dos Assentos Paroquiais de Matrimônio[I], no qual ficou demonstrado que 10% dos noivos do período de 1890 a 1930 eram imigrantes, sendo 9% italianos e os demais, naturais de Portugal, Espanha, Síria, Açores, França, Ilhas Canárias, Egito e uma parte sem definição do país de origem.

Deste estudo nasceu a questão: quem eram estes imigrantes italianos?


4.1 Pensando a Pesquisa

A justificativa para realizar a busca foi facilmente delineada. Embora o senso comum reconheça que o centro urbano é habitado por grande número de descendentes de italianos, são desconhecidas iniciativas de valorização desta comunidade. A exceção é a representação que ocorre anualmente na Feira da Paz, evento em que os clubes de serviço promovem atividades festivas de congraçamento. Procurou-se por um representante da comunidade, sem sucesso. Órgãos representativos também não existiam. E as pessoas consultadas demonstraram nada saber sobre a chegada dos primeiros italianos e a trajetória daquelas famílias.

Ensina Michel de Certeau (2006, p. 77) que “a articulação da história com um lugar é a condição de uma análise da sociedade”. Os motivos que levam os pensadores a analisar uma sociedade são múltiplos. Mas para quem já se dedicava há tantos anos a buscar conhecimento sobre Leopoldina, uma certeza já se fixara. Sabia-se que a ordenação de informações resultaria em benefício para os moradores, na medida em que conhecer a própria origem dá ao ser humano a oportunidade de reconhecer-se no tempo e no espaço, realimentando sua própria identidade e abrindo um novo olhar para o mundo. Sendo assim, pretendeu-se analisar aquela sociedade a partir de um de seus elementos constitutivos: os imigrantes. O objetivo era oferecer aos conterrâneos uma informação cultural até então pouco discutida, qual seja o reconhecimento da presença dos descendentes de italianos em todas as atividades locais.

Ao ser esboçado o projeto, foi feito um levantamento das fontes passíveis de serem analisadas. Decidiu-se que os dados obtidos no levantamento dos livros paroquiais seriam comparados com os registros de entrada de estrangeiros; processos de registro dos que viviam no município por ocasião do Decreto 3010 de 1938[II]; livros de sepultamento; pagamento de impostos e tributos municipais; escrituras de compra e venda de imóveis; e notícias em periódicos locais.

Todo pesquisador sabe que é fundamental estabelecer um recorte temporal para tornar viável o empreendimento. Sabe, também, que é necessário estabelecer adequadamente o seu objeto de pesquisa. No caso em pauta, era aconselhável restringir o número de pessoas a serem estudadas. Entretanto, levantou-se a hipótese de variações em torno da lista de nomes identificados nos livros paroquiais. Desta forma, ficou estabelecido que seriam acrescentados os nomes que surgissem nos demais documentos disponíveis e que a citação em mais de uma fonte seria tomada como base para o reconhecimento do imigrante como residente em Leopoldina. Determinou-se que o período de análise corresponderia à segunda fase da história de Leopoldina, ou seja, entre 1880 e 1930.


4.2 Processo de Busca

Segundo o teórico francês Jacques Le Goff (1996), do passado é possível recuperar duas formas de memória: os monumentos e os documentos. Monumento é o que pode evocar o passado e permitir a recordação do vivido, como estátuas, construções e atos escritos. Assim como os monumentos entendidos nesta acepção, os documentos históricos são também monumentos, produzidos conscientemente para deixar registrado um momento, uma passagem ou uma forma de ordenamento social. O documento escrito é resultado da escolha de quem o produziu, baseado nas concepções vigentes ao seu tempo.

Acrescente-se o ensinamento de Michel de Certeau (2006, p.81) a respeito da produção de documentos pelo pesquisador. Ao iniciar um trabalho, é necessário separar o material e reordená-lo na forma adequada ao estudo que se pretende. Este movimento é designado como produção de documentos de pesquisa. Portanto, numa pesquisa historiográfica podem ser utilizados documentos históricos (monumentos) para se produzir documentos de pesquisa. O estudioso, segundo Michel de Certeau, não aceita simplesmente os dados, mas combina-os para constituir as fontes sobre as quais atuará.

Sobre este aspecto, recorde-se ainda que Ginsburg (1990) chama a atenção para o fato de que se deve dar prioridade à fonte original, procurando o que é peculiar e importante para reconstruir um acontecimento do passado de acordo com os objetivos do estudo que se realiza.

