Arquivo da tag: ANVFEB

Expedicionários Leopoldinenses: de Aloisio a Antonio Vargas

Logomarca da coluna Trem de História

Da vez anterior falou-se apenas sobre primeiro nome da relação dos Expedicionários Leopoldinenses: Adilon Machado. Hoje, seguindo a ordem alfabética, o Trem de História continua a viagem e apresenta os dados biográficos de mais quatro conterrâneos que participaram da Guerra.

02 – ALOISIO SOARES FAJARDO cujo nome consta do monumento existente na Avenida dos Expedicionários(1). Por informes verbais sabe-se que fez parte do contingente que se ocupou do patrulhamento da costa brasileira, embora as buscas realizadas não tenham conseguido outras informações sobre sua participação na Guerra.

Aloisio nasceu (2) no dia 25 de agosto de 1921, em Leopoldina. Era filho de Joaquim Honório Fajardo e Maria da Assunção Soares. Seus avós paternos, Joaquim Fajardo de Melo Campos e Guilhermina Balbina, de tradicionais famílias de Piacatuba. Seus avós maternos foram Antenor de Souza Soares e Rosa Amália. Casou-se com Maria Assunção, com quem teve os filhos: José Antônio, Iran, Maria de Fátima, Aloisio e Arapuan.  Faleceu em Juiz de Fora no dia 05.06.90.

Após a Guerra, trabalhou como bancário e foi colaborador frequente da Gazeta de Leopoldina. Idealizou e fundou, junto com Oldemar Montenari, a Sopa da Fraternidade, no Centro Espírita Amor ao Próximo, em Leopoldina.

03 – ANTONIO DE CASTRO MEDINA, pelos arquivos da ANVFEB, portava a identidade TO-138. Embarcou para a Itália com o 11º RI, incorporado ao Depósito de Pessoal no dia 23.11.44 e retornou em 03.10.45.

Seu Certificado de Reservista de 1ª categoria nº 22502, do Ministério da Guerra – FEB, de 15.10.45, registra que ele esteve no Teatro de Operações da Itália no período de 23.11.44 a 20.09.45, tendo sido, em 15.10.45, licenciado do serviço ativo. Recebeu a Medalha de Campanha concedida conforme Diploma emitido pela FEB em 15.09.48. É membro honorário do IV Corpo do Exército Americano segundo o diploma emitido pela ANVFEB por transcrição da autorização contida no Boletim Interno nº 164, de 27.06.45, da 1ª Divisão de Infantaria Divisionária. Em 14 de abril de 2003, através da ANVFEB, recebeu cidadania honorária de Montese – Itália. Retornou da Itália em 17.09.45 no navio General Meigs.

Antonio Medina nasceu nas terras do município de São João Nepomuceno no dia 07.02.1918 e viveu em Argirita, antigo distrito de Leopoldina, quando voltou da Guerra. Casou-se em 30.12.46 com Argentina Gonçalves Medina e com ela teve os filhos: Antonio José, Alberto, Alaor, Anderson, Alda, Ana Lúcia, Alcimar e Alfredo. Faleceu no dia 11.04.2015.

04 – ANTONIO NUNES DE MORAIS consta nos arquivos da ANVFEB – Associação Nacional dos Voluntários da FEB, Juiz de Fora (MG) como o soldado 1G 294.410. Embarcou para a Itália com o 6º RI em 02.07.44 e retornou com o mesmo Regimento Ipiranga em 18.07.45. A mesma fonte registra que ele nasceu em Argirita em 25.10.1915. Casou-se com Deolinda Cândida de Morais, nascida em 17.11.27, com quem teve os filhos: Wanda Maria, Paulo Sérgio, Antonio Filho, Luiz Carlos, Eliziário, Maria Celeste e Angela Cecília.

05 – ANTONIO VARGAS FERREIRA FILHO tem seu nome no monumento da Avenida dos Expedicionários e na relação dos alunos da Escola Estadual Luiz Salgado Lima acima citada. Informações de familiares dão conta de que era carinhosamente tratado por “Antonio Dezoito” e que participou do patrulhamento da costa brasileira. Na década de 1980, trabalhou como mecânico em unidade do Exército Brasileiro, em Juiz de Fora (MG).

Antonio era descendente de Joaquim Ferreira Brito (3), do grupo dos principais formadores do Arraial do Feijão Cru. Casou-se com Balbina Borella Zangali (Sangalli). Faleceu em 14.08.14. Antonio e Balbina foram pais de: José Heleno, Osvaldo, Maria do Carmo, Antonio Carlos e João Batista Zangali (Sangalli) Vargas.

Por hoje o Trem de História fica por aqui. No próximo Jornal a viagem continua.

Notas

(1) PEREIRA, Rodolfo. Leopoldinenses na FEB (1943-1945). Publicado em 20 nov. 2013. Disponível em <http://www.acropolemg.blogspot.com.br/search/label/FEB>. Acesso em 08 mar. 15.

(2) RODRIGUES, José Luiz Machado e CANTONI, Nilza. Nossas Ruas, Nossa Gente. Rio de Janeiro: particular, 2004. p.21.