Tendo por base estas orientações, foram listados os nomes constantes das fontes encontradas, inicialmente relativos a um espaço de tempo mais amplo do que o recorte temporal especificado. Os livros paroquiais consultados foram os de batismo de 1852 a 1930 e os de casamentos de 1872 a 1930. Esta coleta permitiu estabelecer o período provável de entrada dos imigrantes entre 1875 a 1910, o qual determinou as buscas nas listas de passageiros e nos livros das hospedarias. Entretanto, só foi possível localizar registros de hospedarias entre 1888 e 1901. Quanto aos livros de sepultamento, só foram encontrados os do cemitério da sede municipal a partir de 1889. Por não terem sido localizados os livros relativos aos distritos, seria necessária uma busca pessoal em cada cemitério, correndo-se o risco de inúmeras falhas por não terem sido preservadas todas as lápides. Optou-se, então, por registrar apenas os óbitos localizados nas fontes textuais disponíveis. Da mesma forma, não houve sucesso na tentativa de levantamento intensivo dos registros de compra e venda de imóveis. O Cartório de Registro de Imóveis de Leopoldina permitiu, uma única vez, que se consultasse um arquivo com fichas descritivas. Outras informações do gênero foram obtidas em certidões gentilmente fornecidas por familiares, em processos de inventário, nos Relatórios da Colônia Agrícola da Constança e em notícias de jornais.

Uma outra fase do levantamento foi realizada no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro. Ali foram encontrados alguns processos de registro dos estrangeiros que viviam em território nacional após 1940. Além disso, contou-se com a prestimosa colaboração do saudoso Luiz Raphael, que mantinha no Espaço dos Anjos um bom número de cópias de documentos deste gênero.


4.3 Análise dos Resultados

É reconhecida a impossibilidade de se retratar fielmente o passado, uma vez que, por mais que se controle a análise dos documentos, ela é sempre orientada pelo presente, ou seja, pela interpretação que o pesquisador é capaz de fazer dos vestígios que consegue recuperar. Destaque-se, a propósito, que Bloch (2001, p.73) chama a atenção para as características da observação, já que “o conhecimento de todos os fatos humanos no passado deve ser um conhecimento através de vestígios”. E indica a contribuição das testemunhas como fonte subsidiária para que o pesquisador volte no tempo se fazendo acompanhar de materiais fornecidos por gerações passadas. Entretanto, alerta, “o conhecimento do passado é uma coisa em progresso, que incessantemente se transforma e aperfeiçoa” (BLOCH, 2001, p. 75).

Assim é que, através de pistas fornecidas pelos colaboradores, foi possível fazer uma comparação entre as citações encontradas nas fontes. Inclusive, e isto é de enorme importância, entrevistas indicaram caminhos para se identificar transformações sofridas por grande número de sobrenomes italianos. Nunca será excessivo mencionar dois exemplos clássicos. Num deles, um italiano aparece no registro de estrangeiros como Severino Terceira, nome que dificilmente será original. O outro caso é o de Sancio Maiello que se transformou em Francisco Ismael.

Não foram poucos os casos em que um mesmo personagem apareceu com diversas formas de nomes. Somente após inúmeras comparações foi possível reuni-los sob um único sobrenome. Provavelmente muitos mais ainda o serão, quando outros estudiosos complementarem o estudo que ora se conclui.

Num destes casos, entre os batismos dos filhos encontramos as seguintes variações para o nome do pai: João, Jovão e Jovane. A mãe apareceu como Maria Amalia, Amalia, Adelia e Maria Adelia. Em nosso banco de dados tínhamos o casal Giovanni-Amabile. Considerando que os oito batismos indicaram que as crianças nasceram a um intervalo médio de 17 meses, e que a primeira criança nasceu 11 meses após o casamento dos pais, montamos o grupo familiar após verificar que os padrinhos das crianças incluíam sempre um dos avós.

Ao fazer uma revisão no livro de sepultamentos do cemitério de Leopoldina, percebemos que uma das crianças aparecia como filha de “Jordão”. Decidimos refazer outras buscas e consultas a familiares, tendo descoberto que existiu um Giordano na família. Este personagem passou ao Brasil antes dos pais, foi para o estado de São Paulo e só veio para Leopoldina muitos anos depois, já casado e com filhos. Além disso, faleceu em outro estado para onde seus filhos tinham migrado na década de 1920. Mais algumas consultas e aquele grupo familiar foi acrescido de mais 6 pessoas: Giordano, a esposa que também se chamava Amabile e 3 filhos homônimos dos primos nascidos em Leopoldina.

O segundo exemplo é relativo aos irmãos Antonio Sante, Antonio Agostino e Agostino Sante. Os três casaram-se com mulheres de nome Maria e tiveram filhos a intervalos que permitiria localizá-los num mesmo núcleo familiar.

O terceiro caso é dos irmãos Giovanni, Giovanni Battista e Battista Fortunato, cujas esposas se chamavam Ana, Maria e Mariana. Nos assentos paroquiais estes irmãos aparecem ora como João, João Batista ou apenas Batista e as esposas aparecem como Ana Maria ou Maria.

Da mesma forma, muitos nomes foram excluídos da listagem final por terem sido localizados em apenas uma das fontes consultadas. Em alguns casos foi possível descobrir que, embora o casamento tenha sido realizado na Paróquia de São Sebastião, os noivos não residiam em Leopoldina. Também muitos nomes constantes nos registros de hospedaria como tendo sido contratados por fazendeiros do município, na realidade desembarcaram em uma de suas estações ferroviárias mas foram trabalhar em municípios vizinhos, como Palma, Cataguases e Muriaé. No sentido inverso, imigrantes contratados para trabalhar em outros municípios fixaram residência em Leopoldina poucos meses depois. Entre estes, além dos acima citados há os que foram inicialmente para Ubá, Astolfo Dutra e São João Nepomuceno. Importante destacar, ainda, que Recreio e Argirita eram distritos de Leopoldina no período analisado.

Portanto, é preciso esclarecer que o resultado encontrado não pode ser considerado como definitivo, mas tão somente um esboço que prescinde de maior aprofundamento. Talvez o leitor se pergunte se, a partir da afirmação de que muito ainda há por fazer, não seria mais conveniente adiar a publicação ora encetada. Neste caso, sugere-se um argumento em contrário, no sentido de considerar que, após 15 anos de pesquisas, não foi possível atingir plenamente o objetivo proposto, ou seja, responder adequadamente à questão que motivou o estudo. Se depois de todo este tempo não foi possível identificar todos os imigrantes que aqui viveram entre 1880 e 1930, abandonar o material já reunido seria desistir de comunicar aos moradores de Leopoldina o conhecimento adquirido até então. Esta é, portanto, uma conclusão provisória que se espera seja utilizada pelos próximos pesquisadores.

Números são sempre perguntados por alguns leitores. Ao longo destes anos chegamos a alguns deles. O primeiro refere-se aos personagens nascidos na Itália que, segundo as fontes consultadas, somaram 1.867 (um mil, oitocentos e sessenta e sete) pessoas. Ao finalizar o estudo, obtivemos uma lista de 597 (quinhentos e noventa e sete) sobrenomes de imigrantes italianos em Leopoldina.

Reiteramos que estes dois números sofreram modificações entre a data em que o levantamento foi concluído – maio de 2003, e a finalização do trabalho em junho de 2009. Conforme já foi dito, nomes foram excluídos ou acrescentados por diversas razões. As exclusões ocorreram por variações no nome de um mesmo imigrante, por descobrir posteriormente que o personagem não residiu no município ou por só ter sido mencionado em uma única fonte. Os acréscimos ao total inicial foram, basicamente, consequência de correção de falhas não observadas na primeira análise.

Do universo final de sobrenomes, 406 (quatrocentos e seis) pertencem a imigrantes sobre os quais reunimos um maior número de informações. Em sua maioria são de famílias que ainda vivem em Leopoldina, muito embora nem todas o preservem na forma original. Além do que, habitualmente o italiano não transmitia ao descendente o sobrenome materno.

Este texto se encerra com os sobrenomes identificados e que representam o esforço para resgatar um pouco da memória de tantos imigrantes italianos que habitaram o município de Leopoldina.