(3) CANTONI, Nilza. Família Ferreira Brito: personagens da História de Leopoldina. 3. ed. Publicado em  19 nov. 2011. Disponível em <http://www.cantoni.pro.br/f_brito/pafg81.htm>. Acesso em 09.01.15.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 16 de junho de 2015

  • Share on Tumblr

Expedicionários Leopoldinenses – Adilon Machado

Logotipo da coluna Trem de História.

A relação dos expedicionários leopoldinenses, conforme ficou dito na edição anterior, reúne os que participaram da Segunda Guerra Mundial, seja nos campos da Itália ou no patrulhamento da costa brasileira onde morreram mais brasileiros do que nos campos europeus.

O Trem de História de hoje começa a contar um pouco sobre a vida de alguns combatentes sem qualquer pretensão de fazer apologia à Guerra ou, julgar se ela foi justa ou injusta. Pretende, unicamente, falar do cidadão que foi uniformizado e mandado para a frente de defesa ou ataque. E que em muitos casos não voltou ou trouxe consigo as mazelas de uma guerra. Este cidadão que perdeu parte de sua juventude lutando contra um inimigo que não era seu, mas de seu país, é o foco da pesquisa.

Quando nada para que as gerações futuras possam contar aos mais novos, sem amarras ideológicas, que um dia o Brasil, num determinado contexto político e governamental, se envolveu num conflito mundial e, sem grandes recursos e prática (1), juntou civis e militares para criar a Força Expedicionária Brasileira que cuidaria de defender o território nacional. Nas unidades militares então formadas estavam 2947 mineiros (2) e destes, pelo menos mais de três dezenas eram leopoldinenses. Conterrâneos que num passado não muito distante lutaram e alguns morreram pelo país e, hoje, setenta anos depois, a cidade pouco se lembra deles.

Foram inicialmente considerados os nomes citados por Kléber Pinto de Almeida (3), os constantes no monumento existente na Avenida dos Expedicionários, no Bairro Bela Vista, em Leopoldina, e os pesquisados por alunos da Escola Estadual Luiz Salgado Lima (4).

A partir destas três listagens foram consultadas outras fontes, sendo fundamentais as informações colhidas na imprensa periódica da época do conflito, bem como nos arquivos da Associação dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira – ANVFEB, unidade de Juiz de Fora, MG e em alguns arquivos de familiares.

O primeiro da relação é ADILON MACHADO.

Um nome que aparece na relação do monumento na Avenida dos Expedicionários como Odilon Machado. No trabalho dos alunos da Escola Estadual Luiz Salgado Lima (4) ele consta como sendo Adilson Machado.

Adilon nasceu a 23.05.1919 e faleceu no dia 26.10.2001, em Leopoldina. Era filho de Francisco Custódio Machado e Rita Morais Machado e casou-se com Odete (5) Werneck de Souza, natural de Dona Euzébia (MG), filha de Américo Werneck de Souza e Maria Madalena Pinto. Adilon e Odete foram pais de Francisco de Assis, Lúcia Maria, Adilson, Rita Maria, Antonio Carlos, Sebastião Celso, Alchindar, Edilson e José Renê.

Por certidão (6) de 30.07.85 verifica-se que Adilon foi incorporado ao Exército em 01.03.41 e excluído em 22 de novembro do mesmo ano. Foi reincluído por convocação de 10.04.43 e atuou na proteção da costa brasileira a bordo do navio Itaquera, entre o porto do Rio de Janeiro e Caravelas, na Bahia, tendo participado efetivamente de operações bélicas até 21.10.43. Em 15.03.92 recebeu o diploma da Associação dos Ex-Combatentes do Brasil, em Juiz de Fora (MG).

Segundo informe da Prefeitura (7) Adilon Machado empresta seu nome ao Centro Municipal de Educação Infantil – CEMEI no distrito de Ribeiro Junqueira, onde foi produtor rural e residiu durante toda a sua vida.

Notas

(1) MIRANDA, Francisco. 70 Anos da Tomada de Monte Castelo. A Batalha que Euclides da Cunha não viu. Disponível em <https://chicomiranda.wordpress.com/tag/soldados-brasileiros>. Acesso em 01 jan. 2015.

(2) MORAES, J. B. Mascarenhas de. A FEB pelo seu Comandante. 2.ed. Rio de Janeiro: Bibliex, 1960. p. 401.

(3) ALMEIDA, Kléber Pinto de. Leopoldina de todos os tempos. Belo Horizonte: s.n., 2002. p.101

(4) PEREIRA, Rodolfo. Leopoldinenses na FEB (1943-1945). Publicado em 20 nov. 2013. Disponível em <http://www.acropolemg.blogspot.com.br/search/label/FEB>. Acesso em 08 mar. 15.

(5) PAMPLONA, Nelson V. A Família Werneck. Rio de Janeiro, particular, 2010. p.122

(6) Ministério do Exército, Certidão do Departamento Geral do Pessoal, Diretoria de Cadastro e Avaliação.

(7) OLIVEIRA, Paloma Rezende de. História das Escolas – Leopoldina – Trajetórias e memórias das instituições escolares de Leopoldina/MG. Disponível em <http://historia-das-escolas-de-leopoldi.webnode.com/products/cemei-adilon-machado/>. Acesso em 08 mar. 15.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 1 de junho de 2015

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
  • Share on Tumblr