Abolis, Agus, Albertoni, Amadio, Ambri, Ambrosi, Andreata, Andreoni, Andreschi, Anselmo, Antinarelli, Antonelli, Antonin, Anzolin, Apolinari, Apova, Apprata, Arleo, Aroche, Artuzo, Bagetti, Balbi, Balbini, Baldan, Baldasi, Baldini, Baldiseroto, Baldo, Baqueca, Barbaglio, Barboni, Barra, Bartoli, Basto, Battisaco, Beatrici, Beccari, Bedin, Bellan, Benetti, Bergamasso, Berlandi, Bernardi, Bertini, Bertoldi, Bertulli, Bertuzi, Bestton, Betti, Bighelli, Bigleiro, Bisciaio, Bogonhe, Boller, Bolzoni, Bonini, Bordin, Borella, Bovolin, Brandi, Brando, Breschiliaro, Bresolino, Bronzato, Bruni, Bugghaletti, Bullado, Buschetti, Cadeddu, Cagliari, Caiana, Calloni, Caloi, Calza, Calzavara, Campagna, Campana, Cancelliero, Canova, Capetto, Cappai, Cappi, Capusce, Carboni, Carmelim, Carminasi, Carminatti, Carrara, Carraro, Casadio, Casalboni, Casella, Cassagni, Castagna, Castillago, Cataldi, Catrini, Cavallieri, Cazzarini, Cearia, Ceoldo, Cereja, Cesarini, Chiafromi, Chiappetta, Chiata, Chinelatta, Chintina, Ciovonelli, Cobucci, Codo, Colle, Columbarini, Contena, Conti, Corali, Corradi, Corradin, Cosenza, Cosini, Costa, Costantini, Crema, Cucco, Dal Canton, Dalassim, Dalecci, Dalla Benelta, Danuchi, Darglia, De Angelis, De Vitto, Deios, Donato, Dorigo, Duana, Eboli, Ermini, Estopazzale, Fabiani, Faccin, Faccina, Fachini, Falabella, Falavigna, Fannci, Fanni, Farinazzo, Fazolato, Fazzolo, Federici, Fermadi, Ferrari, Ferreti, Ferri, Fichetta, Filipoli, Filoti, Finamori, Finense, Finotti, Fioghetti, Fiorato, Fofano, Fois, Fontanella, Formacciari, Formenton, Fovorini, Franchi, Franzone, Fucci, Fuim, Galasso, Gallito, Gallo, Gambarini, Gambato, Gasparini, Gattis, Gazoni, Gazziero, Gentilini, Geraldi, Geraldini, Gessa, Gesualdi, Ghidini, Giacomelle, Giamacci, Gigli, Gismondi, Giudici, Giuliani, Gobbi, Gorbi, Gottardo, Grace, Graci, Grandi, Griffoni, Grilloni, Gripp, Gronda, Gruppi, Guarda, Guardi, Guelfi, Guerra, Guersoni, Guidotti, Iborazzati, Iennaco, La Rosa, Lai, Lamarca, Lami, Lammoglia, Lazzarin, Lazzaroni, Leoli, Lingordo, Locatelli, Locci, Loffi, Longo, Lorenzetto, Lorenzi, Lucchi, Lupatini, Macchina, Maciello, Magnanini, Maiello, Maimeri, Malacchini, Mamedi, Mancastroppa, Mantuani, Manza, Maragna, Marangoni, Marassi, Marcatto, Marchesini, Marchetti, Marda, Marinato, Mariotti, Marsola, Martinelli, Marzilio, Marzocchi, Matola, Matuzzi, Mauro, Mazzini, Meccariello, Melido, Meloni, Melugno, Menegazzi, Meneghelli, Meneghetti, Mercadante, Mescoli, Meurra, Miani, Minelli, Minicucci, Misalulli, Mona, Monducci, Montagna, Montovani, Montracci, Morciri, Morelli, Moroni, Morotti, Nacav, Naia, Nani, Netorella, Nicolini, Nocori, Pacara, Pachiega, Padovan, Paganini, Pagano, Paggi, Panza, Pasianot, Passi, Pavanelli, Pazzaglia, Pedrini, Pedroni, Pegassa, Pelludi, Perdonelli, Perigolo, Pesarini, Petrolla, Pezza, Piatonzi, Picci, Piccoli, Pierotti, Pighi, Pinzoni, Piovesan, Pittano, Pivoto, Piza, Porcenti, Porcu, Pradal, Prete, Previata, Principole, Properdi, Rafaelli, Raimondi, Ramalli, Ramanzi, Ramiro, Rancan, Ranieri, Rapponi, Ravellini, Reggiane, Richardelli, Righetto, Righi, Rinaldi, Rizochi, Rizzo, Roqueta, Rossi, Sabino, Saggioro, Sallai, Saloto, Samori, Sampieri, Sangalli, Sangiorgio, Santi, Sardi, Scantabulo, Scarelli, Schettini, Sedas, Sellani, Simionato, Sparanno, Spigapollo, Spoladore, Steapucio, Stefani, Stefanini, Stora, Taidei, Tambasco, Tartaglia, Tazzari, Tedes, Testa, Tichili, Toccafondo, Todaro, Togni, Tonelli, Tosa, Traidona, Trimichetta, Tripoli, Trombini, Valente, Vargiolo, Varoti, Vavassovi, Vechi, Venturi, Verona, Veronese, Vigarò, Vigeti, Viola, Vitoi, Zaccaroni, Zachini, Zaffani, Zamagna, Zamboni, Zamime, Zanetti, Zaninello, Zannon, Zecchini, Zenobi, Ziller, Zini, Zotti.


[I] Este estudo foi publicado pela primeira vez alguns anos depois de concluído, em 1999. Em 2009 foi revisto e republicado neste endereço.

[II] Este Decreto, promulgado por Getúlio Vargas, determinava que todo imigrante residente em território nacional deveria preencher um requerimento a ser encaminhando para controle pelo Departamento de Polícia Marítima, Aérea e de Fronteiras. Os que foram preservados encontram-se no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro.

Referências Bibliográficas

BLOCH, Marc. Apologia da História ou O Ofício de Historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.

CERTEAU, Michel de. A Escrita da História. 2. ed. Rio de Janeiro: Forense: 2006.

GINSBURG, Carlo. Mitos, emblemas, sinais: Morfologia e História. São Paulo: Cia das Letras, 1990.

LE GOFF, Jacques. História e Memória. 4. ed. Campinas: Unicamp, 1996

 

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Antigos batismos em Leopoldina

Os primeiros livros de batismo da Matriz de São Sebastião da Leopoldina foram transcritos, não sendo possível identificar corretamente qual teria sido o primeiro assento paroquial. Num deles, por exemplo, na página 267 encontra-se o assento abaixo.

Embora datado de 20 de fevereiro de 1848, foi transcrito entre os batismos realizados nos dias 7 de setembro de 1873 e 3 de outubro de 1864. A falta de ordenamento destes registros deve ser analisada através de informações complementares que esclarecem como era a prática na época. Conforme temos declarado em diversos textos, as fontes não são imparciais, mas sempre eivadas da intencionalidade de seus produtores. Inclusive, no caso em tela, a intenção de transcrever e descartar os originais, não nos deixando possibibilidade de identificar os critérios de seleção dos assentos que foram reproduzidos.

O livro identificado com o número 1, onde se encontra este assentamento, é uma cópia iniciada pelo Padre José Francisco dos Santos Durães no dia 10 de abril de 1885 e concluída pelo Cônego José Ribeiro Leitão em 28 de dezembro de 1958. Muitos indícios levam a crer que o Padre José Maria Soleiro, responsável pela Matriz de São Sebastião da Leopoldina nas primeiras décadas, deixou de assentar muitas anotações de batismos. São os famosos “papeizinhos dos padres” de que demos notícia, entre outros, no trabalho A Imigração em Leopoldina vista através dos Assentos Paroquiais de Matrimônio. De tal sorte que muitos batismos, informados em outras fontes, não são encontrados nos livros próprios os quais, por sua vez, não obedecem à ordem cronológica.

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Casamentos em Leopoldina

Está disponível o índice dos

Índice de Casamentos de Leopoldina

Paróquia de São Sebastião, Leopoldina, 1861 – 1930

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Assentos paroquiais de casamentos em Leopoldina

Foi entregue à Secretaria Paroquial da Matriz de Nossa Senhora do Rosário, em Leopoldina, um índice para facilitar a localização dos eventos e, também, evitar o manuseio desnecessário dos livros.

O trabalho foi antecedido das seguintes informações:

O objetivo deste trabalho é colocar à disposição da Secretaria Paroquial um instrumento que diminua o manuseio dos mais antigos livros de casamentos, contribuindo para a preservação destes importantes documentos da história de Leopoldina.

O levantamento foi realizado nos livros de matrimônios da Paróquia de São Sebastião do período de 1861 a 1930, sempre contando com o excelente atendimento da secretária Anália.

O livro mais antigo, identificado como “de escravos”, é original e foi dividido em duas seções, sendo a primeira destinada aos casamentos e a outra aos batismos. A primeira, com 100 folhas, não contém somente casamentos entre mancípios. Em muitos, apenas um dos cônjuges era cativo. Há também pequeno número de casamentos entre pessoas livres.

O livro que recebeu da administração do Arquivo Eclesiástico o número 1 é também original, inicia-se em maio de 1877 e contém 396 páginas utilizadas, sendo o último registro de outubro de 1889.

O livro número 2, original, abrange o período de outubro de 1889 a junho de 1898. Foi utilizado até a página 196 verso.

O livro número 3, com 400 páginas, recebeu o acréscimo de um Termo de Abertura assinado pelo Cônego José Ribeiro Leitão no dia 27 de dezembro de 1958. Contém transcrição realizada pelo Padre Aristides de Araújo Porto no ano de 1928, de eventos do período de 1898 a 1908. Por esta divergência de datas conclui-se que houve reorganização do Arquivo na década de 1950.

O livro de número 4, com o último assento aposto na página 379, é também transcrição realizada pelo mesmo padre em 1928, dos assentos relativos aos anos de 1916 a 1923.

O volume de número 5, com 400 páginas, abrange o período de 1908 a 1916. Trata-se igualmente de transcrição de 1928 e inclui vários assentamentos lançados em outros volumes, alguns com datas totalmente diferentes e trocas entre nomes de noivos e pais.

O último volume analisado é o de número 6, é original do período 1924 a 1930 e contém 109 páginas preenchidas.

Um aspecto que se destaca na comparação entre os originais e os transcritos é relativo à grafia de nomes e sobrenomes. Enquanto os primeiros trazem a forma presente em outros documentos relativos às pessoas envolvidas, os outros apresentam adaptação para as normas ortográficas vigentes no momento da transcrição, tornando alguns nomes irreconhecíveis, mormente os estrangeiros.

Supõe-se que o Padre Aristides, além do desgaste físico que a transcrição demandou, tenha passado por intensa dificuldade de leitura dos originais. Foram encontradas algumas anotações do vigário da época dos eventos – o Padre Fiorentini, e comparando-se o conteúdo com o transcrito tornam-se claras as modificações em datas e nomes de pais, padrinhos e noivos.

Ressalte-se, portanto, a necessidade de utilizar este índice considerando as possíveis variações. Para as alterações identificadas na comparação com outros documentos, optou-se por inscrever a forma original entre colchetes. Por exemplo: Luiza Yaja [Luigia Naia].

Nilza Cantoni e Elisabeth Dorigo, maio 2009

O índice está disponível, também, neste endereço.

 

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Primeiros óbitos em Piacatuba

A lista dos primeiros moradores falecidos e sepultados no cemitério de Piacatuba foi composta a partir de um trabalho realizado entre 1996 e 2001, quando fizemos a higienização, indexação e acondicionamento dos primeiros livros paroquiais de Piacatuba, preparando-os para consulta de forma menos danosa à conservação deste patrimônio do distrito.

Data

Falecido

Parente

20.01.1853 Ana Teodora de Jesus
19.10.1851 Antonio
29.09.1852 Antonio Baptista
28.09.1851 Antonio Nunes de Moraes
26.06.1903 Brasileiro
—.10.1864 Cesaria filha de Joaquina
01.08.1852 Custodio filho de Francisco Antonio da Silva e Mariana Custódia de Jesus
28.02.1852 Domingos filho de Antonio de Sá Rocha e Francisca Rosa de Jesus
02.06.1852 Domingos de Oliveira Curto
03.10.1851 Eugenio
10.03.1862 Eustachio escravo de Joaquim Honorio de Campos
09.11.1851 Francisca Rosa de Jesus mulher de Antonio de Sá Rocha
—.04.1862 Francisco
13.12.1851 Francisco filho de Francisco José Barbosa de Miranda e Maria Júlia de Oliveira
18.04.1852 Francisco João Luciano de Rezende e Felicidade
2?.12.1851 Francisco filho do Manuel Rodrigues e Anna
17.10.1864 Gabriel filho de Carolina Maria de Jesus
02.01.1852 João filho de Manoel Dias de Meirelles e Florentina Maria de Jesus
03.08.1851 João
08.10.1853 João Francisco Pires
27.09.1851 João Purí
23.05.1852 Joaquim Antonio da Silva
22.12.1851 José filho de Antonio Costa Ferreira e Anna Joaquina
07.07.1852 José Carlos de Oliveira
25.03.1861 José Luis Pereira filho de Francisca de ….
07.10.1851 José Nunes de Moraes
29.04.1863 Josepha escrava de David Alves Ferreira
04.08.1851 Leopoldino
14.05.1862 Lina Emigdia de Assis mulher de Francisco Fernandes Ferraz
11.04.1862 Manoel Benedicto
31.12.1851 Manoel Joaquim Ferreira marido de Mariana
—.07.1851 Maria mulher de Marcelino
02.12.1851 Maria
09.04.1862 Maria mulher de João Pires
17.11.1851 Maria
27.05.1903 Maria mulher de Sebastião Rezende de Mendonça
22.04.1862 Maria de Nazareth filha de Ana Valverde
27.03.1852 Maria Gomes mulher de João Rodrigues
30.05.1852 Matheus filho de João José de Souza e Verdiana de Jesus
28.06.1852 Rita escrava de Ana Teodora do Nascimento
07.03.1854 Rita Maria de Jesus mulher de Manoel Antonio de Oliveira
19.08.1852 Thomaz escravo de Hipolito Pereira da Silva
19.02.1862 Zeferino
26.05.1852 Zeferino José Ribeiro
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Primeiros casais formados em Piacatuba

Primeiros casamentos realizados na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Piedade, extraídos dos mais antigos livros paroquiais de Piacatuba.

Noivo

Noiva

Data

Alexandre Pinheiro de Farias Firmina Maria de Jesus 23.06.1851
Anselmo Alves Ferreira Angelica Maria de Miranda 29.11.1862
Antonio Anastacia 27.11.1854
Antonio Alves Ferreira Júnior Maria Rita de Jesus 09.04.1864
Antonio Carlos Ferreira Miquelina Florentina de Assis 02.05.1854
Antonio Carlos Ladeira Flavia Honoria da Assumpção 26.07.1854
Antonio de Sá Rocha Maria Rita de Jesus 23.09.1852
Antonio de Sá Rocha Rosa 29.05.1854
Antonio Duarte Ribeiro Manoela Maria de Jesus 11.11.1854
Antonio José da Costa Felisbina Francisca de Jesus 11.04.1864
Antonio José da Silva Joana Lusia de Oliveira 07.02.1855
Antonio Lopes Ferreira Ana Joaquina de Jesus 06.07.1863
Antonio Pernes de Miranda Ana Soares Garcia 29.11.1863
Antonio Romualdo de Oliveira Francisca Carolina de Oliveira 16.10.1854
Antonio Silverio Rabelo Ana Honoria da Conceição 12.07.1863
Baltazar Lopes da Costa Caetana Maria de Jesus 29.06.1851
Benedito Carlota 29.01.1855
Camilo Teresa 21.02.1852
Camilo Rosa 22.02.1852
Carlos José Fernandes Balduina Custodia do Amor Divino 17.02.1855
Cassiano José do Carmo Rita Teresa de Jesus 30.06.1852
Custodio Gonçalves Netto Custodia Francisca de Jesus 15.07.1865
David José Ribeiro Maria Joana de Oliveira 21.01.1852
Dominciano José Nogueira Maria Candida de Jesus 26.05.1852
Domingos Nunes de Moraes Maria Angelica de São José 20.10.1852
Elias Antunes Vieira Teresa Leopoldina de Jesus 05.07.1852
Florencianno Candido de Oliveira Maria Magdalena Gomes da Silva 09.11.1854
Francisco Barbosa da Silva Maria Rita do Espirito Santo 23.04.1854
Francisco da Costa de Souza Maria de Souza de Jesus 02.06.1854
Francisco de Assis Xavier Barbara Rosa Gomes 22.06.1863
Francisco Henriques Pereira Peregrina Maria de America 10.06.1865
Francisco José Barbosa Joana Luzia da Anunciação 15.02.1854
Francisco José da Costa Zeferina Rosa de Jesus 15.02.1854
Francisco Rodrigues de Souza Mariana Luiza de Jesus 18.02.1855
Galdino Antonio Martins de Oliveira Marciana Maria de Jesus 27.05.1865
Ignacio de Oliveira Lucia Florentina de Alves 21.02.1852
Jacinto Muniz de Melo Maria Ignacia de Jesus 04.03.1862
João Coelho Alves Maria Luzia 14.06.1854
João Francisco dos Reis Custodia Maria da Paixão 06.02.1865
Joaquim Ana 26.02.1854
Joaquim Claudio de Oliveira Maria Antonia Rosa de Jesus 11.02.1855
Joaquim José Ferraz Barbara Maria de Mendonça 18.10.1854
Joaquim Pereira do Valle Maria Custodia de Jesus 09.10.1854
José Coelho da Silva Maria Custodia de Jesus 21.08.1852
José da Cunha e Silva Tomazia Fermina de Jesus 28.11.1851
José Ferreira da Silva Maria Francisca de Jesus 24.08.1853
José Ignacio da Silva Francisca Maria de Jesus 25.09.1852
José Joaquim Barbosa Ana Maria de Jesus 14.02.1852
José Laurindo de Souza Maria Joaquina de Jesus 08.07.1865
José Martins Pacheco Rita Maria da Conceição 20.10.1862
José Rodrigues de Oliveira Florentina Maria de Jesus 15.02.1852
José Rodrigues de Souza Antonia Rosa de Jesus 28.02.1865
Lourenço Joaquina 26.02.1854
Manoel Antonio Gomes Mathilde Emerenciana de Jesus 01.05.1865
Manoel da Silva Ramos Ana Carolina de Jesus 26.04.1854
Manoel Joaquim de Souza Venancia da Silva Vieira 05.06.1865
Manoel José Bento Rosa Maria de Jesus 24.04.1854
Manoel José Ferraz Francisca Maria de São José 18.10.1854
Manoel Rodrigues de Souza Ana Maria de Jesus 07.08.1852
Matheus Eva 24.08.1853
Mizael de Araujo Martins Custodia Maria da Luz 29.11.1851
Pedro Maria 09.05.1852
Pedro Sopriana 29.01.1855
Pedro Paula de Almeida Maria Rosa da Gloria 22.08.1852
Quirino Izabel 23.07.1864
Ricardo Sebastiana 28.06.1852
Ricardo José de Moraes Rita Vicencia de Jesus 20.02.1854
Serafim José de Abreu Maria da Silva Vieira 05.06.1865
Severino Germana 15.01.1854
Simpliciano José Teixeira Maria José de Jesus 23.06.1864
Tertuliano Rita 23.11.1851
Tristão de Almeida Pinto Mariana 28.11.1854
Valeriano da Silva Ramos Rita Umbelina do Nascimento 09.09.1854
Venancio Eva 26.02.1854
Vicente Sabina 17.01.1854
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Primeiros batismos em Piacatuba – V, W, Z

Crianças batizadas em Piacatuba na segunda metade do século XIX, letras V, W e Z

CRIANÇA PAI MÃE BATISMO
Valentim Generosa 01.03.1868
Valentina José Bernardino Maria Carlota de Jesus 20.08.1875
Valerio Ignez 01.12.1867
Venancia Pedro Ciprianna 19.05.1862
Venancia Jose Joaquina 28.02.1864
Venancio Lourenço Florinda 11.02.1855
Vergelina Roberto Nunes de Sousa Florentina Maria de Jesus 22.05.1870
Vergelino Anacleto Fortunato de Paiva Maria Barbara de Jesus 01.10.1874
Vergilio Nicolao Alves Ferreira Francisca Angelica Ferreira 15.01.1867
Vergilio Carlos José Pinto Ritta Joaquina do Espirito Santo 10.12.1874
Vergilio João Evangelista do Nascimento Cecilia Augusta do Carmo 24.06.1877
Vergilio Antonio José Baptista Maria Rosa do Nascimento 22.05.1879
Verginia Matheus Eva 10.12.1868
Verginia Antonio José de Miranda Verginia Maria de America 20.08.1876
Verginia Manoel Francisco Coelho Esmerlinda Rosa de Jesus 29.04.1878
Vicencia Januaria 12.08.1867
Vicencia Miguel Gajano Maria Luisa d’Ávila 26.02.1871
Vicente Eva 11.04.1852
Vicente Antonia 02.12.1866
Vicente Quintilianno Romana 03.05.1868
Vicente Prudencianno Antonio de Azevedo Maria José de Jesus 14.04.1878
Vicentina Manoel Ferreira Ribeiro Junior Maria Magdalena de Jesus 16.12.1875
Victorina Antonio Maria 09.07.1871
Victorino Vicente Alves Ferreira Francisca 13.09.1856
Victorino Rita 04.03.1862
Vigilato Elias Dornellas da Costa Anna Joaquina da Luz 10.03.1873
Violanta Marcelina 18.03.1855
Virgellina Galdino Alves de Oliveira Marcianna Maria de Jesus 04.11.1866
Virgilio Antonio Mauricio Barbosa Carolina do Carmo Barbosa 07.04.1872
Virginia Claudio Jose Mina Braulina Custodia de Jesus 08.10.1864
Virginia Clementino José Tolledo Barbara Candida de Jesus 16.03.1873
Virginia Antonio Ribeiro de Araujo Joanna Candida de Jesus 06.03.1878
Virginio Lourentino José Dias Maria Ritta de Jesus 05.08.1872
Vitalina Domingos Ferreira de Oliveira Anna Rosa de Sousa 23.05.1869
Vitalina José Govêa Maria Carolina Govêa 25.12.1875
Vitalina José Roiz de Miranda Maria Lina de Jesus 19.05.1878
Washington Jose Maximiano de Moura e Silva Anna Dias Ferraz 24.06.1867
Wenceslau Francisco Miz. Pacheco Ritta Maria Nasareth 30.06.1878
Zacarias Miguel Teixeira Dias Valentina Maria de Jesus 04.05.1854
Zacharias Zacharias Roiz Pires Lusinda Loures 23.06.1878
Zeferia Joaquim Anna 30.08.1856
Zina Delfim Ferreira de Oliveira e S.ª Anna Maria da Conceição 15.06.1873
Zoraida Candido Jose Baptista Gabriella Francisca de Oliveira 12.06.1867
Zoraida Delfim Ferrª de Oliveira Anna Maria da Conceição 29.10.1871
Zoraida Manoel Marianno Themoteo Maria das Dores 30.04.1874
Zoraida Silverio Reginaldo de Carvalho Francisca Aurelianna de Meyrelles 02.11.1874

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